Metro a metro, lá nos vamos afundando

Graças ao nosso comentador António Vilarigues, dei com esta história exemplar: o Metro de Lisboa, décadas depois de ter aceite, à borla, o trabalho da pintora Maria Keil para decorar duas das suas estações, resolveu achar que a obra estava fora de moda e avançou de picareta em riste para remodelar as estações em causa. Lá se foram os azulejos, escaqueirados e reduzidos a entulho. Depois a coisa ainda ficou pior: ao que parece, esta empresa pública – que até se gaba da obra – decidiu não compensar de forma alguma a artista pela agressão porque… o trabalho não tinha sido remunerado! E ainda dizem que os gestores portugueses são fraquitos.

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