Aceitar a mudança

Na última crónica aconselhei o dr. Menezes a tirar umas férias de Verão antecipadas e levar consigo o circo que permitiu (e até promoveu) à sua volta. Inesperadamente, foi mesmo isso que ele fez, demitindo-se. Ou talvez não. Talvez volte. Talvez não volte. Nunca se sabe, e isso é o que tem de bom políticos como ele e Santana Lopes. Com eles, só se pode prever a imprevisibilidade.

Estão errados, porém, os comentadores que pensam que basta trazer ao PSD gente sisuda para que as coisas se componham. Apelar aos “notáveis” que sejam humildes e dêem o corpo ao manifesto não basta. Não basta sequer pedir um programa pontualmente distinto do PS, nas auto-estradas, na RTP ou na Caixa Geral de Depósitos. É preciso mais do que isso: reconhecer que o PSD não tem uma maneira estruturada de ver este tempo e este país. Os comentadores da vossa área, meus caros eleitores do PSD, nunca o reconhecerão porque isso significaria admitir que eles próprios vos têm andado a servir gato por lebre.

A visão do mundo que em tempos funcionou foi: nós servimos para governar, a esquerda não serve. Na sua versão mais sofisticada: a esquerda não serve porque é “politicamente correcta”, “modernaça” e “anti-mercado”. A primeira destas queixas é meramente reactiva, a segunda não tem mal nenhum, e a terceira já teve melhores dias.

Depois da fuga de Durão, a estrela de Santana e cometa Menezes, a maioria dos portugueses já não vê o PSD como o “partido de governar”. Mas isso é uma estrela que não volta assim. Enquanto o PSD continuar a falar para um país que não mudou, enquanto reciclar preconceitos que já perderam a validade, enquanto continuar pensando que o Cavaquistão mais uns pózinhos de Norte, Madeira e Cascais faz o país real, estará condenado a não saber para quem fala e a não ser entendido por quem o escuta.

***

Quando nos encontramos numa situação assim, há dois passos para uma solução. O primeiro consiste em ver em que pontos a nossa ideologia já não vale. O segundo é convencer a maioria das pessoas de que partes da nossa ideologia continuam a valer como antes, ou ainda mais. Quem não tem humildade para o primeiro passo não será levado a sério no segundo.

Não é pois uma questão de o PSD escolher se quer ser conservador, liberal ou social-democrata, mas de entender que deixou aviltar o que lhe resta dessas correntes. Hoje o PSD não é conservador mas atávico, liberal mas oportunista, social-democrata mas clientelista.

Por um lado, foi a prática que aviltou a teoria: é ridículo ver o PSD combater no parlamento a reforma do divórcio em nome dos valores da família ao mesmo tempo que usa a vida pessoal dos opositores (e até a dos seus dirigentes) na praça pública.

Mas é mais verdade ainda que a própria teoria já não funciona. Para dar o mesmo exemplo, no Portugal de hoje a maioria das pessoas não acham que a liberdade individual seja um papão que vai destruir os laços entre as pessoas, e as pessoas que têm grande afeição pelos valores tradicionais são cada vez menos e têm cada vez menos peso eleitoral.

E a teoria sobre a teoria também está errada: para dar o mesmo exemplo, a ideia de que “estas coisas só interessam à esquerda intelectual e à classe média”. Hoje os portugueses são mais classe média e mais informados do que eram, e o que vêem é uma direita menos preocupada com a liberdade das pessoas do que, por exemplo, com a liberdade das empresas.

Os comentadores e os “notáveis” da vossa área não querem reconhecer isto, e nesse sentido são mais parte do problema do que da solução.

Sobre Rui Tavares

Segunda | Rui Tavares
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12 respostas a Aceitar a mudança

  1. “o que vêem é uma direita menos preocupada com a liberdade das pessoas do que, por exemplo, com a liberdade das empresas.”

    Explica lá melhor essa diferença, Rui. O Carlos Abreu Amorim, um tipo que percebe e estuda (e defende) muito mais a “liberdade” do que eu, garante que “liberdade” só há uma. Gostaria mesmo que explicasses.

  2. tric diz:

    o que é interessantes é ver os esquerdistas “ESPANHOIS” ,tal como o Rui Tavares, a indicarem o caminho da salvação da Direita Portuguesa !!! e esse caminho é a Direita ser liderada pela ala ABORTISTA , ou melhor , pela ala “GAY” do PSD ( os modernos…) !! Cá pra mim , Pedro Passos Coelhos mais os seus freneticos apoiantes ( Pedro Marques Lopes e Vasco Rato,etc – famosissimos Abortistas ) , vão ter muito boa comunicação social , por parte da esquerdalhada “espanhola”…

  3. Rafael Marques diz:

    Acha que este comentador que a seguir reproduzo faz parte de que problema?

    Deslocou-se o PS para o “centro”, onde tradicionalmente habitava o PSD, ocupando um espaço político que o asfixia? Como se pode fazer oposição contra um governo que parece realizar com mais determinação as reformas que sempre foram defendidas pelo PSD? Não é possível, ou é difícil, tomar uma posição distinta, que demarque o PSD do PS? Todos os dias é possível encontrar este tipo de afirmações, que me levam a uma reacção do género: tretas, bullshit. Quisesse o PSD e todos os dias se perceberiam claras e distintas as diferenças, onde há diferenças. O problema, também tão claro e distinto, está no “quisesse”.

    Exemplos? Não faltam, embora exijam coragem e nalguns casos rupturas com o passado, mais com as atitudes tomadas do que com posições programáticas. E não faltam exemplos, porque o PS pode andar na dança das cadeiras entre os lados da sala, mas verdadeiramente não se senta em nenhuma, a não ser naquela em que já está sentado, uma cadeira onde os pés são os impostos, e as costas e braços o Estado. O primeiro-ministro quer fazer dessa cadeira um móvel de design, inteligente e com luzes a brilhar, mas é mais deslumbramento do que substância.

    Vamos aos exemplos. Deixo de lado todo o terreno habitualmente mais debatido da configuração do Estado e do seu papel na economia. Não porque não seja decisivo, mas sim porque me parece aí evidente que o que falta à oposição é assumir uma política liberal consistente, menos presa à vulgata do liberalismo teórico e mais concentrada num esforço continuado para diminuir sempre o Estado onde ele não é preciso, encontrar sempre soluções do lado da sociedade, privilegiar a iniciativa da liberdade individual e não a da engenharia social. Aí, as distinções possíveis, não as que existem hoje, mas as que deveriam existir, são tão flagrantes que não vale a pena estar a arrombar portas abertas: o país precisa de mais liberdade e de mais liberalismo.

    Deixemos também de lado as chamadas “questões fracturantes” que, ou são folclore radical que chegou ao mainstream pela máquina destiladora do “politicamente correcto”, ou então são matéria de consciência e de vida privada, em que o Estado não devia meter-se. É um sinal da degradação da nossa vida pública e do esvaziamento político dos principais partidos portugueses que essas “fracturas” tenham tido a dimensão que tiveram, se tornassem, e regularmente se tornem, questões centrais da agenda política. O máximo resultado que dão é produzirem mais legislação de engenharia social, que manterá a sociedade exactamente como estava antes.

    Exemplos de zonas de oposição? Comecemos por uma, tão crucial quanto ignorada e reprimida: a política externa, a visão global de uma política externa no mundo tal como é hoje. Defrontando questões como o Iraque, a Bósnia, as relações transatlânticas, a construção europeia (que ainda é uma questão de política externa), as relações com os PALOP, onde não existe hoje um corpo de pensamento, mas apenas continuidades que passam por ser “política de Estado”, ou meras posições oscilantes ao sabor da decisão de outros. Um país que tem tropas na Bósnia, que participa nominalmente no esforço de reconstrução do Iraque, que alterou a sua Constituição para aprovar um Tratado Constitucional, que tem um problema simbólico de identidade com Espanha, que tem uma larga comunidade emigrante pelos cinco continentes, que partilha uma das línguas mais faladas no mundo, pensa muito pouco no que se está a passar à sua volta.

    Comecemos com Espanha. Não é preciso ir mais longe – Espanha está a mudar muito devido à crescente força das suas autonomias, que os entendimentos com a ETA vão fortalecer. O desenho político do Estado espanhol está muito mais fragmentado, e se é fácil aos portugueses encontrar uma Espanha unitária na economia, já é cada vez mais difícil encontrá-la na política externa, em que Zapatero causou perplexidades e estragos a um caminho de “grande potência” que Aznar seguia. Que implicações tudo isto tem para nós? Não estudamos, não conhecemos, não sabemos e por isso o “Espanha, Espanha, Espanha” do primeiro-ministro é tão vazio como o pragmatismo sem princípios que passeou por Angola. Em todas estas matérias não há hoje doutrina, mas uma sucessão de posições ao sabor da opinião pública.

    Passemos para a questão do terrorismo apocalíptico dos nossos dias, associado a todos os problemas confrontacionais de carácter cultural e civilizacional com o fundamentalismo muçulmano, envolvendo a questão israelo-palestiniana, a situação no Iraque, e, no limite, o fosso entre parte da União Europeia e os EUA. Aqui sei mais o que pensa o PS de Sócrates (que não é o mesmo do PS de Gama), do que sei o que pensa o PSD, porque este deixou degradar o seu pensamento com medo da impopularidade de algumas posições que nunca defendeu como devia – como seja a participação de Portugal na cimeira dos Açores. Mas também sei que em todas estas matérias se exige uma ideia estratégica. E a haver um esforço de clarificação, perceber-se-á como é fundamental alicerçar uma oposição à política externa socialista, que encontra em Freitas do Amaral um dos seus expoentes mais radicais. Que melhor terreno para os partidos de oposição para fazer oposição, onde ela faz falta, numa matéria como a política externa, onde a tradição de consenso é hoje em grande parte feita de ambiguidades?

    Querem outro exemplo de diferença numa área crucial para o futuro e qualidade da nossa democracia e do espaço público? A defesa da privatização total dos órgãos de comunicação social do Estado. Aqui o PSD já teve posições muito distintas, tendo já defendido na liderança de Marcelo Rebelo de Sousa essa privatização total, depois, com Barroso, recuou. O historial prático não é brilhante: enquanto governo foi tão estatista como o PS, controlou a comunicação social pública como o PS, mas tem a seu favor nesta área a privatização de uma parte da comunicação social pública e a abertura do espaço audiovisual ao sector privado. Há muitas razões de fundo para olhar para o sector da comunicação social pública de modo inteiramente distinto daquele que é habitual hoje. Há razões políticas, culturais, económicas e tecnológicas, para se fazer essa mudança, que é, aliás, inevitável por causa da revolução na produção, gestão e divulgação da informação e do entretenimento.

    Muitos outros exemplos de diferenças em que se podem alicerçar políticas de oposição necessárias apareceriam se olhássemos para o nosso país tal como ele é: um tecido desigual de muito arcaísmo e pouca modernidade, com tendência para que a modernidade seja moldada pelo arcaísmo, um misto de práticas subdesenvolvidas, com muito escassas “boas práticas”, com pequeno enraizamento social. O Governo PS mostra pouca sensibilidade com esta realidade, deslumbrado que está pelo brilho tecnológico de receitas sem qualquer correspondência com a nossa realidade social.

    Aqui há uma verdadeira cornucópia de linhas de actuação alternativas: desde a afirmação crucial do papel da mentalidade empresarial, que para se gerar da escola para o trabalho, implicaria mudar, e muito, as velhas universidades e pôr em causa os seus poderes corporativos; até à formulação de uma nova política agrícola, que também se tornou terreno apenas de práticas de resistência ou de adaptação aos subsídios europeus e que precisa mais do que nunca de uma visão de conjunto. O mesmo se pode dizer da necessidade de, de uma vez por todas, mudar o centro da política de “cultura” estatal, baseada na subsidiação, a favor de uma distinção entre políticas patrimoniais e políticas de animação e educação, que ganham em ser realizadas por outro tipo de ministérios, como o da Economia e da Educação.

    O país está a entrar num novo desenvolvimentismo ecológico, ou seja a utilizar argumentos que eram clássicos dos grupos ecológicos, como seja a crítica às energias não renováveis, para criar áreas de negócios “verdes” que trazem consigo novos riscos e pressões ambientais que ninguém quer tratar como tal. É o caso da desaparição progressiva da paisagem natural com a instalação maciça de parques eólicos. Esta nova economia “ecológica” fará tantos estragos como a antiga se não se travar a corrida para o lucro predador que já está em curso, e não será do PS que virá essa preocupação.

    Depois, a agenda da economia, no sentido lato de “economia política”, não é a dos jornais económicos, como pensam os yuppies socialistas e sociais-democratas. Falta nessa agenda muita coisa que não pode ser ignorada na acção política: o mundo do trabalho, o mundo das micro-empresas, a agricultura, o novo tecido social gerado pelas mudanças económicas, desde o impacte do desemprego nas expectativas de vida, as novas formas de conflitualidade social, até aos problemas gerados pela emigração, a que fechamos muitas vezes os olhos.

    Não faltam, como vimos, muitas áreas em que se sabe o que o PS, os seus Governo e primeiro-ministro pensam, fazem ou não fazem e até onde vão. Ora, toda uma outra visão de Portugal existe e faz diferença. Esse Portugal precisa de oposição, precisa de alternativas. É verdade que muitos dos exemplos que dei são polémicos na oposição, porque escapam ao terreno comum em que PS e PSD têm gerido, muitas vezes em continuidade, o Estado. Mas se não se quer mesmo morrer asfixiado e dar razão aos teóricos da ocupação do “espaço político” tem que se fazer uma revisão profunda em todas as áreas fundamentais da política. Uma revisão do que se fez, das posições tradicionais tidas no passado, e dos problemas do presente. Se tal for feito, ver-se-á como há mais razões, históricas, programáticas e ideológicas, para defender estas alternativas do que para andar a mexer por turnos o mesmo caldeirão.

    José Pacheco Pereira.

  4. Saloio diz:

    Estimado Sr. Dr. Rui Ramos: é curioso ver como o senhor, que é da área esquerdista, estar tão preocupado com o PSD, que até o levam a dois longos comentários – que, no bom sentido, têm alguma razão.

    Só que as observações e recomendações que atribui ao PSD podem-se aplicar ipsis verbis ao PS, com uma única e grande diferença de fundo: é que os laranjas não renegam a sua ideologia com uma prática desviante para as políticas economicistas/comerciais da extrema-direita, e os rosas é o que o senhor tem visto sempre que estão no governo (recorda-se do Dr. Mário Soares ter posto o socialismo na gaveta?), e sobretudo nos últimos 3 anos.

    Acha o senhor, por acaso, que o Dr. Santana ou outro qq laranjinha, era capaz de alterar as regras das reformas miseráveis sem uma contra-partida razoável? Ou acabar com os (minúsculos) benefícios dos deficientes? Ou mandar fechar um centro de saúde só porque não é rentável?

    Digo eu…

  5. Luis Rainha diz:

    Filipe,já ouviste por certo aquela história da nossa liberdade acabar onde começa a alheia, não? Agora, imagina o nosso empresariado com mão absolutamente livre para fazer o que quisesse: nas relações laborais, na destruição do ambiente, no controlo de qualidade dos seus produtos, no esmagamento dos concorrentes mais pequenos, na cartelização de preços, etc. Estás a ver como é que a liberdade dos mais fortes pode condicionar a tua?

  6. Rafael Marques diz:

    Se este CAA que antecede é o Carlos Abreu Amorim devo dizer que é muito divertido vê-lo vir aqui concordar com o Rui Tavares.

  7. Model 500 diz:

    Sei de fonte segura que foi justamente a crónica de Rui Tavares que desencadeou a decisão de Menezes se demitir. Para bem ou para o mal, o Rui Tavares é o culpado de tudo isto.

  8. Muitíssimo bem, Rui Tavares! Só não vê quem não quer (ou quem, de todo, não PODE!)…

    Só reforçaria um aspecto da sua brilhante argumentação: na seguinte frase «(…) nós [a Direita] servimos para governar, a esquerda não serve. Na sua versão mais sofisticada: a esquerda não serve porque é “politicamente correcta”, “modernaça” e “anti-mercado”.»

    Eu acrescentaria um quarto argumento de peso: a Esquerda não serve, porque é INCOMPETENTE.

    Foi este, quanto a mim, o factor decisivo nas vitórias da Aliança Democrática (Sá Carneiro/Freitas do Amaral) e do P. S. D. de Cavaco Silva. As quais, recorde-se sempre, foram praticamente SIMULTÂNEAS a grandes vitórias da Esquerda para as eleições presidenciais, quando estavam em causa as questões de Regime – Liberdade, Democracia, Estado de Direito.

    Ou seja, o mesmo Povo que votava à Esquerda em termos de valores políticos, votava à Direita para o governo da Nação. Porquê? Exactamente porque os políticos de Esquerda eram uns (bons) idealistas, mas no que toca a “bulir”, a Direita dava mais garantias.

    Ora parece-me que, de todos, o mais destrutivo para a imagem da Direita (porque com profundas consequências a prazo) foi precisamente o ruír estrondoso deste mito nos últimos seis anos, com os (des)governos de Durão, Portas, Santana, Ferreira Leite, Telmo Correia, João Jardim, Luís Nobre Guedes, Carmona Rodrigues e muitos outros, que provaram até à exaustão a incompetência e imoralidade da Direita dos nossos dias.

    Quer quando comparada com a Direita tradicional, o que já era grave, quer sobretudo quando comparada agora com um Governo de Esquerda finalmente competente, o que é de facto gravíssimo!

  9. Rafael Marques, pá, desculpe lá, até me esquecia de si. Recorde-me lá, estava a falar de quê no início? Ou era o Pacheco Pereira? Não entendi nada…

  10. zeca diz:

    Nada.
    O que faz falta é animar a malta… até que haja resultados.
    Viremo-nos (agora) para o “bailinho” do general-sem-tropas.
    Esse sim, tem 4 a 5 grandes linhas de força que darão volta ao reumático contenente.
    Está feita.
    E o JPP continua a “perder” o seu tempo teorizando sobre as tais diferenças.

  11. ezequiel diz:

    Caro Rui

    Vivi muitos anos fora do país.
    todavia, compartilho desta tua visão do psd

    de facto o partido parece estar anacrónico
    e, como dizes, o ideal (+ de legitimação do que de resultados) da performance governativa já não é pertença exclusiva do psd… uma nuance interessante.

    quando a insegurança ontológica é grande…as memórias são accionadas como se fossem fundações…ergo: MFL

    discordo contigo num ponto: o aprofundamento da crise (a bolha brit ainda não rebentou, por exemplo) na europa e no mundo…poderá fazer com que a postura e a visão economicista da senhora sejam entendidos como relevantes ?????

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