Grécia: A violência em imagens
14 de Dezembro de 2008 por João BrancoΤον κώλο μου είναι σχετικά με τις πυρκαγιές
14 de Dezembro de 2008 por Luis RainhaΑυτό δεν έχει καμία σχέση με την Ελλάδα. Αλλά είναι καλή διασκέδαση. Σχεδόν όσο αυτό.
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Atenas, mote & glosa
14 de Dezembro de 2008 por António FigueiraMote
“Parar um país, queimar carros e atacar as lojas, ‘bora’ dar cabo da Grécia é capaz de ser uma boa ideia. Conheço pouco do país, só lá estive num momento de festa (Jogos Olímpicos) e não sei se aquilo merece ou não ser derrubado. À partida não me parece. Ler o resto »
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Grécia: consumismo e urbanismo
14 de Dezembro de 2008 por João BrancoHá dois aspectos ligados à situação na Grécia que têm sido pouco reflectidas e que seriam provavelmente interessantes discutir:
- O consumismo – Será coincidência a explosão dar-se na altura em que a máquina mais se esforça para criar o sentimento de necessidade, de insatisfação nos cidadãos-consumidores? A máquina, à sua maneira, faz o maior esforço para nos fazer sentir insatisfeitos com o que temos. Aponta as baterias principalmente aos jovens. Sempre me fez um pouco de confusão como a esquerda portuguesa convive tão bem com a publicidade e o marketing. Felizmente, nem toda.
- O espaço urbano - Com os motins, a rua torna-se um lugar em que se faz mais alguma coisa sem ser viajar de automóvel e consumir. O espaço público assume uma natureza de discussão, convívio e confrontação, uma natureza humana. Um testemunho de um estudante erasmus neste muito recomendável novo blogue, dizia “também andei na rua a curtir”. A curtir, repare-se, não a transportar-se, não a comprar. A curtir. Quem me dera andar nas ruas de Atenas a curtir.
Pelo que me têm dito colegas gregos, as reportagens na imprensa internacional que melhor têm tratado o assunto são as do The Guardian. Claro que vale também sempre a pena passar pelo Indymedia.
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Grécia: relato de um emigrante grego e reflexão
14 de Dezembro de 2008 por João BrancoRelato de um ex-colega meu, grego, a trabalhar na Holanda, que viajou Sexta para Atenas e que me dará mais novidades amanhã:
I am just about to leave for Greece. Call me on my mobile tomorrow evening.
The baseline of my answer is that there is frustration that has been cultivated for many years and it is now exploding due to an unfortunate event which itself is a scandal and part of the problem. The basis of the frustration are the big contradictions in the society with poverty on the one hand and violent consumerism advertising on the other, with minimum wage at 650 euros on the one hand and corruption scandals including monasteries and ministers on the other, with suffocating environmental problems on the one hand and 28 Billions offered to the Greek banks on the other etc etc….This is the basis.
As for the damages to properties of ordinary people this is collateral damage for which everyone is sorry and everyone is thinking who is behind it. It can be even provocators from the right wing government.
Next week the violence may be over but teh underlying feelings remain.
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Grécia: A explosão de cólera em Atenas tem não uma, mas muitas causas
14 de Dezembro de 2008 por Tiago Mota SaraivaA média capitalista, como de costume, omite a compreensão de todo o contexto desta explosão insurreccional na Grécia.
Lá como cá existe uma insatisfação cada vez maior da juventude, confinada entre empregos precários e mal pagos e o desemprego.
A juventude é cada vez mais culta, mais instruída; é inevitável que se politize e que adopte as tendências de esquerda libertárias, pois são as que lhes oferecem garantias de não comprometimento com um poder cada vez mais corrupto.
Por isso, não admira que exista um eco e solidariedade activa em Itália, em Espanha, em França ou na Dinamarca e em muitos países onde a situação dos jovens se torna cada vez mais destituída de esperança.
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Grécia em imagens
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de AlmeidaA série já vai no volume 13
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Grécia: Nova inflamação urbana (Câmara dos Comuns)
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de Almeida
O que tem acontecido nestes últimos dias na Grécia não é caso virgem na Europa. França, em maior dimensão, Dinamarca, em menor proporção, já tiveram estes actos de vandalismo. E nada indica que a Grécia seja o último Estado europeu a experimentar este caos urbano.
Nada justifica a morte, no sábado, de um jovem de 15 anos, que minutos antes de morrer, atacara, com outros, um carro da polícia. Por isso, a Justiça grega funcionou e o polícia que matou o adolescente está detido. Como nada legitima os actos de vandalismo perpetrados um pouco por todas as cidades gregas. Além da instabilidade urbana que está criada, centenas de estabelecimentos, como muitas viaturas, foram destruídas, por uma fúria sem razão nem sentido. Num Estado de Direito Democrático é a Justiça que deve funcionar, não a rua comandar.
A polícia grega, não obstante a mancha que um elemento seu cometeu, tem actuado bem, defendendo, como lhe compete, o bem público dos arruaceiros.
Por outro lado, lamenta-se que o maior partido da oposição, o PASOK, surja agora a pedir eleições antecipadas, quando há pouco mais de um ano um Governo foi eleito e os socialistas perderam. Que os comunistas gregos queiram a desordem e a pobreza, isso é natural, tanto que andam na rua a solidarizar-se com o vandalismo. Agora que os socialistas procurem neste momento de vulnerabilidade aproveitar a seu favor o descontentamento, não é sinal de força, mas sim de fraqueza.
Carlos Manuel Castro na Câmara dos Comuns Ler o resto »
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Grécia: Reforços do Filinto
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de Almeida
Consultar num excelente local.
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Grécia: Os avôs da revolta
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de Almeidatags: grécia, greek riot
a Grécia em directo
13 de Dezembro de 2008 por zenunoGrécia: na imprensa
13 de Dezembro de 2008 por Francisco Santos
Greek riots could bode more unrest in Europe
“[...] riots were triggered by a specific police shooting and sustained by broad opposition to a weak right-wing government, and as such are unlikely to spread directly to other territories. But as of yesterday, hundreds of people were detained across the Europe, including Spain, France and Denmark, as protesters attacked banks, shops, police stations and cars in an apparent show of support[...]”
“The government is also facing mounting criticism over a string of financial scandals. Even as protesters rampaged, a parliamentary committee was taking evidence in a scandal over an illegal government land swap carried out with Vatopedi monastery on Mount Athos. Senior ministers are said to have diddled taxpayers out of some €100m while handsomely lining their own pockets. Two have resigned already: George Voulgarakis, the merchant-marine minister, whose wife acted as a notary for the deal, and Theodoros Roussopoulos, the government’s spokesman. [...]
The feel-good factor allowed the conservatives to ignore the pressing case for social reform, particularly in education, health and policing. But as the global slowdown takes effect, young Greeks see their parents struggling to pay the bills. If they cannot afford to study abroad, they get lousy tuition at a Greek university and, unless their family can pull strings, few chances of a good job. The unemployment rate for young graduates is 21%, compared with 8% for the population as a whole.”
Are the Greek riots a taste of things to come?
”Because of unemployment, a quarter of those under 25 are below the poverty line,” said Petros Linardos, an economist at the Labour Institute of the Greek trade unions. “That percentage has been increasing for the past 10 years. There is a diffused, widespread feeling that there are no prospects. This is a period when everyone is afraid of the future because of the economic crisis. There is a general feeling that things are going to get worse. And there is no real initiative from the government.”
“[...]To be sure, Greece has more than its fair share of unresolved history. Its civil war lasted longer and ended later than similar struggles sparked by the second world war. The 1967-74 dictatorship of the colonels can be seen almost as an epilogue.
Greek politics can be correspondingly raw: with family dynasties often treating both party and state as personal patrimony. Two aspects of this culture – vested interests that shade into corruption, and a robust tradition of public protest – keep colliding in ever more combustible ways, as the buildings ablaze in downtown Athens well attest.
“It must root out the corruption that places it 57th (out of 180 countries) and 23rd in the EU in Transparency International’s 2008 corruption perceptions index.[...]“
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Grécia: A Luta do povo da Grécia
13 de Dezembro de 2008 por Tiago Mota Saraiva“A maior greve geral da história da Grécia paralisou na quarta-feira aquele país. Os acontecimentos ali ocorridos nos últimos dias transcendem o quadro local. Os grandes media internacionais tentam minimizar o significado das gigantescas manifestações de Atenas confundindo o movimento popular de protesto com a explosão de violência anárquica desencadeada por grupos de jovens após o assassínio pela polícia de um estudante.
Mas a manipulação desinformativa não pode ocultar os factos.
A greve fora prevista com larga antecedência e a resposta maciça do povo ao apelo das centrais sindicais e do Partido Comunista expressou-se em exigências concretas.
O povo grego condenou nas ruas a ofensiva contra o serviço de saúde e a criação de universidades privadas (proibidas pela lei), exigiu salários dignos para os trabalhadores, o encerramento das bases norte-americanas, a revogação das leis que restringem liberdades e penalizam o trabalho, e a ruptura com Schengen, condenou a fascização das polícias e dos serviços secretos, a militarização da União Europeia e a vassalagem perante os EUA. Ler o resto »
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Grécia: sobre a Greve Geral
13 de Dezembro de 2008 por Tiago Mota Saraiva“Ontem em toda a Grécia, os trabalhadores responderam ao apelo das duas centrais sindicais e realizaram uma greve geral de grande impacto. Esta greve, marcada antes da polícia ter morto um adolescente em Atenas, correspondeu à crescente resistência popular contra os projectos do governo de Karamanlis e da União Europeia de retirada de direitos dos trabalhadores e de sobre-exploração de trabalho.”
António Abreu no antreus
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Violência de Estado
13 de Dezembro de 2008 por Tiago Mota SaraivaLiguei o computador para escrever sobre a situação na Grécia. Contudo, em tempos de globalização, começo por Portugal.
A primeira página do Público e a notícia online, informam sobre as multas que as Finanças estão a aplicar aos trabalhadores a recibo verde e que já havia lido ontem no blog da Ferve.
A história conta-se rapidamente. Os trabalhadores independentes estão a receber notificações de multas pela falta de entrega de uma declaração anual do IVA. Esta declaração duplica a informação já prestada nas declarações trimestrais ou mensais. Não se trata de uma tentativa de burla, o dinheiro do IVA foi todo entregue, o contribuinte apenas revela não ter tido conhecimento da necessidade de entrega desta nova declaração. A novidade da lei apenas motivou que os trabalhadores que não foram informados, caíram na armadilha.
Assim sendo, as Finanças, estão a notificar os contribuintes com esta declaração em falta, para pagarem 248,00 € (dois anos de multa), ameaçando que a contestação poderá aumentar a multa para uns módicos 2500,00 €/ano. Caso os duzentos mil contribuintes que estão com a arma apontada à cabeça paguem, o Estado encaixará 50 milhões de euros, até ao final do ano.
À priori, diria que não é fácil identificar socialmente os trabalhadores independentes, como um todo. Nem todos são trabalhadores precários, nem todos têm rendimentos baixos. Contudo parece-me não ser muito arriscado afirmar que nestes 200 mil contribuintes estarão integrados praticamente todos aqueles que, embora mantendo os recibos verdes, não tem qualquer rendimentos de categoria B (preenchendo trimestralmente a declaração do IVA a zeros) e os trabalhadores com baixo rendimento e trabalho ocasional/temporário com maiores dificuldades de obtenção de apoio contabilístico. Portanto, parece-me justo afirmar, que esta potencial receita extraordinária de 50 milhões de euros, caso tudo corra bem ao pior Ministro da Finanças, conseguirá ser retirada a uma parte dos portugueses mais pobres e carenciados. Julgo que, nem a figura mais vesga ou inocente deste país, terá dúvidas sobre qual o destinatário destas receitas de final de ano: a banca.
A pouco expressiva contestação social de classe, apesar do aumento da conflituosidade social sectorial, leva a que o governo, em tempos de crise, ainda consiga aumentar mais o fosso entre ricos e os pobres, numa acção muito mais violenta que o incendiar de uma agência bancária.
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Grécia 14: Na linha da frente (Kortatu)
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de Almeidatags: grécia, greek riot
Grécia 13: À espera dos bárbaros
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de Almeida
O Filipe, olhando para a Grécia, acha que é a velha tralha embrulhada em papel reciclado (e chama velha tralha à versão menos bruta do marxismo, a filosofia de Althusser, que, para quem não saiba, era um marxismo de luxo para burgessos com algumas preocupações teóricas).
Nem a obra de Louis Althusser é representativa da velha tralha, nem os manifestantes que incendeiam a Grécia são reconhecíveis utilizando os estereótipos do passado.
À sua maneira Rui Tavares, o mais simpático pensador da esquerda no espaço mediático, comete o mesmo erro na crónica de hoje do Público. Ele reflecte sobre o significado das recentes sondagens interrogando-se sobre os obscuros motivos que levam a esquerda a ser maioritária.
Quer o Filipe quer o Rui Tavares pensam o mundo à luz dos quadros de referência do século XX (desculpem a frase feita, mas parece ajustada). Rui Tavares ainda vê o PS como parte de uma mítica “ esquerda” que conserva alguma coerência, das Luzes à contemporaneidade, e socialmente se identifica com as classes desapossadas. E o Filipe sempre que vê as massas na rua julga que voltaram os bolchevistas.
Luís Januário, A Natureza do Mal Ler o resto »
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Grécia 11: A arder
13 de Dezembro de 2008 por Nuno Ramos de Almeida
Desenho de Henrique Monteiro, aqui
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They do protest too much
Greek wildfire