Momento poético

O inefável chefe dos laranjinhas portuenses, Marco António Costa, apoia Pedro Passos Coelho. Mas tal não o impediu de ir prestar vassalagem ao soba do Funchal, presenteando-o com a proclamação de que ele «é quem verdadeiramente no partido materializa a visão social-democrata de Sá Carneiro».
Calma. Não se precipitem, que o senhor não quis ofender a memória do fundador/mártir do PPD. Não; o Sá-Carneiro que ele tinha em mente era mesmo o Mário, o poeta. Como é que eu sei? Simples. Semelhante arroubo só pode ter sido inspirado pela memória destes versos:
« Eu queria ser mulher para ter muitos amantes
E enganá-los a todos – mesmo o predilecto –
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes…»

Ou foi isso ou foi da poncha.

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