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	<title>cinco dias &#187; eleições</title>
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		<title>precisamos de gente das letras na política. menos alegres, mais felizes e mais sérias.</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 21:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sassmine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[no mário crespo, ângelo correia diz para bernardino soares, &#8220;você não consegue não acredita que os pobres possam vir a viver melhor no futuro, eu estou a ver&#8221;. e a única coisa que ouve é um lacónico &#8220;isso é outra &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/06/precisamos-de-gente-das-letras-na-politica-menos-alegres-e-mais-serias/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>no mário crespo, ângelo correia diz para bernardino soares, &#8220;você não consegue não acredita que os pobres possam vir a viver melhor no futuro, eu estou a ver&#8221;. e a única coisa que ouve é um lacónico &#8220;isso é outra discussão&#8221;? e ninguém lhe aponta o que a linguagem representa? os pobres viverem melhor. ou mais contentes. é o que se pretende. todo um programa numa frase. os pobres. eles. vocês. nós.</p>]]></content:encoded>
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		<title>já acabou o dia de reflexão? então vamos lá aos argumentos, que já é tempo.</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 23:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sassmine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MMffiQViUqs?version=3&amp;hl=fr_FR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MMffiQViUqs?version=3&amp;hl=fr_FR" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Afinal quem é o caloteiro?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 16:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zenuno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[vídeo de Miguel Portas (programa &#8220;Conselho Superior&#8221; na Antena 1)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/urEv239OyiU?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<small>vídeo de Miguel Portas (programa &#8220;Conselho Superior&#8221; na Antena 1)</small></p>]]></content:encoded>
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		<title>do aprofundamento da democracia.</title>
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		<pubDate>Sat, 28 May 2011 21:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sassmine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conclusões preliminares do ciclo de debates organizado pela Associação 25 de Abril e o M12M.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aprofundamentodademocracia.wordpress.com/2011/05/26/ciclo-de-debates-aprofundamento-da-democracia-conclusoes/">Conclusões preliminares do ciclo de debates organizado pela Associação 25 de Abril e o M12M.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>a massa crítica tem muitas caras e nem todas nascidas ontem.</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 15:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sassmine</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim do ciclo de debates na Associação 25 de Abril tenho a dizer, apenas, que estar no meio dos capitães foi um privilégio e uma felicidade. Apaixonei-me. E ao ouvi-los e vê-los, sempre juntos e sempre ligeiramente discordantes uns &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/27/a-massa-critica-tem-muitas-caras-e-nem-todas-nascidas-ontem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim do ciclo de debates na Associação 25 de Abril tenho a dizer, apenas, que estar no meio dos capitães foi um privilégio e uma felicidade. Apaixonei-me. E ao ouvi-los e vê-los, sempre juntos e sempre ligeiramente discordantes uns dos outros, ao ver tanta sabedoria e pêlo na venta, compreendi, finalmente, como foi possível uma Revolução como a nossa. Não podia vir do nada. Obrigada.*</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/DRNy3fquDkY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
&nbsp;</p>
<p>os restantes vídeos do segundo debate <a href="http://www.youtube.com/user/A25Abrilhttp://">AQUI</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Guantanamo Allgarve Inn.</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/22/guantanamo-allgarve-inn/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 22:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Penilo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É este o grande projecto do PS de Soares e Sócrates para Portugal: sem salários, sem férias, sem horário de trabalho de trabalho, sem direitos, sem informação, sem cultura, sem autodeterminação, um belo dia, num futuro próximo, receberemos o nosso &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/22/guantanamo-allgarve-inn/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bq3ZfrXoH-A?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/bq3ZfrXoH-A?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>É este o grande projecto do PS de Soares e Sócrates para Portugal: sem salários, sem férias, sem horário de trabalho de trabalho, sem direitos, sem informação, sem cultura, sem autodeterminação, um belo dia, num futuro próximo, receberemos o nosso saquinho de plástico a troco do privilégio de votar no Partido do &#8220;S&#8221;, no único quadradinho constante do boletim de voto.</p>
<p>Nasceremos já com dívida original, já em falta, já com culpa. Percorreremos o país de autocarro, atrás da bancada metálica que se monta em frente ao grande líder. Não saberemos bem o que se passa, pois seremos estrangeiros no nosso próprio país. Pior: seremos estrangeiros imigrados no nosso próprio país. O país do &#8220;S&#8221;.</p>
<p>Olharemos embasbacados a televisão com os seus manipuladores de opinião e de realidade. Discutiremos e sonharemos horas a fio o tom, a hesitação, o soluço, a lágrima, a gravata, a esposa, a gaffe, a sondagem, a entrada prematura em directo que nos oferecem para nos regalarmos e rirmos, enquanto anunciam que jovens vão começar a morrer porque faltaram rissóis na Quinta da Marinha.</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H8Yp_mlrliM?fs=1&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/H8Yp_mlrliM?fs=1&amp;hl=pt_PT" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>O guru</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/19/gur/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 11:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Valente Aguiar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Rádio Miami, Pedro Viana, um dos acólitos mais verbosos e tonitruantes do sector mais à direita do blog Vias de Facto, acordou mal-disposto e lembrou-se de dizer que «PCP e BE estão satisfeitíssimos com a perspectiva dum duríssimo programa de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/19/gur/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/04/ousar-democracia.html">Rádio Miami</a>, Pedro Viana, um dos acólitos mais verbosos e tonitruantes do sector mais à direita do blog Vias de Facto, acordou mal-disposto e lembrou-se de dizer que «PCP e BE estão satisfeitíssimos com a perspectiva dum duríssimo programa de austeridade para muitos anos, imposto aos portugueses antes das eleições de 5 de Junho pelo actual governo de gestão, com o apoio de PSD e CDS, e ditado pela troika». Segundo as palavras de tal sumidade intelectual, PCP e BE, a serem coerentes com a sua postura de rejeição do pacote de medidas que o FMI quer impor, deveriam não comparecer nas eleições de 5 de Junho. Da discurseta de Pedro Viana há a destacar, por um lado, a lata e, por outro, o latão.</p>
<p><span id="more-61677"></span><em>No que respeita à lata</em>, o guru Pedro Viana consegue visualizar o que ninguém tinha visto até agora. A saber, o PCP e o BE estariam regozijados com a entrada do FMI porque isso lhes iria levar a uma subida na votação (não sei como Pedro Viana consegue defender esta posição de forma tão directa e automática, mas talvez ele saiba. Afinal, ele é que é o guru&#8230;). Recentrando de novo o debate, e focalizando o caso do PCP que é o que eu conheço, assistimos até agora a inúmeras declarações rejeitando frontalmente a vinda do FMI; assistimos, até agora, a um comício em plena Rua Augusta (dia 9 de Abril) e, ontem, a uma concentração em frente ao Ministério das Finanças (onde FMI, UE, BCE e governo reuniram). Portanto, temos uma acção dinâmica real de contestação à vinda do FMI. E isto já para não falar das propostas alternativas apresentadas (lembro só algumas): renegociação da dívida pública, o apoio à produção nacional, a diversificação das fontes de financiamento. Perante isto afirmar que o PCP estaria eleitoralmente interessado na implementação das medidas do FMI é pura mentira e sacanice. De facto, é precisa muita lata!</p>
<p>Do outro lado, o guru, o genial pedagogo da classe operária Pedro Viana tenta fazer a quadratura do círculo. E até que consegue. Pelo menos no que toca à quadratura. Senão vejamos.</p>
<p>Para o génio que temos vindo a citar, o PCP (e o BE) seria oportunista por se recusar encontrar e negociar com a troika FMI-UE-BCE. Ora, neste ponto o génio Pedro Viana parece perder um pouco da sua aura de grande teórico da revolução proletária. Se o FMI e a UE já disseram muito claramente na imprensa que as medidas que vêm cá tentar impor não são discutíveis (apenas estão em discussão eventuais acertos e afinações das mesmas e nunca a sua substância) estamos perante uma negociação ou uma farsa de negociação? E de que forma a presença do PCP num encontro com a troika teria algum efeito nas posições desses abutres? Em suma, ao reunir com tais entidades o PCP estaria a anuir legitimidade política à troika para discutir os problemas do país. Ora, esse seria um erro político imenso, pois passaria a mensagem que o que importava a partir de agora não seria dar luta ao FMI mas negociar &#8220;como um bom aluno de Bruxelas com um chapeuzinho na mão&#8221; (numa expressão muito feliz do Carlos Carvalhas num programa televisivo aí há umas duas semanas). Ora, e o valente e corajoso guru está mais interessado em negociar ou em lutar?</p>
<p>Em paralelo, o guru Pedro Viana concretiza a quadratura do círculo ao combinar a já mencionada presença capitulacionista na mesa das &#8220;negociações&#8221; do FMI and friends, com a defesa pseudo-radical do abandono nas eleições de 5 de Junho. O que o grande estratega Pedro Viana queria era que o PCP abandonasse o seu lugar de combate na luta a dar à política do Eixo FMI-BCE-UE-PS-PSD-CDS. Em caso de abandono do processo eleitoral por parte do PCP, a direita teria todo o caminho para poder impor as medidas que bem entendesse, bem como ocorreria uma plena abdicação da luta política e da apresentação de alternativas para os trabalhadores portugueses. Em suma, a classe trabalhadora portuguesa ficaria completamente à mercê dos intentos do grande capital nacional e internacional para ser ainda mais explorada e perder ainda mais direitos. No fundo, seria uma dócil carne para canhão.</p>
<p>Claro que como um guru e um génio incomparável na história do movimento operário que se preze, Pedro Viana não é idiota de todo e vem dizer que o importante seria canalizar toda a luta para a rua, desprezando as eleições. Ora, o que o nosso guru esquece é que a luta de massas na rua não é em nada incompatível com a presença num acto eleitoral. Com efeito, quanto mais forte for a luta de massas (e nisto ninguém minimamente honesto pode desprezar/omitir o papel central e insubstituível do PCP na condução da luta de massas neste país) maiores as probabilidades de um partido crescer eleitoralmente. E, em consonância, um reforço eleitoral não apenas dá maior visibilidade à luta de massas, como é um factor que soma entusiasmo aos militantes concretos e aos participantes efectivos no movimento de massas. Porque para estes, para os milhares e milhares de operários que lutam e têm lutando ao longo dos anos, as eleições contam. Para eles, para os seus amigos, para os colegas, para a família. Porque quando eles querem trazer mais amigos, mais colegas de trabalho, mais familiares para a luta na rua, qual é um dos mais importantes e mais visíveis veículos de apresentação de alternativas? Precisamente, a participação na cena política quotidiana, da rua à urna, tendo sempre presente que a urna é apenas um catalisador daquela e não o seu fim. Ou, se se preferir outra maneira de colocar as coisas, porque as eleições são sempre um ponto de chegada de muitas lutas (que os gurus, do alto da sua &#8220;pureza&#8221; revolucionária nunca presenciam nem mobilizam e muito menos intervêm) e um simultâneo ponto de partida, com uma nova correlação de forças, para novas lutas. Na rua, nas fábricas, nos locais de trabalho, nas escolas.</p>
<p>Pedro Viana não entende nada disto porque sofre o defeito de todos os gurus. Vivem (ou melhor, acham que vivem) demasiado lá acima e afastados dos interesses e das vivências dos reais fazedores da História. Sujeitos concretos e de carne e osso que entendem bem melhor a dialéctica da luta do que o mecanicismo e o unilateralismo expresso pelos gurus. E os reais fazedores das lutas sabem bem qual o lugar dos gurus: o latão do lixo da História.</p>
<p><strong>Adenda</strong>. Reparei agora que o <a href="http://arrastao.org/2236675.html">guru da arrastadeira </a>também escreveu um post muito parecido com o aqui comentado. Nas questões fundamentais e nas capitulações os gurus mostram a sua matriz genética comum.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O neoliberalismo é a falência do país</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/08/o-neoliberalismo-e-a-falencia-do-pais/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 12:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Valente Aguiar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pedido de várias famílias aqui fica o figurino completo dos rostos dos três partidos que têm executado obedientemente, quais paus-mandados bem comportados, as políticas ao serviço do grande capital. A vossa política ao serviço dos grandes grupos económicos e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/08/o-neoliberalismo-e-a-falencia-do-pais/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido de várias famílias aqui fica o figurino completo dos rostos dos três partidos que têm executado obedientemente, quais paus-mandados bem comportados, as políticas ao serviço do grande capital.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-60877" href="http://5dias.net/2011/04/08/o-neoliberalismo-e-a-falencia-do-pais/falencia/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-60877" title="falencia" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/falencia-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" /></a></p>
<p>A vossa política ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros, ao serviço da burguesia, faliu-nos e quer comprometer o futuro do país e a vida dos trabalhadores. Urge lutar, consciencializar e levar a luta ao voto! Na CDU <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Mais uma vez, com um agradecimento à N. por me ter chamado a atenção para este cartaz).</p>]]></content:encoded>
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		<title>BE e PCP: devagar que temos pressa</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 09:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zenuno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(vídeo do Beinternacional.EU) a ver vamos como será!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/eGb35EZKkOQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<small>(vídeo do <a href="http://beinternacional.eu" target="beint">Beinternacional.EU</a>)</small></p>
<p>a ver vamos como será!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os pontos essenciais do que quer o PCP</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 22:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Penilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[5 Junho]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[pcp]]></category>
		<category><![CDATA[resolução do Comité Central]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Como se apresentará o PCP às próximas eleições legislativas antecipadas? No quadro da CDU. 2. Quem são, para o PCP, os responsáveis e as causas da presente crise política, económica e social? As políticas de desastre do PS, do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/03/os-pontos-essenciais-do-que-quer-o-pcp/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UZSBNPIqKwI?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/UZSBNPIqKwI?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>1. Como se apresentará o PCP às próximas eleições legislativas antecipadas?</em></p>
<p>No quadro da <strong>CDU</strong>.</p>
<p><em>2. Quem são, para o PCP, os responsáveis e as causas da presente crise política, económica e social?</em></p>
<p>As políticas de desastre do <strong>PS, do PSD e do CDS</strong>, o rumo de <strong>integração capitalista europeia</strong> e a crise do capitalismo mundial.</p>
<p><em>3. Quais são os eixos principais de uma política alternativa de ruptura, que imprimirão um novo rumo ao país e nos afastarão do desastre?</em></p>
<p>A <strong>política alternativa</strong> terá como eixos e objectivos centrais: o desenvolvimento económico, a elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, a defesa e promoção do interesses público e dos direitos dos cidadãos e a recuperação e afirmação da <strong>soberania</strong>.</p>
<p><strong>No imediato</strong>, a política alternativa que o PCP corporiza, deve <strong>travar o saque</strong> dos recursos nacionais em consequência do crescente endividamento externo, travar a espiral especulativa que o promove e, com isso, travar a chantagem que pende com a ameaça de entrada (directa ou indirecta) do FMI.</p>
<p>Para isso, a política alternativa procurará <strong>a convergência de posições com outros países</strong> que são vítimas de uma ofensiva comum. Exigirá <strong>condições de financiamento</strong> que não constituam o estrangulamento da economia nacional, nem agravamento das condições de vida do nosso povo. Promoverá <strong>a diversificação de fontes de financiamento</strong> e de relações económicas mutuamente vantajosas.</p>
<p><em>4. Que protagonistas desta política alternativa poderão constituir base para o governo da alternativa?</em></p>
<p>O governo da política alternativa será constituído <strong>com base nas forças, sectores políticos e personalidades que se identificam com uma política patriótica e de esquerda*, e com o apoio das organizações e movimentos de massas dos sectores sociais anti-monopolistas.</strong></p>
<p><strong>A viabilidade desse governo</strong> e o apoio político e institucional está nas mãos do povo português. <strong>Com o seu voto</strong> a 5 de Junho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>* Para evitar desconversas e temas já muito batidos, imploro aos queixosos do costume que deixem de vez a cassete em casa e tenham em conta o significado que o adjectivo &#8220;patriótico&#8221; tem, sempre teve, para o PCP, lembrando-se estes queixosos de uma palavra que normalmente empregam, quando estão a falar de outros países (a Islândia, por exemplo) ou comunidades: <strong>soberania </strong>(ou auto-determinação, se preferirem)</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Hoje</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 15:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[PEC]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[A festa PEC II &#8211; Noite de reflexão para as presidenciais é organizada pelo Plano PEC (Plano Para Enfrentar a Crise) e está a ser divulgada no Facebook e outras paragens da internet e imprensa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-55204" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/01/programa-PEC.jpg" alt="" width="486" height="839" /></p>
<p style="text-align: center">A festa PEC II &#8211; Noite de reflexão para as presidenciais é organizada pelo <a href="http://www.facebook.com/?ref=logo#!/profile.php?id=100001673603880" target="_blank">Plano PEC</a> (Plano Para Enfrentar a Crise) e está a ser divulgada no <a href="http://www.facebook.com/?ref=logo#!/event.php?eid=118637484872305" target="_blank">Facebook</a> e outras paragens da internet e imprensa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Talvez</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/21/talvez/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 12:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[Mania das Grandezas Pois bem, confesso: fui eu quem destruiu as Babilónias e descobriu a pólvora&#8230; Acredite, a estrela Sírius, de primeira grandeza, (única no mercado) deixou-me meu tio-avô em testamento. No meu bolso esconde-se o segredo das alquimias e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/01/21/talvez/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mania das Grandezas</strong></p>
<p>Pois bem, confesso:<br />
fui eu quem destruiu as Babilónias<br />
e descobriu a pólvora&#8230;<br />
Acredite,<br />
a estrela Sírius, de primeira grandeza,<br />
(única no mercado)<br />
deixou-me meu tio-avô em testamento.<br />
No meu bolso esconde-se o segredo<br />
das alquimias<br />
e a metafísica das religiões<br />
— tudo por inspiração!</p>
<p>Que querem?<br />
Sou poeta<br />
e tenho a mania das grandezas&#8230;</p>
<p>Talvez ainda venha a ser Presidente da República&#8230;</p>
<p>                                                          Joaquim Namorado</p>]]></content:encoded>
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		<title>Vote, vote, seja um bom compatriote</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/20/vote-vote-seja-um-bom-compatriote/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 13:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o mote: Vote Este é o mote: vote. Estamos todos no mesmo bote. Vote. Escolha o menos fracote e vote. Já não se votou no Lott? Pois vote. Não anule nem faça trote. Vote. Pelas barbas do Quixote, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/01/20/vote-vote-seja-um-bom-compatriote/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Esse é o mote: Vote</strong></p>
<p>Este<br />
é o mote: vote.<br />
Estamos todos no mesmo bote.<br />
Vote.<br />
Escolha o menos fracote<br />
e vote.<br />
Já não se votou no Lott?<br />
Pois vote.<br />
Não anule nem faça trote.<br />
Vote.<br />
Pelas barbas do Quixote,<br />
vote!<br />
Não picote o papelote.<br />
Vote.<br />
Tire os nomes de um pote.<br />
Ou do decote.<br />
Mas vote.<br />
Não passa na glote?<br />
Não faz mal.<br />
Vote.<br />
Você preferia ficar em casa ouvindo o Concerto em Dó Maior<br />
de<br />
Gottfried Munthel para Orquestra, Baixo Contínuo e Fagote?<br />
Tomando um scotch?<br />
Esquece.<br />
Vote.<br />
Vote em sacerdote,<br />
Ou em hotentote.<br />
Mas vote.<br />
Vote em cocote.<br />
(Mas não em iscariote.)<br />
Mas vote.<br />
Não fique aí pensando &#8220;to be or not&#8221;.<br />
Vote!<br />
E, se no fim faltar rima, não se apague.<br />
Sufrague.</p>
<p>                                         Luiz Fernando Veríssimo</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O sorriso do cartaz, o vento e o varredor indeciso</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/19/o-sorriso-do-cartaz-o-vento-e-o-varredor-indeciso/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/01/19/o-sorriso-do-cartaz-o-vento-e-o-varredor-indeciso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 16:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[Glória Efémera O rosto do cartaz eleitoral sobre um fundo de promessas, a sorrir lembrava um maioral a franquear as portas do porvir. Vota! O apelo era um alaúde a embalar a fome atávica da grei; haverá trabalho, habitação, saúde, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/01/19/o-sorriso-do-cartaz-o-vento-e-o-varredor-indeciso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Glória Efémera</strong></p>
<p>O rosto do cartaz eleitoral<br />
sobre um fundo de promessas, a sorrir<br />
lembrava um maioral<br />
a franquear as portas do porvir.</p>
<p>Vota! O apelo era um alaúde<br />
a embalar a fome atávica da grei;<br />
haverá trabalho, habitação, saúde,<br />
tudo o que até agora não vos dei.</p>
<p>Mas o vento límpido, ingrato<br />
naquele domingo de eleições<br />
ia desfazendo o candidato<br />
em cruéis, frenéticos rasgões.</p>
<p>E quando a noite desceu<br />
um varredor indeciso,<br />
sonâmbulo, varreu<br />
os últimos detritos do sorriso.</p>
<p>                                          António Arnaut</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>o sr. silva</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/09/o-sr-silva/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Jan 2011 22:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zenuno</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Brito Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[britoaranha.net]]></category>
		<category><![CDATA[Cavaco Silva]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[Presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Crónica do Brito Aranha (Facebook) (vídeo artigo convidado)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0lR7dFgnD3c?fs=1&amp;hl=en_US&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0lR7dFgnD3c?fs=1&amp;hl=en_US&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
<p><a href="http://cronicas.britoaranha.net/2011/01/09/o-sr-silva/">Crónica do Brito Aranha</a> (<a href="http://www.facebook.com/pages/Cronicas-do-Brito-Aranha/77331856107">Facebook</a>)<br />
(vídeo artigo convidado)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Facultativo ou Obrigatório?</title>
		<link>http://5dias.net/2010/12/27/facultativo-ou-obrigatorio/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/12/27/facultativo-ou-obrigatorio/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 00:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danielmedinapt.wordpress.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daniel Medina]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[obrigatório]]></category>
		<category><![CDATA[voto]]></category>

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		<description><![CDATA[Se o voto em Portugal fosse obrigatório, o que é que mudava? 1º &#8211; Seria democraticamente correcto? 2º &#8211; Que mecanismos deviam/poderiam ser implementados para esse efeito? 3º &#8211; Ganharia a esquerda mais votos? 4º &#8211; Tanta foi a luta &#8230; <a href="http://5dias.net/2010/12/27/facultativo-ou-obrigatorio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o voto em Portugal fosse obrigatório, o que é que mudava?</p>
<p><a href="http://jdanielmedina.wordpress.com/"><img class="aligncenter size-large wp-image-53042" title="voto_obrigatorio" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/12/voto_obrigatorio-520x312.png" alt="" width="520" height="312" /></a><br />
1º &#8211; Seria democraticamente correcto?<br />
2º &#8211; Que mecanismos deviam/poderiam ser implementados para esse efeito?<br />
3º &#8211; Ganharia a <strong><em>esquerda</em> </strong>mais votos?<br />
4º &#8211; Tanta foi a luta para que as mulheres, por exemplo, pudessem exercer o direito de voto, porque não torna-lo agora obrigatório?<br />
5º &#8211; Quais os entraves que seriam colocados?</p>
<p><em><strong>PS:</strong></em> <em>Este post é apenas uma forma de debater a importância do voto no regime em que vivemos.<br />
</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Combater a abstenção</title>
		<link>http://5dias.net/2009/04/10/combater-a-abstencao/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 18:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Levy</dc:creator>
				<category><![CDATA[André Levy]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[União-Europeia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=18228</guid>
		<description><![CDATA[É preciso contrariar a tendência história de abstenção nas eleições para o Parlamento Europeu. As eleições de 7 de Junho são demasiado importantes neste ano eleitoral carregado, para ser definido por apenas 40% da população portuguesa. <a href="http://5dias.net/2009/04/10/combater-a-abstencao/">Ler o resto<span class="meta-nav">_</span></a> <a href="http://5dias.net/2009/04/10/combater-a-abstencao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No intenso período eleitoral que se aproxima, as eleições para o Parlamento Europeu virão em primeiro lugar, no dia 7 de Junho. Isto deve causar alguma preocupação a qualquer pessoa consciente da importância dos três actos eleitorais deste ano. Embora seja três actos isolados (apesar da persistente incerteza se as autárquicas serão agendadas para o mesmo dia que as legislativas – um erro na minha opinião), seria ingénuo pensar que os resultados do primeiro acto eleitoral não irá ter um profundo efeito no clima político que irá preceder os dois actos seguintes. Isto faz com que estas eleições para os deputados no Parlamento Europeu (PE) tenham um importância acrescida. A preocupação advém da forte taxa de abstenção que se tem verificado nos últimos actos eleitorais para o PE, nos últimos 3 sempre acima dos 60% (ver gráfico).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-18241 aligncenter" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/04/abstention_ep_portugal-300x190.jpg" alt="taxa de abstenção nas eleições portuguesas para o PE" width="300" height="190" /></p>
<p>Vários têm sido os factores apontados para estas altas taxas de abstenção: a falta de conhecimento sobre as actividades do PE, o poder relativamente limitado do PE face à Comissão Europeia (que não é eleita directamente pelos cidadãos europeus), a percepção (errada) que as decisões em Bruxelas e Estrasburgo têm pouco impacto na vida nacional, etc.<span id="more-18228"></span></p>
<p>Creio que deve constituir ponto de convergência de todas as forças políticas um forte apelo ao voto nestas eleições. Esse apelo deve ser tanto mais forte por parte dos partidos que tradicionalmente têm ficado entre as terceiro e quintas forças mais votadas, já que o número de deputados que cabem ao círculo Português ficou reduzido com o alargamento da União Europeia. Assim, pequenas diferenças entre votos nestas forças políticas, sobretudo havendo uma grande abstenção, poder ser determinante sobre  o número (ou mesmo eleição) de deputados que venham a ser por si eleitos.</p>
<p>O apelo à votação nestas eleções ao PE em particular deve ser conduzido, na minha opinião, em torno destas questões:</p>
<ul>
<li>votar no dia 7 de Junho é não só eleger deputados ao PE, mas também dar um claro sinal e uma expressão marcada da opinião sobre as políticas nacionais conduzidas pelas forças políticas portuguesas domesticamente. Nesse sentido, a<strong> forte rejeição popular</strong>, expressa nas múltiplas lutas de massas, das políticas de direita do Governo PS (e apoiadas no seu fundamental pelo PSD), <strong>tem de ser revertidas na rejeição destas forças</strong> como nossos representantes no PE. Embora sejam assembleias parlamentares distintas da Assembleia da República ou das assembleias autárquicas &#8230;</li>
<li>&#8230; as políticas conduzidas em território nacional, tanto pelo PS e PSD, reflectem uma enorme s<strong>ubserviência perante os interesses mais fortes na Europa</strong>, muitas vezes levando à aprovação de medidas contrárias aos interesses nacionais, tanto dos trabalhadores como dos sectores patronais</li>
<li>votar nestas eleições europeias será também o único momento em que podemos exprimir a nossa opinião sobre o <strong>curso da União Europeia</strong> adoptado pelo Tratado de Lisboa (já que o Governo Sócrates, usando malabarismo retórico se recusou a cumprir o seu programa eleitoral e realizar um referendo nacional): será a esta a Europa que queremos, uma Europa marcada pelos <strong>interesses económicos em prejuízo dos direitos laborais</strong> e democráticos, uma <strong>Europa cada vez mais militarizada</strong> e comprometida com os interesses dos EU?</li>
<li>a força política em que se votar é também um <strong>voto pela defesa (ou capitulação) da soberania nacional</strong>. Isto é, cremos que Portugal tenha instrumentos políticos, económicos (incluindo produtivos) e financeiros capazes de tomar decisões que sirvam os interesses nacionais (instrumentos fundamentais para sairmos da actual crise), ou que Portugal perda ainda mais autonomia e se torne ainda mais dependente das decisões de Bruxelas? Refiro-me aos acordos agrícolas e de pescas, que levaram à destruição destes sectores em Portugal e à perda da nossa soberania alimentar; à aceitação dos critérios de convergência, que os governos de direita usaram para privatizar interesses produtivos nacionais públicos (e rentáveis), agora em grande medida nas mãos de capital estrangeiro, e para privatizar e reduzir serviços públicos fundamentais; refiro-me à nossa soberania monetária e a nossa flexibilidade para definir taxas de juro de acordo com as condições económicas e financeiras nacionais, em vez de segundo os ditames do Banco Central Europeu (BCE). Recordo-me a este propósito a demagogia de Sócrates quando quis tirar proveito político da baixa das taxas de juro, quando essa decisão foi tomada pelo BCE. No fundo, queremos uma Europa cada vez mais federal e afastada dos cidadãos, ou uma Europa de cooperação entre estados em pé de igualdade?</li>
<li>Aos que não votam, porque julgam que pouco efeito terá nas suas vidas, desenganem-se. Apesar do poder relativamente menor do PE, não deixa de ser um fórum onde opiniões podem ser veiculadas, oposição expressa, alianças formadas, e percursos alterados, dependendo das forças que lá se encontram representadas.</li>
<li>Aos que se opõe a esta UE, e expressam essa oposição não votando, há que convencer que a melhor maneira de exprimir essa oposição é votar nas forças que representem a oposição a esta UE no seu seio, e que façam uso desse espaço e dos recursos que oferece para exigir um outro rumo para a Europa. Uma abstenção, ou mesmo um voto nulo ou branco, é um voto inconsequente (não vamos ter um cenário como o «Ensaio sobre a Lucidez» de Saramago).</li>
</ul>
<p>No ano em se celebram o 35º  aniversário da Revolução democrática de Abril, devemos encarar cada oportunidade de voto não apenas como um direito, mas um dever, uma responsabilidade cívica. É incoerente queixar-mo-nos da falta de democracia da UE, e depois não usufruírmos do único momento de participação que esta estrutura (no seu fundamento alienada das populações) nos oferece. O desanimo, cinismo e alieanação face à &#8220;Europa&#8221; longíqua são emoções que apenas favorecem o <em>status quo</em>. Nós, Portugueses, temos de votar para o PE, e nesse voto exprimir o que sentimos sobre a construção Europeia e sobre as forças políticas que se candidatam para nos presentar na UE.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/04/10/combater-a-abstencao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A única eleição que não é vital</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/15/a-unica-eleicao-que-nao-e-vital/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/03/15/a-unica-eleicao-que-nao-e-vital/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[europeias]]></category>
		<category><![CDATA[legislativas]]></category>

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		<description><![CDATA[Num ano com três eleições em seis meses, europeias e legislativas não poderão ser pensadas de uma forma isolada. Só à luz desta ideia se poderá se poderá compreender a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista do PS &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/15/a-unica-eleicao-que-nao-e-vital/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num ano com três eleições em seis meses, europeias e legislativas não poderão ser pensadas de uma forma isolada. Só à luz desta ideia se poderá se poderá compreender a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu.<br />
Não sendo um homem do aparelho (como seria Lello) ou do governo (Amado), a escolha de um indefectível de Sócrates em todas as áreas e de todos os feitios, parece uma inabilidade política, mas até pode não o ser. O tradicional, no PS, recurso a uma figura histórica (Ferro), ainda terá sido tentando mas foi abandonado em benefício de outra estratégia.<br />
Sócrates sabia que, independentemente do cabeça de lista apresentado, seria muito difícil para este demarcar-se das questões de fundo da governação, ao ponto de não ter qualquer reflexo eleitoral.<br />
Neste sentido, Vital, é o candidato ideal para averbar um mau resultado nas europeias que não prejudique a votação nas legislativas (são reveladoras as declarações de Santos Silva ao DN/TSF, ao assumir que o PS não pedirá a maioria absoluta nas eleições europeias).</p>
<p><span id="more-17201"></span>O <em>socratismo full time</em> de Vital, colocará a governação no centro da discussão, sem expor Sócrates, e com a possibilidade de dar uma oportunidade de voto de protesto ao tradicional eleitorado socialista que se encontra descontente numas eleições que, em Portugal, sempre foram tidas como secundárias &#8211; um voto contra para aliviar a pressão. Por outro lado o hipervalorizado estatuto de &#8220;independente&#8221; de Vital e o facto de não ser um homem da primeira linha política socialista, poderá fazer com que não haja um vaso comunicante entre as duas eleições.<br />
Para Sócrates, uma eventual vitória do PSD é um mal menor. Se em Portugal são poucas as diferenças entre PS e PSD, na Europa essas diferenças são ainda menores e só, ocasionalmente, se vê uma ou outra divergência ao nível das nomeações para altos cargos do parlamento europeu.<br />
Neste contexto importa perceber o que se passará com a esquerda.<br />
A tradicional baixa participação eleitoral, um cabeça de lista do PS que não mobiliza à esquerda, o voto de protesto ou o irreversível divórcio do eleitorado de esquerda que se revia no antigo PS, poderá originar um resultado histórico de CDU e BE.<br />
É aí que está a chave da estratégia de Sócrates.<br />
A partir de um resultado (mais ou menos) negativo para o PS, eventualmente com uma vitória do PSD (ou não), uma histórica subida eleitoral dos partidos de esquerda permitir-lhe-á dramatizar o discurso para as legislativas retirando da campanha conteúdos políticos para, como gosta e sabe fazer, brandir preconceitos e adjectivos.<br />
Sob o cenário da ingovernabilidade e da necessidade da maioria absoluta, Sócrates agitar-se-á contra os perigos do comunismo e da esquerda irresponsável, conquistando votos à direita e arrematando o centro. Sócrates fará a campanha como gosta: afastar-se-á da discussão política, colocando-a no plano da propaganda e de quem mais grita.<br />
E, como já se percebeu, a grande discussão eleitoral vai estar à esquerda.<br />
Se é certo que, pela votação da CDU nas eleições europeias, se poderá medir o volume de perdas do PS de quem, com elevado grau de certeza, não voltará a votar em Sócrates, o mesmo não acontece com a votação no BE.<br />
A estratégia da &#8220;esquerda grande&#8221; de Louçã, corroborada na aproximação a Alegre e afastamento do PCP, coloca o BE como um partido sedutor do voto de protesto e (até) de militantes socialistas descontentes. Contudo, também o torna num partido com um eleitorado extremamente flutuante. Uma grande votação do BE nas europeias não significará necessariamente a existência de uma base social consolidada com um efectivo desejo de mudança e transformação social. A sua expressão nas legislativas poderá vir a ser muito condicionada, por culpa própria, pelos sinais e gestos do deputado e militante do PS, Manuel Alegre.<br />
Sócrates acredita que mesmo com um mau resultado nas europeias, gerindo o caso Alegre dentro do partido e agitando uma ou outra bandeira de &#8220;causas fracturantes&#8221; em paralelo com a sobre-adjectivação dos adversários, poderá conseguir minimizar as perdas à esquerda, sem ter de abdicar das suas políticas fundamentais.<br />
A ver vamos.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Maioria Não, Absoluta Nunca</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 23:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o aproximar das eleições legislativas começa o discurso recorrente da necessidade da maioria absoluta. PS e PSD, dependendo de quem está melhor colocado, inicia a gritaria sobre os perigos da instabilidade política, da crise, da ingovernabilidade&#8230; Os patrões e &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/06/maioria-nao-absoluta-nunca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o aproximar das eleições legislativas começa o discurso recorrente da necessidade da maioria absoluta. PS e PSD, dependendo de quem está melhor colocado, inicia a gritaria sobre os perigos da instabilidade política, da crise, da ingovernabilidade&#8230;<br />
Os patrões e outros mandatários da alta finança dão uma ajuda anunciando o caos se, ora PS ora PSD, não conseguirem a absoluta, pois as suas negociatas são bem mais fáceis de tratar com um único interlocutor. Nada de novo.<br />
O que me parece novo, é este sentido de sobranceria e impunidade que leva um partido com maioria absoluta a chumbar, sozinho, propostas que mais tarde transformará em bandeiras da sua campanha. Aconteceu isto com o casamento de pessoas do mesmo sexo e, quer-me parecer que sucederá, com as taxas moderadoras na saúde.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Chico e Caetano: juntos e ao vivo</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Sep 2006 22:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rui Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Caetano-Veloso]]></category>
		<category><![CDATA[Chico-Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de fechar o meu dia e passar as chaves ao António Figueira, tempo para falar das eleições brasileiras, que são já este domingo. Se eu fosse brasileiro, não votaria em Lula; a naturalidade com que os líderes do PT &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/09/25/20060925-juntos-e-ao-vivo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de fechar o meu dia e passar as chaves ao António Figueira, tempo para falar das eleições brasileiras, que são já este domingo. Se eu fosse brasileiro, não votaria em Lula; a naturalidade com que os líderes do PT encararam a corrupção no seu próprio partido e no sistema político brasileiro não pode ser premiada com uma eleição à primeira volta. Tampouco votaria em Alckmin ou em Heloísa Helena. O meu voto iria para Cristóvam Buarque, ex-ministro da Educação nos primeiros tempos do governo Lula, que foi afastado à bruta, acusado de ser irrealista, pelos mesmos pragmáticos e realistas (desde logo, José Dirceu) que depois prestaram à democracia o belo serviço do &#8220;mensalão&#8221;.
</p>
<p>As declarações que se seguem pertencem a entrevistas de Chico Buarque e Caetano Veloso à Folha de São Paulo e à Carta Capital. O primeiro vai votar em Lula, o segundo talvez vá votar em Cristóvam, o &#8220;meu&#8221; candidato (percebe-se pelas entrelinhas quando Caetano diz que ainda é Brizola; Cristóvam é candidato pelo PDT, partido fundado por Brizola). No entanto, concordo com muito do que diz Chico Buarque, nomeadamente em relação à agressividade contra-producente com que Lula tem sido tratado pela &#8220;elite&#8221; brasileira (a <em>Veja</em>, único título brasileiro que é distribuído regularmente em Portugal, é o exemplo acabado). Enfim; na arte como na política, vale a pena ler Chico Buarque e Caetano Veloso em conjunto. Os estilos são diferentes, as conclusões também, mas os conteúdos iluminam-se um ao outro.
</p>
<p>Chico Buarque: <br />
<blockquote>«É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos).<br />Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer ‘espera aí’. Quando aquele senador tucano canastrão diz que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante – aí estão errando muito a mão. Governo mais corrupto da história? Onde está o corruptômetro? É preciso investigar as coisas, sim. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas. A gente sabe que a corrupção no Brasil está em toda parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente ele, fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover&#8230;<br /><strong>Preconceito de classe</strong><br />O preconceito de classe contra o Lula continua existindo – e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: ‘Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?’. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! – até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. ‘Agora sai já daí, vagabundo!’. É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. ‘Agora volta pra senzala!’. Eu não gostaria que fosse assim.<br /><strong>Eu voto no Lula!</strong><br />A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga: ‘Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas’. Acho tudo isso muito grave.  Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: ‘Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos’. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.<br /><strong>Sobre o PSOL [de Heloísa Helena]</strong><br />Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.<br /><strong>Papel da mídia</strong><br />Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.»</p></blockquote>
<p>Caetano Veloso:<br />
<blockquote>«&#8221;FOLHA &#8211; Ao contrário de Chico Buarque, você já disse que não votará em Lula. Por quê?
</p>
<p>CAETANO &#8211; Não vou. Não me arrependo de ter votado nele, mas sou contra a reeleição. Não votei pela reeleição de Fernando Henrique, que nos deu de presente oito anos de esquerda marxista da USP. E como eu já estou com 64 anos e ele e Lula são a mesma coisa, eu acho que seria demais 16 anos com essa turma.
</p>
<p>FOLHA &#8211; O sociólogo Gilberto Vasconcellos se referia a &#8220;essa turma&#8221;, que veio a se dividir entre PT e PSDB, como a coalizão CUT-USP-Fiesp&#8230;
</p>
<p>CAETANO &#8211; Eu acho essa expressão dele totalmente certa.
</p>
<p>FOLHA &#8211; Em quem você vota?
</p>
<p>CAETANO &#8211; Não sei em quem vou votar. Não gosto de votar nulo. Eu preferiria que Lula pelo menos não fosse eleito no primeiro turno.
</p>
<p>FOLHA &#8211; Como você vê o escândalo do mensalão?
</p>
<p>CAETANO &#8211; Eu acho que foi realmente vergonhoso e ruim. Há uma certa regressão no país -que fez o impeachment de Collor- quando se passa uma esponja no escândalo do mensalão. Lula e o PT afastaram os acusados, Lula se disse traído, mas a cada solenidade de despedida dos que cometeram delitos levantou a voz para dizer loas morais a essas figuras. E pôs a culpa num possível complô das elites através da mídia, o que eu acho completamente incongruente. Eu não sou burro, nem maluco, então não vou votar nele. Votei em Lula contra Collor no segundo turno, mas meu candidato não era ele. Era o Brizola. E continua sendo (risos). Na última eleição, eu achei que era a hora de um operário chegar ao poder, de o PT enfrentar a realidade e de se desmistificar tudo isso. Se o Serra tivesse ganhado, ele, que é um excelente candidato, seria massacrado por essa mitologia do Lula, da esquerda e do PT. Quando justifiquei meu voto em Lula, disse que esperava que ele fosse empossado, que governasse e que passasse a faixa para outro. Continuo pensando da mesma maneira.
</p>
<p>FOLHA &#8211; É como naquela canção: &#8220;Mamãe eu quero ir a Cuba e quero voltar&#8221;?
</p>
<p>CAETANO &#8211; Exatamente. E eu cantei isso em Cuba.
</p>
<p>FOLHA &#8211; Por que há essa leniência em relação ao escândalo?
</p>
<p>CAETANO &#8211; Eu acho que é por causa da esquerda. A esquerda é como torcida de futebol. As pessoas ficam cegas. Eu sou um simpatizante da esquerda por sede de harmonia, de dignidade e de Justiça. Mas vejo freqüentemente que a esquerda é quem mais ameaça essas coisas que me levaram a me aproximar dela.»</p></blockquote>]]></content:encoded>
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