<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cinco dias &#187; ficção-estrangeira</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/tag/ficcao-estrangeira/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Feb 2012 21:03:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Jorge Palinhos: Histórias mesmo curtas</title>
		<link>http://5dias.net/2006/10/30/jorge-palinhos-historias-mesmo-curtas/</link>
		<comments>http://5dias.net/2006/10/30/jorge-palinhos-historias-mesmo-curtas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2006 00:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[convidado]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[ficção-estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge-Palinhos]]></category>
		<category><![CDATA[micro-contos]]></category>
		<category><![CDATA[molusco-gigante-suspeito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2006/10/30/jorge-palinhos-historias-mesmo-curtas/</guid>
		<description><![CDATA[Um dia, Hemingway escreveu uma história em seis palavras: “Vende-se: sapatos de bebé. Nunca usados”, e chamou-lhe a sua melhor história. Isto inspirou a revista Wired a pedir a vários escritores famosos (por razões do público-alvo da revista, maioritariamente ligados &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/10/30/jorge-palinhos-historias-mesmo-curtas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, Hemingway escreveu uma história em seis palavras: “Vende-se: sapatos de bebé. Nunca usados”, e chamou-lhe a sua melhor história. Isto inspirou a revista Wired a pedir a vários escritores famosos (por razões do público-alvo da revista, maioritariamente ligados à ficção científica) a escreverem contos igualmente curtos, e inspirou-me a mim a traduzir alguns dos que gostei mais, com as únicas restrições de ser fiel ao espírito da história e fazê-lo também em 6 palavras. Razão para isso? Nenhuma além do gosto pessoal. Ou para os mais pensantes entre nós, porque a concisão é o elemento mais desejado da comunicação hoje, e eu estava curioso para ver como funcionaria exemplo tão extremo.<br />Aqui estão elas:
</p>
<p>Computador, nós trouxemos pilhas? Computador? Computador?<br />- Eileen Gunn
</p>
<p>Camisa tirada à pressa. Cabeça não.<br />- Joss Whedon
</p>
<p>do tempo. Inesperadamente, inventara uma máquina <br />- Alan Moore
</p>
<p>Eu desejei-o. Eu tive-o. Que merda.<br />- Margaret Atwood
</p>
<p>O pénis dele rasgou-se; ele engravidou!<br />- Rudy Rucker
</p>
<p>A Internet acordou? Estupi… Unknown error.<br />- Charles Stross
</p>
<p>Com as mãos sangrentas, digo adeus.<br />- Frank Miller
</p>
<p>Dia perdido. Vida perdida. A sobremesa.<br />- Steven Meretzky
</p>
<p>Demasiado caro continuar a ser humano.<br />- Bruce Sterling
</p>
<p>Atrás de ti! Corre antes que<br />- Rockne S. O&#8217;Bannon
</p>
<p>Morri. E tive saudades tuas. Beijas-me?<br />- Neil Gaiman
</p>
<p>O Kirby nunca tinha comido unhas.<br />- Kevin Smith
</p>
<p>Para salvar a humanidade, morreu outra vez.<br />- Ben Bova
</p>
<p>“Não acreditava que disparara sobre mim.&#8221;<br />- Howard Chaykin
</p>
<p>Coração partido, 45, desejo conhecer mutilado.<br />- Mark Millar
</p>
<p>Tic tac, tic tac, tic tic.<br />- Neal Stephenson
</p>
<p>Epitáfio: Não o devia ter alimentado.<br />- Brian Herbert
</p>
<p>Pensei que tinha razão. Não tinha.<br />- Graeme Gibson
</p>
<p>Por favor, é tudo. Eu juro.<br />- Orson Scott Card
</p>
<p>Isto serve? – perguntou o escritor preguiçoso.<br />- Ken MacLeod
</p>
<p>No começo a Palavra já existia<br />- Gregory Maguire
</p>
<p>Escândalo sexual mediático. Molusco gigante suspeito.<br />- Margaret Atwood
</p>
<p>Leia: &#8220;É teu filho.&#8221; Luke: &#8220;Ups&#8230;&#8221;<br />- Steven Meretzky
</p>
<p>Estas histórias no original, e outras, estão aqui: <a href='http://wired.com/wired/archive/14.11/sixwords.html'>http://wired.com/wired/archive/14.11/sixwords.html</a>
</p>
<p>Que conclusão tirar? Não serão muitas, mas nota-se que a concisão em extremo tem a necessidade de partir do que o leitor já conhece, e não ir mais além. Isto porque a brevidade, tanto na ficção como no comentário ou na notícia, pressupõe retirar do texto todas as<em> nuances</em> e elementos estranhos que necessitem de explicação adicional. E sem corpos estranhos, o texto torna-se mais do mesmo, a confirmação do que já se conhece. Por isso, quem defende mais brevidade na comunicação, tem de considerar se não está a defender uma informação mais conformista e obediente ao mundo que temos.
</p>
<p>P.S. – Quem se interessar por histórias curtas (talvez não tão curtas), tem uma boa fonte aqui: <a href='http://www.minguante.com'>http://www.minguante.com</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2006/10/30/jorge-palinhos-historias-mesmo-curtas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

