Diplomacia quoi?

Sarkozy fez mais uma revolução que vai entrar nos anais da diplomacia. Antes dele, os diplomatas tinham que negociar longamente um texto para conseguir o acordo entre as partes. O presidente francês implodiu esses procedimentos morosos com uma artimanha de génio: escudado na sua língua minoritária dá a cada um uma versão diferente do acordo. Aos russos dá-lhes um texto que mantém a autonomia da Abcásia e da Ossétia do Sul, aos georgianos faz-lhe chegar um documento que garante a soberania de Tiblissi sobre estes territórios. Há só um problema potencial: um dia o amanuense de apoio ao novo Napoleão troca os documentos e os hospedes franceses acabam enforcados nos territórios selvagens do leste.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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