Cruzadas para todos os gostos

Acho muito interessante o artigo de opinião da Fernanda no DN, embora não concorde com ele e me escandalize mais a pergunta do DN do que a resposta de Pacheco Pereira. Não me parece normal esta pergunta: “Escreve num jornal onde há uma cruzada declarada contra José Sócrates?” . A ter sido feita ao entrevistado, o que se pretende saber aqui? Pelos vistos, dá-se por adquirida a “declarada” “cruzada” (já agora quem a declarou? a direcção do Público? o governo? o DN?) . Estando pretensamente estabelecida essa guerra santa do jornal da Sonae, pelos vistos, o que se pretende confirmar é se Pacheco Pereira escreve no Público, apesar de haver uma cruzada. O que como pergunta… é fraca.
Nunca concordei com o director do Público, mas francamente, não vejo nenhuma “cruzada”. Publicar notícias que podem ser desagráveis, para o governo ou outras entidades, chama-se jornalismo. Chamar-lhe “cruzada”…. chama-se o quê?

Adenda: Tendo lido este post, acho que o problema do jornalismo português não é uma, alegada, vontade de prejudicar o governo, mas uma falta de memória e capacidade de não cair em operações de propaganda governamentais ou outras.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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