The class voice

Os diários de Harold Nicolson são uma leitura muito recomendável a vários títulos: para os mais indiscretos (que gostam de coisas salacious e estão no seu direito, porque a palavra é linda, das mais bonitas da língua inglesa), oferece um interessante insight sobre um dos triângulos afectivos mais curiosos do século XX inglês (o próprio Nicolson, a sua mulher Vita Sackville-West, a inspiração do “Orlando” de Virginia Woolf, e esta última, embora sobre o casamento do Harold e Vita exista uma fonte mais rica, que é o “Portrait of a Marriage“, escrito pelo filho de ambos, o editor Nigel Nicolson); para os outros, é ainda assim um manancial de informações sobre a política e a sociedade inglesas, do ponto de vista de um conservador-liberal cosmopolita das upper-classes, muito engraçado de ler, sobretudo no que respeita aos anos da Guerra. Atente-se, por exemplo, nesta entrada, de 3 de Julho de 1940: “Have a talk with Jenkins [o pai de Roy Jenkins, que era deputado trabalhista à época], Attlee‘s P.P.S. [? Private Secretary?] Attlee is worried about the BBC retaining its class voice and personnel and would like to see a far greater infiltration of working-class speakers.

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SEXTA | António Figueira
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