Mania de ser do contra

Mania de ser do contra, acabo sempre tramado. Se o Sporting ganha muitos campeonatos, a fé clubística vacila-me, se o povo toma o poder, eu arranjo uma objecção de consciência qualquer, se Portugal fica com a mania que é bom, eu começo a olhar os espanhóis com outros olhos. Se começam a exagerar com a história dos gajos do rugby, tão patriotas que eles são, eu fico logo com vontade de dizer que o Nuno tem razão (e então se batem nele, mais ainda). Mas se o Nuno começa nos seus delírios “autonomistas” (ou lá o que é) e a fingir que não percebe que a malta gosta de ouvir o hino e se calhar tem bons motivos para isso, então até sou capaz de começar a gostar da oval, eu, que sempre fui a favor da redondinha e do jogo de senhores jogado por carroceiros. Cantem lá “A Portuguesa” aos berros, se vos apetecer, ó patéticos Uvas e outros, que a pátria também é vossa!

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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