Querida, roubaram-me o partido

Não sei como dizer-lhe, tinha entregue o partido, no meio desta crise, a um rapaz esforçado, mas sem brilho. Quando os tempos fossem melhores, o meu regresso estava previsto. A pátria sorri aos audazes lá para 2013. Entretanto, a sociedade civil precisa de nós. As administrações e os bancos são o estaleiro da nação. E quem como nós para ganhar o justo provento?

Infelizmente, o rapaz que estava encarregue do tempo do pousio teve um pequeno acidente, durante umas directas, e foi substituído por um encarregado mais façanhudo que mudou as fechaduras das portas. Querida, fiquei sem partido. Acha que me aceitam no PS?

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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