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	<title>cinco dias &#187; Sexo</title>
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		<title>Da incompetência geral na arte milenar de fazer, mas também de reivindicar, o minete</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 11:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[http://www.youtube.com/watch?v=gDIl7RQtItc&#038;feature=player_embedded#! Via Daniel Belo &#8211; Facebook]]></description>
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		<title>TRABALHO SEXUAL: NÃO FINJA QUE NÃO VÊ</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 20:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Vitorino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um grupo de trabalhadoras do sexo do Intendente foi por sua iniciativa própria ao 1º de Maio. Prostituição. Vital Moreira. CGTP <a href="http://5dias.net/2009/05/02/trabalho-sexual-nao-finja-que-nao-ve/">Ler o resto<span class="meta-nav">_</span></a> <a href="http://5dias.net/2009/05/02/trabalho-sexual-nao-finja-que-nao-ve/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/05/net-manif-1c2bade-maio-2009-019-520x390.jpg" alt="net-manif-1c2bade-maio-2009-019" title="net-manif-1c2bade-maio-2009-019" width="520" height="390" class="alignnone size-large wp-image-19463" />Ontem foi bom e foi importante. Foi também uma estreia, e nem a passagem de Vital Moreira pelo desfile da CGTP o fez passar despercebido ao jornalista que escreveu o artigo de abertura do Público de hoje. Um grupo de trabalhadoras do sexo do Intendente foi por sua iniciativa própria ao 1º de Maio. Umas levaram as filhas, aquelas que a segurança social retira não necessariamente com mais do que o critério único da profissão da mãe. Outras levaram voz e garra. Sem grandes teses ou reivindicações sobre a profissão. Não é que não as vão já debatendo, e que não digam &#8220;queremos direitos&#8221;. Não, mas antes disso e antes de mais, colocar o dedo na ferida do estigma e da violência, quer aquela a que se sujeitam nas ruas, quer a do preconceito social que fez pesados os olhares do público à sua chegada à Alameda. O estigma. A forma como são tratadas pelo Estado e pelos comuns de nós. Quanto mais não seja quando olhamos para o lado todos os dias, aqueles que não somos seus clientes, e não vemos realidades duras, muito duras, que não podem continuar a ser ignoradas. &#8220;Prostituição: Não ao preconceito, Sim, à pessoa&#8221;, era o que queriam dizer, e que também são trabalhadoras.<br />
A mim fez-me lembrar as primeiras presenças de homossexuais, enquanto tal, nos desfiles da CGTP no 1º de Maio. 1992, a primeira vez, com embaraço público da central, hoje com outros olhos para a questão. Mas não conseguiram fazer-nos sentir &#8216;aliens&#8217; totais, e os olhares foram mudando.<br />
Um pequeno grande passo, o destas mulheres. Que os seus passos ecoem. Que consigam um dia destes fundar a associação de que falam. Contem comigo.<br />
Na Europa &#8220;civilizada&#8221;, para aprofundar ainda mais o policiamento anti-emigrantes, o tempo é de alterações legais restritivas, persecutórias e precarizantes das trabalhadoras do sexo que enfrentam piores condições de vida, curiosamente a pretexto da luta contra as redes de exploração de mulheres. No Portugal do sexo insistentemente tabú e mal vivido, da discriminação, uma aliança &#8211; alguns dirão contra-natura outros bizarra &#8211; entre um grupo lgbt (panteras rosa), uma instituição católica, (irmãs oblatas), PROJECTO IR (CEM &#8211; Centro Em Movimento) e um conjunto de trabalhadoras do sexo de uma das mais degradadas zonas de Lisboa, ajudou a trazer à rua a denúncia da hipocrisia sobre a existência da prostituição. Essa profissão quer voluntária, quer recurso extremo, quer de mulheres, quer de homens, quer de transexuais, em tantos e variados contextos e diferentes situações, mas com tanta experiência comum. Uma aliança natural, digo eu, quando leio declarações da responsável das oblatas ao Público que &#8220;se Jesus fosse vivo andaria a distribuir preservativos às prostitutas&#8221;. As minhas alianças são também as de quem intervém de forma humana e progressista na área das &#8216;sexual politics&#8217;. Sobretudo em Portugal. Eu não diria melhor.<br />
Tiro o chapéu a estas mulheres auto-organizadas que ontem passaram desfilando frente ao seu local de trabalho e cumprimentaram colegas a partir da marcha, enquanto cantavam junto com as pessoas que se manifestaram no MAYDAY 2009 &#8220;hoje, 1º de maio, há precárias a trabalhar!&#8221;. Confio que no próximo ano sejam também, se não ainda muitas, certamente mais, porque esse é o efeito dos primeiros exemplos quando são corajosos.</p>
<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/05/npict29911-520x390.jpg" alt="npict29911" title="npict29911" width="520" height="390" class="alignnone size-large wp-image-19373" /></p>
<p>MAIS FOTOS <a href="http://panterasrosa.blogspot.com/2009/05/trabalho-sexual-o-dedo-na-ferida-no-1.html">AQUI</a></p>]]></content:encoded>
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