Manifesto para uma literatura responsável

Depois de ter lido o post do António Figueira, resolvi aderir à cruzada de uma literatura responsável que dê tempos livres sadios às novas gerações e ajude os velhinhos a atravessar a rua nas passadeiras. Urge criar textos com cheiro a lavanda que auxiliem a lavagem da boca e nos permitam um hálito fesco. Na Cabra Cega há que escolher o rapaz que escova energicamente os dentes e recusar o libertino dissoluto. Para o microondas com os livros de Sade, os Cantos de Maladoror e outras letras sem sentido. Qualquer frase deve ser responsável. Uma boa obra deve ser acompanhada por um atestado de boa conduta de quem teve a desfaçatez de a escrever. Nada de raiva. É o mínimo.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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