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COMENTÁRIOS

DVD Freeport: as imagens da acusação

17 de Abril de 2009 por zenuno

Charles Smith chama corrupto a Sócrates (um vídeo da TVI24, via Ricardo do aventar.eu)

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proposta de boicote à empresa galp

14 de Março de 2009 por zenuno

Sócrates: ME GUSTA LA GA$OLINA!

Além do boicote creio que devemos sempre que possível deslocar-nos a pé e de transportes públicos.

bom domingo!

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Entrevista ao Primeiro Ministro

6 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva


Vi a entrevista com intermitências. Para além da irritação, arrogância e simpatia por Alegre de José Sócrates, não me pareceu que houvesse nada de relevante.
Depois continuei a ver a SIC Notícias e os seus comentadores, e aí fiquei a saber melhor o que ouvi. A abrir Bettencourt Resendes enquadrou-me dizendo que o Primeiro Ministro tinha estado muito bem. A grande novidade, parece, foi a possibilidade de eleições antecipadas. Na palavra dos comentadores, José Sócrates, enunciou a possibilidade da Assembleia da República ser dissolvida em Junho, para as eleições legislativas serem no mesmo dia que as Europeias – não percebo as vantagens para Sócrates a menos que o 2º semestre do ano ainda se preveja pior que o 1º e não percebo as vantagens para Cavaco, as vantagens para os portugueses ninguém me pareceu muito interessado em discuti-las, portanto julgo que não estarão em cima da mesa.
Por último, da discussão entre comentadores, gerou-se um “interessante” debate se os portugueses teriam “maturidade” para votar no mesmo dia para eleições diferentes… “Maturidade” diziam eles! Na sequência veio a pérola de José Manuel Fernandes. Ficámos todos a saber que nas eleições autárquicas em que Santana foi eleito para presidir aos destinos da capital, o PS tinha ganho a Assembleia Municipal! Só não consigo explicar é que, tendo o PS ganho esta eleição, por que é que foi João Amaral (PCP) e, depois do seu falecimento Modesto Navarro (PCP), que presidiram à referida Assembleia.

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Como dar (mais) um tirito no pé

1 de Fevereiro de 2008 por Luis Rainha

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Poderá ser coisa de somenos a assinatura de projectos alheios, algo que “toda a gente” sempre fez. Poderá nem trazer grande mal ao mundo, desde que acarrete a verificação de cálculos e projectos, antes da aposição do “carapau”.
Potencialmente grave já é a reacção de Sócrates, “assumindo”, indignado e tonitruante, a autoria de todos os trabalhos em questão. Aqui, a coisa deixa de ser a propósito de minudências pretéritas e passa a centrar-se no carácter actual do nosso primeiro-ministro, caso se confirme a participação em obras apócrifas. Mais uma vez, a tempestade vai sair do copo de água e ensopar-nos a paciência por semanas e semanas.

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Negros hábitos

1 de Dezembro de 2006 por Nuno Ramos de Almeida

“No sábado, creio erro, o ministro das Finanças resolveu fazer doutrina: a crítica às políticas do governo, às opções do governo, não são ataques ao governo — são ataques aos portugueses. Reconhecem esta doutrina?”
Francisco José Viegas, in A Origem das Espécies

SERÁ ESTA A MATRIZ DA SACRALIZAÇÃO DO ORÇAMENTO?

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A esquerda moderna

12 de Novembro de 2006 por Nuno Ramos de Almeida

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Depois de ouvir a verve sedutora, cheia de pulsão revolucionária, de Jaime Gama, José Lello e Jorge Coelho, no congresso do PS, consegui antever as maravilhas da esquerda moderna. Ficou-me apenas uma dúvida: por que razão a palavra mais repetida, no encontro do partido do governo, foi “esquerda”. Acham mesmo que a palavra tem poderes mágicos e que o seu uso como mantra pode iludir a realidade? Na fantástica série do Yes prime minister, um assessor avisado explicava ao primeiro-ministro que se ele tinha uma medida revolucionária, convinha anunciá-la na televisão usando um cenário clássico e vestir-se de fato e gravata. No caso de não fazer nada, devia usar um pulôver desportivo e um quadro vanguardista como fundo. Estamos pois no domínio da arte moderna. Viram à direita, enquanto berram “esquerda”, a plenos pulmões. Para completar a ilusão, nada melhor que umas imagens do 25 de Abril, uma musiquinha da altura e as palavras da Maria de Medeiros. Estamos em pleno reinado da esquerda soft, vendida como som ambiental de hotéis e elevadores. Já há móveis do IKEA com esse conceito?
Neste congresso assiste-se a uma blairização do PS. Nos próximos dez anos, os socialistas vão executar o programa da direita, esvaziar o PSD dos seus apoios políticos e empresariais e perpetuar-se, por ausência de alternativa política e eleitoral. A única possibilidade que impede este passeio neoliberal é a ténue hipótese de reconstrução de um pólo alternativo de esquerda que possa fazer convergir socialistas de esquerda (esse lugar mítico), PCP e Bloco. Daí a importância que o governo dá às reformas do sistema eleitoral, o PS vai apoiar qualquer iniciativa para reduzir administrativamente os partidos à sua esquerda, para impedir a existência de um pólo de protesto. O sectarismo da esquerda fará outro tanto, e estaremos, no final dos governos Sócrates, com uma sociedade mais pobre e desigual. Mas muito mais moderna (termo a que se dá a sociedades com normas laborais à chinesa e que só não convergem para o salário mínimo do Ruanda, porque no Ruanda não há salário mínimo).

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“Milagrete” e “Boboneira” no tempo de Sócrates

13 de Outubro de 2006 por Nuno Ramos de Almeida

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Diziam os antigos que quem conhece o nome verdadeiro das coisas tem poder de as controlar. Deus teria criado as coisas nomeando-as.
Uma visita ao serviço de empresas na hora, promovido no âmbito do programa governamental Simplex (mais um expediente cabalístico), revelou-me que o governo tem uma visão muito própria do que deve ser a economia portuguesa. Já toda a gente sabe que temos mais de 400 mil desempregados, quase um milhão de precários e 400 mil pessoas que trabalham através de empresas de trabalho temporário. A maioria das pessoas até já percebeu que em Portugal as soluções são poucas: ou somos criados de mesa no Algarve, ou vamos para um call center ou criamos uma empresa. No futuro, com a implosão do papel do Estado e a destruição dos direitos sociais, feita por sucessivos governos, seremos todos (os que trabalham) empresários sem dinheiro. Bem-vindos ao país dos 10 milhões de patrões!
Como saber é poder, o governo já preveniu as depressões através de um expediente simples. Cada vez que alguém vai constituir uma empresa tem a possibilidade de registar na hora, desde que utilize um menu de palavras livres oferecido pelos serviços. Todos nós podemos ter uma empresa chamada Abóbila, Antrofa, Apopólia, Bambulesco, Bicadinha, Boboneira, Cacarejo, Casa do Chorão, Folhirote, Fraldinhas e Travesuras, Milagrete, Olhonopé, Zoomais (nomes típicos da lista de nomes de empresas livres, disponibilizados pelos serviços, na quarta-feira passada), infelizmente nesse dia já não estavam livres os nomes “Ébano dourado”, “Graças e travessuras” e “Anconelo”… o país progride! Com muita probabilidade seremos miseráveis, mas vamos morrer a rir.

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