Tédio, Vídeos e Férias

Estou farto. A piada da blogosfera é conhecer outras opiniões e participar numa discussão a várias vozes. Há meses que não leio os outros blogues. Acabou o prazer. Ficou apenas a irritação.

Nem tudo foi mau, conheci alguns amigos (não, não são as criaturas da foto), como o Rodrigo Moita de Deus e o Paulo Pinto Mascarenhas, que dificilmente encontraria se não fosse esta estranha máquina. Reencontrei muitos outros no 5 dias. Li o maradona e, como tal, já posso morrer em paz.
Nesta maravilhosa terça-feira vi dois filmes . Imagens de um tempo e de uma cultura que nos dizem ser diferentes. Estranhamente, tudo o que alí somos também nós. Paradise Now e a Batalha de Argel (este pode ser visto na integra no Youtube) são dois socos no estômago. Passei a infância na Argélia, como jornalista, já estive em vários campos com gente que hoje seriam chamados de terroristas, infelizmente nunca fui à Palestina. Vejo este universo pelos filmes e pelos livros. Pode-se perceber o sabor das coisas no livro O motorista de autocarro que queria ser Deus, do israelita Etgar Keret, como no filme Intervenção Divina , do palestiniano Elia Suleiman.
Perto do meu bairro, numa parede de um hospital, está esta frase que reza mais ou menos isto: “umas sentem o prazer do tédio, outras não”. É, de facto, um problema.
Fico irritado porque nunca conseguirei participar no The Onion. Gostava de fazer um vlog como o Epic Fu.
Vou de férias, talvez aqui volte no Outono.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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