O oxímoro do costume

O “eduquês” continua a dar cabo do futuro dos nossos infantes. Aliás, nem sei bem como é que ainda há crianças em Portugal, com tanto abortista por aí. Isto para nem mencionar os que querem substituir a Família, como nos foi legada pelos patriarcas judaicos, por aberrações onde até dois homens poderiam gozar a liberdade de se casar. É verdade: a trupe fandanga da esquerda anti-americana, cúmplice de todos os relativismos, pária da cultura subsidiada e defensora da controlo do indivíduo pelo corrupto Estado, ainda vai dar cabo disto tudo. Pobres de nós: depois de assassinada Sua Presciente e Indispensável Majestade, já nem Deus nos vale, agora que estão a atirar a sua Santa Igreja para a clandestinidade.

Às vezes, estranho a forma como alguma malta que defende a liberdade humana à outrance prescinde voluntariamente de a usar, pelo menos quando se mete na bloga. Optando antes pela perpetuação de clichés, palavras de ordem previsíveis e mantras com a originalidade de uma novena em Fátima. Depois, lembro-me que é muito mais cómodo usar uma cartilha de antinomias face aos nossos adversários do que puxar pela cabeça. Onde iriam parar muitos dos nossos liberais se não tivessem o espantalho de uma esquerda folclórica e calcificada sempre pendurado dos seus retrovisores?

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16 respostas a O oxímoro do costume

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  2. JoãoMiranda diz:

    Por falar em preguiça, Luís Rainha, só mesmo por preguiça é que o Luis Rainha linca o meu post com a expressão “com tanto abortista por aí”, certo? Se não tivesse preguiça e se não tivesse a tal tentação de criar espantalhos perceberia que o tema que o post foca é outro.

  3. Sílvia do Carmo diz:

    O também calcificado Cerejeira, indignado com o comportamento da juventude portuguesa em 62, em Fátima, lá foi dizendo que o comunismo é o islão do séc. XX… Há dias li qualquer coisa no sentido de que o islão é o comunismo do séc. XXI…
    Dá para entender, ou nem por isso?

  4. Luis Rainha diz:

    Essa agora, JM! Então você escreve a declarar-se perplexo por alguém se preocupar com as mulheres que “usufruíram da nova lei do aborto pelo menos duas vezes”… então de que fala senão da banalização do aborto?

  5. al diz:

    Tenho lido os seus post e tenho gostado. Era só para lembrar que quando faz umas graças com deus, deve sempre deixar bem claro que é o deus dos cristãos, e ao qual se pode bater grátis (e nas várias igrajas) e que nada tem a ver com Alá, o Deus verdadeiro, nem com os Santos Imãs e outras Autoridades Religiosas Muçulmanas, conforme a gente vê logo quando lê as notícias. As da Dinamarca, por exemplo.
    Pronto, eu sei que sabe, mas às vezes há esquecimentos.

  6. Luis Rainha diz:

    Como declara um dos seus comentadores habituais: “Estranhos abortistas, votaram sim que raio é que queriam, ainda por cima com o dinheiro dos contribuintes? Isto está escrito na maioria de estudos.” Que estudos é que o senhor tem em mente é que se ignora, claro.

  7. Luis Rainha diz:

    Por amor Seja Lá de Quem For, al! Longe de mim fazer graças com Deus ou com o seu primo exótico…

  8. tric diz:

    um post very queer

  9. Luis Rainha diz:

    Ou não me chamasse Queen.

  10. JoãoMiranda diz:

    ««Essa agora, JM! Então você escreve a declarar-se perplexo por alguém se preocupar com as mulheres que “usufruíram da nova lei do aborto pelo menos duas vezes”… então de que fala senão da banalização do aborto?»»

    Poderei estar a falar das pessoas que se preocupam com as mulheres que “usufruíram da nova lei do aborto pelo menos duas vezes”. O que não é a mesma coisa que dizer que há tanto abortista por aí.

  11. Nuno diz:

    Luis Rainha, deve mesmo é fazer piadas com o deus cristão, o hare krishna, deus árabe, o cientólogo, o hindus, os pagãos, enfim com todas essas crenças e superstições q querem impor códigos morais a terceiros! Assim como faz o senhor do link abaixo:
    http://www.youtube.com/watch?v=mM2dC1iWzww
    http://patcondell.net/

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  13. Luis Rainha diz:

    Sim, João, é uma injustiça; aliás, já cometida por leitores seus, sem que tenha entretanto reclamado… Mas, já agora, explique porque é que resolveu fazer de conta que não entende o problema de andar a fazer abortos a torto e a direito; não está a insinuar uma indiferença absoluta face ao acto por parte das tais “abortistas”?
    Ou então, está, como outro seu leitor deduz, a apontar um erro crasso da nova lei, ao facilitar em excesso o procedimento. O que vai dar à mesma denúncia de proliferação de “abortistas”…

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