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	<title>cinco dias &#187; congresso do PS</title>
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		<title>Do pensamento político de Vital Moreira</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 12:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[europeias]]></category>

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		<description><![CDATA[É sabido que ser-se um ex-militante do PCP não é necessariamente prova que se é de esquerda. Embora compreenda a necessidade de comentadores de direita como Pedro Marques Lopes (no Eixo do Mal) ou Henrique Burnay, em identificarem a escolha &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/01/vital-moreira-e-o-seu-pensamento-politico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://exsocialista.files.wordpress.com/2009/01/vitalmoreiraayatola.jpg" alt="" width="166" height="220" /> <img class="alignnone" src="http://ferrao.org/uploaded_images/vital.jpg" alt="" width="200" height="220" /></p>
<p>É sabido que ser-se um ex-militante do PCP não é necessariamente prova que se é de esquerda. Embora compreenda a necessidade de comentadores de direita como Pedro Marques Lopes (no Eixo do Mal) ou <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/2356607.html">Henrique Burnay,</a> em identificarem a escolha de Sócrates como uma concessão à chamada &#8220;ala esquerda&#8221; para que o PS saia de cima do eleitorado de direita, é pouco compreensível que Ricardo Costa na SIC-N ou o noticiário da RTP difundam a mesma ideia errada.<br />
É certo que Vital foi um excelente deputado do PCP &#8211; coisa que alguns só agora repararam, teve um papel muitíssimo importante na elaboração da Constituição e é um académico com um percurso assinalável. Agora o seu posicionamento político deve ser avaliado, não pelo que foi em tempos ou pela sua actividade académica, mas sim pela sua actividade política recente, designadamente, nas opiniões que tem emitido.<br />
Assim vejamos qual é o pensamento político de Vital, a partir dos textos que publica, deixando deliberadamente de fora toda a forma pré-eleitoral ou pré-escolha-de-cabeça-de-lista como tem abordado o caso Freeport:</p>
<p><span id="more-16574"></span><strong>Sobre as Presidenciais, a disputa Soares-Alegre e Alegre:</strong><br />
<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2005/12/afundamento.html">O afundamento da candidatura de Manuel Alegre &#8212; que era previsível e que as últimas sondagens eleitorais confirmam &#8212; são produto exclusivo da sua inconsistência, do carácter errático da sua linha política e da fragilidade dos seus apoios. Mas entendo que não faz nenhum sentido qualquer tentativa de a humilhar por parte do PS nem, muito menos, por parte da candidatura de Mário Soares. Quanto mais não seja, em caso de 2ª volta, Mário Soares precisa dos votos de Alegre, pelo que são de evitar todos os factores que possam causar ressentimento entre os seus apoiantes.</a><br />
19.12.2005</p>
<p><strong>Sobre a contestação social na função pública:</strong><br />
<a href="http://aba-da-causa.blogspot.com/2007/01/aristocracia-operria.html">De facto, mesmo para um olhar desatento, é fácil verificar que a maior parte das greves ocorridas no ano passado foram desencadeadas pelos sectores que gozam de melhores condições laborais e sociais (não faltou mesmo uma greve de juízes!), em reacção contra a ameaça de perda das suas regalias. Nesse sentido, não passam de greves das elites assalariadas em risco de degradação do seu estatuto laboral. Pode dizer-se que, neste momento, as únicas lutas sociais dignas desse nome são as da &#8220;aristocracia operária&#8221;.</a><br />
06.01.2007</p>
<p><strong>Sobre as reformas na educação e a contestação dos professores:</strong><br />
<a href="http://aba-da-causa.blogspot.com/2008/03/os-professores.html">&#8220;Em seu próprio benefício, os professores deviam tornar-se parte da solução e não parte do problema. Também no interesse da reforma, a ministra da Educação deve trabalhar para isolar os sectores radicais e conquistar pelo menos a compreensão dos sectores mais moderados. Mas, chegada a hora de optar, não pode sacrificar nem adiar a reforma do ensino público de que o país não pode prescindir.&#8221;</a><br />
07.03.2008</p>
<p>e</p>
<p><a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/11/activo-poltico.html">&#8220;Não tendo conseguido evitar a guerra da maioria dos professores contra a avaliação (e contra as demais reformas no ensino), o Governo só tem uma via a seguir, se não a quiser perder &#8212; tornar claro que não cede, aguentar firme e ganhar a população a seu favor contra a tentativa de boicote corporativo, invocando o interesse geral (e sobretudo o interesse da escola e dos alunos) contra os interesse sectoriais e profissionais.&#8221;</a><br />
15.11.2008</p>
<p><strong>Sobre os funcionários públicos:</strong><br />
<a href="http://aba-da-causa.blogspot.com/2008/03/luta-de-classes-no-sector-pblico.html">&#8220;Os funcionários públicos gozavam de muitos privilégios face aos trabalhadores do sector privado, desde uma maior segurança no emprego até um sistema de aposentação e de pensões muito mais favorável, desde um menor horário de trabalho até um sistema de saúde privativo (a ADSE), desde remunerações em geral mais elevadas até uma generosa abertura à acumulação com funções privadas, etc. Dentro do sector público havia ainda vários regimes especiais que conferiam consideráveis vantagens adicionais, nomeadamente em matéria de cuidados de saúde e de segurança social, como era o caso da justiça, da saúde, das forças armadas, das forças de segurança, da carreira diplomática. Caso especial ainda era o ensino básico e secundário, onde vigorava uma carreira profissional &#8220;plana&#8221;, sem escalões, e onde em princípio toda a gente poderia chegar ao topo da mesma e à correspondente remuneração (aliás comparativamente elevada).&#8221;</a><br />
27.03.2008</p>
<p><strong>Sobre o referendo ao Tratado de Lisboa:</strong><br />
<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/06/tratado-de-lisboa.html">Qualquer que seja o resultado, o referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa mostra a insanidade política que é submeter a decisão popular um texto incompreensível para quase toda a gente, onde a decisão pode ser tomada com base nos elementos mais aleatórios que se podem imaginar. Parece que um dos argumentos mais bem sucedido da campanha do Não, protagonizado pela direita católica, é o de que a Carta de Direitos Fundamentais da UE, a que o Tratado dá força jurídica, facilitará o aborto e a eutanásia!</a><br />
11.07.2008</p>
<p><strong>Sobre os adversários do PS:</strong><br />
<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/12/cegueira.html">Manuel Alegre pode encontrar todas as justificações para o seu &#8220;flirt&#8221; com as operações do BE contra o seu próprio partido. Agora vir dizer que &#8220;os adversários do PS não estão à sua esquerda&#8221;, como se tanto o BE como o PCP não tivessem elegido explicitamente o PS como inimigo principal, isso é negar toda a evidência.<br />
Nem um nem outro escondem que o seu objectivo primordial é derrotar o PS, mesmo que seja à custa de uma vitória da Direita.</a><br />
19.12.2008</p>
<p><strong>Sobre os professores e o seu direito de resistência a uma lei:</strong><br />
<a href="http://aba-da-causa.blogspot.com/2008/12/uma-reforma-que-no-pode-ser-perdida.html">Mas numa democracia os destinatários das leis não gozam de direito de veto contra elas nem de auto-isenção de as cumprirem, em função dos seus interesses profissionais ou outra razão qualquer.<br />
Invocar a este propósito um &#8220;direito de resistência&#8221; ou de &#8220;desobediência civil&#8221;, quando nem sequer estão em causa direitos fundamentais dos protestatários, é brincar com nobres conceitos. Não existe nenhum direito à dispensa de avaliação</a>.<br />
30.12.2008</p>
<p><strong>Sobre os aumentos salariais:</strong><br />
<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2009/01/custos-da-recesso.html">&#8220;Apesar do aumento da assimetria entre as remunerações do sector público e do sector privado, em favor do primeiro, na actual situação de recessão impõe-se a contenção do aumento dos custos salariais (sem prejuízo do aumento já decretado do salário mínimo), sem a qual as empresas ficariam em pior situação para manter o emprego e a economia portuguesa agravaria o seu défice de competitividade internacional e a queda das exportações.&#8221;</a><br />
12.01.2009</p>]]></content:encoded>
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		<title>Congresso do PS &#8211; um dia fantástico!</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 21:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem entende que a alternativa política de esquerda não passa por nenhum dos actores que dirigem o actual PS, a notícia da presença de Alegre na Comissão de Honra do Congresso, o discurso ultra-sectário de António Costa e a &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/28/congresso-do-ps-um-dia-fantastico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem entende que a alternativa política de esquerda não passa por nenhum dos actores que dirigem o actual PS, a notícia da presença de Alegre na Comissão de Honra do Congresso, o discurso ultra-sectário de António Costa e a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista às eleições europeias são óptimas notícias.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Afinal Alegre sempre está</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 17:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nota de imprensa (actualizado) &#8220;Está&#8221; mas parece que não vai.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ps.pt/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=1190">Nota de imprensa</a></p>
<p>(actualizado) &#8220;Está&#8221; mas parece que <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1156867">não vai</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Composição social dos delegados do PS</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 17:30:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Alguém me saberá informar quantos pensionistas, desempregados ou operários são delegados do Congresso do PS? É que pelas figuras anónimas que se vêem nas televisões e por quem se inscreve para intervir, tenderia a dizer não existe grande pluralidade social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém me saberá informar quantos pensionistas, desempregados ou operários são delegados do Congresso do PS? É que pelas figuras anónimas que se vêem nas televisões e por quem se inscreve para intervir, tenderia a dizer não existe grande pluralidade social.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o convite de Sócrates a Chávez</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 17:24:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desconfio que o que gosto menos em Chávez é o que Sócrates mais aprecia, e que o que gosto mais de Chávez é o que Sócrates abomina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desconfio que o que gosto menos em Chávez é o que Sócrates mais aprecia, e que o que gosto mais de Chávez é o que Sócrates abomina.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O discurso inaugural</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 16:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou o Congresso do PS e Sócrates fez um discurso inaugural assassino. Era previsível que José Sócrates falasse sobre os feitos deste governo, sobre as duas ou três questões ditas fracturantes e que constam da sua moção global e que &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/28/o-discurso-inaugural/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou o Congresso do PS e Sócrates fez um discurso inaugural assassino.<br />
Era previsível que José Sócrates falasse sobre os feitos deste governo, sobre as duas ou três questões ditas fracturantes e que constam da sua moção global e que procurasse mobilizar e unir o partido para as eleições que se avizinham. Sócrates fez tudo isto.<br />
Contudo, foi surpreendente que no discurso de abertura se referisse ao caso Freeport nos termos em que se referiu, sabendo (porque o sabia certamente!) que esse passaria imediatamente a ser o principal <em>soundbyte</em> do seu discurso inicial e que pairará até ao dia do encerramento do Congresso. Já aqui defendi que há questões políticas por esclarecer no caso Freeport, marginais ao processo de investigação do caso, mas José Sócrates com este discurso coloca todo o caso como uma questão política e coloca o PS, e não Sócrates, como o acossado.<br />
Com o seu discurso inicial Sócrates termina a fase da campanha negra contra si, passando-a para o partido. Será expectável que vários congressistas, sem dados concretos sobre a investigação, intervenham sobre a matéria em sinal de apoio ao líder transformando-a na questão política de fundo do congresso.<br />
Se é verdade que este tipo discurso até pode ser galvanizador do aparelho partidário não é minimamente fundamentado numa unidade política comum, tornando-o dependente dos tempos, se é poder ou não, e da investigação judicial.<br />
Sócrates teria muito a aprender se olhasse para o que se passou com o Partido Socialista Italiano.</p>]]></content:encoded>
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