Não batam mais no Menezes!

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O novo passatempo nacional alastrou a todos os jornais, televisões, rádios, blogues e conversas de café cá do burgo. Cascar em Luís Filipe Menezes é alegria consensual, de Jerónimo de Sousa a Vasco Pulido Valente. Ele coloca o lombo a jeito, isso também é verdade: cada entrevista vem acrescentar mais uns pontos pitorescos ao anedotário meneziano. A sua obsessão com a carne assada, o autismo que o leva a ver as bases laranjas como o centro do universo conhecido, a colagem aos protestos sindicais, a admissão de não estar ainda pronto para assumir o poder… eu sei lá. Depois, chega a ser deprimente o coro de chistes, insultos, acusações. Em sua defesa, além de aves raras como o Ribau Esteves, ninguém pia.
O homem começa a fazer pena. E nem é de propósito, como o auto-proclamado mártir da incubadora. Algo se passa. Tanto tiro no pé, tanto azar, tanto deslize não acontece por distracção ou inabilidade. O homem deve andar com problemas.
Vejam a obra de ontem à noite. Menezes resolveu marcar um jantar com professores para uma noite de futebol europeu. Asneira. Menos mal que a RTP ainda se ofereceu para o lançar em directo às 20:20, mesmo antes do início do jogo do Benfica (o que conta mesmo nestas andanças mediáticas). Pergunto agora: Menezes aproveitou a oportunidade? Não: chegou atrasado.
Não lhe batam mais. Amparem-no, metam-no em algum sítio competente, façam-lhe acupunctura. É que uma pessoa olha para os vultos que andam pelo PSD a afiar as unhacas, começando pelo próprio Santana, e até sente um frémito de susto.

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