Piada seca

Entrevistei uma vez, para o semanário “Já”, Nuno Rogeiro. Inteligente, vivo e simpático. Na semana seguinte, ele referia-se numa coluna de opinião à nossa conversa como tendo “estado com o seu contacto do KGB”. Não lhe levei a mal, até porque há coisas piores: por exemplo, se eu fosse do FSB, a esta altura, Nuno Rogeiro não precisava de luzes no escuro. Sempre admirei a vontade que Rogeiro tem de não ser enquadrado e de estar muito, muito, informado. Compartilha com Pacheco Pereira o gosto pela teoria da conspiração. Gosta de citar na televisão misteriosas conversas e conhecimentos esotéricos. São comportamentos com graça. Sem maldade. Extravagâncias. Muito diferente da aceitação do convite para participar na abjecta Conferência Iraniana para a negação do Holocausto. Não tem graça nenhuma.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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