Uma mesa redonda de esquerda em formato copyleft

A crise da esquerda é uma crise de poder na justa medida em que é uma crise de projecto. As várias esquerdas têm sido impotentes para mudar o poder e de usar o poder para mudar. A alternância dos governos do PS e PSD difarça a ausência de políticas alternativas. É preciso reiventar políticas de esquerda que tenham a ambição de transformar a vida.

Era positivo que pessoas oriundas das várias esquerdas tivessem a capacidade de pensar em conjunto. Conseguissem construir um terreno de encontro de todos que permitisse a criação de uma agenda comum para a mudança que batalhasse para alterar a hegemonia no terreno das propostas.

No fundo, seria construir uma sala e um programa de conversas que não privilegiasse nenhum partido de esquerda, mas que fornecesse livremente ideias e reflexões. Um lugar que não pudesse ser instrumentalizado por nenhum partido que excluisse a ambição de ser mais do que uma local de conversa, mas que servisse como criador de ideias para uso comum de toda a esquerda que queira um política de transformação económica, social, política e cultural.

Adenda: Vi agora que o João Rodrigues já tinha colocado alguma coisa sobre este assunto. Se calhar blogs e pessoas podem ser um bom ponto de partida para criar condições para este tipo de discussão.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

23 respostas a Uma mesa redonda de esquerda em formato copyleft

  1. Caro Nuno Ramos de Almeida,
    Este comentário é a este texto e ao anterior que, na minha opinião, são dois capitulos de uma mesma história.
    Assim sendo aqui vai :
    1º – Há uma preplexidade, da minha parte, sempre que se fala neste tema quando o PS está no Governo que é ” O PS governa à direita ” ( Ramos de Almeida dixit referindo-se a Sócrates ) mas há uns anos outros diriam o mesmo quando era Ma´rio Soares ou Guterres.
    2º – Isso condiciona logo tudo porque está a partir do principio que no essencial o governo é de direita.
    3º- Quanto às pessoas oriundas de várias esquerdas suponho que estaja a falar :
    – do PCP
    – do BE
    – e outros não organizados.
    Se assim for, acho espantoso continuar-se a pensar que se pode fazer alguma coisa como o PCP. A prática mostra que é impossivel a não ser que o PC domine ( vide último congresso da CGTP ). Como tal uma primeira coisa importante era a esquerda não PC e não PS considerar que o PC está fora da lista de conversações. Até porque diz que esse espaço não deveria ser instrumentalçizado por nenhum partido. o Nuno ainda é ingénuo no que ao PC se refere ?
    Quanto ao BE ( e já que fala da Alemanha ) eu preferia falar do Verdes, do que La Fontaine, que num passado recente aceitaram o desafio de serem poder em coligação com o SPD. Que tal o BE pensar o mesmo. Mas para isso mais do que grandes mudanças no PS era necessário o BE esclarecer internamente o que quer fazer. Veja-se o caso de Sá Fernandes em Lisboa que tem as críticas de muitos bloquistas.
    4º- A discussão em espaço aberto e sem instrumentalizações deve no entanto ter em conta que a esquerda ( seja lá o que isso for )ambiciona exercer o poder.
    O PS actual ( e os do pasasado ) tem muitos defeitos e limitações mas talvez não fosse má ideia começar por limpar certas teias de aranha da “outra esquerda ” ( onde como já percebeu não incluo o PC ).
    Cumprimentos

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Meu caro António P,
    Não creio que uma discussão frutuosa se faça com qualquer partido (nenhum deles vê, muitas vezes, para além da sua bandeira). Penso que é possível uma discussão com gente do PS, PCP, BE e outras pessoas.
    Não creio que o PS governe à esquerda. As suas políticas e preocupações são demasiado parecidas com a simples gestão caritativa do sistema. Numa governação de esquerda, as políticas de justiça social devem ser a prioridade e não o simples combate ao déficite. Aliás, sobre esse tipo de governação é o próprio primeiro-ministro que nos elucida sobre isso na sua conversa com o Liberátion: “Lui-même se revendique d’un socialisme moderne. Il ne se reconnaît absolument pas dans le socialisme à la française qu’il juge majoritairement dépassé et ringard : il n’hésite pas à proclamer que «l’affirmation du parti socialiste se fait au centre».
    In Libe, 17/12/2007

  3. Caro Nuno Ramos de Almeida,
    Duas notas sobre a sua resposta :
    1º : há-de me explicar o que é isso de “uma discussão com gente do PCP “. Já viu alguém do PCP que discuta sem estar enquadrado pelo partido e que não tente instrumentalizar essa discussão …francamente são muitas décads de experiência. Curioso é ainda haver ingénuos.
    2º – Sobre o PS governar à esuqerda pelo que me apercebo diz que o mesmo deve considerar as políticas de justiça social como prioritárias, ou seja é uma questão de prioridades porque não pode negar que as políticas socias dos governos PS ( pelo menos dos mais recente :Guterres e Sócrates ) têm tido alguma capacidade de se concentrar na justiça social ,logo por logo, porque não deixaram entrar em ruptura financeira quer a Segurança Socila quer o SNS ou acha que é isso é pouco ?
    Melhores cumprimentos

  4. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro António P,
    Conheço muita gente do PC que poderia participar numa discussão deste tipo. Prefiro manter a ingenuidade que é possível mudar as coisas.
    Francamente, as políticas do governo não alteraram nenhum dos estrangulamentos que tornam este país injusto onde a maioria da população vive pior e tem menos poder de mudar as coisas:
    1.Continuamos a ter o país da União Europeia mais injusto.
    As diferenças entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres é de 8, 1 vezes. A redistribuição do rendimento entre capital e trabalho é crescentemente mais favorável aos primeiros.
    2.Todas as políticas do governo tendem a tornar mais frágeis os vínculos laborais, acabar com a contratação colectiva e diminuir o pouco poder dos sindicatos.
    3. O financiamento da segurança social tem várias formas, o governo optou por aumentar a idade da reforma, diminuir as reformas e explorar os do costume, em vez de aumentar a fatia da responsabilidade social das empresas.
    4. É fantástico um serviço nacional de saúde, de um governo socialista, que permita taxar em 152 euros as mulheres vítimas de violência doméstica. Que dê aos privados a gestão de hospitais, permitindo aos mesmos fugir aos encargos da concessão. E sobretudo tenha uma lógica empresarial que permita aos hospitais sa, geridos como empresas, mandar para os outros hospitais as crianças com leucemia, pq é muito pouco rentável a sua estadia no hospital…
    Na minha opinião, uma política de esquerda é aquela que procura soluções mais justas do que as “dadas” pelo simples jogo dos mercados. E que sobretudo assuma que a política económica é uma escolha e não um dado adquirido.
    Do ponto de vista político, as negociatas do PS com o PSD para leis eleitorais que facilitem a alternância no poder dos dois partidos, parecem-me tb muito pouco de esquerda.

  5. Sócretino diz:

    Muito bem NRA.Toma lá antónio p.-para você há os liberais do Beato…

  6. dsm diz:

    Assim em breve: uma esquerda que deita para o lixo pessoas como Correia de Campos ou Maria de Lurdes Rodrigues, deixa-me mais curioso sobre seu caixote do que sobre o que lhe vai na cabeça; uma esquerda que é capaz de se vir a gemer “porreiro, pá… jamais, jamais… porreiro, pá… jamais, jamais…” e se contorce de gozo de cada vez que o Zé Manel Fernandes arrota, não me excita; uma esquerda que segue pela noite fora, de calculadora em punho, a Grande Marcha do Sr. Obama sobre Washington, numa obsessão que só abranda, instantaneamente, para o inciso semanal sobre o Chávez e o Putin, não me entusiasma; uma esquerda que tem mais consideração pelos (re)citadores do Blasfémias do que pelos putos maltrapilhos do milho transgénico aborrece-me de morte… Não é dessa que fala no seu post, pois não?

  7. Nuno Ramos de Almeida diz:

    dsm,
    1.Uma conversa entre gente das esquerdas faz-se de gente diferente e só tem como ponto de partida reunir aqueles que ambicionam políticas de esquerda que mudem a sociedade.
    2. Confesso que José Manuel Fernandes não me excita, não odeio Chavez e, embora tenha curiosidade sobre Obama, não tenho demasiadas expectativas em relação a um homem que acha que as políticas de abstinência são formas válidas de evitar o aborto. Mas as minhas posições não representam toda a esquerda que é de esquerda… e já me enganei tantas vezes.

  8. ezequiel diz:

    Desejo-vos boa sorte.

    Discordo com o Nuno. Não acredito que estamos perante uma “crise” da esquerda.( à qual eu não pertenço, obviamente). Mas vocês devem saber do que falam. Explica-me uma coisa, Nuno: reinventar o quê e como? A crise da esquerda não resulta da ausência de um consenso normativo, julgo eu. Não resulta de falta de bla bla, de um “projecto”. Resulta de algo muito mais profundo, a meu ver.

    cumps ezequiel

  9. nuno magalhães diz:

    Credo, mal se anuncia a mesa redonda há logo quem venha querer deitar fora parte dos participantes. Devem preferir antes uns estados gerais, de tão saudosa memória e que tanta esquerda moderna nos tem dado. Eu pensava que o Nuno Ramos de Almeida tinha sido claro. Isto era para ser uma coisa da esquerda. E que tal, óh, Nuno, com o João Rodrigues, fazerem uma listazinha de mail?

  10. ezequiel diz:

    Crise, qual crise? Vocês falam da crise como se esta tivesse surgido agora. A esquerda clássica, em Portugal e na Europa, nunca foi capaz de implementar programas de reformas que servissem genuinamente as populações. Anda em “crise” desde sempre. São falhanços em cima de falhanços. Eu não Vos percebo, sinceramente.

    Um outro reparo: vocês passam a vida a falar sobre consensos. Ainda não perceberam que as coisas NÃO funcionam assim. Esta lógica robótica-cartesiana (primeiro cantamos todos o mesmo hino, depois agimos como uma força coesa…meu caro, a infraestrutura lógica deste raciocínio revela a persistência do pressuposto vanguardista….things have changed, RADICALLY!) Neste país todos pensam que temos que girar todos em torno de um consenso abrangente (olha, se queres que te diga: que SE LIXE a merda do consenso!), sempre construtivo, altivo e altruísta. Que seca! É sempre a mesma coisa, reinventada ad infinitum, apresentada como se tratasse de algo de “novo”…the emperor with the same old clothes and deodorant !

    Assim, vocês estão mesmo condenados à marginalidade.

    e tudo continua na mesma…

  11. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Olá Ezequiel,
    Lê novamente o que eu escrevi, sff. Eu não defendo consenso nenhum. Pelo contrário, proponho que as pessoas de esquerda que não se revêem no actual CONSENSO GOVERNATIVO possam medidar, em conjunto, a elaboração de políticas de ruptura com este estado de coisas.
    Na minha opinião, um dos grandes problemas da esquerda não é apenas a viragem à direita dos governos sociais-democratas, depois dos anos Tatcher e Reagan (já lá vão mais de 20 anos) e o abandono das políticas Keynesianas… Mas sobretudo, a incapacidade de refazer, pelo menos, um programa de reformas revolucionárias que faça caminho para mudar a sociedade. Se a esquerda a sério (aquela que não julga que é bom caminhar para o centro para gahar eleições) chegasse ao governo não saberia o que fazer. E esse é um grande drama 🙂

  12. pporto351 diz:

    Pois é, NRA

    Como se pode ver pelo tom geral dos comentários de esquerda que uma das caraterísticas da esquerda é abominar a mudança, por mais que bracejem o contrário. E vc, ou se porta e posta como conservador de esquerda, ou tem de os ouvir (ler).

    E eles são, sem dúvida, a corrente prodominante do rio da esquerda. O resto são remoinhos. O NRA diz que vem aí a foz, e que há que há mais água para além da água doce do rio, que é boa ideia pensar e aprender a navegar de outro modo. Tem ainda muito para esperar até lhe darem razão. Até lá, os marinheiros de água doce da esquerda cada vez mais o olharão como o louco do barco.

    Boa sorte.

  13. ezequiel diz:

    caro Nuno

    eu li e compreendi muito bem o que querias dizer. Não altero uma virgula do que disse. Estavas a falar de um consenso, por outras palavras, é claro.

    Tu, pelos vistos, desejas mudar uma sociedade que não sabe se quer ser mudada, apesar de insatisfeita (o que corrobora ainda mais o meu argumento: tem razões para desejar a mudança, mas não optam por aqueles que lhes oferecem as “políticas revolucionárias ” para “mudar a sociedade.”)

    chegaste ao ponto crucial: reconheceste que a esquerda não saberia o que fazer se chegasse ao poder. É uma evidencia simples. O que é que esta evidência te diz? Além disso, deverias começar por tentar perceber porque é que é para o centro que a maioria se desloca? Gostaria de te dizer o seguinte: a direita não abandonou (parcialmente) o Keynes. Nem foi o Keynes que lhes abandonou, coitado. Foi a “configuração ou correlação de forças” (para usar um vocab que te é familiar) que FORÇOU com que Keynes fosse abandonado. As teses não são falsificadas por consensos e bla bla. São falsificadas por FACTOS. E vocemecês cultivam uma indiferença constrangedora em relação aos “factos.” ( e, por favor, não me venham com a ladaínha interminável que não há factos, que todos os factos são actos interpretativos que fazem parte de um todo complexo yada yada…estes devaneios são absurdos porque apenas formalizam aquilo que todos sabem…a interpretação dos factos (que é algo distinto dos proprios factos) é assim mesmo…complexa…mas não deve ser negligenciada por causa disto!

    Não falemos das reformas revolucionárias. (evitemos a discussão dos meios e falemos apenas dos FINS!)

    o que é que tu pretendes para o país? (vamos lá a ver onde está esta sumptuosa normatividade…temo que não pertencerá exclusivamente à esquerda…estás a perceber onde quero chegar???)

    -pleno emprego?
    -educação universal de elevada qualidade para todos?
    -sistema de saúde de ” ” ” ” “?
    -prosperidade e justiça económica?

    bem, para ser muito sincero, o destino da esquerda clássica ou recente não me interessa muito. Desejo-Vos o melhor mas nunca simpatizei com as vossas “epistemologias” (estou a tentar ser simpático)

    bem, à falta de melhor, podem sentar-se em torno da fogueira a cantar cantigas de sonho….. eh eheh eh eh eh e heh ehh Já é qualquer coisinha. (Nuno, não estou a tentar provocar-te. É isto mesmo que eu penso)

    I am not a red, mate. True BLUE! You figure it out! Implacável, a política. 🙂

  14. ezequiel diz:

    o´pp porto bla

    e se você fosse bordamerda com a sua classificação ridicula das posições aqui foram manifestadas??? que tal?

    a “crise” do pp é muito muito mais ridicula do que as outras crises todas juntas.
    vou ali e já volto…isto está mais chato do que o saara

  15. abrasivo diz:

    «reiventar políticas de esquerda que tenham a ambição de transformar a vida».
    Tal formulação é em si um equívoco e assenta numa ambiguidade. Como se fosse possível a exisência de políticas de esquerda que não tenham como objectivo a transformação da vida. Ou talvez tenha deixado de fazer sentido falar de esquerda.
    Esquecida, no entanto, a ambiguidade e partindo do princípio que o que está em causa é a recuperação de uma ideia de esquerda, não me parece que tal seja possível enquanto as diferentes «esquerdas» não assumirem que nada há a defender. Nem a ideia romântica de um distante 25 de Abril. Sem renegar a História, evidentemente.

  16. Sílvia do Carmo diz:

    Boa ideia! A verdade é que a esquerda é melhor a “pensar” que a governar. Já temos a prova.

  17. Nuno Ramos de Almeida diz:

    abrasivo,
    estou completamente de acordo, as políticas que não têm ambição de transformar a vida não são de esquerda e não faz sentido chamar aos seus interpretes: políticos de esquerda.
    Onde a gente diverge , é que eu continuo a pensar que vale a pena transformar a vida e a encontrar políticas de esquerda.

  18. abrasivo diz:

    Se há divergência não é a que o Nuno refere.
    Além de pensar que vale a pena, acredito que é possível transformar a vida e que isso só é possível com ideias de esquerda. Mas uma esquerda que, sem renegar a História, assuma que nada há para defender. Aqui sim. Aqui poderá haver muitas divergências.
    É que por vezes tenho a sensação de que as diferentes «esquerdas» se deixaram enredar na teia de um confrangedor conservadorismo.

  19. Caro abrasivo (isto soa esquisito),
    Tem razão, tb é possível mudar o mundo com ideias de direita. Veja-se com Bush fez.
    Acho, sinceramente, que reconhecer a necessidade das várias esquerdas que não aceitam a gestão pura e simples do que está, implica, desde já, alguma reflexão histórica.

  20. abrasivo diz:

    Nuno,
    Não foi isso o que eu disse. O mundo não muda com ideias de direita.
    Com Bush, o mundo está na mesma. Apenas mais degradado.
    A Esquerda não preserva, não defende, não degrada, não gere. A Esquerda observa e respeita, mas transforma. E o Mundo avança.
    Abrasivo, mas barato, para não soar esquisito!

  21. carmo da rosa diz:

    À grande Ezequiel,

    Já estava com saudades suas. O seu comentário acerta precisamente na mucha.

    “A crise da esquerda não resulta da ausência de um consenso normativo, julgo eu. Não resulta de falta de bla bla, de um “projecto”. Resulta de algo muito mais profundo, a meu ver.”

    E no ver do Buruma (lembra-se?): A Esquerda e a Direita começaram, curiosamente, a mudar de campo.

    Quer ele dizer com isto que a esquerda é, actualmente, mais conservadora do que a direita. Quero eu dizer com isto, que mesmo o newborn christian George Walker Bush é por vezes menos reaccionário que a maioria da esquerda, que passa o santo tempo a dizer mal dele, porque não tem um projecto – tem só dor de cotovelo…

  22. Carmo da Rosa,
    Ri a bom rir, a sua alternativa à esquerda é George Bush…Porque ele não é conservador…
    Não podia estar mais de acordo consigo: Bush não pretende conservar a paz, nem o ambiente. Acha que o mundo se pode moldar a golpes de míssil. De resto, em matéria de poder daqueles que dominam a economia e as grandes empresas, ele é um verdadeiro conservador…mas isso são peanuts

  23. carmo da rosa diz:

    a sua alternativa à esquerda é George Bush…Porque ele não é conservador…

    Caro Nuno Ramos de Almeida, CAMARADAS!

    Isto é uma deturpação total daquilo que eu disse! O que eu disse foi que o reaccionário newborn christian George Walker Bush, por vezes, e por razões que desconheço – sou ateu -, está mais do lado do proletariado, faz mais pela emancipação da classe operária, do que muito boa gente de esquerda gostaria de admitir. Isto é muito triste camarada…

Os comentários estão fechados.