O “5 dias” pedido pelos seus leitores (uma singela homenagem ao “Abrupto”)

Visto do seu back office, o 5 dias é um blogue diferente.
Percebe-se melhor – mas às vezes aquilo que se percebe assusta.
As estatísticas começam por massajar-nos o ego: o 5 dias tem hoje mais do dobro dos visitantes que tinha quando começou, há menos de um ano, e esse número não cessa de aumentar, mês após mês: no último de que há estatísticas disponíveis, tivémos mais de 18.000 unique visitors.
Mas depois é preciso ver como é que os nossos leitores chegam até nós.
Alguns têm-nos nos seus favoritos (obrigado), outros googlam 5 dias, cinco dias, blogue cinco dias ou alguma outra combinação destes termos e também chegam até nós (são a maioria).
Outros, porém, chegam por via de outros blogues, e aí há que confessar que é muito via “Blasfémias”, “Insurgente” e “Atlântico” que isso acontece; ora o que fizémos nós para merecê-lo?
Depois, o público é miseravelmente sexista, e se há quem ande à procura da f., da Joana e da Marta, poucos ligam pevide que seja a mim ou ao Nuno (será que não acham o Nuno “giro”?).
Pior: quanto menos a Joana e a Marta escrevem, mais estes elementos do público pedem por elas; dar-se-ão eles conta da mensagem subliminar extremamente negativa que transmitem a essas duas jovens promessas da blogosfera nacional?
Enfim, outros ainda chegam até nós através de estranhas pesquisas: uns googlam “muito sexo” e vêm cá parar e outros há ainda que, desde há meses, escrevem “zoofilia” no Google e acordam no 5dias.
É com algum embaraço que eu aqui revelo este facto.
Não é tanto por reconhecer que sou pessoalmente responsável por ter deixado no 5dias o magneto que atrai este curioso segmento do público (uma velha referência à “Psicopathia Sexualis” de Von Krafft-Ebing).
É mais por que me incomoda que ele venha até aqui e não encontre o que procura – pois não somos nós supostos dar ao público aquilo que o público quer?
A verdade é que eu embirro com bestas, e contra isso temo que não haja nada a fazer.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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