O censurado regressa às bancas

Depois de ter sido despedido do Charlie Hebdo por se ter metido com o filho de sua excelência Nicolas Sarkozy, Siné volta aos quiosques com uma nova revista.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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5 Responses to O censurado regressa às bancas

  1. Nuno Cruz diz:

    O Siné não é um coitadinho e não foi despedido do Charlie Hebdo por se ter metido com o betinho do Jean Sarkozy (de quem não sou exactamente um admirador), mas por ter contribuído, mais uma vez, para o seu próprio longo historial de anti-semitismo.

    Os outros autores do CH apoiaram a decisão do Philippe Val.

  2. Caro Nuno Cruz,
    De facto, a desculpa do despedimento foi anti-semitismo. A realidade é outra: Siné ridicularizou a conversão do filho de Sarkozy ao judaismo PARA SE CASAR COM UMA MILIONÁRIA. Desconfio que o alegado anti-semitismo de Siné é igual ao anti-cristianismo de António: chama-se humor e liberdade. Para mais, algumas criaturas tendem a confundir qualquer crítica ao Estado de Israel ao anti-semitismo e pensar que o sionismo é uma doutrina que todos devem ser obrigados a seguir.

  3. Nuno Cruz diz:

    E enfim, uma revista ‘anarco-libertária’ onde participa o desenhador Philippe Geluck, um dos autores-símbolo de uma arte vendida a tudo e todos e de qualidade medíocre?

  4. Nuno Cruz diz:

    Caro Nuno Ramos de Almeida,

    Sem ter muito tempo para a resposta, julgo não poder se comparar um caso e outro. O Siné sempre foi conhecido por ter posições extremamente radicais. A crítica não teve rigorosamente nada a ver com o estado de Israel mas com a imagem de um certo arquétipo racista dos judeus e de um rumor de conversão ao judaísmo que nunca se chegou a se concretizar.

    Palavras de Siné em 1982: “Je suis antisémite et je n’ai plus peur de l’avouer. Je vais faire dorénavant des croix gammées sur tous les murs…Je veux que chaque juif vive dans la peur, sauf s’il est pro palestinien…”

    Mais: “Le 12 février 1985, l’illustre Siné fut condamné par la 17e Chambre correctionnelle de Paris pour incitation à la discrimination, à la haine et à la violence raciales.”

  5. jorge diz:

    Nesta super-produção de espuma dos dias, é um original assinalar da passagem do 11 de Setembro….
    Se calhar neste caso, como no ‘outro’, os “gajos” “estavam a pedi-las”?!
    As melhoras!

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