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COMENTÁRIOS

Resistência Islâmica – rescaldo de um debate

1 de Março de 2010 por Renato Teixeira

Ao longo da última semana lancei um conjunto de posts que pretendiam levantar a questão da resistência islâmica. O facto de serem posts com poucas coisas escritas, entre o provocatório e o iconográfico, permitiu que o debate entre os comentaristas ganhasse relevância. Era a intenção e viu as suas melhores expectativas ultrapassadas. Num único tema e ao longo de sete entradas foram feitos mais de trezentos comentários o que dá expressão e actualidade ao tema. Infelizmente a quantidade dos comentários não é sinónimo de grande eloquência. Mesmo em comentaristas que costumamos ver menos presos a dogmas e preconceitos ouvimos dizer expressões como capitulação ao islamo-fascismo, paralelos entre a resistência islâmica e a Al-Qaeda e mistificações de todas as espécies e feitios relativamente aos povos muçulmanos. Boa parte desses comentários parecem tirados do tempo da guerra entre os povos ibéricos e os povos magrebinos, da albarda de um qualquer cruzado devoto.

Passemos então à desmistificação:

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NUJ Photographers protest against Section 76

26 de Março de 2009 por zenuno


NUJ Photographers protest against Section 76, ban on taking photos oif police officers or police buildings.

um assunto sempre na ordem do dia e infelizmente ainda mais no Reino Unido.

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Um governo de esquerda

26 de Maio de 2008 por Filipe Moura

“A igualdade é o valor mais nobre da democracia”, declarou a nova ministra da Igualdade de Espanha, a andaluza Bibiana Aído, no seu discurso de posse. (Via Corta-Fitas.)

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Max Mosley e os traseiros açoitados

28 de Abril de 2008 por Filipe Moura

No meu texto Viva a liberdade, viva a igualdade, viva a democracia referia-me a liberdades cívicas e, exclusivamente, a liberdades que interferem com as liberdades de outros. (Nos comentários dei o exemplo da liberdade de circular de carro dentro de uma cidade quando existem transportes públicos, o exemplo acabado de uma liberdade burguesa.) Restrições a esse tipo de liberdades são necessárias se se quer combater as desigualdades e lutar por um mundo mais sustentável.
Nada disso tem a ver com liberdades pessoais, de comportamentos que só digam respeito ao próprio indivíduo (e a adultos que voluntariamente se associem). Pertence a este grupo a privacidade sexual, incluindo fetiches que nos possam parecer repugnantes e que estejam associados a uma simbologia e a factos históricos que repudiamos. É este o caso das fantasias sexuais de Max Mosley, presidente da Federação Internacional do Desporto Automóvel, que mais uma vez faltou a um Grande Prémio de Fórmula 1. O passado político do seu pai não se recomenda mesmo nada, mas tal não torna legítimo julgar as suas fantasias sexuais, e muito menos pedir a sua demissão por um caso que não tem nada a ver com a Fórmula 1. Sobre este assunto, recomendo uma das recentes colunas “Piedra de Toque” de Mário Vargas Llosa.

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Viva a liberdade, viva a igualdade, viva a democracia

25 de Abril de 2008 por Filipe Moura

Existe a tendência de chamar ao 25 de Abril o Dia da Liberdade. É verdade que, durante o fascismo salazarista, o bem mais escasso, o bem mais reprimido, era a liberdade. Não havia liberdades políticas, liberdades cívicas, liberdades mínimas. Porém, num regime totalitário existe sempre uma classe para quem tudo é permitido. Para essa classe a liberdade existe, e é uma liberdade que não conhece limites. Que se confunde com prepotência. Que não acaba nos limites dos que não a têm, ou seja, é uma liberdade que não é admissível numa democracia. No fascismo salazarista, a liberdade era para muito poucos; com o 25 de Abril, a liberdade passou a ser para todos. E isto é liberdade, mas também é igualdade. É a esta combinação que se chama democracia, e é esta a grande conquista do 25 de Abril. Por isso, a meu ver o 25 de Abril deveria chamar-se não Dia da Liberdade, mas Dia da Democracia.
Não é correcto associar-se o 25 de Abril somente à liberdade (ignorando a igualdade) porque, como é bem sabido (na blogosfera é o que não falta) há muita gente que defende a liberdade e não quer nada com a igualdade. A recente (com pouco mais de um ano) campanha para o branqueamento do ditador Salazar, que culminou na sua designação como “O Maior Português” num programa de televisão, teve origem na blogosfera que só defende a liberdade (mas que eu nunca vi defender a democracia). Aliás eu tenho cá para mim que a maior ameaça à democracia, presentemente, provém (não só em Portugal) dos chamados “libertários”, os defensores incondicionais da liberdade. Eles próprios dizem: o 25 de Abril não é o dia deles.
A liberdade não pode ser ilimitada, porque acaba por colidir com a liberdade dos outros. Só pode ser irrestrita quando tal não originar conflitos com a igualdade. Senão, tal viola a democracia. Sobretudo, a mais liberdade corresponde sempre mais responsabilidade. Querer mais liberdade só por querer tem sempre outras consequências. Para o indivíduo e para todos. Pensem nisto.
Bom 25 de Abril.

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