Outra visão sobre o dérbi

Depois das críticas do Nuno (como se pode dizer mal do Paulo Bento, um treinador tão parecido com o José Sócrates?), uma outra perspectiva, de um espectador in loco

Adeptos da Juventude Leonina apedrejaram as claques do Benfica, quando estas chegaram. A isso se deveu o ambiente nas imediações do estádio, quando eu cheguei: parecia que estava no meio de um arrastão de membros da Juve Leo, a correrem em todas as direcções, à minha volta e à de outros assustados adeptos, sem se saber porquê. Felizmente a polícia veio de imediato.

Os Diabos Vermelhos não cumpriram o minuto de silêncio dedicado a Cabral Ferreira.

Havia um ambiente de ódio no jogo entre o Sporting e o Benfica, que passou de fora para dentro do estádio, com as claques a provocarem-se mutuamente através das suas palavras de ordem (por vezes mais preocupadas com isso do que com apoiarem as respectivas equipas). As claques estavam rodeadas por cordões policiais. Parecia que se não existissem as vedações e nem os cordões policiais as claques adversárias se envolveriam imediatamente numa batalha campal. Os adeptos de ambas as claques, apesar de representarem uma clara minoria dos espectadores, eram assim como animais enjaulados. Quem estava a assistir ao jogo não se sentia inseguro, mas tinha a sensação de se encontrar rodeado de feras atiçadas. Não era muito agradável.

Por comparação, o Sporting-Porto a que assisti em Janeiro foi muitíssimo mais tranquilo, sem incidentes nem provocações (e com as claques mais preocupadas com o jogo do que com as claques adversárias). Só por curiosidade, e para desempatar, gostaria de saber como é um Benfica-Porto.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

6 Responses to Outra visão sobre o dérbi

Os comentários estão fechados.