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O melhor do Mundo, sempre!

13 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

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Voltei

3 de Dezembro de 2008 por Filipe Moura


Voltei este fim de semana ao Estádio Alvalade XXI para assistir a um jogo do Sporting ao vivo. Confirmei que Paulo Bento tem, como sempre, razão: os árbitros em Alvalade devem ser permanentemente assobiados.

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O grande vencedor da noite

5 de Novembro de 2008 por Filipe Moura


Só para contrariar o sr. embaixador.

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Regresso

23 de Outubro de 2008 por Filipe Moura

Ontem ele foi mais uma vez decisivo (e entrou para a história do Sporting: o melhor marcador nas competições da UEFA). Mas eu nem falo do golo de ontem, que foi uma colaboração com o Derlei. Falo do impressionante golo de sábado, contra a União de Leiria, que marcou o regresso de Liedson. Mais uma vez o levezinho é um exemplo de perserverança, de nunca dar nada por perdido. Vejam bem o vídeo. O Liedson cai (em falta?), mas não perde tempo: está rodeado de três adversários, mas ainda assim levanta-se, recupera a bola e remata para golo. Se fosse um jogador português ficaria sentado no chão a pedir falta, mesmo que ninguém lhe tivesse tocado!
Recordo que este jogador único até aos vinte e poucos anos era desempacotador num supermercado. É um exemplo para todos os portugueses (e não só jogadores de futebol).

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Hoje corto uma fita

7 de Junho de 2008 por Filipe Moura

Passou-se o mês de Maio, os 40 anos do Maio de 68, e não referi a alergia que me causam slogans como “sejamos realistas, peçamos o impossível” e, sobretudo, “a imaginação ao poder”. Imaginação ao poder para quê? Sem abdicar das convicções e das ideias, em política é preferível o realismo e o bom senso. Já é sabido, desde Lenine a José Sócrates, passando por Hillary Clinton e, espero, por Barack Obama. 40 anos depois do Maio de 68, espero que a esquerda (francesa e não só) se livre da “tralha imaginosa”. Abordo esta questão, num contexto governativo e futebolístico português, num texto que escrevi para o Corta Fitas, através de um simpático convite do Pedro Correia (a quem aqui agradeço). Convido-vos agora a irem lê-lo.

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Outra visão sobre o dérbi

5 de Março de 2008 por Filipe Moura

Depois das críticas do Nuno (como se pode dizer mal do Paulo Bento, um treinador tão parecido com o José Sócrates?), uma outra perspectiva, de um espectador in loco

Adeptos da Juventude Leonina apedrejaram as claques do Benfica, quando estas chegaram. A isso se deveu o ambiente nas imediações do estádio, quando eu cheguei: parecia que estava no meio de um arrastão de membros da Juve Leo, a correrem em todas as direcções, à minha volta e à de outros assustados adeptos, sem se saber porquê. Felizmente a polícia veio de imediato.

Os Diabos Vermelhos não cumpriram o minuto de silêncio dedicado a Cabral Ferreira.

Havia um ambiente de ódio no jogo entre o Sporting e o Benfica, que passou de fora para dentro do estádio, com as claques a provocarem-se mutuamente através das suas palavras de ordem (por vezes mais preocupadas com isso do que com apoiarem as respectivas equipas). As claques estavam rodeadas por cordões policiais. Parecia que se não existissem as vedações e nem os cordões policiais as claques adversárias se envolveriam imediatamente numa batalha campal. Os adeptos de ambas as claques, apesar de representarem uma clara minoria dos espectadores, eram assim como animais enjaulados. Quem estava a assistir ao jogo não se sentia inseguro, mas tinha a sensação de se encontrar rodeado de feras atiçadas. Não era muito agradável.

Por comparação, o Sporting-Porto a que assisti em Janeiro foi muitíssimo mais tranquilo, sem incidentes nem provocações (e com as claques mais preocupadas com o jogo do que com as claques adversárias). Só por curiosidade, e para desempatar, gostaria de saber como é um Benfica-Porto.

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Natal em Dezembro, Paços de Ferreira em Alvalade

23 de Dezembro de 2007 por António Figueira

O ano passado foi o jovem Ronny que marcou um golo com o braço sem dar por nada e o Presidente da agremiação pacense que achou que sancionar o acto seria dar cabo do futebol, este ano foi um duplo penalty do tamanho das casas sobre Vukcevik que toda a gente viu (até o árbitro, para variar) e o guardião da equipa da Capital do Móvel a jurar a pés juntos (na Antena 1, pelo menos) que não ajudou a provocá-lo. Ele há coisas que nunca mudam, a sportsmanship dos comandados de José Mota é uma delas.

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Grandes Anónimos CineKromo#2

1 de Novembro de 2006 por Joana Amaral Dias

netfilm by Edgar Pêra
 

 

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São Gonçalo

11 de Outubro de 2006 por Joana Amaral Dias

um net-film de Edgar Pêra

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Cristiano Superstar

20 de Setembro de 2006 por Joana Amaral Dias

O autor:
André Murraças

Nasceu em 1976. Estudou Cenografia, acabando com Distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, Holanda. Na área da escrita frequentou seminários com Jorge Silva Melo, David Harrower e Roxana Silbert. Na área da performance teve formação com William Forsythe, Thomas Lehmen, Jan Ritsema, Bojana Cvejic e Rebecca Schneider.

Foi intérprete, cenógrafo e dramaturgo de Um Marido Ideal, Pour Homme, Swingers, as peças amorosas e as palavras são o meu negócio/words are my business. Escreveu ainda Os Inconvenientes. Publicou as peças O Espelho do Narciso Gordo e as peças amorosas, estando também incluído na colectânea Jovens Escritores ´03, todas elas editadas pela 101 Noites. O seu texto Túlipas está publicado no número um da revista BASE.
Cristiano Superstar
cristiano_superstar1.jpgHá uns meses atrás, no dia em que foi feita a mais bela bandeira do mundo, a Denise, de 15 anos, voltou do Estádio do Jamor extasiada com a experiência. A caminho de jantares diferentes, eu e ela trocámos algumas ideias sobre o ídolo. Ela ainda tinha um lenço vermelho à cintura. Eu, embora não tivesse ido à concentração, levava vestida a minha camisa da Selecção, que por acaso até tem o número 17 do Cristiano Ronaldo nas costas. Pelo caminho ela conta-me que houve um momento, um momento durante aquela tarde quente, durante a visita da equipa ao Estádio, em que o Cristiano lhe sorriu. Eu pergunto-lhe a brincar se ela se importaria se o Cristiano fosse gay. Ela responde-me, indiferente: “Não fazia mal. Eu gosto dos gays.”

cristiano_superstar1.jpgCristiano Ronaldo corresponde totalmente à minha queda para o pop e ao meu supérfluo deslumbramento por figuras masculinas de aspecto marcadamente chunga. Coisa garota, eu sei. Mas, para este corrente artigo, interessou-me antes perceber porque desperta o Cristiano tanto fascínio por entre a camada teen feminina. Durante o Mundial foi o que se viu. Se havia entrevistas na televisão às fãs da Selecção, era a ele que escolhiam. A publicidade preferiu-o a outros jogadores. O puto maravilha esteve e está por todo o lado. Há até um dedicadíssimo site: www.cristianosantosronaldo.blogspot.com, da autoria de um grupo de raparigas devotas, acompanhando-o nos jogos e na imprensa. Mas estas miúdas não se ficam por calorosas manifestações cada vez que o rapaz aparece. É certo que há wallpapers e fotos para todos os gostos e os comentários são autênticas declarações amorosas. Mas este grupo segue-o no campo e nas entrevistas, partilha vídeos encontrados na Internet e comenta as suas jogadas no relvado. A dedicação é total. Andava eu por estes lados mais adolescentes, quando leio numa entrevista do miúdo que o facto de ser considerado um “ícone gay” o incomodava. Isto levou-me a outro target de fanáticos – os gays. Coleccionam as inúmeras produções de moda com o Cristiano em tronco nu, seguem a novela das supostas tentativas de violação da jovem rapariga inglesa, o caso das fotografias transvestido e, claro, o actual romance – agora em fase de separação. Sabem tudo. Há suspiros, alcunhas que se dão ao jogador e também manifestações contra as injustiças cometidas durante os jogos.

cristiano_superstar1.jpgConfuso com as reais motivações dos dois grupos em relação ao rapaz, procurei saber mais junto de quem o conhece bem. A Sara tem 16 anos. É “loka pelo número 17”, como ela própria se descreve. Para ela, o jovem futebolista é um exemplo para todos, porque vem de um meio humilde e venceu. “Isso ensina-nos a perseguir os nossos sonhos.” O aspecto físico do Cristiano ajuda à loucura saudável da Sara. Garante ter o quarto forrado com cartazes e um autógrafo roubado no aeroporto. Sabe todos os golos que ele marcou e é a primeira a zangar-se quando ele tem ataques de mau feitio nos jogos. “Ele é lindu, lindu, lindu!”, escreve-me num e-mail. Já a Helena, um pouco mais velha e desiludida com o futebol, mas acompanhante da Selecção, dava-lhe a volta ao style. E quanto ao comentário sobre a diversidade de fãs, Helena diz: “Eu li… Ele disse que preferia ser um ícone hetero. Vejo mais esse comentário vindo de um puto que preferia ser (só) adorado pelas miúdas e que deve ser um pouco gozado pelos amigos “machos”. Míudas e gays… ele tem tudo!!!! E acreditando na máxima da Samantha do Sexo e a Cidade, o Cristiano é um exemplo do sucesso global. Segundo ela: “primeiro os gays, depois as mulheres e, por último, o mundo”.

cristiano_superstar1.jpgSerá? A maioria dos gays com quem falei acha realmente que o Cristiano Ronaldo está na galeria dos mais engraçados da Selecção. E quando confrontados com a pergunta se o rapaz é um pouco “chunga”, o Marcelo, de 32 anos, até nem contesta: “Chunga. E insuportavelmente gostoso, o que não quer dizer o mesmo que bonito!” Marcelo também acha que alguém devia ensinar ao miúdo o significado de “ícone”. Por aqui, ainda há quem defenda o súbito e exagerado mediatismo: “Porque é o mais giro e o Figo já está gasto.”, diz o Joaquim. Se é o físico que prende alguns aos jogos e às revistas, outros há que o seguem pelas outras mesmas razões que algumas raparigas. O Miguel, de 25 anos, é do Sporting e não perde um jogo com o Cristiano, quando joga a Selecção. “Ele é uma fonte de inspiração. É muito giro, muito mesmo. Mas também tem aquela história de vida que é inspiradora para muitos jovens. Tipo Cinderella.” O salto para a fama não convence todos. O Carlos acha que: “os portugueses, saloios como somos, comparamos logo o rapaz ao Beckham. E o Cristiano está a caminho de se tornar insuportável.”

cristiano_superstar1.jpgQue mistura perigosa de “chunga/macho/metrossexual” é esta que tanto seduz o Paulo? Possivelmente a mesma que leva a Mariana de apenas 14 anos a dizer que é a namorada que o Cristiano nunca teve, ou aquela que fascina “até os heteros”, como diz o João.

O desempenho e o físico de Cristiano Ronaldo são adorados e idolatrados com as mesmas medidas. Conclui que ambas as partes partilham uma só paixão. A paixão tem um nome em honra de Cristo e um apelido em homenagem a Ronald Reagan, em quem os pais insulares também acreditavam.

Um agradecimento especial à Sónia da Ronaldonewsteam pela foto exclusiva de Cristiano Ronaldo.

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