Voz à minha costela autoritária

E se um grupo terrorista ou simplesmente criminoso resolvesse sequestrar o sistema de transportes de mercadorias de um país, recorrendo à intimidação mafiosa – “se continua, não garantimos a sua segurança”– e a umas quantas agressões e lapidações? E se eles resolvessem pedir um resgate apreciável, em géneros – “combustível mais barato” – ou numa espécie de salvo-conduto – “que a polícia não nos pressione tanto” – para poderem fugir à lei com mais conforto e impunidade?
Presumo que a paciência e o tempo para negociações com quem afinal nem tem mão nos operacionais estivessem já esgotados por esta altura. É por estas e por outras – mesmo sabendo que o caos resultante traria consequências imprevisíveis – que já dei por mim a pensar na falta que às vezes faz um pouco de brutalidade policial.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

19 Responses to Voz à minha costela autoritária

Os comentários estão fechados.