Bolinhos da sorte

A Cristina Ferreira de Almeida, minha vizinha em Ranholas, pede-me para integrar uma cadeia estranha com objectivos esconsos: tirar um livro ao calhas da estante e ler a quinta linha da página 161. Cá vai. Estendi a mão e tirei um livro grandito…. os Essais de Montagne. A página 161 tem um título que não me convence. Parece Que Philosopher c’est apprendre à mourir. Era fixe que se a gente se recusasse a tirar lições sobre essa nobre arte, o funério desfecho não se verificasse. Pretendo baldar-me às aulas. Adiante. Vamos à quinta linha que reza (bem apropriado) o seguinte: “Par le commun train des choses, tu vis pièça par faveur extraordinaire”. Como vêem, é melhor que os signos da Pública.

É suposto cravar cinco pessoas, sem muita esperança que tenham tempo para isto, vou fazer os pedidos: Rodrigo Moita de Deus do 31 da Armada, Inês Almeida do Corta-Fitas, Besugo do Blogame Mucho, Paulo Pinto Mascarenhas do Atlântico e Laura Abreu Cravo do Mel Com Cicuta. Dois dos visados não conheço, podem perfeitamente recusar um pedido tão pueril. Os outros três têm que me aturar.

Nota: A ciosa da Fernanda diz, com razão, que já tinha desafiado dois da minha lista com 24 horas de antecedência.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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