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	<title>cinco dias &#187; santo-natal</title>
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		<title>Este Natal está uma crise do catano!</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 15:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[santo-natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Este Natal vai ser diferente &#8211; MAL D&#8217;VINHOS Este natal vai ser diferente este natal não há prendas pra ninguém amanhã vai chover picaretas e aposto que você não tem um guarda chuva papai noel está outra vez embriagado papai &#8230; <a href="http://5dias.net/2010/12/09/este-natal-esta-uma-crise-do-catano/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="640" height="505"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/FRO7It9p6jw"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/FRO7It9p6jw" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="505" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Este Natal vai ser diferente</strong> &#8211; <a href="http://www.myspace.com/maldvinhos" target="_blank">MAL D&#8217;VINHOS</a></p>
<p>Este natal vai ser diferente<br />
este natal não há prendas pra ninguém</p>
<p>amanhã vai chover picaretas<br />
e aposto que você não tem um guarda chuva</p>
<p>papai noel está outra vez embriagado<br />
papai noel não esqueça seu casaco</p>
<p>este natal está uma crise do caralho<br />
olha lá piteco você não lê os jornais</p>
<p>este natal vai ser muito triste<br />
muito mais triste que qualquer outra altura do ano</p>
<p>Este natal não vale a pena chorar<br />
este natal mais vale ir pró shoping roubar!!!</p>]]></content:encoded>
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		<title>O Império deseja-lhe um Bom Natal</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 13:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[santo-natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário do que previam neste debate, um Atlântico e um Insurgente, até à tomada de posse de Obama, parece que a Rússia não invadirá a Ucrância nem a China invadirá Taiwan. Afinal foi Israel que aproveitou o Natal&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do que previam <a href="http://diario.iol.pt/internacional/eleicoes-eua-eua-mccain-obama-especial-eleicoes-portugaldiario/1008296-4073.html">neste debate</a>, um <a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/">Atlântico</a> e um <a href="http://oinsurgente.org/">Insurgente</a>, até à tomada de posse de Obama, parece que a Rússia não invadirá a Ucrância nem a China invadirá Taiwan. Afinal foi Israel que aproveitou o Natal&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Natal a Sócrates</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 11:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[santo-natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta notícia não é digna de grandes comentários apenas de uma intersticial revolta. Siga o circo&#8230; 2550 euros de roupa no sapatinho de Sócrates Por Helena Pereira Governantes ofereceram ao primeiro-ministro um cheque-prenda no valor de cerca 2550 euros de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/24/feliz-natal-a-socrates/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="NewsTitle" class="title">Esta notícia não é digna de grandes comentários apenas de uma intersticial revolta. Siga o circo&#8230;</div>
<div class="title"></div>
<div class="title"><em><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=121050"><strong>2550 euros de roupa no sapatinho de Sócrates</strong></a></em></div>
<div class="byline"><em> Por <a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=121050">Helena Pereira</a></em></div>
<div id="NewsSummary" class="summary"><em>Governantes ofereceram ao primeiro-ministro um cheque-prenda no valor de cerca 2550 euros de para gastar em roupa. Querem Sócrates ainda mais na moda depois de este ter sido eleito o 6.º mais elegante pelo jornal espanhol <em>El Mundo</em></em></div>]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Natal à Mota-Engil</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 10:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[santo-natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Resenha de notícias de ontem. Os destaques a negro são meus e esclarece-se que a Martifer pertence ao grupo Mota-Engil, conforme se pode ver no seu site. 23.12.2008 do Público online: (&#8230;) O primeiro-ministro falava aos jornalistas nas instalações da &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/24/movimentacoes-natalicias/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resenha de notícias de ontem. Os destaques a negro são meus e esclarece-se que a Martifer pertence ao grupo Mota-Engil, conforme se pode ver no seu <a href="http://www.mota-engil.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=359&amp;Itemid=215">site</a>.</p>
<p>23.12.2008 do <a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354067&amp;idCanal=57">Público online</a>:<br />
(&#8230;) <em>O primeiro-ministro falava aos jornalistas nas instalações da Pirites Alentejanas, concessionária das minas, após a assinatura do contrato de compra e venda de acções daquela empresa entre a Lundin Mining, anterior proprietária, <strong>e a portuguesa MTO</strong>, nova dona. Além disso, foi assinado um memorando de entendimento entre o Estado e a MTO para a concessão da exploração da mina do Gavião, igualmente no concelho de Aljustrel.</em>(&#8230;)</p>
<p>23.12.2008 <a href="http://www.bpionline.pt/comum/Com_Noticias.asp?Titulo=BPIONLCN346720">Notícias BPIonline</a>:<br />
<em>Carlos Martins e Jorge Martins, o presidente e o vice-presidente do Conselho de Administração da Martifer, adquiriram através da sua holding, a <strong>MTO SGPS</strong>, 101.994 acções da Martifer, atingindo os 41,12% do capital da empresa.<br />
De acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Martifer informa que a MTO SGPS, controlada pelos irmãos Martins, comprou 101.994 acções da empresa.<br />
As operações foram efectuadas entre os dias 15 e 19 de Dezembro e os preços das acções variaram entre os 3,41 euros e os 3,78 euros por acção.<br />
“Após estas transacções, a sociedade MTO SGPS, S.A., passou a ser titular de 41.120.759 acções representativas do capital social da <strong>Martifer SGPS, S.A</strong>. correspondentes a 41,12% do capital social e a 41,12% dos direitos de voto”, adiantou a Martifer.</em></p>
<p>23.12.2008 <a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1026338&amp;div_id=1728">Agência Financeira</a><br />
<em>9.449 acções adquiridas em dois dias<br />
A Mota Gestão e Participações, sociedade considerada estreitamente relacionada com vários administradores da <strong>Mota-Engil</strong>, reforçou a sua posição no capital social da empresa.<br />
De acordo com um comunicado da cotada, nos dias 22 e 23 deste mês foram adquiridos vários lotes de acções, num total de 9.449 títulos, a preços que variaram entre 2,20 e os 2,26 euros.<br />
No final destas aquisições, a empresa, (ligada a António Queirós Vasconcelos da Mota, Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos, Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa e Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles, pelo facto de estes também exercerem funções de administração nessa sociedade), passou a ser titular de 75.436.644 acções representativas de 36,86% do capital social.</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Natal à Banca</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 16:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[santo-natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Agência do Emporiki Bank em Atenas, via exarchialx]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://lh3.ggpht.com/_aK2BeX9blIw/SUu7DsK5Z7I/AAAAAAAAAFk/axAVaKAH7Vg/s640/PC180903.JPG" alt="" width="640" height="432" /><br />
Agência do Emporiki Bank em Atenas, via <a href="http://exarchialx.blogspot.com/">exarchialx</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Natal, ó excelências!</title>
		<link>http://5dias.net/2006/12/25/feliz-natal-o-excelencias/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Dec 2006 23:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[frenicoques]]></category>
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		<description><![CDATA[[do Público de 23 de dezembro 2006] Qual é, então, a grande preocupação? É o cristianismo já não ser permitido, já não ser dominante ou já não ser obrigatório? É que a primeira hipótese, apesar de tanto esforço, é muito &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/12/25/feliz-natal-o-excelencias/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[do <i>Público</i> de 23 de dezembro 2006]</p>
<p align=center><b>Qual é, então, a grande preocupação? É o cristianismo já não ser permitido, já não ser dominante ou já não ser obrigatório? É que a primeira hipótese, apesar de tanto esforço, é muito simplesmente absurda.</b></p>
<p>Quando o leitor do Público estiver perante estas linhas, pode ser que já se encontre na terra com a família, nesta antevéspera de Natal. Ou pode ser que ainda não tenha acabado de colocar os presentes no carro para sair da grande cidade em direcção à auto-estrada. Nesse caso, viaje com muito cuidado. Não tanto por causa dos engarrafamentos ou dos acidentes que todos os anos, por esta altura, são causa de ansiedade e sofrimento. Mas antes porque já devem andar por aí as brigadas do laicismo tentando impedi-lo de comemorar o Natal. Ao chegar, feche as janelas para ocultar as luzes compradas na loja dos chineses, e para que ninguém veja a avozinha enquanto ela frita os filhoses.
</p>
<p>Por todo o país e em todo o mundo ocidental, não deve haver questão mais premente do que a dos cristãos perseguidos por comemorarem o Natal. Basta consultar este vosso jornal, na edição de ontem, e ver como lhe foram dedicadas as duas páginas do “destaque” da autoria de António Marujo (na sua segunda incursão pelo tema: a primeira chamava-se “quando o Natal é proibido”), o editorial de Nuno Pacheco, e os artigos de opinião de Esther Mucznik e Constança Cunha e Sá. E creio que não são os únicos nem serão os últimos, à medida que a data se aproxima.
</p>
<p>Pode ser que a leitora, perdida entre as iluminações natalícias, o trânsito e os horários alargados dos centros comerciais, não se tenha dado conta de que o Natal está para acabar, não sabemos se por decreto. Talvez ao lisboeta lhe tenha escapado isso enquanto fazia o trajecto da “maior árvore de Natal da Europa” (oferta de um banco), atravessando uma Rua Augusta coberta de anjinhos, até um Rossio patrocinado por outro banco, comprando pelo caminhos os seus presentes em cada loja e cadeia comercial. Mas é precisamente para dar este alerta que o jornalismo de referência e a opinião informada aqui estão. Para lhe dizer que, este ano, não se vê outra coisa senão uma sanha persecutória contra o Natal, movida por perigosos secularistas e pelo grande capital, que morre de medo de ofender as outras religiões. É a “Guerra contra o Natal”.
</p>
<p>É irónico que no artigo de António Marujo o professor da Católica António Teixeira se queixe da importação de festividades, como o Halloween, que “nada têm a ver com a nossa cultura”. Isto porque a própria “Guerra contra o Natal” que lhe pediram para comentar, longe de existir, é uma importação da agenda americana do ano passado, quando o canal FoxNews e a sua coligação de evangélicos decidiram que, no país mais cristão do mundo desenvolvido, havia uma ofensiva contra os cristãos. Tudo isto já foi ridicularizado que baste pelos restantes americanos, que não deixariam de olhar com condescendência para esta reciclagem em terras lusitanas, com um ano de atraso.
</p>
<p>Como nos EUA, a nossa “Guerra contra o Natal” é uma amálgama de histórias contadas pela metade, lendas urbanas, inversões retóricas e interpretações extravagantes. Mas como, se no Editorial do Público nos é dito que “em Birmingham a câmara decidiu mudar Christmas (Natal) para Wintervall (intervalo de Inverno)”? Ora, não só a história vem com quase dez anos de atraso (o Wintervall ocorreu em 1997 e 1998), como nem sequer é verdadeira. A Câmara de Birmingham não “substituiu” o Natal por coisa nenhuma; limitou-se a fazer um festival de inverno, como fazem milhares de cidades por esse mundo fora, e incluiu nele as celebrações dos feriados religiosos. A própria sede do município estava iluminada com a frase “Happy Christmas Birmingham”. Mas cuidado, senhores autarcas, se fizerem para o ano um “Festival da Primavera”, ainda podem daqui a dez anos ser acusados de apoiar uma “Guerra contra a Páscoa e a Ressureição”.
</p>
<p>Outras são insufladas até ao limite do inconcebível, como se vê quando o professor da Católica entrevistado por António Marujo declara que se pode caminhar “para sociedades assépticas e controladas a partir de um big brother, como as descritas em Admirável Mundo Novo e Mil Novecentos e Oitenta e Quatro”. Sério, senhor Professor? Esta guerra fictícia feita em torno de não-notícias vai levar-nos a um pesadelo orwelliano? E que dizer quando se lê que “o Fórum Andaluz da Família concedeu o Prémio Herodes 2006 à directora de uma escola pública em Mijas (Málaga, Espanha) que colocou no lixo um presépio feito por alunos da disciplina de Religião”? O Prémio Herodes! O Prémio Herodes — do nome do rei que (segundo o Evangelho de Mateus) mandou matar todas as crianças menores de dois anos — para a professora de Mijas! Não terá o bom Deus dado o sentido das proporções aos professores da Católica, ou feito a graça do bom-gosto ao Fórum Andaluz da Família?
</p>
<p>A regra destas coisas é: qualquer algo que um alguém tenha dito pode ser usado na espiral pirotécnica do sensacionalismo. Assim Constança Cunha e Sá escreve que, se alguém sugeriu substituir o perú (se bem me lembro, bicho que não constava na Terra Santa) por um frango, então “bolo-rei, rabanadas, sonhos e fatias douradas deviam, com maioria de razão, abandonar o menu da consoada”, como se <br />alguém cogitasse proibir essas iguarias. Coma rabanadas, Constança! Olhe que para mim não há maior metafísica no Natal senão comer rabanadas.
</p>
<p>O problema é que, no meio de tanta sofreguidão vitimizada, ficamos sem perceber qual é afinal&#8230; o problema. Falta de liberdade ou excesso dela? Constança Cunha e Sá lamenta que o consumismo tenha substituído o sentido do sagrado. Mas se as pessoas são livres, afinal, tanto podem comemorar o Natal numa orgia consumista como os comentadores conservadores numa orgia de paranóia e mania da perseguição. O dizer-se “Boas Festas” em vez de “Bom Natal”, como alega o Editorial de Nuno Pacheco? Ora, eu desejo Bom Natal aos meus amigos cristãos e Boas Festas a todos os outros, e ainda não me lembro de alguém se ter queixado da minha intolerância.
</p>
<p>Qual é, então, a grande preocupação? É o cristianismo já não ser permitido, já não ser dominante ou já não ser obrigatório? Ë que a primeira hipótese, apesar de tanto esforço, é muito simplesmente absurda.
</p>
<p>Há muita gente que se lamenta do regime de “felicidade obrigatória” desta quadra a que chegamos quase sempre cansados, endividados e a tiritar de frio. Mas algo de muito estranho se passa — talvez qualquer coisa que puseram na água canalizada — quando um ateu anarquista vai desfrutar tranquilamente da quadra com a família de várias crenças e filosofias, ao passo que religiosos e conservadores parecem preferir passá-la mergulhados numa atmosfera de frenicoques, resmunguices e vibrações negativas.</p>]]></content:encoded>
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