O spam agora tem um nome fino

Nem lido se acredita: ao que parece, existe alguém nos CTT que acha boa ideia pagar a uns artistas que se “infiltram” em blogues e afins e por lá depositam umas cagadelas comerciais disfarçadas de comentários. “Se nos dirigirmos a ele (o consumidor) como anunciantes de determinada marca ou projecto as suas resistências serão à partida maiores”, diz um dos espertalhões, aparentemente a leste da falta de moral, legalidade e (espero eu) eficácia da espertalhice. É que não basta chamar à coisa marketing digital” para que deixe de ser o que é: spam. E a manobra tinha a subtileza de um cio de elefanta: por exemplo, se se discutiam notícias então polémicas sobre combustíveis reciclados, lá aparecia a “Sara” a impingir a sua ladainha, feita vendedora de alcatifas perdida e alucinada: “Olá Sara do Aqui Há Selo. Encontrei aqui temas pertinentes, gostei dos posts e como as energias renov´
aveis (sic) merecem ser debatidas, deixo aqui um link irrequieto” (blá, blá, blá). E eu a pensar que havia leis contra estas cretinices.

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