7 de Novembro

Ontem, no 90º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, findo o jantar, levantei-me com os meus filhos de 16 e 11 anos e, de punho erguido, cumprimos um minuto de silêncio por todos os camaradas mortos nas trincheiras da luta de classes, cantámos “A Internacional” (em português e francês) e demos vivas a Lénine, ao comunismo e à revolução mundial. Contei isto depois a uma pessoa amiga e ela acreditou, o que me levou a concluir que a humanidade permanece dividida em duas, não necessariamente em vermelhos e brancos, mas em farsantes e crédulos, e que eu, embora desde há muito faça parte dos primeiros, não consigo viver sem os segundos (nem as segundas): é a minha forma de compromesso storico.

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SEXTA | António Figueira
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