(Mais) Uma inutilidade literária

A senhora Merkel incarna o melhor e o pior do génio alemão: a tenacidade e a curteza de vistas: como os Bourbons na famosa frase de Talleyrand, parece que não se esquece de nada porque também nunca aprendeu nada. Fiel a uma agenda federalista totalmente anacrónica, quis aproveitar primeiro a Presidência do seu país para relançar uma Constituição europeia de que mais ninguém (ou quase) quer ouvir falar. Agora, lembrou-se de repescar uma ideia digna do pior da era Delors: um livro de história único para as criancinhas de toda a União. A coisa tresanda a “engenharia cultural” e obriga-me, por uma vez, a dar razão a Luciano Amaral.

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SEXTA | António Figueira
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