Arquivo de etiquetas: Poesia

Ary dos Santos, uma certa forma de agitar e cantar.

O que, na minha opinião, torna Ary um grande poeta da revolução, e uma figura que a marcou indelevelmente, não é tão só o texto, que tem as suas qualidades e defeitos, mas a comunicação que estabelece com as multidões … Continuar a ler

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Cortar as asas aos pássaros, prender nuvens em caixas : Mário Dionísio e Mikel Laboa

Mais uma para a rúbrica de pôr em confronto ou em coro duas vozes diferentes. Aos que nos querem prender os movimentos. E aos que, ao quererem libertar-nos os movimentos, continuam a usar nos pensamentos e nas mãos: caixinhas, cadeias, … Continuar a ler

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A bomba e afins

A bomba A bomba é uma flor de pânico apavorando os floricultores A bomba é o produto quintessente de um laboratório falido A bomba é estúpida é ferotriste é cheia de rocamboles A bomba é grotesca de tão metuenda e … Continuar a ler

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Sonnet To Liberty

Not that I love thy children, whose dull eyes See nothing save their own unlovely woe, Whose minds know nothing, nothing care to know, But that the roar of thy Democracies, Thy reigns of Terror, thy great Anarchies, Mirror my … Continuar a ler

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Feliz dia do amor de guardar ódios

O amor de guardar ódios agrada ao meu coração É como um dia sem sol a raiva na servidão. Há-de sentir o meu ódio quem o meu ódio mereça Ó vida cega-me os olhos se não cumprir a promessa E … Continuar a ler

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Talvez

Mania das Grandezas Pois bem, confesso: fui eu quem destruiu as Babilónias e descobriu a pólvora… Acredite, a estrela Sírius, de primeira grandeza, (única no mercado) deixou-me meu tio-avô em testamento. No meu bolso esconde-se o segredo das alquimias e … Continuar a ler

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Vote, vote, seja um bom compatriote

Esse é o mote: Vote Este é o mote: vote. Estamos todos no mesmo bote. Vote. Escolha o menos fracote e vote. Já não se votou no Lott? Pois vote. Não anule nem faça trote. Vote. Pelas barbas do Quixote, … Continuar a ler

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O sorriso do cartaz, o vento e o varredor indeciso

Glória Efémera O rosto do cartaz eleitoral sobre um fundo de promessas, a sorrir lembrava um maioral a franquear as portas do porvir. Vota! O apelo era um alaúde a embalar a fome atávica da grei; haverá trabalho, habitação, saúde, … Continuar a ler

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Saudação a Uxío

Hoje lembrei-me de Uxío, poeta galego. A Uxío Novoneyra (não digam que não adoram o nome, pronunciem o -x- como o Sh- de Shakespeare num lascivo perder o ar) foi-lhe dedicado o dia das letras galegas deste ano (já falaremos … Continuar a ler

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Sophia

Gosto de ouvir o português do Brasil Onde as palavras recuperam sua substância total Concretas como frutos nítidas como pássaros Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas Sem perder sequer um quinto de vogal Quando Helena Lanari dizia … Continuar a ler

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Celan

Já não sei sob que pretexto, o Ezequiel – o nosso íntimo Ezequiel, que nunca nenhum de nós viu, mas faz parte da mobília desta casa – escreveu uma frase de Celan (deveria eu dizer horrorosamente que o “convocou”?) num … Continuar a ler

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