Ezequiel: Adam Smith explicado ao povo (finalmente!)

Bem vistas as coisas o lobby gay deve ter começado algures no período do homopitecus erectus ou no do homo habilis (trad: malta habilidosa) Foi uma pena o Sr. Arroja não nos ter informado acerca das fantasias sexuais do David Hume e do Adam Smith. Smith, já sabemos, sonhava com uma mão invisível.

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SEXTA | António Figueira
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21 Responses to Ezequiel: Adam Smith explicado ao povo (finalmente!)

  1. RAF diz:

    Caro António Figueira,

    Deixe lá o Arroja, e diga-me a sua opinião sobre assuntos mais interessantes que os romances escondidos de Hume e Smith.

    Concorda com a destruição de campos de milho legalmente autorizados por grupos ambientalistas, como a que ocorreu em Silves na sexta-feira?

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    RAF,
    O post é do Ezequiel.
    Sobre o que pergunta, digo-lhe que acho infeliz a acção dos ambientalistas pq parece ser erradamente contra um agricultor particular, quando a questão é o grande e perigoso negócio dos transgénicos.
    Para mim, não devia haver campos de milho ou outras culturas legalmente autorizadas. A cedência da Europa à chantagem dos Estados Unidos e da OMC vai ter repercursões mt negativas na biodiversidade e na própria vida do planeta. Eu sou mt conservador nessa matéria: se não sabemos, de uma forma segura, os efeitos de determinadas alterações geneticas, produzidas por aprendizes de feiticeiro, então é melhor nãos as fazer.

  3. João diz:

    quem concede, porque concede, em que moldes se concedem licenças para “inventar” com transgénicos no nosso país.
    a acção também me pareceu pouco feliz, no entanto estas questões carecem de resposta.

    porque é que as coisas não são devidamente explicadas e anunicadas. onde se fazem mais estas “experiências”?
    a que se destina o milho assim produzido?

  4. Ezequiel diz:

    “A minha tese é que David e Adam eram gay!” (LOL LOL Já não consigo rir mais) Imagino esta tese a ser defendida em St. Andrews! Meus senhores (e senhoras), a mão invisível de Smith é uma transposição metafórica da gayness de Smith…um coming out of the closet simbólico!! Hume, o homem que defendeu que as sensações antecedem as ideias, partisan da exterioridade, deve ter tido grandes dificuldades em suprimir a sua gayness…

    Nunca teria dito: “Bring it all out!!”(o Renée talvez tivesse dito tal coisa)

    Teria dito isto, certamente: ” Its all out (already)”

    Estre Arroja dá-me cabo da saúde!!!!!

    Belas férias! 🙂

  5. Podias ter incluido esse comentario no texto original, Ezequiel, ve la’ nao te tornes demasiado serio, que para isso ja’ ha’ bloggers que cheguem 😉

  6. Pingback: cinco dias » Opiniões sobre a acção da Eufémia Verde e os transgénicos

  7. António Figueira diz:

    Ezequiel,
    Pf vai depressa ao site do Arroja (http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/)
    que ele continua a escrever, sobre a homossexualidade e o Hume, coisas cada vez mais delirantes – que incluem o relato de um novo e extravagante culto à sua memória, que passa por chupar (faute de mieux) o dedo grande da sua estátua em Edimburgo!
    O grave da coisa é que o Vitor Bento – um economista aparentemente “normal” e que dirige a sociedade interbancária que gere os principais cartões de débito e de crédito neste país – também escreve lá umas banalidades roubadas ao Oakeshott, o que não teria gravidade nenhuma especial se não indicasse que ele aparentemente LEVA O ARROJA A SÉRIO!
    Estamos nas mãos de quem, neste país??

  8. Fernanda Câncio diz:

    ó antónio, por favor, não me assustes o arroja. o homem é único. estou ainda agarrada à barriga com a cena homem sexual do smith com o hume — e mais ainda com a ideia de que, caso os dois andassem mesmo enrolados (e porque não?) foram uma espécie de dinossauros do ‘lobby gay’. espero que o arroja explique esta ideia fantástica de que duas pessoas do mesmo sexo com uma relação uma com a outra e livros publicados são um lobby… gay. tão lobby e tão gay que parece que foi preciso esperar dois séculos e tal para que um economista tuga lá chegasse (quanto à forma como lá chegou, bom — nem quero pensar no que arroja pensa da igreja católica).

  9. Ana Matos Pires diz:

    António, não é por nada não, mas cheira-me que o o tal Dr. economista dos cartões não é o único que leva o homem “à séria”.

    Fernanda, tá pior que o outro… ajuntamentos com mais de duas pessoas eram uma manifestação.

  10. António Figueira diz:

    É. Uma das coisas lindas do caso Arroja é ele nunca parar para pensar “mas ‘pera lá, o Smith e o Hume são conhecidos à brava na bifelândia + a bifelândia ’tá cheia de gays = como é que os bifes nunca se lembraram disto?” Há uma inocência, uma virgindade, em Arroja que me encanta e me diverte – mas também me assusta, e muito: porque este gajo é Prof. numa univ. qualquer, e é levado a sério!!!

  11. Fernanda Câncio diz:

    essa ideia de que lá porque ele é professor é levado a sério, ó antónio. quem te oiça vai pensar que naõ andasteS na faculdade e quê.

    um gajo que diz que ‘deus é a única resposta racional da humanidade’ é definitivamente um achado. eu gostava de o ter tido como professor. se calhar chumbava (se calhar, eheh) mas que ia ser de chorar a rir ia.

  12. Fernanda Câncio diz:

    entretanto, o homem explicou a razão de ser da ideia do lobby. é muito muito bom. ó se é. parece que para o auto-proclamado liberal pedro arroja as ideias do primado da liberdade individual e da procura da felicidade remetem directamente para a ideia da homossexualidade, que está indissoluvelmente ligada ao ateísmo.

    isto é tudo muito bom — mas uma das coisas melhores é perceber que na cabeça do dr pedro arroja a ideia de transgressão não remete nunca para a heterossexualidade. já tou como o bossito — ai ai, tou quase a fazer uma tesezita sobre o dr pedro arroja, ai tou tou.

  13. Igor diz:

    “este gajo é Prof. numa univ. qualquer, e é levado a sério”

    Para desgraça minha, descobri um resumo do currículo dele.

    http://www.liberal-social.org/comment/reply/473/1184
    “Pedro Arroja é doutorado em Economia pela Carleton University. De 1979 a 1986 foi professor do MBA da Faculty of Administration, University of Ottawa e Professor Visitante do Institut des Hautes Études, Université d´État, Port-au-Prince, Haiti (1984). De 1986 a 1988 foi professor da Faculdade de Economia, da Universidade do Porto. Em finais dos anos 80, foi professor da Universidade Portucalense, no Porto, e director da Licenciatura en Ciências Empresariais do Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA- Porto). Foi consultor da Associação Industrial Portuense.
    Posteriormente, foi professor do Instituto Superior de Estudos Financeiros e Fiscais, em Gaia.”

    De tudo isto, onde acho que ele estaria mesmo bem era em Port-au-Prince. Acho que é uma terra adequada para homens como ele.

    [Já agora, e dado que pertenço ao movimento no qual googlei ese post, aqui vai a minha ressalva:
    Arroja é dos melhores exemplos do pseudo-liberalismo português. De extrema-direita, afirma que os melhores períodos da História ibérica foram as ditaduras de Franco e Salazar. Anti-semita, acusa os judeus de todas as barbaridades à face da terra e opõe-se à condenação pública do Holocausto. Homofóbico, a sua fixação pelo tema vai ao ponto de afirmar, após profunda investigação, que Hume e Smith formaram um lobby gay.

    E a lista poderia continuar eternamente. Duvido que qualquer uma destas coisas seja integrável no espírito da Internacional Liberal, da ALDE (que deve provavelmente ser o único partido do Parlamento Europeu que dedica uma parte do seu site à luta contra a homofobia) ou do MLS. ]

  14. Joana diz:

    Então Ez, abandonaste-nos? Nada de novo? Aqueles que sabes que te esperam estão à tua espera.

  15. Carlos Fernandes diz:

    Pois é ilustríssimo blogger Figueira, só que V. Ex.a na tentativa de ridicularizar o Prof. Arroja com a história da mão invísivel (já agora: têndencias não sexuais, mas de “gamanço” e “meter a mão”, porque não?) esqueceu-se de um pormenor: é que P. Arroja fundamenta a sua tese com dados e matéria factual, não se limita a fornecer a sua opinião, como é o seu (lamentável)caso aqui mais acima.

  16. António Figueira diz:

    Caro Carlos Fernandes,
    V. é que está ver sexo na “mão invisível” do pobre do Adam Smith: as mãos que aparecem “no sexo” (chamemos-lhe assim) são, tanto quanto conheço, perfeitamente visíveis e tridimensionais; quanto a fundamentar “com dados e matéria factual” a existência de um lobby gay na Edimburgo setecentista a partir de uma hipotética amizade colorida entre o Adam Smith e o David Hume… tem razão, eu não consigo (lamentavelmente, como muito bem refere) competir com o insigne Prof. Arroja.
    Cordialmente, AF

  17. Fernanda Câncio diz:

    ó carlos fernandes: mas alguém pode lá tentar ridicularizar o professor dr arroja. é uma impossibilidade técnica.

    quanto à ‘fundamentação’ da tese, pois — está lá tudo. o hume e o smith nunca casaram, um até vivia com a mãe, e ‘não se lhes conhecem’, diz o dr pedro arroja, ‘mulheres’. e o hume não acreditava em deus. caramba, a tese está provada. e, sobretudo, é de uma relevância inaudita. houvesse prémios nobéis para o outing e arroja era candidato sério

  18. Igor diz:

    “tentar ridicularizar o professor dr arroja. é uma impossibilidade técnica”

    Acompanho o Portugal Contemporâneo há umas boas semanas e confirmo que qualquer coisa que possamos tentar dizer a respeito do senhor em causa é muito menos cómico que as coisas que ele escreve. É uma verdade empírica – humeana, se quisermos.

  19. Ezequiel diz:

    Caro António

    só agora cheguei a casa.

    Amanhã dou um salto ao blog do Sr. Arroja.

    Não sei o que o Sr faz, nem me interessa muito, para ser franco. Poderia ser Prof em Harvard , em Nanterre, ou no Max planck que nem assim eu dedicava-lhe mais do que 10 segundos de ouvideira.

    Ou seja, I do not give a shit! 🙂

    Cumprimentos,

    Tiago, sério? 🙂

  20. Carlos Fernandes diz:

    Ora foi preciso chegar a 2007 para se descobrir uma nova raça humana ( será isto o “homem novo”, tão proclamado por alguns filósofos?), a daqueles (sub)humanos a quem é “impossível tecnicamente tentar ridicularizar”, iniciada pelo Dr. Arroja e preclara descêndencia.
    Esta descoberta merece sem dúvida o Nobel da Amadora-Sintra
    Laughing-lol Society.

  21. Pode enviar este dito espirituoso para a sua Laughing-lol Society:
    “descêndencia”

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