Horse race politics à portuguesa

No Cachimbo, uma série de bons posts sobre as próximas eleições do PSD. Textos informados, especulativos, desafiantes. E sem uma só frase que ultrapasse o entendimento da actividade política como um jogo de tabuleiro. Ali, fala-se com desenvoltura de “exércitos”, “tropas”, “generais”, da dança das cadeiras e do tango dos apoios. Quanto às famosas e tão ariscas “ideias”, o melhor que se arranja é tartamudear que talvez não façam assim tanta falta. Tentar distinguir nos candidatos estratégias, mesmo que parcelares, para o país parece tarefa sem grande mérito nem cabimento. O que conta, para já, é a “pacificação” interna, o que urge é captar votos nos muitos “quadrantes” que animam aquelas bandas. Lê-se e fica-se com a ideia de que está em discussão apenas a tomada do poder num qualquer condado do World of Warcraft: diversão saudável sem implicações de maior para lá do tabuleiro do jogo.
Quando a alma apolítica deste novo PSD parece tudo contaminar, já só se pode esperar que ganhe o menos mau. Mas todos vamos ficar a perder.

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