A grande fractura

Na semana passada, a esquerda responsável e a direita do arco da governação mostraram as suas inultrapassáveis diferenças. Estavam a votar uma proposta do PS e PSD. Os homems de Sócrates chumbaram a proposta do PSD e aprovaram a sua. Mostraram, mais uma vez, a aleivosia daqueles que teimam em considerar que há um centrão dos interesses. Que diabo! Ainda existem convicções! Só gente extremista, amiga do Chávez, é que pode dizer que a governação do PS é igual à do PSD. Para Sócrates, as pessoas não são números. Os pobres têm cara. E os salários não param de crescer, quase tanto como as notas da matemática. Tivesse o governo mão nas estátísticas europeias e a verdade seria exibida no seu máximo explendor: em Portugal só há ricos e muito ricos.

Voltando à votação, só é pena que o texto do PSD, que o PS chumbou, fosse vírgula a vírgula, letra a letra, igual ao texto do PS que foi aprovado.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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