Ainda o Tratado Constitucional, aliás, de Lisboa

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SEXTA | António Figueira
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6 respostas a Ainda o Tratado Constitucional, aliás, de Lisboa

  1. Têm medo do povo. O povo é burro não entende o tratado. E os deputados sabem do que se trata? Se sabem não deveriam estes explicar ao povo.

  2. ruibarbo diz:

    oh pá, por amor de Alah! Dar os bifes como exemplo? Parece que só está a dar razão à tese – não tão absurda – de Vital Moreira: quem quer o referendo não quer a Europa. E isso é exactamente o que os mps ingleses têm andado a tramar há algum tempo.
    Mas a questão é mais simples. Se não houver diferença entre uma coisa e a outra, peço-lhe o favor de me dar um exemplo de uma constituição que tenha sido referendada (não vale dizer o Chavez na Venezuela…)

  3. António Figueira diz:

    Mas a questão é ainda mais simples, ruibarbo: eu não defendo a bondade dos referendos “de per si”, digo sim que neste caso ele foi prometido e depois recusado com o argumento espúrio de que o Tratado Constitucional era uma coisa e o de Lisboa outra diferente. E quanto à tese de Vital Moreira (absurda, deixe-me dizer-lhe: se há coisa de que o UK goste é da actual UE intergovernamental), pode-se sempre tentar ganhar o referendo nas urnas e não na secretaria; como dizia “in illo tempore” o Presidente da Comissão Europeia, “ousar lutar, ousar vencer”.

  4. Sérgio diz:

    Torna-se cada vez mais claro que a UE precisa de uma qualquer forma de consentimento que não tacitamente presumido. Entendamo-nos: não sei se existiria «projecto» europeu se fosse referendado a cada passo, daí algumas dúvidas em relação ao esgotamento da participação por via referendária, mas que vai sendo tempo de consultar aqueles que servem de mote para a retórica – os cidadãos – lá isso vai.
    Convenhamos que muitos dos impasses e dos «desvios» da UE da sua vocação federal não se devem só aos referendos, mas à Europa mínima provocada por alargamentos sem preparação e pela lei de ferro dos somatórios intergovernamentais que podem, muito bem, caminhar com sorriso irónico para uma EFTA com Comissão e BCE ao serviço das sebentas monetaristas.
    Daí não me surpreender o crescendo de propostas para a convocação de uma constituinte europeia, o que a acontecer (nem sei se é possível) poria à prova muito europeísmo «establishement» de verbo fácil e lesto a qualificar os outros de serem contra a Europa…

  5. r.m. diz:

    Como sempre ando atrasado.
    De todo o modo, não deixarei de regar a planta tibetana com a informação de que muitas foram as constituições referendadas, a começar pela dos nossos vizinhos espanhóis.

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