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	<title>cinco dias &#187; cultura</title>
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		<title>mas encha-se de justiça o fosso e erga-se a liberdade ao meio 20.0</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 21:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sassmine</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição da República Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo 78.º (Fruição e criação cultural) 1. Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural. 2. Incumbe ao Estado, em colaboração com todos os agentes culturais: a) Incentivar &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/18/mas-encha-se-de-justica-o-fosso-e-erga-se-a-liberdade-ao-meio-20-0/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Artigo 78.º</p>
<p style="text-align: center;">(Fruição e criação cultural)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>1. </strong>Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>2.</strong> Incumbe ao Estado, em colaboração com todos os agentes culturais:</p>
<p style="text-align: left;"><em>a)</em> Incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de acção cultural, bem como corrigir as assimetrias existentes no país em tal domínio;</p>
<p style="text-align: left;"><em>b)</em> Apoiar as iniviativas que estimulem a criação individual e colectiva, nas suas múltiplas formas e expressões, e uma maior circulação das obras e dos bens culturais de qualidade;</p>
<p style="text-align: left;"><em>c)</em> Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivifivador da identidade cultural comum;</p>
<p style="text-align: left;"><em>d)</em> Desenvolver as relações culturais com todos os povos, especialmente os de língua portuguesa, e assegurar a defesa e a promoção da cultura portuguesa no estrangeiro;</p>
<p style="text-align: left;"><em>e)</em> Articular a política cultural e as demais políticas sectoriais.</p>
<p style="text-align: right;">Constituição da República Portuguesa, Parte I Direitos e deveres fundamentais,</p>
<p style="text-align: right;">7.ª revisão constitucional, 2005</p>]]></content:encoded>
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		<title>Em Évora, hoje, a laranja contra-ataca!</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/29/em-evora-hoje-a-laranja-contra-ataca/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 14:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Penilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[artes]]></category>
		<category><![CDATA[Évora]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Eborenses, acorram a apoiar os vossos artistas e a vossa cultura! Ás 20h30, na Horta das Laranjeiras da Feira de S. João.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-67303" title="257062_133224800089568_100002061463956_235978_2428649_o (1)" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/257062_133224800089568_100002061463956_235978_2428649_o-1-375x520.jpg" alt="" width="375" height="520" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eborenses, acorram a apoiar <a href="https://www.facebook.com/event.php?eid=194258077290513">os vossos artistas e a vossa cultura</a>! Ás 20h30, na Horta das Laranjeiras da Feira de S. João.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sócrates e &#8220;cultura&#8221; é coisa contraditória nos termos, mas tudo é possivel em portugal (pequenino, muito pequenino)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/30/socrates-e-cultura-e-coisa-contraditoria-nos-termos-mas-tudo-e-possivel-em-portugal-pequenino-muito-pequenino/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 13:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[eleições legislativas 2011]]></category>
		<category><![CDATA[orçamento de estado]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[SIZA VIEIRA. Mimesis Museum (Coreia do Sul). 2009. Siza Vieira e Souto Moura não quiseram pequeno-almoçar (não caíram na ratoeira) com este homem e vulto de veneração da CULTURA, este citador de todos os clássicos do património da humanidade, este erudito candidato &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/30/socrates-e-cultura-e-coisa-contraditoria-nos-termos-mas-tudo-e-possivel-em-portugal-pequenino-muito-pequenino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img title="1285188261-63-666x1000" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/02/1285188261-63-666x1000.jpg" alt="" width="344" height="517" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;">SIZA VIEIRA. Mimesis Museum (Coreia do Sul). 2009.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.cdu.pt/2011/apoiantes">Siza Vieira </a></strong>e Souto Moura não quiseram pequeno-almoçar <strong>(não caíram na ratoeira)</strong> com este homem e vulto de veneração da CULTURA, este citador de todos os clássicos do património da humanidade, este erudito candidato que confunde na escrita de Pessoa aquele verso do &#8220;menino de sua mãe&#8221; com &#8220;amor de sua mãe&#8221; (este último, versão JSócrates &#8211; o que é muito bonito).</p>
<p style="text-align: justify;">Siza recusou, mas <strong><a href="http://www.publico.pt/Política/acabar-com-ministerio-e-menorizar-a-cultura-diz-jose-socrates_1496630">estes (e que &#8220;estes&#8221;!&#8230;) lá estiveram. </a></strong>Agora, <strong>a quem pequeno-almoçou hoje com Sócrates para falar de CULTURA, faço um pequeno desafio: que se atrevam a fazer um balanço destes últimos 6 anos 6! socratistas culturais. </strong>Por exemplo, aquela senhora, muito pequeno-almoçadora, muito sucialista (e <em>socialite</em>) e que foi parar (por milagre?) à Cinemateca, que o faça. Um balanço, um balancete. Comecem, por exemplo, com Pinamonti e depois continuem com uma meditação sobre a percentagem da cultura no orçamento de estado&#8230;</p>
<p>E todos, toda a gente o faça seguidamente, para que tudo fique mais claro.</p>
<p>Leiam JSócrates:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.publico.pt/Política/acabar-com-ministerio-e-menorizar-a-cultura-diz-jose-socrates_1496630">“Quando dizem que querem acabar com o Ministério da Cultura estão a dizer que querem menorizar a cultura, andar para trás nas funções do Estado e entregar tudo ao mercado”, disse.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">E eu, por mim, não direi mais nada.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Escola da Fontinha: Não é o princípio nem foi o fim #2</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/17/escola-da-fontinha-nao-e-o-principio-nem-foi-o-fim-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 14:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[autogestão]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[Escola da Fontinha]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanhamos a luta da Escola da Fontinha, que ontem foi à Assembleia Municipal do Porto, dizer de sua justiça. Cá fora, uma concentração de apoio. Entretanto, o José Smith Vargas já nos prendou com a 2ª página da BD em cima &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/17/escola-da-fontinha-nao-e-o-principio-nem-foi-o-fim-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanhamos a luta da <a href="http://escoladafontinha.blogspot.com/">Escola da Fontinha</a>, que ontem foi à Assembleia Municipal do Porto, dizer de sua justiça. Cá fora, uma concentração de apoio.</p>
<p>Entretanto, o <a href="http://josesmithvargas.blogspot.com/" target="_blank">José Smith Vargas</a> já nos prendou com a 2ª página da BD em cima do acontecimento (ver aqui a <a href="http://5dias.net/2011/05/13/escola-da-fontinha-nao-e-o-principio-nem-foi-o-fim/" target="_blank">1ª página</a>). </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-63959" title="fontinha 2" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/fontinha-2.jpg" alt="" width="723" height="1049" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>O que tu queres é música fácil?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/01/o-que-tu-queres-e-musica-facil/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 17:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[artes]]></category>
		<category><![CDATA[coro da achada]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Homens da Luta]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma semana fora para ir à festa da Lega di Cultura di Piadena, que este ano tinha como tema «Para que serve o canto popular?», uma provocação de Sandro Portelli. Muitas respostas e questões foram postas num debate estendido por &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/01/o-que-tu-queres-e-musica-facil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma semana fora para ir à festa da <strong><a href="http://www.legadicultura.it/default.asp">Lega di Cultura di Piadena</a></strong>, que este ano tinha como tema <strong>«Para que serve o canto popular?»</strong>, uma provocação de Sandro Portelli. <a href="http://www.legadicultura.it/festa2011.htm#crotti">Muitas respostas e questões foram postas</a> num debate estendido por dois dias, no qual participou o <a href="http://www.centromariodionisio.org/casadaachada_coro.php">Coro da Achada</a>. E sobretudo muito se trabalhou, comeu, bebeu e cantou, construindo um convívio diferente dos normais, que juntou mais de duas mil pessoas de todo o mundo e palavras de várias lutas.</p>
<p>Regresso a Lisboa com um cansaço cheio de força e olho para as ruas e as casas com outro olhar. Quando saí de Lisboa havia Sócrates. Quando o avião aterrou em Malpensa, liguei o telemóvel e tropeçaram as mensagens: «ele demitiu-se!».</p>
<p>Apanho o metro. Tenho ensaio do coro da Achada à noite e vamos cantar a música que inventámos logo no comboio para Milão sobre a queda do Sócrates e que cantámos na festa de Piadena. Também à mesma hora do ensaio há no Chapitô o <a href="http://5dias.net/2011/03/28/o-regresso-da-contestacao-na-rua-e-na-musica/">debate organizado pelo 5 Dias</a> <strong>«A cantiga ainda é uma arma?»</strong> Pena por não poder ir, pena por o Coro da Achada não poder ir. Talvez possamos passar por lá depois, nós que andámos a discutir e a ouvir discutir um tema próximo – «Para que serve o canto popular?» &#8211; em três conversas no <a href="http://www.centromariodionisio.org/">Centro Mário Dionísio</a> e depois na festa de Piadena.</p>
<p>Vou no metro a pensar «deixa cá ver o que é que mudou nesta cidade». Os anúncios mudam. Nunca penso muito neles e é essa a ideia, não é? Entrarem-nos directamente para o subconsciente. Mas olho-os e percebo que não os tinha visto antes, que são diferentes dos da semana passada.</p>
<p><strong>O que tu queres é música fácil.</strong> É o novo anúncio da Sapo. O grande balão vazio de uma pastilha elástica americana tapa a cara a uma loura-burra e é como se lhe tapasse a personalidade, o pensamento, qualquer fruto que lhe pudesse vir da cabeça. E é com essa loura-burra – figura que para o discurso e o pensamento dominante e a intenção da coisa só poderia sempre ser uma mulher, esse tipo de ser humano que só por si, mesmo que moreno, é burro – que temos de nos identificar. Enfim, um misto de termos de nos identificar com acharmos piada à coisa com alguma distância.</p>
<p>Eu por mim não vejo muita piada. Vejo uma empresa do capital a querer responder a esta onda de andarmos todos a pensar na música-que-faz-pensar-no-mundo-e-que-pode-fazer-revoluções, nesta altura em que tanto se fala da cantiga como arma e da canção de intervenção e política, por causa de toda a história que já sabemos dos Deolinda e dos Homens da Luta e do 12 de Março&#8230; A Sapo quer continuar a dar-nos música fácil.</p>
<p>Algumas pessoas do Coro da Achada ainda foram ao fim do debate no Chapitô. E ainda fizeram uma intervenção fora de tempo. Cantada.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://5dias.net/2011/04/01/o-que-tu-queres-e-musica-facil/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5cK71R6ZjAc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>]]></content:encoded>
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		<title>Colóquio no Museu de Arte Popular (MAP) é amanhã!</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/19/coloquio-no-museu-de-arte-popular-map-e-amanha/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 19:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zenuno</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[museu de arte popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Colóquio público sobre o MAP no próximo sábado, dia 20 de Junho Catarina Portas, Joana Vasconcelos, Rosa Pomar e Raquel Henriques da Silva anunciam uma nova acção a favor do Museu de Arte Popular O Museu essencial e incómodo: As &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/06/19/coloquio-no-museu-de-arte-popular-map-e-amanha/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://museuartepopular.blogspot.com/2009/06/catarina-portas-joanavasconcelos-rosa.html"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_tpnwRdZBpsI/SjkUdQdsyGI/AAAAAAAAAGw/0U3g_DECzEo/s400/bannercoloquio.jpg" alt="MAP :: imagem do colóquio de 20 de junho" style="float:right; margin:5px; " /></a><strong>Colóquio público sobre o MAP no próximo sábado, dia 20 de Junho</strong><br />
Catarina Portas, Joana Vasconcelos, Rosa Pomar e Raquel Henriques da Silva anunciam uma nova acção a favor do Museu de Arte Popular</p>
<p><strong>O Museu essencial e incómodo: As razões de um protesto: fala quem sabe sobre o Museu de Arte Popular</strong></p>
<p><strong>20 de Junho a partir das 16h frente ao MAP</strong></p>
<p>Após uma acção pública de protesto, bordando um lenço de namorados, no dia dos Museus; após a entrega de um pedido de reabertura do processo de classificação do edifício do MAP ao Ministro da Cultura (até ao momento sem resposta); após o lançamento de uma petição pública online em defesa do MAP (quase nas 4.000 assinaturas em 15 dias); após a criação de um blog que tem recolhido informação, documentos e depoimentos de vários especialistas e estudiosos sobre este tema; <strong>o grupo dinamizador da campanha cívica a favor da reabertura do Museu de Arte Popular decidiu organizar um  colóquio público interdisciplinar sobre a história e a importância do MAP</strong>.</p>
<p>Acontecerá no próximo sábado dia 20 de Junho, a partir das 16h00, diante do Museu de Arte Popular e contará com as intervenções de oradores especialistas de história de arte, antropologia e crítica de arte. </p>
<p>Temas a abordar: </p>
<p>Do Pavilhão da Vida Popular ao Museu de Arte Popular &#8211; o edifício de 1940 e a sua adaptação a Museu pelo arq. Jorge Segurado (1942-47); as esculturas de 1940 e as de 43-47;  as pinturas murais (decoração, ilustração, museografia), um património ignorado pela história da arte e por identificar; o edifício e a sua decoração &#8211; um projecto integrado; o MAP e as suas colecções à luz da antropologia actual.<br />
<span id="more-21482"></span><br />
<strong>Raquel Henriques da Silva</strong><br />
Professora de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa</p>
<p><strong>Rui Afonso Santos</strong><br />
Historiador de Arte, Museu do Chiado</p>
<p><strong>Vera Alves</strong><br />
Antropóloga, autora de «Camponeses estetas» no Estado Novo: Arte Popular e Nação na Política Folclorista do Secretariado da Propaganda Nacional.</p>
<p><strong>João Leal</strong><br />
Professor de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa</p>
<p><strong>Alexandre Pomar</strong><br />
Jornalista e crítico de arte</p>
<p>Diante de uma decisão ministerial que pretende instalar o Museu da Língua no Museu de Arte Popular, destruindo-o para sempre, uma medida baseada numa imensa ignorância sobre a sua importância e história, propomos uma sessão para ficar a conhecer melhor este Museu. Afinal, por que razão protestamos? </p>
<p>O Ministro da Cultura será convidado a estar presente.</p>
<p>A petição pelo MAP está novamente activa e prestes a chegar às 4000 assinaturas <a href="http://www.PetitionOnline.com/MAP/petition.html">http://www.PetitionOnline.com/MAP/petition.html</a>.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>IGESPAR, IGESPOU ou IGESPARIA?</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 19:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Ramos de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[A notícia de capa do Expresso declarando que um terço do património da UNESCO em Portugal ameaça derrocada é mais uma prova da inexistência do IGESPAR (que há mais de anos que mudou de nome e ainda nem se quer &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/01/03/igespar-igespou-ou-igesparia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia de capa do Expresso declarando que um terço do património da UNESCO em Portugal ameaça derrocada é mais uma prova da inexistência do <a href="http://www.igespar.pt/">IGESPAR</a> (que há mais de anos que mudou de nome e ainda nem se quer se deu ao trabalho de tratar do site de internet). A prática de nomear <em>boys</em> sem critério e, ainda que haja bons quadros na sua estrutura, liquida qualquer organismo público.<br />
Ao IGESPAR primeiro fundiram-no e depois&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Isto diverte mas começa a ser cansativo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/17/isto-diverte-mas-comeca-a-ser-cansativo/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 17:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos meus textos e nos comentários (aos meus e aos do Carlos Vidal) eu disse não sei quantas vezes que não pretendo tornar a arte mais “fácil” ou mais acessível. Nesse sentido arte e ciência não são democráticas: não é &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/17/isto-diverte-mas-comeca-a-ser-cansativo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos meus textos e nos comentários (aos meus e aos do Carlos Vidal) eu disse não sei quantas vezes que não pretendo tornar a arte mais “fácil” ou mais acessível. Nesse sentido arte e ciência não são democráticas: não é qualquer um que pode começar a fazê-las. Sou totalmente contra os governos darem qualquer tipo de indicações aos investigadores ou aos artistas para seguirem linhas pré-determinadas. Sou investigador e isso afecta-me. A liberdade académica é fundamental. A arte, a ciência, tudo o que involva criação requer liberdade e não democracia (que como já disse várias vezes são coisas diferentes e por vezes incompatíveis). Não é isso que está em causa.</p>
<p>O que entendo por “democratizar a ciência” ou “democratizar a arte” é torná-las acessíveis aos cidadãos que por elas se interessarem, mesmo sem serem especialistas, sem nunca alterar o seu conteúdo. Por “tornar acessíveis” entendo fazer divulgação (algo que nem todos os cientistas ou artistas são obrigados ou vocacionados a fazer), ou em alternativa permitir que se faça divulgação desse mesmo trabalho para quem esteja interessado. Este público não é especialista e não deve ser tratado como tal. É até provavelmente à partida muito ignorante, mas é interessado e tem o direito de ver a sua curiosidade satisfeita.</p>
<p>No caso dos artistas, a divulgação mais imediata consiste na realização de exposições, abertas a todos os que as quiserem ver. Não há absolutamente nenhuma bitola diferente para as ciências e as artes. Defendo exactamente a mesma coisa. O que verifico é que os cientistas estão muito mais habituados a este procedimento. Certos artistas pelos vistos resistem. Não podem fazê-lo se receberem dinheiro do estado (enquanto artistas). Mas, repito, não defendo que o Estado interfira na sua liberdade e na sua criatividade de nenhum modo.<span id="more-11684"></span></p>
<p>Tudo isto vem a propósito dos textos de Carlos Vidal. No <a href="http://5dias.net/2008/12/17/totalitarismo-de-gosto-inaceitavel-disparates-insensiveis-arte-e-divulgacao-a-partir-daqui-nao-entro-mais-nesta-discussao/" target="_blank">mais recente</a>, Carlos Vidal atribui-me entre outros qualificativos uma frase que nunca escrevi: “a função de qualquer artista [é] fazer com que as pessoas gostem um pouco mais de arte”.</p>
<p>O que eu <a href="http://5dias.net/2008/12/16/a-arte-para-o-povo-explicada-aos-velhinhos-que-gostam-de-elites/" target="_blank">escrevi</a> (nos comentários) foi “<em>Entendo que faz parte da minha função fazer com que as pessoas gostem mais um pouco de física. Tal como faz parte da função de qualquer artista fazer com que as pessoas gostem um pouco mais de arte.</em>” “Faz parte” no sentido explicado nos parágrafos acima. E “faz parte” dessa função: nunca “é” essa função, unicamente (nem sequer principalmente). Mas quem é pago pelo Estado não se pode furtar a essa função.</p>
<p>A outra frase que Vidal me atribui até é verdadeira mas está descontextualizada. Escrevi “<em>querer tornar a arte acessível a todos não implica necessariamente ter que fazer concessões</em>”, exactamente no mesmo sentido em que (mais uma vez&#8230;) acima escrevi. “Acessível” nesta frase no sentido de “<em>estar acessível</em>” e não de “ser acessível”. São duas coisas muito diferentes (a língua portuguesa tem essa riqueza de distinguir o “ser” do “estar”). A minha tese resume-se na frase “<em>a arte não tem que ser acessível, mas deve estar acessível</em>”. Parece uma tese bastante óbvia mas pelos vistos não é para toda a gente. Carlos Vidal defendeu <a href="http://5dias.net/2008/12/11/uma-obra-de-arte-nao-pode-nem-deve-estar-acessivel-a-qualquer-pessoa/" target="_blank">aqui</a> que “<strong>Uma obra de arte não pode nem deve estar acessível a qualquer pessoa</strong>”. Para não deixar dúvidas, acrescentou: “<strong>a arte não pode ser para todos!</strong>” É contra esta posição que eu me tenho vindo a insurgir.</p>
<p>Carlos Vidal não entendeu (ou fingiu que não entendeu, por lhe dar jeito) a minha distinção entre “ser” e “estar” acessível, e tem-me vindo a responder (nos comentários e em texto) como se eu defendesse que a arte tem que “ser” acessível, algo que não defendo e nunca defendi. Não têm pois qualquer procedimento as respostas que me tem vindo a dar. Este tipo de confusões e desarticulação do pensamento não é novidade em Carlos Vidal, conforme os seus leitores poderão testemunhar.</p>
<p>Com que critério julga Vidal quem é ou não merecedor de conhecer as obras de arte? A sua iluminada cabecinha, pois com certeza. Vejamos o julgamento que faz de mim. Sem me conhecer de lado nenhum, nem o que eu sei nem deixo de saber, <a href="http://5dias.net/2008/12/16/a-arte-para-o-povo-explicada-aos-velhinhos-que-gostam-de-elites/" target="_blank">declara</a> que “<strong>a ciência que eu sei</strong>” (e pelos vistos, se ele não me conhece, a ciência em geral) é “<strong>estrita, reduzida e muito especializada</strong>” (ficamos esclarecidos). Decide que, se eu me dedicasse só a ela, “<strong>todos teríamos a ganhar com isso</strong>”. (Devo agradecer o elogio? E se o Vidal se dedicasse só à arte?) E finalmente <a href="http://5dias.net/2008/12/16/a-arte-para-o-povo-explicada-aos-velhinhos-que-gostam-de-elites/" target="_blank">manda-me calar</a>, algo que os leitores que fazem comentários simpáticos ao PS sabem que é o que Vidal melhor sabe fazer: “<strong>Quem não percebe isto porque é que não se cala e fala de física, só?? Custa muito ?????</strong>”</p>
<p>(Para não me acusarem de descontextualizar, esta frase vinha a propósito da “crítica de arte”, algo que nunca fiz nem tive alguma vez pretensões de fazer. Vidal confunde uma legítima opinião sobre um filme de um espectador com uma crítica profissional de cinema.)</p>
<p>Finalmente, Vidal <a href="http://5dias.net/2008/12/11/para-quem-acha-que-manoel-de-oliveira-filma-mal-aqui-vai-um-autor-muito-la-de-casa-que-pintava-mal-muito-mal-mesmo-muito-mal-e-era-e-e-um-grande-chato/" target="_blank">proíbe</a> a minha entrada nas suas exposições. Para que conste (sinto-me orgulhoso): <strong>“nunca admitirei a entrada de F. Moura numa galeria onde tenha obras minhas expostas. Isto é irrevogável, caríssimos.”</strong></p>
<p>Curiosamente este mesmo autor que acha que a arte (em particular a sua arte, como referiu) “não é para todos” e me proibiu de a ver não se coibiria, dias depois, de exibir aqui, no <a href="http://5dias.net/2008/12/13/alain-badiou-e-a-arte-explicado-as-criancinhas-parte-2-a-minha-escola-e-esta-desigualdades-academicas-chateza-e-gajas/" target="_blank">Cinco Dias</a>, desenhos de sua autoria.</p>
<p>Isto é comigo. E com outros leitores? De <a href="http://no-mundo.weblog.com.pt/" target="_blank">Carlos</a> <a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Miguel Fernandes</a>, por exemplo, diz que a sua “<strong>arrogância reaccionária julga-se conhecedora de crítica</strong>”. Apesar de “<strong>não saber quem CMF é</strong>” nem “<strong>lhe interessar</strong>”, Vidal <a href="http://5dias.net/2008/12/16/a-arte-para-o-povo-explicada-aos-velhinhos-que-gostam-de-elites/" target="_blank">declara taxativamente</a> que CMF “<strong>não poderá alguma vez ser</strong>” um “<strong>apaixonado sensível das imagens</strong>”. Pois acontece que Carlos Miguel Fernandes, para além de <a href="http://www.carlosmfernandes.com/index_archivos/Page629.htm" target="_blank">cientista</a>, é um já <a href="http://carlosmfernandes.com/" target="_blank">reconhecido fotógrafo</a> com um currículo considerável de <a href="http://carlosmfernandes.com/index_archivos/Page308.htm" target="_blank">exposições</a> e <a href="http://carlosmfernandes.com/index_archivos/Page295.htm" target="_blank">obra publicada</a>.</p>
<p>Assim se demonstra o belo resultado que teria a aplicação do critério que Vidal defende: quem teria acesso à arte seriam os “escolhidos”. Por quem? Por quem já tem acesso à arte. Os melhores não seriam necessariamente os escolhidos, como o exemplo do Carlos Miguel Fernandes confirma.</p>
<p>Infelizmente, este caso exemplar ilustra bem o estado bafiento de algumas universidades portuguesas. Carlos Vidal é assistente da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Conforme aqui já tem defendido, só lá deve ter acesso quem tiver passado pela sua formação, pela sua “escola”, que consiste em “<a href="http://5dias.net/2008/12/13/alain-badiou-e-a-arte-explicado-as-criancinhas-parte-2-a-minha-escola-e-esta-desigualdades-academicas-chateza-e-gajas/" target="_blank">desigualdades académicas, disciplina, hierarquia e gajas</a>”. Quando o interlocutor é alguém que nunca passou pela escola mas é famoso e reconhecido internacionalmente, como Jorge Calado, baixam logo a cabecinha. Quem não é conhecido, mesmo que tenha valor, como o Carlos Miguel Fernandes, é logo automaticamente barrado. Não é “da escola”, e não há escola como “a nossa”. Melhor retrato da academia tradicional portuguesa não há.</p>
<p>Com os insultos e delírios de Carlos Vidal posso eu bem, e julgo que o Carlos Miguel Fernandes também. Afinal, como eu já tenho dito, visto de fora isto até é divertido. Daqui de dentro começa é a ser cansativo. O problema (não é meu, mas não deixa de ser um problema) é que quem emite estes juízos baseados em puro preconceito é professor e – ele próprio o admite – aplica estes critérios aos seus alunos (e aos futuros colegas). E quer que se aplique a todos os cidadãos que ele entender.</p>
<p>Como resolver este problema? Não sei; no caso concreto do meio académico, o ministro Mariano Gago terá as suas ideias. Entretanto aqui no <em>Cinco Dias</em> a gente vai-se rindo com o espectáculo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A arte para o povo explicada aos velhinhos que gostam de elites</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 09:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Rómulo de Carvalho escreveu “Física Para o Povo”: Paul Krugman fala de economia para o povo (via João Pinto e Castro). Herman José fez “Cozinho Para o Povo”: Googlei “arte para o povo”. O primeiro resultado da pesquisa foi Diego &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/16/a-arte-para-o-povo-explicada-aos-velhinhos-que-gostam-de-elites/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rómulo de Carvalho escreveu “Física Para o Povo”:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-11564" title="fpp_rc" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/12/fpp_rc-221x300.jpg" alt="fpp_rc" width="221" height="300" /></p>
<p><a href="http://nobelprize.org/mediaplayer/index.php?id=1072" target="_blank">Paul Krugman</a> fala de economia para o povo (via <a href="http://blogoexisto.blogspot.com/2008/12/krugman-para-o-povo.html" target="_blank">João Pinto e Castro</a>).</p>
<p>Herman José fez “Cozinho Para o Povo”:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/D03maWPXhqk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/D03maWPXhqk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Googlei “arte para o povo”. O primeiro resultado da pesquisa foi Diego Rivera, o famoso pintor mexicano que gostava que a sua arte estivesse em sítios públicos para poder ser contemplada por todos. Por isso Rivera (e muitos dos seus contemporâneos mexicanos) gostava de pintar sobretudo murais.</p>
<p>Rivera demonstra que querer tornar a arte acessível a todos não implica necessariamente ter que fazer concessões. É conhecida a história da sua disputa com Nelson Rockefeller, a propósito do mural que o milionário lhe encomendou para o Rockefeller Center em Manhattan. Rivera queria incluir a figura de Lenine no mural; Rockefeller recusava, mas Rivera incluiu-a à mesma. O mural nunca chegou a ser exposto em público e acabou por ser destruído. A história é conhecida: foi contada por exemplo no filme <em>Frida</em>. Um filme de Hollywood. Outro exemplo de “arte para o povo”.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/QVxSNzA9beM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QVxSNzA9beM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>“A massificação destrói a “aura” que envolve as obras de arte”, escreveu alguém num comentário lá atrás. Façamos disto uma causa: destruir a aura elitista da arte. Destruir a aura das elites.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Cem anos de Manoel de Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/11/cem-anos-de-manoel-de-oliveira/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 10:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de tino]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz parte da minha actividade profissional participar regularmente em seminários, a maior parte das vezes a assistir. Quem assiste a seminários técnicos com a duração de uma hora, ou está muito interessado e muito por dentro do assunto, ou inevitavelmente &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/11/cem-anos-de-manoel-de-oliveira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz parte da minha actividade profissional participar regularmente em seminários, a maior parte das vezes a assistir. Quem assiste a seminários técnicos com a duração de uma hora, ou está muito interessado e muito por dentro do assunto, ou inevitavelmente perde a concentração (pelo menos é o meu caso) a um dado momento. No primeiro caso pode-se intervir activamente, fazer perguntas e, no fundo, é um pouco como se se fosse também orador. No segundo caso, a maior parte das vezes quando o orador começa a descrição dos pormenores mais técnicos, acaba-se por adormecer brevemente. Passar pelas brasas. Dar ar às pálpebras, como eu costumo dizer. O facto de o seminário ser em salas fechadas e consistir em ouvir-se a mesma voz durante uma hora, muitas vezes sem interrupções, contribui muito para este efeito.<br />
(O fenómeno de dormir nos seminários já foi estudado e existe literatura sobre o assunto, usando o meu orientador de doutoramento como <em>case-study</em>. O meu orientador de doutoramento é uma espécie de Mário Soares da física teórica: é mais respeitado e percebe mais do assunto a dormir do que muitos acordados. Tenho uma grande admiração por pessoas assim. Recomendo-vos vivamente <a href="http://physics.illinois.edu/news_events/Sleeping.asp"target="_blank">The Art Of Sleeping In Seminars</a>, pelo meu professor <a href="http://insti.physics.sunysb.edu/~siegel/plan.html"target="_blank">Warren Siegel</a>, dedicada ao seu colega <a href="http://insti.physics.sunysb.edu/~rocek/plan.html"target="_blank">meu orientador</a>.)<br />
<span id="more-11145"></span><br />
A maior parte das vezes consegue-se acompanhar o seminário e perceber a mensagem, mesmo se se passa pelas brasas uns minutos. Mas é muito frustrante se calha estarmos a dormitar quando é apresentado o argumento principal, e quando acordamos já não percebemos nada e não podemos pedir ao orador para voltar atrás. Neste aspecto assistir a um seminário é como ver um filme no cinema ou na TV (também se pode adormecer e perder o fio à meada), mas com a vantagem de podermos ler na maior parte das vezes a literatura (artigos) original. Mas não deixa de ser frustrante quando perdemos o principal de um seminário (ou de um filme) por causa de um pequeno cochilo.<br />
Existe porém uma terceira categoria de seminários: os que não nos dizem nada, que não têm nada a ver connosco, mas a que temos que assistir por mera cortesia. Neste caso o efeito da voz do orador não se aplica, pois não lhe estamos a prestar atenção nenhuma. É a sensação mais irritante: estarmos a assistir a um seminário que não nos interessa para nada e de onde não podemos sair, pensarmos “<em>ao menos era bom que adormecesse agora! Dorme! Dorme!</em>” e nem assim conseguimos adormecer. Só adormecemos nos seminários a que prestamos (ou queremos prestar) atenção. É triste mas é verdade.<br />
Tudo o que eu acabei de descrever em relação aos seminários é directamente transponível para os filmes. A classificação dos filmes (bem como dos seminários) de acordo com as três diferentes categorias que enunciei é evidentemente pessoal e subjectiva: depende dos gostos e interesses de cada um. Tomemos como exemplo Manoel de Oliveira, que faz hoje cem anos (os meus sinceros parabéns!) e que é alvo das mais diversas (e merecidas) homenagens (como esta do <a href="http://klepsydra.blogspot.com/"target="_blank">Rui</a>) por parte de quem supostamente vê os seus filmes, quer adormeça quer não. No meu caso, a esta terceira e última categoria pertenceriam os filmes do cineasta Manoel de Oliveira, se por alguma razão eu me visse obrigado a vê-los mais do que o que já vi.<br />
O que eu penso do cineasta Manoel de Oliveira, numa frase, é isto: Manoel de Oliveira é tão chato que nem sequer me consegue fazer dormir.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Alô Gil, aquele abraço</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 21:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando chegou ao Ministério da Cultura, foi aclamado internacionalmente como o sucessor de Nana Mouskouri. Mas não deixou de fazer exigências: queria ter tempo para continuar a fazer as suas digressões e dar os seus espectáculos mundo fora. Pior: não &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/01/gil/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AwI97S_nWn0&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/AwI97S_nWn0&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Quando chegou ao Ministério da Cultura, foi aclamado internacionalmente como o sucessor de Nana Mouskouri. Mas não deixou de fazer exigências: queria ter tempo para continuar a fazer as suas digressões e dar os seus espectáculos mundo fora. Pior: não queria “perder dinheiro” por ser ministro. Era essa a justificação oficial.<br />
Lula mesmo assim aceitou, e o Brasil passou então a ter o “ministro cantor”.<br />
Eu não estou em condições de julgar o seu trabalho enquanto ministro, e nem é esse o meu objectivo neste texto. É claro que era engraçado e original o Brasil ter um ministro que de dia tinha reuniões políticas e à noite actuava em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas, ou em Paris, na Praça da Bastilha. Mas também era agradável para o cantor em questão ser reconhecido como “o ministro”, e seguramente tal não o tornou menos famoso. Nem as iniciativas dentro e fora do Brasil por si patrocinadas. Posso testemunhar as iniciativas associadas ao “ano do Brasil em França “ (2005): o seu nome aparecia em maiúsculas, sempre em lugar de destaque (e sem nenhuma comunicação ou outro motivo que o justificasse). Não bastava a referência às entidades em abstracto (neste caso o Ministério da Cultura): nunca faltava o “Ministro da Cultura &#8211; Gilberto Gil”.<span id="more-4000"></span><br />
Ficou famosa uma greve prolongada dos funcionários do seu ministério (que praticamente o parou) a exigirem melhores salários. Gil não demonstrou nenhuma solidariedade para com o ministro das Finanças, seu colega no governo: preferiu refugiar-se em mais uma digressão pelo estrangeiro e dizer que nada sabia nem tinha a ver com o assunto.<br />
Podem ter-se visto muitos resultados desta passagem de Gil pelo Ministério da Cultura do Brasil; para além do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (que é justo destacar), já disse que não sei. Sei o que nunca se viu (pelo menos que eu tenha dado por isso): um ministro com sentido de Estado, sentido de dever, ética republicana, espírito de missão. Gil sempre se achou mais importante que o país ou o seu ministério. Por “dificuldades para conciliar as atribuições oficiais do cargo de ministro da Cultura com a sua carreira artística”, <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337136" target="_blank">Gilberto Gil já não é ministro da Cultura do Brasil</a>. E o Rio de Janeiro continua lindo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Rogério Ribeiro (1930-2008)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/10/rogerio-ribeiro-1930-2008-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 22:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Até amanhã, camarada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/03/ateamanha.jpg" title="ateamanha.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center" align="center"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/03/ateamanha.jpg" title="ateamanha.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/03/ateamanha.jpg" alt="ateamanha.jpg" /></a></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"> Até amanhã, camarada.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Liberdade</title>
		<link>http://5dias.net/2007/03/19/liberdade/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2007 12:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Câncio</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[politicamente-correcto]]></category>
		<category><![CDATA[vpv]]></category>

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		<description><![CDATA[texto de Pedro Nunes Um célebre post de Vasco Pulido Valente (VPV) exemplifica bem esta moda, que entretanto parece estar instalada, de achar que os tempos estão especialmente virados para a censura. Clima esse que VPV, mesmo tendo vivido no &#8230; <a href="http://5dias.net/2007/03/19/liberdade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>texto de <a href="http://diarioremendado.blogspot.com/"><b> Pedro Nunes </b></a></p>
<p>Um célebre <a href="http://o-espectro.blogspot.com/2006/03/no-fui-feito-para-isto.html"><b> post </b></a> de Vasco Pulido Valente (VPV) exemplifica bem esta moda, que entretanto parece estar instalada, de achar que os tempos estão especialmente virados para a censura. Clima esse que VPV, mesmo tendo vivido no tempo de ditadura, afirmou nunca ter sentido tão intensamente como agora. Duvido é que Salazar estivesse, desta vez, do lado dos supostos censores.</p>
<p>A «agenda politicamente correcta» é, então, a responsável por essa nova «máquina de produzir censura», não poupando, imagine-se, as elites pensantes da nação, como se sabe, tão poucos habituadas à crítica como qualquer outra parte da sociedade portuguesa. Não é mesmo por acaso que o dicionário da língua portuguesa recolhe como sinónimos, precisamente, crítica e censura.</p>
<p>Entre outras muitas coisas, nessa «agenda politicamente correcta» é metida, indistinta e propositadamente, a luta pela(s) igualdade(s); outra palavra sujeita a intensa erosão pela politiquice incorrecta.</p>
<p>A igualdade ganha-se no plano legislativo (agente simbólico e orientador), mas sobretudo num campo mais pastoso e mais difícil: no todo que compõe a cultura de um país. Se, no primeiro caso, sabemos que as medidas anti-discriminação têm sido mais que frouxas ou remetidas para as calendas, no plano cultural não há meio de os novos valores entrarem no ADN nacional. Porquê? Porque esse caldo cultural está impregnado de mecanismos perpetuadores dessas mesmas discriminações. Através da língua, através do anedotário, através de todo o género de relações, das laborais até às mais íntimas, as lá de casa.</p>
<p>E esses mecanismos, os verdadeiramente censores, são uma marca identitária nacional. Lutar contra isso é, em certa medida, lutar contra a genuinidade nacional, mesmo que ela seja boçal, mesmo que seja invisivelmente criminosa. </p>
<p>Uma noção de liberdade que conviva assim, despreocupadamente, com a homofobia, a misoginia, o racismo ou a xenofobia, não me seduz de todo.Cheira a bafio e a Polónia.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O angelismo americano</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Oct 2006 22:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[angelismo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align=center><img src="http://wwwimage.cbsnews.com/images/2006/09/21/image2029726g.jpg" width="65%"></p>
<p>Este fim-de-semana passou na Sic-notícias um &#8220;60minutes&#8221; recente em que é feito um perfil de Condoleezza Rice por Katie Couric, a nova <em>starlet</em> do jornalismo americano. É, como sempre, uma peça competente, abrangente, e que sem ser propriamente esclarecedora, se deixa ver com facilidade (há uma cópia <a href="http://www.cbsnews.com/stories/2006/09/21/60minutes/main2029782.shtml">aqui</a>). O ponto de partida da mini-biografia é a experiência de segregação no Sul dos EUA – Condoleezza Rice vivia em Birmingham, Alabama, quando uma bomba colocada por racistas brancos explodiu numa igreja baptista negra e matou quatro meninas da sua idade – e o ponto de chegada a guerra do Iraque.
</p>
<p>É aqui que se torna notório um elemento perturbante da cultura e do jornalismo americanos. Katie Couric — para compensar a complacência dos jornalistas antes da guerra — tenta &#8220;apertar&#8221; com Condoleezza sobre as mentiras da guerra. Dá para ver (pelo menos de um ponto de vista pouco caridoso como o meu) que o faz sem alma, por razões meramente de obrigação. Mas isso não é o pior. O que é estranho para um olhar não-americano é a maneira como Couric já coloca nas suas perguntas o seguinte pressuposto: mesmo que errando, tudo foi feito com a melhor das intenções. Não poderia ser de outra forma; é inconcebível que pudesse ser de outra forma; a questão, aliás, nem se coloca. Nenhuma mentira, nenhuma torção ao direito internacional, nenhum acto de guerra pode ter tido uma má motivação.</p>
<p>Isto é para lá de pró-americanismo. Não se trata do apoio incondicional que (por exemplo) os nossos bushistas dão aos EUA. É uma coisa diferente, puramente interna, de que nos esquecemos com frequência mas que nos surpreende a cada vez que contactamos com a cultura dominante americana: a ideia de que os EUA são um país inteiramente à parte, que as suas motivações não têm nada a ver com as dos outros países, que o seu coração é puro e as suas intenções são, por definição, as melhores. É chocante pensar nisto, mas para muitos americanos os EUA são um país de anjos.
</p>
<p>É uma espécie de adolescência eterna, com os resultados que conhecemos. E que me fez lembrar esta citação de William R. Polk, estudioso de relações internacionais, numa conferência recente sobre a questão iraniana. Eis como Polk, ele próprio oriundo de uma família da aristocracia política americana (ele próprio é descendente de um presidente americano do século XIX, James R. Polk), descreve a relação do seu país com a memória e o mundo exterior:
</p>
<blockquote><p>Como povo, somos muito esquecidos. A história deveria ter-nos ensinado que um poder estrangeiro não consegue ganhar uma guerra de guerrilha. Os britânicos aprenderam-no com os nossos antepassados durante a Revolução Americana e e voltaram a aprendê-lo na Irlanda; Napoleão aprendeu-o em Espanha; os alemães aprenderam-no na Jugoslávia; nós devíamos tê-lo aprendido no Vietname; os russos aprenderam-no no Afeganistão e estão a voltar a aprendê-lo na Tchetchénia; nós estamos a aprendê-lo no Iraque.<br />Como povo, somos orgulhosos. A nossa maneira é a única maneira. Devíamos ter aprendido que os ricos e poderosos não podem sempre levar a melhor contra os pobres e menos poderosos. [...]<br />Como povo, somos incrivelmente ignorantes sobre o mundo. [...] Há muito tempo, o grande satirista americano Ambrose Bierce notou que a guerra era a forma que Deus arranjara para ensinar Geografia aos americanos. Mas provámos ser maus alunos.</p></blockquote>
<p>Já para atalhar as críticas do costume, direi o que sempre digo sobre o anti-americanismo: que é uma forma de racismo e que deve ser deplorada como qualquer forma de racismo. Isso, contudo, nada tem a ver com olhar atentamente e sem complacência para uma cultura que tem um papel central no mundo e cuja crença no seu excepcionalismo tem sido o principal motor dos acontecimentos internacionais nos últimos anos. A propósito, deixo-vos o vídeo da conferência de William R. Polk na Foreign Policy Association, de onde estas palavras foram retiradas. É um bom resumo, embora alarmista, sobre as opções na mesa para com o Irão. O video está aí abaixo, o texto completo está <a href="http://www.fpa.org/topics_info2414/topics_info_show.htm?doc_id=404719">aqui</a>.</p>
<p align=center><embed style="width:400px; height:326px;" id="VideoPlayback" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-3013538790563353035&#038;hl=en"> </embed></p>]]></content:encoded>
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		<title>Coluna social</title>
		<link>http://5dias.net/2006/09/25/coluna-social-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Sep 2006 17:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rui Tavares]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Na quarta-feira, dia 27 de setembro, às 18h30: a Tinta-da-China lança Portugal Now (um espião comunista no Estado Novo), de Ralph Fox, jovem escritor inglês que morreu na Guerra Civil de Espanha. Eu tenho o livro, e recomendo-o como uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/09/25/coluna-social-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na quarta-feira, dia 27 de setembro, às 18h30: a Tinta-da-China lança <em>Portugal Now (um espião comunista no Estado Novo)</em>, de Ralph Fox, jovem escritor inglês que morreu na Guerra Civil de Espanha. Eu tenho o livro, e recomendo-o como uma introdução ao Portugal do primeiro salazarismo muito bem escrita, certeira nas suas intuições sobre o país, vista a partir de olhar estrangeiro. A tradução é de Rui Lopes, o prefácio de José Neves. Na apresentação, além de tradutor e prefaciador, vai estar o historiador Fernando Rosas. [Declaração de interesses: a Tinta-da-China é a editora dos meus livros, mas àparte esse deslize têm revelado muito bom gosto no resto do seu catálogo].
<p align=center><img src="http://homepage.mac.com/ruitavares/.Pictures/aux/unknown.gif" alt="Ralph Fox - Portugal Now" width="85%" border="0"></p>
<p>Na quinta-feira, dia 28 de setembro, às 18h30: no atelier O Marinheiro, Calçada Salvador Correia de Sá, 42, 2º Frente, em Lisboa (entrada faz-se pelo portão do Bar Noobai, no miradouro de Santa Catarina) a editora Livramento lança <em>Frases para ter na carteira</em>, colectânea de 22 autores portugueses, se não me engano todos da blogosfera.
<p align=center><img src="http://homepage.mac.com/ruitavares/.Pictures/aux/frases_capa.jpg" alt="Vários autores - Frases para ter na carteira" width="85%" border="0"></p>
<p>Nessa mesma quinta-feira, às 21h30: debate sobre romances históricos na Casa Fernando Pessoa, moderado por Carlos Vaz Marques. Vão estar os escritores Miguel Real e Pedro Almeida Vieira, autores de romances históricos; António Mega Ferreira e eu mesmo, como comentadores exteriores a esse género literário e o editor Zeferino Coelho da Caminho.
</p>
<p>[enviar info cultural para 5dias (e põe-se aqui uma arroba) yahoogroups.com]</p>]]></content:encoded>
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