“A má matemática na aprovação do Tratado de Lisboa”

Numa altura em que tanto se fala do facilitismo nos exames de Matemática, um bom teste seria ver quanta gente percebe este artigo do Rui Curado Silva. Não só concordo com o dito artigo como acrescento: deveria avançar-se de vez para uma Europa a duas velocidades, com um pelotão “da frente” que quisesse aprovar uma Constituição Europeia e um “de trás” que não quisesse. O pelotão de trás haveria de querer juntar-se ao da frente passado algum tempo. É a história que o demonstra e a história, já diz Marx, é inevitável.

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8 Responses to “A má matemática na aprovação do Tratado de Lisboa”

  1. al diz:

    O que não parece nada inevitável em Portugal é a miséria. Física (a fome, a tuberculose) e intelectual ( a desgraça do ensino, as mitomanias várias, a falta de juízo).

  2. Luis Moreira diz:

    Não dá caro Filipe.Veja o que seria se os 20% que não aprovassem o Tratado em referendo global em toda a UE,correspondessem á Alemanha! Apesar do peso dos outros 80% pelo sim,politicamente,o tratado não teria qualquer possibilidade de fazer o seu caminho. Ou se, socialmente, um país como a Alemanha,não estivesse de acordo e houvesse um movimento forte contra o sim!De nada valeria o referendo.Há que perceber o não da Irlanda e chegar a uma versão que mereça o sim!

  3. Ricardo Santos Pinto diz:

    Isso é que é respeitar a vontade do povo. No único país em que são chamados a escolher, os cidadãos voytam contra. Imafgine-se se tivessem feito a pergunta em mais países. Se calhar, a Irlanda não seria a única a dizer NÃO!

  4. ezequiel diz:

    “O pelotão de trás haveria de querer juntar-se ao da frente passado algum tempo. É a história que o demonstra e a história, já diz Marx, é inevitável. ”

    Se Marx o diz é porque deve ser verdade.
    o homem sabia do que falava

  5. Euroliberal diz:

    A solução é um referendo federal (Um SÓ EM TODOS OS PAÍSES NO MESMO DIA). Os do não seriam esmagados. Países em que o “não” triunfasse poderiam fazer um opting out, para não empatarem os outros… E a democracia é representativa, não directa, porque a populaça é burra… como se viu na Irlanda… os referendos nacionais são uma burla, uma palhaçada de esquerdalhos aliados a neoconeiros e neo-nazis… Uns traidores…

  6. Luis Moreira diz:

    Haver pelotão da frente foi o que se passou com a introdução do Euro.Um a um vão entrando.E com o Tratado tambem vai ser assim.Dialogar é preciso.O que eu não vejo é alternativa para a UE.

  7. Filipe,
    O mais é a opinião de K Marx que nos transmites: “a história é inevitável”. Exactamente a mesma opinião do Zé da Esquina. Curioso, não achas?

  8. Ricardo Santos Pinto diz:

    Filipe o Belo?
    Curioso, conheci este nick numa sala de chat do Terravista…

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