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	<title>cinco dias &#187; Isto vai de mal a pior</title>
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		<title>Um líder à imagem do seu partido</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 18:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Isto vai de mal a pior]]></category>

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		<description><![CDATA[Manuela Ferreira Leite sempre conseguiu infundir terror nos corações dos seus correligionários/adversários apenas por… ficar quieta e muda. Até a criatura mais sedenta de poder e holofotes — o menino chorão de Gaia — congelava temeroso à espera que ela &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/04/22/a-lider-a-imagem-do-seu-partido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/04/f1-e063.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2784" title="f1-e063" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/04/f1-e063.jpg" alt="" width="185" height="172" /></a></p>
<p>Manuela Ferreira Leite sempre conseguiu infundir terror nos corações dos seus correligionários/adversários apenas por… ficar quieta e muda. Até a criatura mais sedenta de poder e holofotes — o menino chorão de Gaia — congelava temeroso à espera que ela arrancasse para uma qualquer corrida ao poleiro.<br />
Não que seja certo que a sua catadura de poucos amigos ganhe eleições nacionais: o estilo mestre–escola severo é capaz de já estar fora de moda, num mundo rendido aos  tecnocratas de ar decidido e sapiente como o nosso Primeiro. Isto sem falar das más recordações, que envolvem património do Estado vendido à laia de “pechisbeque” para retocar o Orçamento e a sua perene indisponibilidade para arriscar nisto da política a sério, longe da asa protectora do amigo Aníbal.<br />
Mas nem a sua postura de política calculista e pouco corajosa assusta um partido viciado em figuras providenciais, desembarcadas em congressos meio por acaso. E lá estão os laranjinhas outra vez à míngua de salvador, dependurados de tabus e vagas de fundo em mar chão. Sem nada aprender depois de tantas desilusões com outros candidatos a D. Sebastião, como Santana ou António Borges, que se revelaram mais da mesma fancaria.<br />
Mas Ferreira Leite é o líder certo para este PSD despido de ideologia, em que as ideias se resumem à fome de poder, em que Santana continua a ser levado a sério, em que uma má sondagem soa sempre a toque de finados, em que um chefe só o é se “sair bem” nos jornais, em que as facções apenas se distinguem pelos nomes que as animam. <span id="more-2783"></span>(E nem me parece que o mal seja geral: por cómicos que sejam os arroubos de Alegre, entre <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1326633&amp;idCanal=12" target="_blank">outras mansas dissidências</a>, é impossível não encontrar ecos de diferendos ideológicos no PS.)<br />
O estilo Manuela Ferreira Leite corporiza a liderança ideal para este novo grau zero da política. Afinal, trata-se da baronesa que ainda há pouco se viu <a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=302345&amp;visual=26" target="_blank">beatificada por ovações frenéticas</a> quando proclamou que o PSD só deveria apoiar medidas — certas ou erradas — que não dessem a ideia de que o PS tinha razão fosse no que fosse. Garantindo que o PSD &#8220;não deve servir de lebre ao PS&#8221; no tema da regionalização, que ao “pedir isso (a redução de impostos) estávamos a dizer ao PS que fizeram tudo bem, seria avalizar a política do PS&#8221;. Que não valia a pena ao PSD defender um referendo ao Tratado de Lisboa pois tal implicaria “uma campanha em que andará de braço dado com o PS”. A politicazinha paroquial no seu pior: interessa é fazer e falar diferente do outro e que se lixem pormenores como ter uma estratégia para o país, uma sombra de ideologia ou sequer um pouco de seriedade.<br />
Menezes feneceu por andar por aí às voltas em busca de bandeiras, como um dervixe amalucado. Pobre “homem da carne assada”: esfalfou-se a correr atrás de mensagens, ideias, propostas (mesmo que esquisitas), quando afinal era tão fácil. Bastava fazer de conta que tudo é um jogo. Agora, a sua sucessora vai fazer uma excelente carreira com a mais simples das tácticas: dizer sempre o contrário do Governo, <em>no matter what</em>, jogar à política como quem conquista ruas no Monopólio.</p>]]></content:encoded>
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