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	<title>cinco dias &#187; Médio oriente</title>
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		<title>Hoje e no próximo domingo, às 12h, no Visão Global da Antena 1</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2010 01:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com edição de Ricardo Alexandre, o Visão Global de hoje e da próxima semana vai ser dedicado ao Médio-Oriente. Para além de outras abordagens, poderá ouvir muitos dos sons do que relatei aqui e aqui para o i e para &#8230; <a href="http://5dias.net/2010/09/12/hoje-e-no-proximo-domingo-as-12h-no-visao-global-da-antena-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="size-large wp-image-46305  aligncenter" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/09/7-520x336.jpg" alt="" width="520" height="336" /></p>
<p>Com edição de Ricardo Alexandre, o Visão Global de hoje e da próxima semana vai ser dedicado ao Médio-Oriente. Para além de outras abordagens, poderá ouvir muitos dos sons do que relatei <a href="http://5dias.net/2010/08/28/entrevista-com-robert-fisk-versao-alargada/" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://5dias.net/2010/08/25/beirute-burguesa-boemia-e-armada-versao-em-bruto/" target="_blank">aqui</a> para o i e para a Visão.</p>
<p>Em cima da mesa estarão alguns dos pontos de vista de Robert Fisk sobre os diferentes conflitos que se cruzam de Cabul a Beirute, o aumento da tensão entre o Líbano e Israel, o papel do Irão e dos EUA, a nova frota e as caravanas contra o Bloqueio*, entre outras temáticas determinantes para a compreensão da região.</p>
<p><em>*As três caravanas terrestres partem, já no dia 18, de  Londres, Casablanca e Doha e </em><em>a próxima &#8220;Flotilha da Liberdade&#8221; deve estar no mar  por estes  dias e </em><em>rumo </em><em>à fronteira de Rafah</em><em> e às praias proibidas de Gaza.<br />
</em></p>
<h3><em><a href="http://www.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=1" target="_blank">[Ouvir emissão em directo]</a></em></h3>]]></content:encoded>
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		<title>É preciso que algo mude para que tudo fique na mesma?</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/05/e-preciso-que-algo-mude-para-que-tudo-fique-na-mesma/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 15:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Médio oriente]]></category>

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		<description><![CDATA[Israel bombardeia Gaza e ameaça tréguas com Palestina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diario.iol.pt/internacional/israel-palestina-hamas-gaza-ataque-bombardeamento/1009660-4073.html" target="_blank">Israel bombardeia Gaza e ameaça tréguas com Palestina.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Há um novo lobby judeu na América e não tem medo de criticar Israel&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 21:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
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		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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		<description><![CDATA[O seguinte artigo do Público de 22 de Julho aborda um dos poucos temas tabu nos EUA: é impossível ter-se uma posição (moderadamente) pró-palestiniana no conflito israelo-árabe. Um político que não jure &#8220;apoio incondicional a Israel&#8221; não tem hipótese de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/07/31/ha-um-novo-lobby-judeu-na-america-e-nao-tem-medo-de-criticar-israel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O seguinte artigo do Público de 22 de Julho aborda um dos poucos temas tabu nos EUA: é impossível ter-se uma posição (moderadamente) pró-palestiniana no conflito israelo-árabe. Um político que não jure &#8220;apoio incondicional a Israel&#8221; não tem hipótese de ser eleito. Um comentador que critique frontalmente Israel nos EUA não pode ser levado a sério.<br />
Felizmente há um grupo &#8211; de judeus &#8211; que pretende altera minimamente est situação. Conseguirá? Pelo &#8220;apoio incondicional&#8221; a Israel já manifestado por Barack Obaa, este novo e bem vindo lóbi judeu ainda tem muito que fazer. Boa sorte é o que eu lhes desejo.<span id="more-3916"></span></p>
<blockquote><p>Chama-se J Street. Porque não há rua J em Washington e porque a K Street está cheia de lobbies que &#8220;apoiam ruidosamente Israel em situações de guerra mas ficam silenciosos em negociações de paz&#8221;. Tem um poderoso adversário: o grande lobby judeu AIPAC, &#8220;infiltrado&#8221; pela direita israelita, por neo-conservadores e cristãos fundamentalistas. Mas também um potencial aliado: Barack Obama, que hoje chega a Jerusalém.</p>
<p>Em Washington não há nenhuma J Street (as ruas horizontais vão directamente do I ao K), mas é aqui que as palavras de Barack Obama durante a visita que hoje inicia a Israel serão ouvidas, provavelmente, com mais atenção. J Street é o nome de um novo lobby judeu nos Estados Unidos que alguns analistas prevêem irá &#8220;mudar o mapa político americano e do Médio Oriente&#8221;.<br />
Reparem no que diz ao P2, por telefone, Daniel Levy, um dos cem membros do conselho consultivo de J Street. &#8220;Hoje em dia, é muito difícil dizer &#8216;Eu apoio Israel, ponto final&#8217;. Porque a pergunta a seguir é. &#8216;Que Israel? Israel dos colonos ou Israel que quer acabar com a ocupação? Israel que quer destruir o Hamas ou Israel que acredita que é preciso negociar, ainda que indirectamente, com o Hamas? Israel que quer reter os Montes Golã e não acha importante dialogar com a Síria ou Israel que quer tratados de paz com os vizinhos sendo que isso implica devolver territórios?&#8221;<br />
&#8220;Hoje, já não é convincente o argumento de que o modo incondicional como a América apoia Israel é bom para a América e para Israel&#8221;, frisa Levy, asseverando que J Street não terá medo de enfrentar um primeiro-ministro israelita que não comungue as posições do grupo &#8211; sondagens apontam como favorito em próximas legislativas o &#8220;falcão&#8221; Benjamin Netanyahu. E até podem acusá-lo de ser &#8220;anti-semita&#8221; ou &#8220;self-hating Jew&#8221; (judeu que se odeia a si próprio) &#8211; expressões frequentemente usadas para silenciar os críticos das acções de Israel. &#8220;Os israelitas, por estreita ou larga margem, podem eleger um líder que se opõe ao processo de paz, mas não seremos apoiantes de opositores de paz.&#8221;.<br />
&#8220;Haverá pessoas que irão intimar-nos: &#8216;Vocês têm de apoiar o governo israelita!&#8217;&#8221;, reconhece Levy. &#8220;Mas eu responderei que isso não se aplica a nenhum outro país. Eu posso ser pró-Venezuela e não apoiar a política de Hugo Chávez. Posso ser um grande admirador da República Checa mas posso não achar uma boa ideia instalar ali um sistema americano de defesa antimíssil. Todos nós, na América, sobretudo os judeus, temos ligações emocionais a Israel, mas não podemos deixar de ser racionais, como se Israel vivesse noutro planeta. Será uma política destrutiva ajudar Israel avaliando-o segundo padrões diferentes. Israel precisa de fronteiras negociadas e reconhecidas. Às vezes abraçamos Israel quase até à morte. Amamos Israel de uma maneira que não é saudável. É como darmos as chaves do carro a um amigo embriagado.&#8221;<br />
Israel é o maior receptor de ajuda dos Estados Unidos (3000 milhões de dólares anuais). No entanto, como já havia notado Levy num artigo na American Prospect, não é submetido a qualquer pressão. Pelo contrário, &#8220;pode gozar uma ocupação de luxo &#8211; já gastou mais de dez mil milhões de dólares em colonatos desde 1967.&#8221; Ora, este &#8220;vício de mau comportamento sem consequências conduz à tentação de uma escalada (&#8230;) e estrangula uma solução viável de dois Estados.&#8221;<br />
Alternativa ao AIPAC<br />
As palavras são duras, mas Levy é um &#8220;peso-pesado&#8221;. Cientista político de origem inglesa, é filho de Michael Levy, membro da Câmara dos Lordes, líder da comunidade judaica no Reino Unido e um dos maiores angariadores de fundos da campanha de Tony Blair. Foi conselheiro de três líderes israelitas &#8211; Ehud Barak, Yossi Beilin e Haim Ramon. Participou nas negociações com os palestinianos em 1995 (Oslo B) e em 2001 (Taba). Foi um dos principais redactores da Iniciativa de Genebra (um ambicioso plano de paz) e agora é senior fellow da Century Foundation e da New American Foundation. O seu blogue, Prospects for Peace, é um dos mais lidos na Web.<br />
Não o confundam com os anti-sionistas de extrema-esquerda Noam Chomsky ou Norman Finkelstein. Mas também não o incluam no grupo de neo-conservadores de Bernard Lewis. Assumidamente &#8220;liberal e progressista&#8221;, coloca-se no &#8220;centro político&#8221;. Embora não pertença ao &#8220;núcleo duro&#8221; de J Street, cujo director executivo é Jeremy Ben-Ami, antigo conselheiro do ex-Presidente Bill Clinton e neto dos fundadores de Telavive, Daniel Levy tem sido descrito como &#8220;o ideólogo&#8221; e Ben-Ami como o &#8220;chefe de operações&#8221; do novo lobby.<br />
E este, apresentando-se como &#8220;braço político do movimento pró-Israel e pró-paz&#8221; nos EUA (as suas bases são organizações como American for Peace Now e Israel Policy Forum), quer ser &#8220;uma alternativa&#8221; ao velho establishment judaico, &#8220;infiltrado&#8221; pela direita israelita do Likud, pelos neocon e por cristãos evangélicos fundamentalistas. Ou como Levy os caracterizou, &#8220;uma combinação que tem sido um desastre para a política americana e para Israel.&#8221;<br />
É uma tarefa árdua, &#8220;redefinir o que é ser pró-Israel&#8221;, já que o AIPAC tem 200 funcionários, 100 mil membros e um orçamento anual de 60 milhões de dólares, enquanto J Street tem quatro funcionários, 1,5 milhões de dólares e, por enquanto, apenas 40 mil &#8220;filiados&#8221;. Nada que atemorize Daniel Levy. &#8220;Conseguir a adesão de 40 mil pessoas em apenas três meses é significativo&#8221;, sublinha. Mais: do orçamento de 1,5 milhões, cerca de 1,1 milhões já foram angariados online.<br />
A Internet é uma das ferramentas com que J Street tenciona fazer a diferença. &#8220;Estamos a usar os instrumentos modernos de organização política, como o MoveOn.org [um projecto virtual que inspirou também a campanha de Obama]. Queremos criar uma grande circunscrição online, que permita financiar candidatos favoráveis à paz, já que somos também um PAC [Political Action Committee]&#8220;.<br />
Uma morada na Internet<br />
Entre os primeiros candidatos ao Congresso apoiados por J Street está um republicano, Charles Boustany, o que responde às dúvidas dos que se interrogavam sobre se o novo lobby só estaria ao lado de democratas. Há quem acredite que estes apoios vão abalar, ainda que modestamente, a influência do big brother AIPAC no Capitólio. Exemplo: Agora, sempre que alguém vir o seu financiamento reduzido por ter feito declarações que o AIPAC considera &#8220;anti-Israel&#8221;, pode sempre telefonar para J Street a pedir o dinheiro que faltou, ainda que J Street seja mais um endereço URL do que um edifício.<br />
O nome foi propositadamente escolhido para preencher um vazio, tem explicado Ben-Ami. Porque não há rua J em Washington e porque a K Street está cheia de lobbies que &#8220;apoiam ruidosamente Israel em situações de guerra mas ficam silenciosos em negociações de paz&#8221;. Esta frase, colocada num anúncio no New York Times, é uma implícita referência ao AIPAC com o qual muitos judeus americanos e israelitas já não se identificam.<br />
Entre os 100 membros do conselho consultivo de J Street há rabis, académicos, políticos, CEO e prémios Nobel. E entre os supporters (apoiantes) em Israel estão diplomatas, políticos, ex-generais e antigos operacionais dos serviços secretos. É o caso de Yossi Alpher, que foi responsável da Mossad e agora colabora no site israelo-palestiniano bitterlemons.<br />
Inquirido pelo P2 sobre a sua adesão ao novo lobby, Alpher respondeu por e-mail: &#8220;Estou convicto de que Israel merece estar mais bem representado entre os judeus americanos no que diz respeito a questões do processo de paz. J Street, ao contrário do AIPAC, é muito mais representativo da opinião dos judeus americanos.&#8221;<br />
Isso não dissuadiu, porém, Barack Obama de discursar na conferência anual da AIPAC. O senador do Illinois, cujo nome do meio é Hussein, tinha de provar as suas credenciais &#8220;pró-Israel&#8221;, até porque precisa do eleitorado judeu que está a ser cortejado pelos republicanos em swing states, como a Florida. Foi aplaudido de pé quando declarou que &#8220;Jerusalém permanecerá a capital de Israel e deve continuar indivisível&#8221;.<br />
Claro está que os árabes, encorajados por anteriores declarações de Obama em que admitiu &#8220;não concordar com todas as acções do Estado de Israel&#8221; e retratou o conflito israelo-palestiniano como &#8220;uma ferida aberta que infecta toda a política externa dos EUA&#8221; (The Atlantic), ficaram decepcionados. Dias depois, Obama deu uma entrevista à CNN, esclarecendo que o estatuto de Jerusalém &#8221; é uma questão a ser negociada pelas partes&#8221;.<br />
Levy achou importante esta clarificação. &#8220;Ele aceitou os &#8216;Parâmetros Clinton&#8217;, ou seja, que os bairros árabes em Jerusalém serão palestinianos e os bairros judeus serão israelitas. O que ele quis dizer é que não deve haver um arame farpado a dividir a cidade como em 1967 [antes da Guerra dos Seis Dias], e até admitiu que a frase que usou [na convenção do AIPAC] não foi bem escolhida. Também disse que Israel precisa, para sua segurança, de uma solução de dois Estados. E esta é uma posição encorajadora.&#8221;<br />
Além disso, mais do que a referência à Jerusalém, o que foi importante, para Levy, no discurso de Obama ao AIPAC foi a promessa de que resolver o conflito israelo-palestiniano será uma prioridade. O apoio que exprimiu às negociações entre Israel e a Síria. E a afirmação de que, na abordagem ao Irão, privilegiará a diplomacia e não uma nova guerra.<br />
O Irão e o reverendo Hagee<br />
Quanto ao generalizado sentimento israelita de que o Irão constitui uma ameaça existencial e tem de ser contido, a análise de Levy é esta: &#8220;Acho que, em Israel, há uns genuinamente preocupados e outros que criam um pânico desnecessário, por causa das coisas nojentas que o Presidente [Mahmoud] Ahmadinejad diz e também das ambições do Irão de ser uma potência regional. Há uma mobilização em Israel para a necessidade de bombardear o Irão. Os israelitas olham para o passado e dizem: &#8216;Bombardeámos o reactor no Iraque, bombardeámos algo na Síria e por isso OK, podemos bombardear os vizinhos, porque resulta. O problema é que o debate público não está a considerar que a situação no Irão é muito diferente e muito perigosa se houver uma guerra.&#8221;<br />
Levy compara o ambiente em Israel com o que existe em muitas sociedades em conflito. &#8220;Os israelitas são frequentemente tentados a pensar: &#8216;Não há solução, vamos bombardeá-los&#8217;, o que até é compreensível, mas não é uma boa política. Uma maioria de israelitas apoiou a guerra no Líbano há dois anos, mas agora admitem que foi um fucking mistake, mas na altura achavam que era uma grande ideia. A maioria dos israelitas apoia ataques militares na Faixa de Gaza mas também apoia o cessar-fogo com o Hamas. Há muitas dissonâncias nas sociedades em conflito. Eu creio que os israelitas ficariam muito felizes se houvesse uma solução diplomática para o Irão.&#8221;<br />
Levy está, por isso, entusiasmado com a campanha de J Street contra uma guerra no Irão: &#8220;Uma carta a todos os candidatos ao Congresso obteve mais de 30 mil assinaturas online numa semana&#8221;. Outro sucesso que o novo lobby reclama é uma petição que forçou o candidato republicano, John McCain, a renegar o apoio do reverendo John Hagee, pastor da congregação Christians United for Israel (CUI), aliada do AIPAC.<br />
Na ânsia de apressar o &#8220;segundo regresso do Messias&#8221;, Hagee fez recentemente um sermão que causou uma onda de repulsa: &#8220;Deus disse a Jeremias: &#8216;Enviarei muitos pescadores e depois enviarei muitos caçadores&#8217;. Os pescadores são os sionistas, homens como Theodor Herzl. (&#8230;) E os caçadores? Hitler foi um caçador. Como é que isso [o Holocausto] aconteceu? Porque Deus permitiu que acontecesse. Por que aconteceu? Porque Deus disse: &#8216;A minha máxima prioridade é fazer retornar o povo judeu à Terra de Israel.&#8221;</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>The little jew who wrote the bible</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 09:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguém me empresta um keffieh (um lenço palestiniano) para usar logo no concerto deste gajo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/07/leonard-cohen-s04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3664" title="leonard-cohen-s04" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/07/leonard-cohen-s04-232x300.jpg" alt="" width="232" height="300" /></a></p>
<p>Alguém me empresta um keffieh (um lenço palestiniano) para usar logo no concerto deste gajo?</p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Nunca haverá uma solução militar&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 21:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Via Esquerda Republicana, cheguei a um artigo do maestro israelo-argentino Daniel Baremboim a propósito dos 60 anos de Israel no El País. Um extracto: En la actualidad, muchos israelíes no tienen ni idea de lo que sienten los palestinos, de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/14/nunca-havera-uma-solucao-militar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Via <a href="http://esquerda-republicana.blogspot.com/2008/05/o-dio-como-cola-social.html" target="_blank">Esquerda Republicana</a>, cheguei a um artigo do maestro israelo-argentino Daniel Baremboim a propósito dos 60 anos de Israel no <a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/habra/solucion/militar/elppgl/20080514elpepiint_5/Tes" target="_blank">El País</a>. Um extracto:</p>
<blockquote><p>En la actualidad, muchos israelíes no tienen ni idea de lo que sienten los palestinos, de cómo es la vida en una ciudad como Nablus, una prisión con 180.000 reclusos en la que no hay ni restaurantes, ni cafés ni cines. ¿Qué ha ocurrido con la famosa inteligencia judía? Ni siquiera estoy hablando de justicia o de amor. ¿Por qué se continúa alimentando el odio en la franja de Gaza? Nunca podrá haber una solución militar, porque dos pueblos luchan por una sola tierra. Por fuerte que sea Israel, siempre sufrirá inseguridad y miedo. El conflicto se devora a sí mismo y al alma judía, y siempre se le ha permitido que lo haga. Quisimos hacernos con tierras que nunca pertenecieron a los judíos y construir en ellas asentamientos. En ese hecho, los palestinos ven, y con razón, una provocación imperialista. Su resistencia, su <em>no,</em> es absolutamente comprensible, pero no los medios que utilizan para llevarla a cabo, ni tampoco la violencia o la inhumanidad indiscriminada.</p>
<p>Los israelíes debemos finalmente encontrar el valor para no reaccionar ante esa violencia, el valor de ser fieles a nuestra historia. Los palestinos no podían esperar que después del Holocausto nos ocupáramos de alguien que no fuéramos nosotros mismos: teníamos que sobrevivir. Ahora que lo hemos hecho, unos y otros debemos mirar colectivamente hacia delante. Aún no ha nacido el primer ministro israelí capaz de esa empresa. Fundamentalmente, hoy en día no hemos avanzado nada respecto a 1947, cuando las Naciones Unidas votaron la partición de Palestina. Peor aún: en 1947 todavía era posible imaginarse un Estado binacional, pero, 60 años después, parece algo inconcebible. Hoy en día, los israelíes, al referirse a una solución basada en la existencia de dos Estados, hablan de separación, de divorcio: ¡qué cinismo! Normalmente, los divorcios afectan a personas que en su día se quisieron&#8230; (&#8230;) Hace años que no vivo en Israel y soy muy consciente de que mi perspectiva es la de un forastero. A veces, la gente me pregunta &#8220;¿qué es un judío?&#8221;. La respuesta es la siguiente: un judío que tiene experiencias antisemitas en el Berlín de 2008 es diferente al que las tenía en 1940. El de 1940 se sentía amenazado; el de la actualidad puede pensar en su propia tierra, en Israel. Hoy en día puedo decirle al antisemita que &#8220;o bien aprendes a vivir conmigo o podemos seguir cada uno nuestro camino. Y punto&#8221;, y esto supone una diferencia fundamental. A medio plazo, soy pesimista respecto a Oriente Próximo, pero a largo plazo soy optimista. O encontramos una forma de vivir con el otro o nos matamos.  </p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>Luzes e sombras de Israel</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/08/luzes-e-sombras-de-israel/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 11:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luces y sombras de Israel Por MARIO VARGAS LLOSA Si el conflicto palestino israelí no existiera, o hubiera sido ya resuelto de manera definitiva, el mundo entero vería en Israel uno de los éxitos más notables de la historia contemporánea: &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/08/luzes-e-sombras-de-israel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luces y sombras de Israel<br />
Por MARIO VARGAS LLOSA</p>
<p>Si el conflicto palestino israelí no existiera, o hubiera sido ya resuelto de manera definitiva, el mundo entero vería en Israel uno de los éxitos más notables de la historia contemporánea: un país que en poco más de medio siglo -nació como Estado en 1948- consigue pasar del tercer al primer mundo, se convierte en una nación próspera y moderna, integra en su seno a inmigrantes procedentes de todas las razas y culturas -aunque, por lo menos en apariencia, de una misma religión-, resucita como idioma nacional una lengua muerta, el hebreo, y la vivifica y moderniza, alcanza altísimos niveles de desarrollo tecnológico y científico, y se dota de armas atómicas y de un ejército equipado con la infraestructura más avanzada en materia bélica y capaz de poner en pie de guerra en brevísimo plazo a un millón de combatientes (la quinta parte de su población).<span id="more-2975"></span></p>
<p>Este logro es todavía más significativo si se tiene en cuenta que la Palestina donde llegaron los primeros sionistas procedentes de Europa, en 1909, era la más miserable provincia del imperio otomano, un páramo de desiertos pedregosos convertido ahora, gracias al trabajo y al sacrificio de muchas generaciones, en poco menos que un vergel. Es verdad que Israel ha contado con una generosa ayuda exterior, procedente principalmente de Estados Unidos, del que recibe anualmente cerca de tres mil millones de dólares, y de la diáspora judía, un factor que hay que tener en cuenta, pero que de ninguna manera explica por sí solo la impresionante transformación de Israel en uno de los países más desarrollados y de más altos niveles de vida del mundo. Por ejemplo, Egipto recibe una ayuda más o menos equivalente de Estados Unidos y nadie diría que le ha sacado el menor provecho para el conjunto de su población. Y los grandes países productores de petróleo, como Venezuela o Arabia Saudí, sobre quienes el oro negro hace llover desde hace muchos años una vertiginosa hemorragia de dólares, siguen, debido a la ineficiencia, el despotismo y la cancerosa corrupción de sus gobiernos, profundamente enraizados en el subdesarrollo. Ninguno de ellos ha aprovechado de sus recursos y de las oportunidades creadas por la globalización como Israel.</p>
<p>Es verdad que, en los últimos años, a medida que, gracias a su despegue industrial, sobre todo en el campo de las nuevas tecnologías, el crecimiento económico israelí se disparaba y el país dejaba de ser rural y se volvía urbano, la sociedad más o menos igualitaria y solidaria con la que soñaban las primeras generaciones de sionistas, y de la que todavía era posible encontrar huellas en el Israel que yo conocí hace treinta años, iba siendo reemplazada por otra, mucho más dividida y antagónica, donde las distancias entre los sectores más ricos y los más pobres aumentaban de manera dramática y el idealismo de los pioneros y fundadores de Israel iba siendo reemplazado por el egoísmo individualista y el materialismo generalizado que es rasgo universal de todas las grandes sociedades contemporáneas.</p>
<p>Israel se jacta de haber cumplido esta veloz trayectoria histórica hacia el bienestar dentro de la legalidad y la libertad, respetando los valores y principios de la cultura democrática, algo que ha brillado y sigue brillando por su ausencia en todo el Medio Oriente. Ésta es una verdad relativa, que exige importantes matizaciones. Israel es una democracia en el sentido cabal de la palabra para todos los ciudadanos judíos israelíes quienes viven, en efecto, dentro de un Estado de Derecho, que respeta los derechos humanos, garantiza la libertad de expresión y de crítica, y en la que quien siente vulnerados sus derechos puede recurrir a unos jueces y tribunales que funcionan con independencia y eficiencia. He estado cinco veces en Israel, a lo largo de tres décadas, y siempre me ha impresionado la energía y la firmeza con que se practica allí la crítica, y la diversidad de opiniones en los periódicos y revistas publicados allí en lenguas a mi alcance, en debates y discusiones o pronunciamientos públicos de partidos, instituciones o figuras individuales formadoras de opinión. No creo exagerado afirmar que probablemente en ninguna otra sociedad se critica de manera tan constante, y a veces tan acerba, a los gobiernos de Israel como entre los propios israelíes.</p>
<p>Estas excelentes costumbres democráticas se reducen considerablemente, y a veces desaparecen por completo, cuando se trata del millón y pico de árabes israelíes -musulmanes en su gran mayoría y una minoría cristiana- que constituyen aproximadamente el 20 por ciento de la población. En teoría son ciudadanos a carta cabal, con los mismos derechos y deberes que los judíos. Pero, en la práctica no lo son, sino ciudadanos discriminados, para los que no existen las mismas oportunidades de que gozan aquellos y que tienen tanto los accesos a los servicios públicos -educación, salud- como al empleo, la adquisición de propiedades, o el simple movimiento físico, mediatizados, recortados o suprimidos con el argumento de que estas cortapisas y limitaciones son indispensables para la seguridad de Israel.</p>
<p>Pero los ciudadanos árabes israelíes, pese a todo ello, viven en condiciones envidiables si se compara su caso con el de los millones de palestinos del West Bank y, hasta ayer, de la Franja de Gaza, es decir los territorios que Israel ocupó en 1967, luego de la Guerra de los Seis días, en que derrotó a los Ejércitos de Siria, Jordania y Egipto. (El West Bank estaba entonces bajo el dominio jordano y Gaza bajo el egipcio). Esta victoria, de la que la gran mayoría de los israelíes se sienten orgullosos por razones militares y/o religiosas -su pequeño país derrotaba en un cerrar de ojos a una gran coalición militar del mundo árabe y recuperaba para los judíos la totalidad del ámbito de su historia bíblica-, convirtió a Israel en algo que ha sido su pesadilla desde entonces y lo que ha contribuido más que nada a desencadenar la antipatía o la franca hostilidad hacia sus gobiernos de una buena parte de la opinión pública internacional: en un país colonial. Y nada corrompe tanto a una nación, desde los puntos de vista cívico y moral, como volverse una potencia colonizadora. Coincidiendo con aquella conflagración de 1967, el general de Gaulle hizo entonces una descripción de los israelíes que generó una gran polémica (y mereció, entre otras muchas, la respuesta encendida de Raymond Aron). Los llamó &#8220;pueblo de elite, seguro de sí mismo y dominador&#8221;. No estoy seguro de que entonces fuera cierto; pero sí lo estoy de que, de entonces a ahora, insensiblemente, y debido a la conquista de aquellos territorios así como a su enriquecimiento y poderío, Israel se ha ido acercando a lo que, cuando fue lanzada, nos pareció a muchos una injusta y exagerada descripción.En lo que concierne a su relación con los palestinos, todas son sombras que maculan moralmente el formidable progreso material y social de Israel. En los 38 años de ocupación, los palestinos han visto sus tierras expropiadas e invadidas por cientos de miles de colonos que, casi siempre alegando los derechos divinos, se posesionaban de un lugar y de unos campos, los cercaban y venía luego el Ejército a proteger su seguridad y a consumar el despojo, manteniendo a raya o expulsando a los despojados. Pese a las duras rivalidades que las enfrentan, tanto la izquierda como la derecha israelí, han coincidido en esta política de apoyar la multiplicación y el ensanchamiento de los asentamientos por colonos convencidos de que, actuando de este modo, cumplían la voluntad de Dios. Este proceder abusivo ha sido el mayor obstáculo para un acuerdo de paz, pues, a la vez que, de palabra, los gobiernos israelíes decían siempre desearla, en la práctica la desmentían con una política que a ojos vista iba aumentando y refrendando la ocupación colonial.</p>
<p>No hay duda alguna de que, debido a sus enormes divisiones políticas internas, a la práctica del terrorismo, a la ineficiencia y torpeza de sus líderes, los palestinos han defendido muy mal su causa, desaprovechando a veces oportunidades como la que, a mi juicio -el tema es objeto de tremendas controversias en Israel y en Palestina- representaron las negociaciones de Camp David y de Taba en el año 2000, en los finales del gobierno laborista de Ehud Barak. Pero, aun así, y sin que ello signifique la menor justificación del salvajismo irracional de los atentados contra la población civil y de las bombas de los suicidas palestinos -voladura de autobuses, restaurantes, cafés, discotecas, tiendas-, los atropellos cometidos por el Gobierno israelí contra la población palestina en general -puniciones colectivas, demoliciones de casas, asesinato de líderes terroristas aunque para ello sea inevitable que mueran civiles inocentes, detenciones arbitrarias, torturas indiscriminadas, juicios de caricatura en que los jueces condenan a los acusados a largas penas sin que los abogados defensores puedan siquiera conocer el acta de acusación, que se mantiene secreta por razones de inteligencia militar, etcétera- son injustificables e indignas de un país civilizado.</p>
<p>Después del fracaso de los acuerdos de Oslo, que habían despertado tanta euforia en todo el mundo y en especial en Israel -yo estuve allí por aquellos días y viví ese entusiasmo-, y luego de la subida al poder de Ariel Sharon, bestia negra de los pacifistas y de todos los partidos moderados del país, las esperanzas de paz parecían enterradas por un buen tiempo. Nadie había promovido tanto como aquél la política de los asentamientos de colonos en los territorios ocupados ni nadie había saboteado con tanta vehemencia todos los intentos de solución negociada del conflicto -desde Oslo a Camp David y Taba- como el líder del Likud. ¿Quién hubiera dicho que la misma persona que dirigió la invasión militar de Líbano, que estuvo implicada en las matanzas de refugiados palestinos de Sabra y Shatila y que con su paseo provocador por la Plaza de las Mezquitas contribuyó a desatar la segunda Intifada y a frustrar los acuerdos de paz de Oslo, iba pocos años después, de manera unilateral, a cerrar los 21 asentamientos coloniales de la Franja de Gaza y a devolver esta tierra arrebatada al pueblo palestino?</p>
<p>¿Qué ha habido detrás de esta audaz iniciativa? ¿Una concesión táctica, para distraer la atención internacional mientras Israel acentúa la política de apropiación de las tierras del West Bank? ¿O un intento serio de mostrar al mundo la voluntad de Israel de poner de una vez por todas un fin razonable a este conflicto? ¿Qué piensan de ello los israelíes y los palestinos? Para tratar de averiguarlo, acabo de pasar quince días en Israel y en los territorios ocupados, hablando con gente de toda condición e ideología, viendo y oyendo lo más que podía y tratando de sobrevivir al calor, la intensidad de las vivencias y la fatiga. Porque en Israel y en Palestina se vive más que en otras partes y el tiempo parece durar allá menos que en el resto del mundo. Acaso esa sea la razón por la que tres de las cuatro grandes religiones de la historia de la humanidad tengan allí sus raíces y por la que ese puñado de kilómetros cuadrados haya hecho correr desde hace cuatro milenios más sangre y locura que cualquier otra región del mundo.</p>
<p>(Original no <a href="http://www.elpais.com/articulo/elpporopi/20050918elpepiopi_8/Tes/Luces%20y%20sombras%20de%20Israel" target="_blank">El Pais</a>, 18/09/2005, na sequência de uma visita do autor e da filha a Israel)</p>]]></content:encoded>
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