Dia da Raça

Ainda não sou nenhum Matusalém (embora para lá caminhe, com as devidas cautelas), mas (à conta de ser o mais novo) ainda me lembro da estranha e desagradável relação que na altura da minha infância (anos 60) os jovens perto de mim sentiam existir entre Portugal e o estrangeiro (i.e., a Europa que contava, maxime França e Inglaterra): o venerando Chefe do Estado, o Portugal oficial, o António Calvário a cantar a “Oração”, eram uma vergonha; orgulhos, tinha-os a gente nalguma cultura dita “da oposição” – e no Eusébio. Quando, muito atrasado, ouvi há bocado a história do dia “da raça” – e repetido, “da raça” – senti-me quarenta anos mais novo.

PS: O maior – ou pelo menos o mais consensual – português do século XX foi o Eusébio da Silva Ferreira; os heróis deste Euro foram, até agora, e sucessivamente, Pepe e Deco. “Raça”? Isso talvez na Lituânia, you bloody fools.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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