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AUTORES

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AUTORES (ARQ)

Ana Matos Pires
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Rui Tavares
  • Na semana da mobilidade

    22 de Setembro de 2008 por Filipe Moura

    Mais uma vez, o “Dia sem carros” que, em Lisboa, consiste em fechar o trânsito entre o Rossio e o Terreiro do Paço. De utilidade muito duvidosa esta medida. Bem mais úteis são as medidas anunciadas para o transporte público nocturno ao fim de semana e véspera de feriado. De parabéns a Câmara Municipal de Lisboa, Secretaria de Estado dos Transportes e Ministério da Administração Interna.
    O “Dia sem carros” é presentemente uma iniciativa simbólica que não incomoda ninguém, e não resolve o problema principal – andar de carro, em Portugal, é uma questão de status. Ainda “parece mal” andar de transporte público ou bicicleta. O “crédito fácil”, a “bolha” que parece que está a rebentar e que se traduz em os portugueses viverem aima das suas possibilidades também se reflecte no número elevado de carros novos. No entanto, conforme é visível, cada vez há mais portugueses a andarem de bicicleta. Por muito que isso custe aos bondosos proponentes destas campanhas cívicas, tal atitude dos portugueses só começou quando começaram a sentir no bolso os efeitos da – abençoada! – “crise do petróleo”.
    É útil aliás perder um pouco de tempo a ler os comentários dos leitores destas notícias e comparar os comentários dos portugueses residentes no estrangeiro com alguns dos de residentes em Portugal. Como sempre, em Portugal, o bom exemplo tem que vir de fora – dos países onde há muito andar de bicicleta é um hábito corrente. Talvez assim se torne moda – se torne chic!

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    O “status” de andar de bicicleta

    6 de Junho de 2008 por Filipe Moura

    Ainda no rescaldo do Dia do Ambiente, destaco um bom texto - já com alguns dias -, vejam bem, de Luís Rocha (o “mata-mouros” que escreve sempre a azul), no Blasfémias (não é todos os dias): “É tudo uma questão de status”. Já não digo que Luís Rocha ande de bicicleta (o relevo do Porto de facto não ajuda muito), mas espero ao menos que não ande de carro e aproveite o excelente Metro do Porto. Será?

    Efectivamente, em Portugal quem não anda de carro não tem “status” - e é nestes pequenos pormenores que se vê como somos um país de gente pobre, que dá muito valor às aparências, preza o enriquecimento fácil e despreza o trabalho. Pode comer-se mal, mas ai de nós se não formos de carrinho. Para não ir de transportes públicos, por exemplo, diz-que que eles “não funcionam bem” (em Lisboa poderiam funcionar melhor, de facto, mas parece que há quem queira ter uma estação de metro sempre à porta, e não se lembre que numa cidade atafulhada de carros não andam nem os carros, nem os autocarros). Para não ir de bicicleta, inventam-se as desculpas mais baratas, como o “relevo de Lisboa” (as colinas de Lisboa são evidentemente acidentadas, mas a maior parte da área da cidade é quase plana ou pouco inclinada, Avenida da Liberdade incluída). Ou, como não poderia deixar de ser, o “status”! É neste texto da sua colega Helena Matos, um belo exemplo de como um suposto “feminismo” pode servir para disfarçar o reaccionarismo. Mas o preço do petróleo tem subido, e há de continuar a subir. Só que enquanto eu vir as nossas cidades cheias de carros privados, não me venham dizer que a gasolina está cara. Leiam a resposta do Tárique.

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    O metro mais bem planeado e os autarcas mais inteligentes

    6 de Maio de 2008 por Filipe Moura

    Há sessenta anos que há aeroporto na Portela, e há cinquenta que há metropolitano em
    Lisboa. Há quantos anos há metro no aeroporto (dentro da cidade)? Ainda não há; estão a construí-lo. Há cinquenta anos que os utentes do Aeroporto de Lisboa poderiam usar o metro para lá chegar – se a estação do aeroporto existisse. Não existe, e os autocarros são escassos e não estão preparados para bagagens – na sua maioria, os utentes têm que ir de carro ou táxi. Parece que a estação de metro finalmente vai ser inaugurada… pela mesma altura em que o aeroporto da Portela supostamente será desactivado.
    Não sei há quantos anos existe a estação de comboios de Santa Apolónia, mas foi muito antes de haver metro. Desde que há metro que os utentes da estação de Santa Apolónia poderiam usar o metro para lá chegar – se a estação de Santa Apolónia existisse. Já existe: foi inaugurada há quatro meses. Construí-la foi uma monumental obra pública, que teve seriíssimos problemas durante a sua execução, demorou anos e anos e custou o triplo ou o quádruplo do inicialmente previsto. E quatro meses depois de inaugurada a conclusão de tão longa empreitada, tão trabalhosa, tão cara e tão custosa para os lisboetas, qual é a ideia? Encerrar a estação de Santa Apolónia à actividade ferroviária (e guardá-la para “terminal de cruzeiros” – é bem sabido que quem faz cruzeiros em Portugal anda de metro todos os dias). Digam lá – há coisa mais bem planeada que o metro de Lisboa? Haverá pessoas mais iluminadas que os autarcas de Lisboa?

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    Em Portimão

    28 de Março de 2008 por Filipe Moura

    (Mais um) excelente texto do Tárique:

    Quando eu andava no secundário ia-se de bicicleta para a escola pelo menos até aos 16 anos. O parque para bicicletas era grande e estava normalmente cheio, se bem que é verdade que a rainha era a motorizada. Hoje isso acabou. O parque para carros quadruplicou de tamanho. Uma lista candidata a um conselho directivo fazia campanha prometendo lugares de estacionamento para todos. Dizem que é uma questão de prestígio, demorar 5 minutos de carro para o trabalho em vez de 5 minutos de bicicleta.

    Num dos meus baldios preferidos estão já há um tempo a construir um novo centro comercial gigante, que vai entupir ainda mais a sobrelotada V6. Já se vão vendo encasinamentos fora da época alta. E a cidade é plana. E as ruas do centro são estreitas. E há uma ponte em que só podem passar bicicletas. E só os ucranianos é que andam de bike como transporte. Os mesmos ucranianos cujos filhos se queixam da escola ser demasiado fácil e de haver muita indisciplina nas escolas portuguesas. Os filhos.

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    em arquivo


    Comentários

    6 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | sem comentários

    Parece ser mesmo verdade que Israel apenas aponta a terroristas

    6 de Janeiro de 2009 por Luis Rainha | 4 comentários

    A frase que resume uma entrevista

    6 de Janeiro de 2009 por Emídio Fernando | 1 comentário

    Qual é mesmo o salário mínimo nacional?

    6 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | 3 comentários

    Factos - 1

    6 de Janeiro de 2009 por Jorge Palinhos | 2 comentários

    Entrevista ao Primeiro Ministro

    6 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 12 comentários

    Vanguarda e Bouguereau, Bouguereau e vanguarda (a propósito da Ondina)

    6 de Janeiro de 2009 por Carlos Vidal | 11 comentários

    Houve muita coisa mas os sokalianos-jugulares paralisaram-se antes de Altamira

    6 de Janeiro de 2009 por Carlos Vidal | 8 comentários

    Reforços para o 5 dias

    5 de Janeiro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 7 comentários

    Em louvor de J. P. Simões

    5 de Janeiro de 2009 por António Figueira | sem comentários

    Mais uma sessão de propaganda eleitoral…

    5 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | 4 comentários

    Outra língua, os mesmos “enganos”

    5 de Janeiro de 2009 por Luis Rainha | 12 comentários

    O ano de 2008 através do olhar do «5 Dias», ou uma homenagem a todos os autores e comentadores que por aqui passaram no último ano (III - Julho a Setembro)

    5 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | sem comentários

    Europa unida jamais será entendida

    5 de Janeiro de 2009 por Emídio Fernando | 1 comentário

    100 olhos por olho, 100 dentes por dente

    5 de Janeiro de 2009 por Luis Rainha | 2 comentários

    Tremam todos que o país vem abaixo:

    5 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 1 comentário

    Aqui jaz um artigo infeliz

    5 de Janeiro de 2009 por João Branco | 18 comentários

    Deve ser a gozar…

    5 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 2 comentários

    O lugar natural

    4 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | 7 comentários

    Imagem para o “Capitalismo e regressão” da Ondina

    4 de Janeiro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 2 comentários