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	<title>cinco dias &#187; Cinema</title>
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		<title>Cavalo de Guerra</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 21:46:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Levy</dc:creator>
				<category><![CDATA[André Levy]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O último filme de Steven Spielberg, War Horse, tem como principal protagonista um cavalo. Faz uso da linha narrativa do personagem que face às contrariedades é capaz de mostrar o seu valor e vencer a condições adversas. Essa personagem é &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/24/cavalo-de-guerra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/02/war-horse2.jpg"><img class="alignleft  wp-image-78711" title="war-horse2" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/02/war-horse2.jpg" alt="" width="173" height="268" /></a>O último filme de Steven Spielberg, <a href="http://www.imdb.com/title/tt1568911/" target="_blank">War Horse</a>, tem como principal protagonista um cavalo. Faz uso da linha narrativa do personagem que face às contrariedades é capaz de mostrar o seu valor e vencer a condições adversas. Essa personagem é a a família pobre inglesa que aposta tudo na compra do cavalo, e consegue demonstrar o seu valor para lavrar um terreno. Mas a personagem é também o cavalo, que vai mudando de dono, ou acompanhante, ao longo do filme. Na tradição de Hollywood, o cavalo, depois de variadas peripécias, tendo como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial (WWI), volta milagrosamente ao seu primeiro treinador e companheiro.</p>
<p>Tendo como pano de fundo a WWI, ilustra algo do tragicamente ridículo do início da guerra no seu confronto entre duas eras tecnológicas incompatíveis. A cavalaria era o expoente máximo do assalto terrestre no século XIX, e o cavalo de guerra uma das cobiçadas armas de guerra. O seu anacronismo na WWI é demonstrado numa das primeiras cenas de batalha entre a cavalaria inglesa e um campo alemão preparado com metralhadoras. O cavalo rapidamente deixa a sua função mais nobre para funcionar apenas como animal de carga, para puxar artilharia pesada. Para dar apenas mais um exemplo destes anacronismos: no pré-guerra, enquanto exércitos de outros países adoptavam uniformes castanhos e cinzentos que ofereciam melhor camuflagem, as forças armadas franceses insistiam em preservar o seu uniforme tricolor, um verdadeiro alvo iluminado nos campos de batalha. O filme ilustra também um pouco o horror da guerra das trincheiras, as apocalípticas terras-de-ninguém, e as absurdas incursões de infantaria para fora das trincheiras no vã tentativa de avançar a frente mais uns metros.</p>
<p>No meio desta loucura, houve também momentos de grande humanidade. O filme ilustra estes rasgos quando o cavalo foge para a terra de ninguém, na batalha do Somme, e acaba por ficar imobilizado, envolto em arame farpado. Os soldados ingleses, por um lado, e os alemães, por outro, esquecem-se de todo o cenário de guerra e focam as suas atenções sobre o cavalo, tentando atrair a sua atenção com assobios. A razão da guerra, em si fugaz, é esquecida por todos. Um soldado inglês vai então, sob a fraca cobertura de uma bandeira branca, para a zona de ninguém, tentar libertar o cavalo. Um soldado alemão vem juntar-se a ele, com um corta arames, e juntos, entre conversa de camaradas, conseguem fraternalmente libertar o cavalo. De forma cavalheiresca, determinam com uma moeda ao ar quem leva o cavalo já liberto.</p>
<p>A cena recorda a situação verídica encapsulada no filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0424205/" target="_blank">Joyeux Noël</a>, no qual soldados Franceses, Escoceses e Alemães esquecem os conflitos ditados pelos seus superiores e confraternizam na terra de ninguém a primeira noite de Natal da guerra, cantando juntos, jogando futebol, e partilhando a sua humanidade comum. Trágico foi esses mesmos soldados, meses antes operários, artesãos, e agricultores, se terem deixado levar pelas ondas de nacionalismo em vez das vozes que clamavam pela unidade de todos os trabalhadores e apontavam o imperialismo &#8211; contrário aos seus interesses de classe &#8211; como o verdadeiro motor da guerra.</p>]]></content:encoded>
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		<title>quantas terças-onze-de-setembro conheces?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/11/quantas-tercas-onze-de-setembro-conheces/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 16:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sassmine</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[11-setembro]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra-ao-terrorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ken Loach]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;We will remember you. I hope you will remember us.&#8221; por Ken Loach.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;We will remember you. I hope you will remember us.&#8221;</p>
<p><object width="480" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs?version=3&amp;hl=fr_FR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="390" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/7vrSq4cievs?version=3&amp;hl=fr_FR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>por Ken Loach.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Divulgação: Ciclo de Cinema ao Ar Livre &#8211; «Filmes das nossas vidas» &#8211; Casa da Achada</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 16:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Youri Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Casa da Achada]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE – FILMES DAS NOSSAS VIDAS 13 pessoas escolheram 13 filmes, vão apresentá-los e debaterem-nos com os espectadores Segundas-feiras de Julho, Agosto e Setembro 21h30, na Rua da Achada (Lisboa) em frente à Casa da &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/04/divulgacao-ciclo-de-cinema-ao-ar-livre-%c2%abfilmes-das-nossas-vidas%c2%bb-casa-da-achada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="aligncenter size-large wp-image-67752" title="Cartaz-ar-livre-11-21-723x1024" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/Cartaz-ar-livre-11-21-723x10241-367x520.jpg" alt="" width="367" height="520" />CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE – FILMES DAS NOSSAS VIDAS<br />
13 pessoas escolheram 13 filmes, vão apresentá-los e debaterem-nos com os espectadores </strong></p>
<p><strong>Segundas-feiras de Julho, Agosto e Setembro<br />
21h30, na Rua da Achada (Lisboa)<br />
em frente à <a href="http://www.centromariodionisio.org/">Casa da Achada &#8211; Centro Mário Dionísio</a><br />
</strong></p>
<p><span id="more-67750"></span></p>
<p>Como em 2010, as sessões semanais de cinema na Casa da Achada, durante Julho, Agosto e Setembro de 2011 são ao ar livre.<br />
Desta vez, são os filmes que 13 pessoas – porque são 13 das  segundas-feiras destes três meses -, de um modo ou de outro, ligadas à  Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entenderam mostrar a outros que  nunca os viram ou que nunca os viram ou que talvez os queiram rever.<br />
São filmes muito diferentes, feitos ao longo de muitos anos. O mais  antiga é de 1930 e o mais recente de 2010. Uns são de ficção e outros  documentários, realizados em diferentes países.<br />
O que os reúne é terem entrado nas vidas de quem os propõe e serem apresentados por quem os propôs.<br />
E a Casa da Achada faz assim porque o cinema é parte das nossas vidas e fez parte da vida de Mário Dionísio.</p>
<p><strong>Segunda-feira, 4 de Julho, 21h30<br />
<em>Casablanca</em></strong><br />
de Michael Curtiz (1942, 102 min.)<br />
escolha de Sebastião Lima Rêgo</p>
<p><strong>Segunda-feira, 11 de Julho, 21h30<br />
<em>Orfeu Negro</em></strong><br />
de Marcel Camus (1959, 100 min.)<br />
escolha de Vítor Silva Tavares</p>
<p><strong>Segunda-feira, 18 de Julho, 21h30<br />
<em>Quem tramou Roger Rabbitt?</em></strong><br />
de Robert Zemeckis (1988, 104 min.)<br />
escolha de Pedro Rodrigues</p>
<p><strong>Segunda-feira, 25 de Julho, 21h30<br />
<em>Mikis Theodorakis – A cor da liberdade</em> (2ª parte)</strong><br />
de Yannis Katomeris (2010, 117 min.)<br />
escolha de Luz Moita<br />
Na sequência deste filme, haverá no dia <strong>29 de Julho</strong>, às <strong>18h</strong>, uma homenagem a Theodorakis, no dia do seu 90º aniversário, que inclui a projecção da <strong>1ª parte</strong> do documentário <strong><em>Mikis Theodorakis – A cor da liberdade</em></strong>.</p>
<p><strong>Segunda-feira, 1 de Agosto, 21h30<br />
<em>Uma noite na ópera</em></strong><br />
de Sam Wood (1935, 96 min.)<br />
escolha de Regina Guimarães</p>
<p><strong>Segunda-feira, 8 de Agosto, 21h30<br />
<em>Um dia em Nova Iorque</em></strong><br />
de Gene Kelly e Stanley Donen (1949, 93 min.)<br />
escolha de Jorge Silva Melo</p>
<p><strong>Segunda-feira, 15 de Agosto, 21h30<br />
<em>Casa de chá do luar de Agosto</em></strong><br />
de Daniel Mann (1956, 123 min.)<br />
escolha de Filomena Marona Beja</p>
<p><strong>Segunda-feira, 22 de Agosto, 21h30<br />
<em>Jonas que terá 25 anos no ano 2000</em></strong><br />
de Alain Tanner (1976, 116 min.)<br />
escolha de Eduarda Dionísio</p>
<p><strong>Segunda-feira, 29 de Agosto, 21h30<br />
<em>A regra do jogo</em></strong><br />
de Jean Renoir (1939, 110 min.)<br />
escolha de João Pedro Bénard</p>
<p><strong>Segunda-feira, 5 de Setembro, 21h30<br />
<em>Bullitt</em></strong><br />
de Peter Yates (1968, 114 min.)<br />
escolha de João Rodrigues</p>
<p><strong>Segunda-feira, 12 de Setembro, 21h30<br />
<em>Gente ao domingo</em></strong><br />
de Robert Siodmak (1930, 74 min.)<br />
escolha de Miguel Castro Caldas</p>
<p><strong>Segunda-feira, 19 de Setembro, 21h30<br />
<em>Outro país</em></strong><br />
de Sérgio Tréfaut (2000, 52 min.)<br />
escolha de António Loja Neves</p>
<p><strong>Segunda-feira, 26 de Setembro, 21h30<br />
<em>Um homem sem passado</em></strong><br />
de Aki Kaurismäki (2002, 97 min.)<br />
escolha de Manuel Mozos</p>]]></content:encoded>
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		<title>Uma Cinemateca que exista</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/13/uma-cinemateca-que-exista/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 11:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Youri Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinemateca]]></category>

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		<description><![CDATA[‹‹&#8221;As imagens só existem com o fogo da projecção. Contudo, é possível queimar as imagens ao interditar a sua projecção como um auto da fé de livros.&#8221; Marcel Hanoun Aos muito lá de casa a quem a Cinemateca importa, e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/13/uma-cinemateca-que-exista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>‹‹&#8221;As imagens só existem com o fogo da projecção. Contudo, é possível  queimar as imagens ao interditar a sua projecção como um auto da fé de  livros.&#8221; Marcel Hanoun</p>
<p>Aos muito lá de casa a quem a Cinemateca importa, e  que lamentam as 13 sessões canceladas em Março e as 46 temporariamente  suspensas em Abril, os filmes que não podem ser vistos porque os cortes  no financiamento e a recente perda de autonomia -imposta pelo Ministério  das Finanças- comprometem o transporte regular de cópias, o habitual  programa estar reduzido a pobres fotocópias e o desdobrável apenas  disponível on-line, e que lamentam e temem a interrupção do trabalho de  restauro e o ANIM estar em risco e com ele todos os filmes do nosso  espólio cinematográfico, por haver quem no poder ainda se pergunte se o  cinema é património, a quem os filmes possam vir a faltar, <strong>encontro  marcado na Cinemateca no dia 13 de Abril, à sessão temporariamente  suspensa das 19h30 para pensar em formas de acção</strong> (projecções,  manifestos, ocupações) <strong>pelo cinema que, no contínuo trabalho de  coleccionar, preservar, documentar e apresentar, a Cinemateca permite  existir.</strong>››</p>]]></content:encoded>
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		<title>Divulgação: Ciclo de Cinema &#8211; Revoltas e Revoluções</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/04/divulgacao-ciclo-de-cinema-revoltas-e-revolucoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 18:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Youri Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Casa da Achada]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[‹‹REVOLUÇÃO e REVOLTA são palavras difíceis de definir. Não são ‹‹estáveis››. E cada vez menos o são. E cada vez menos as usamos. E cada vez menos moram nas nossas cabeças. Como se o nosso tempo as dispensasse. Talvez o &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/04/divulgacao-ciclo-de-cinema-revoltas-e-revolucoes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-60672" title="Cartaz Revoltas e Revoluções" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/Cartaz-Revoltas-e-Revoluções-365x520.jpg" alt="" width="365" height="520" /></p>
<p>‹‹REVOLUÇÃO e REVOLTA são palavras difíceis de definir. Não são  ‹‹estáveis››. E cada vez menos o são. E cada vez menos as usamos. E cada  vez menos moram nas nossas cabeças. Como se o nosso tempo as  dispensasse.<br />
Talvez o cinema ajude a perceber o seu sentido. E o que foram aquelas  REVOLUÇÕES e REVOLTAS que foi havendo pelos tempos fora. Ou algumas  delas. Sem as quais não seríamos o que somos hoje:<br />
Na nossa terra, em Abril, desde 1974, a palavra REVOLUÇÃO vai voltando,  mais do que no resto do ano, aos discursos e às conversas, provocando  por vezes algumas controvérsias. Por isso, iniciamos este ciclo em  Abril. E continuamos por Maio – Maio do 1º de Maio, do Maio 68, do fim  da Comuna de Paris… E por Junho, sem conseguirmos, mesmo assim, mostrar  tudo o que nos apetecia.<br />
Os filmes sobre REVOLTAS e REVOLUÇÕES que vale a pena ver (ou rever) são  muitos. Grande parte, documentários. Mas escolhemos para este ciclo,  sobretudo ficções (ou perto disso) a partir de acontecimentos. Abrimos  ma excepção para Portugal 1974-1975. Ou mais ou menos clássicos, ou mais  ou menos experimentais, ou mais ou menos conhecidos, todos têm, de uma  maneira ou de outra, a História dentro. E tentámos aqui aumentar a  ‹‹nossa›› História, diversificando continentes, países, épocas, classes  sociais, derrotas e vitórias, autores, formas e locais de produção.<br />
E por tudo isto e sobretudo pelo que são que, ainda mais do que nos outros ciclos, estes filmes são debatidos.››</p>
<p><strong>Todas as segundas-feiras de Abril (excepto no 25), Maio e Junho, às 21h30, na Casa da Achada &#8211; Centro Mário Dionísio. Hoje começa com <em>A Greve</em> de Eisenstein. Ver <a href="http://noticias.centromariodionisio.org/?p=2296">aqui</a> o programa completo.</strong></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mais uma obra-prima de Iñarritu &#8220;incompreendida&#8221; em Portugal&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/04/biutiful-de-alejandro-gonzalez-inarritu/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 11:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Torgal</dc:creator>
				<category><![CDATA[André Levy]]></category>
		<category><![CDATA[Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[Biutiful]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Iñarritu]]></category>
		<category><![CDATA[obra-prima]]></category>

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		<description><![CDATA[Biutiful marca o regresso do mexicano Iñarritu às longas metragens, depois da trilogia dourada composta por Amor Cão, 21 Gramas e Babel (todos eles incríveis). Embora haja aqui elementos das obras anteriores, como o lado mais conturbado e profundo do amor do primeiro filme, a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/04/biutiful-de-alejandro-gonzalez-inarritu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.mymoviecinema.com/uploads/movies/380.jpg"><img class="alignnone" src="http://www.mymoviecinema.com/uploads/movies/380.jpg" alt="" width="328" height="444" /></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Biutiful</em> marca o regresso do mexicano Iñarritu às longas metragens, depois da trilogia dourada composta por <em>Amor Cão, 21 Gramas </em>e <em>Babel </em>(todos eles incríveis)<em>. </em>Embora haja aqui elementos das obras anteriores, como o lado mais conturbado e profundo do amor do primeiro filme, a questão da morte de <em>21 Gramas</em> ou o choque cultural<em> </em>de <em>Babel, </em>esta é a primeira obra a solo do autor, sem a presença do argumentista Guillermo Arriaga, e não inclui a abordagem mosaico, em que os destinos de personagens aparentemente sem qualquer ligação se encontram por causa de um episódio, de uma característica ou de um desígnio.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, grande parte dos traços do autor está bem presente em <em>Biutiful. </em>Continuam em destaque as personagens perdidas à procura de um rumo e da redenção e a apresentação de uma sociedade cruel e desumanizada, pontuada por momentos de uma beleza e de uma bondade subliminares. Ou ainda, uma forma de filmar muito tremida e próxima, de forma a causar algum desconforto ao espectador e a envolvê-lo mais de próximo na trama, e a sempre lindíssima banda-sonora de Gustavo Santaolalla, com o som poderoso do charango a acompanhar na perfeição a intensidade dramática do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">A isto acrescentamos (mais) uma interpretação avassaladora de Javier Bardem e a descrição crua do submundo de Barcelona. Ou ainda a profundidade emotiva da relação pai-filhos, provavelmente só com paralelo na fabulosa adaptação cinematográfica de <em>A Estrada</em> de Cormac McCarthy, e um final absolutamente sublime, que me deixou arrepiado de uma forma que já muito não acontecia. Assim sendo, não fico com dúvidas de que se trata de mais uma obra-prima de Iñarritu, talvez até a maior da sua ainda curta carreira.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, nem toda a gente acha isto, há quem faça críticas destrutivas ao filme. É o caso de <a href="http://ipsilon.publico.pt/cinema/filme.aspx?id=268464">Luís Miguel Oliveira, no seu texto &#8220;Óful&#8221;, publicado no Ipsilon</a>. Com todo o respeito, não se trata apenas de uma crítica pouco feliz, mas reveladora de uma desonestidade intelectual tremenda. Desconheço se a crítica portuguesa tem algo de pessoal contra Iñarritu, mas que outra justificação se encontra para arrasar constantemente a obra do autor, tão elogiada por esse Mundo fora, nomeadamente no insuspeito Festival de Cannes? A crítica é livre e tem sempre uma certa subjectividade, mas há limites. É impossível não detectar ali uma marca de autor que o separa dos demais, uma preocupação grande pelos detalhes e cenas de cinema absolutamente obrigatórias. Algo que é objectivo e que uma crítica séria deveria valorizar.</p>
<p style="text-align: justify;">Francamente, eu não suporto os filmes do David Lynch, mas, exactamente pelo que foi dito, seria incapaz de lhes dar bola preta ou uma estrela&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>RDA 69 e o PREC</title>
		<link>http://5dias.net/2010/10/16/rda-69-e-o-prec/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 12:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diana Dionísio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[PREC]]></category>
		<category><![CDATA[RDA69]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem ainda não se apercebeu: há um novo espaço em Lisboa que anda a fazer coisas. É no Regueirão dos Anjos, nº 69. Chamam-lhe RDA69. Têm programação anunciada para todo o mês de Outubro. Amanhã, domingo, é um bom &#8230; <a href="http://5dias.net/2010/10/16/rda-69-e-o-prec/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Para quem ainda não se apercebeu: há um novo espaço em Lisboa que anda a fazer coisas. É no Regueirão dos Anjos, nº 69. Chamam-lhe <strong>RDA69</strong>. Têm programação anunciada para todo o <a href="http://rda69.wordpress.com/2010/10/04/programacao-de-outubro/" target="_blank">mês de Outubro</a>. Amanhã, <span style="color: #ff6600"><strong>domingo</strong></span>, é um bom dia para irem conhecer o espaço: há <strong>cine-matiné 35 ANOS DO PREC</strong>, às <span style="color: #ff6600"><strong>17h</strong></span>, com o filme <strong><em>Scenes from the class struggle in Portugal</em></strong>, de <strong>Robert Kramer</strong>, que cá esteve a filmar durante o PREC. Se nunca viram o filme então é que não podem mesmo não ir.</p>
<p style="text-align: center"><img class="size-large wp-image-48788    aligncenter" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/10/cartaz-rda69-520x405.jpg" alt="" width="520" height="405" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ciclo Homenagem a Jean Rouch</title>
		<link>http://5dias.net/2009/02/12/ciclo-homenagem-a-jean-rouch/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 14:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zenuno</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[IFP]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Franco-Português]]></category>
		<category><![CDATA[jean rouch]]></category>

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		<description><![CDATA[Ciclo de filmes. Entrada livre. Filmes legendados em português. No Instituto Franco-Português Em Fevereiro de 2004, Jean Rouch, cineasta e etnógrafo, morre nas estradas do Níger. Deixa uma obra cinematográfica imensa (mais de 120 filmes !) e atípica, intuitiva e &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/12/ciclo-homenagem-a-jean-rouch/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-15432" title="ciclo de cinema em homenagem a a Jean Rouch, IFP, 2-16 Fev" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/ciclojeanrouch-520x165.jpg" alt="ciclo de cinema em homenagem a a Jean Rouch, IFP, 2-16 Fev" width="520" height="165" /><br />
Ciclo de filmes. Entrada livre. Filmes legendados em português.<br />
No Instituto Franco-Português</p>
<p>Em Fevereiro de 2004, Jean Rouch, cineasta e etnógrafo, morre nas estradas do Níger. Deixa uma obra cinematográfica imensa (mais de 120 filmes !) e atípica, intuitiva e inspirada: documentário etnográfico, sociológico, &#8220;cinema directo&#8221;, ficção…</p>
<p>Durante este mês, o Instituto Franco-Português presta-lhe homenagem apresentando um ciclo de filmes que permitirá descobrir – ou redescobrir – o trabalho de um homem livre, curioso e profundamente humanista: um &#8220;mestre louco&#8221;!</p>
<p>Nota do 5dias: Apesar da entrada ser livre, aparentemente há que marcar com a antecedência mínima de 2 dias.</p>
<p><span id="more-15434"></span></p>
<p>Segunda-Feira 2 de fevereiro</p>
<p>19h00</p>
<p>LE DOUBLE D&#8217;HIER A RENCONTRÉ DEMAIN… (10 min.) de Bernard Surugue et Luc Riolon &#8211; 2004<br />
Jean Rouch, radiante, apresenta em Niamey no Níger, a estreia do seu filme &#8211; « Le Rêve plus fort que la mort ». Quatro dias antes do seu desaparecimento, estas imagens de Jean Rouch, o seu riso, as suas palavras sobre a memória dos antepassados e a importância dos rituais, ressoam de uma forma singular. Um emocionante adeus!</p>
<p>LE RENARD (39 min.) de Ricardo Costa &#8211; 2006<br />
Entrevistado no Musée de l&#8217;homme em Paris, Jean Rouch fala da universalidade dos mitos fundadores e dos seus parentescos em África, Europa e Médio Oriente. Um retrato íntimo no qual Jean Rouch evoca o sonho como origem de qualquer obra e as mitologias africanas como alimento da sua própria vida…</p>
<p>Com a participação de Germaine Dieterlen, grande nome da Antropologia visual e co-realizadora de numerosos filmes com Jean Rouch.<br />
21h00</p>
<p>LA PYRAMIDE HUMAINE (90 min.) de Jean Rouch &#8211; 1961<br />
A chegada de uma nova aluna, Nadine, é o ponto de partida para uma análise das relações inter-raciais no liceu de Abidjan. Reunidos por Jean Rouch, os alunos interpretam os seus próprios papéis numa &#8220;ficção&#8221; que encena novas relações sentimentais e de amizade entre brancos e negros.</p>
<p>Projecções seguidas de debates com Bernard Surugue, co-fundador da Fondation Jean Rouch, realizador e « compagnon de route » de Jean Rouch e com Ricardo Costa, realizador</p>
<p>Terça-Feira 3 de fevereiro</p>
<p>19h00</p>
<p>LES MAîTRES FOUS (30min.) de Jean Rouch &#8211; 1955<br />
O filme mostra práticas rituais da seita religiosa do culto Hauka. Os praticantes são originários do Níger que trabalham no Gana e se reúnem para a grande cerimónia anual. Na &#8220;concessão&#8221; do grande padre Mountbyéba, após uma confissão pública, começa o rito da possessão.<br />
Projecçaõ do filme seguida de uma entrevista de Jean Rouch sobre o filme. Extracto de Le Corps étranger de Ricardo Costa (15 min.) – 2006.</p>
<p>21h00</p>
<p>MOI, UN NOIR (73 min) de Jean Rouch &#8211; 1959<br />
Jovens nigerinos deixaram o interior das terras para procurar um emprego na Costa do Marfim.<br />
Acabaram em Treichville, bairro popular de Abidjan, desenraizados na civilização moderna. O herói que conta a sua história, adopta o nome de Edward J. Robinson como o actor americano. Os seus amigos escolhem, como ele, pseudónimos destinados a forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.</p>
<p>Projecções seguidas de debates com Bernard Surugue, co-fundador da Fondation Jean Rouch, realizador e « compagnon de route » de Jean Rouch e com Ricardo Costa, realizador.</p>
<p>Segunda-Feira 9 de fevereiro</p>
<p>19h00</p>
<p>PETIT À PETIT (90 min.) de Jean Rouch &#8211; 1972<br />
Damouré, que dirige em Ayorou, uma sociedade de importação – exportação chamada « Petit à Petit », decide construir um prédio e parte para Paris para ver &#8220;como é que se pode viver em casas com andares&#8221;. Na cidade, descobre as curiosas maneiras de viver da tribo dos parisienses que descreve nas &#8220;cartas persas&#8221; enviadas regularmente aos seus companheiros…<br />
Projecção seguida de debate com Brice Ahounou, jornalista e programador de filmes etnográficos e Rosa Maria Perez, antropóloga.</p>
<p>Terça-Feira 10 de fevereiro</p>
<p>19h00</p>
<p>CHRONIQUE D&#8217;UN ÉTÉ (90 min.) de Jean Rouch e Edgar Morin – 1960</p>
<p>Prémio da Critica no Festival de Cannes, 1961.<br />
Durante o Verão, Edgar Morin, sociólogo, e Jean Rouch vão investigar a vida quotidiana de jovens parisienses para tentar perceber a concepção da felicidade. Em torno da pergunta inicial &#8220;Estás feliz?&#8221;, surgem questões essenciais como a política, o desespero, a solidão. O grupo interrogado reúne-se finalmente para a primeira projecção do filme e os dois autores encontram-se perante esta experiência cruel mas plena de &#8220;cinema-verdade&#8221;.<br />
Projecção seguida de debate com Brice Ahounou, jornalista e programador de filmes etnográficos e Joaquim Pais de Brito, antropólogo e Director do Museu Nacional de Etnologia.</p>
<p>Segunda-Feira 16 de fevereiro</p>
<p>19h00</p>
<p>EN UNE POIGNÉE DE MAINS AMIES (35 min.) de Jean Rouch e Manoel de Oliveira &#8211; 1997<br />
&#8220;(Este filme) é como todos os sonhos de crianças: realizámo-lo em menos de uma semana, passeando nas margens do Douro (…) Manoel e eu gritando os versos de um poema inspirado pelo vento, o rio e a amizade. &#8221; Jean Rouch.</p>
<p>MOSSO MOSSO, COMME SI (73 min.) de Jean-André Fieschi – 1998.</p>
<p>Este encontro com Jean Rouch enquadra-se num &#8220;faz de conta&#8221;, no qual o realizador evoca o que se tornou para ele uma regra de vida e ao mesmo tempo de cinema: &#8220;Ao fazer &#8220;como se&#8221;, estamos muito mais perto da realidade&#8221;. Uma homenagem comovente habitada pelo espírito do cineasta!</p>
<p>Sessão em presença (a confirmar) do realizador Manoel de Oliveira e do produtor Bernard Despomadères.</p>
<p>Todas as noites, um prato africano ou da &#8220;cozinha do mundo&#8221; será proposto pelo Chef Pascal a partir das 19h30 para &#8220;alimentar&#8221; o debate.<br />
Faça a sua reserva ! (mín. 2 dias de antecedência)<br />
21 311 14 00 ou 96 009 94 52</p>
<p>Jantar (prato + bebida + café) : 10 Euros</p>
<p>http://www.ifp-lisboa.com</p>]]></content:encoded>
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		<title>Falsários, Welles e subversão</title>
		<link>http://5dias.net/2006/10/27/falsarios-welles-e-subversao/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Oct 2006 11:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Activistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[“F de Falsário”, de Orson Welles, é um programa político. Welles fala-nos de enganos e promete-nos toda a verdade durante “uma hora” . Não nos esqueçamos que o autor de “Citizan Kane”, um especialista do engano, começou a sua carreira &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/10/27/falsarios-welles-e-subversao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“F de Falsário”, de Orson Welles, é um programa político. Welles fala-nos de enganos e promete-nos toda a verdade durante “uma hora” . Não nos esqueçamos que o autor de “Citizan Kane”, um especialista do engano, começou a sua carreira levando milhões de norte-americanos a fugir devido à transmissão da sua versão radiofónica da “Guerra dos Mundos”. Pelo ecrã, vão desfilar as histórias de um falsário húngaro, Elmyr de Hory, do seu biógrafo, Clifford Irving, e de Howard Hughes. O pintor é a prova viva do falhanço do sistema. Encheu os museus de “legítimos” Matisses, Modiglianis e Picassos. O seu sucesso é a afirmação do insucesso dos especialistas. Há uma ordem de pés de barro que sobrevive porque é, supostamente, capaz de dizer aquilo que é bom e que é mau. Pelo caminho, passeia-se a belíssima actriz e co-argumentista do filme, a croata Oja Kodar, seguida por todos os olhares masculinos. Ela é a neta do falsário. Foi amante de Picasso, que lhe ofereceu 22 quadros. Anos depois do tórrido romance, Kodar organiza uma exposição com as obras trocadas por noites de sexo. Picasso vai à mostra e sai furioso: nenhum dos quadros é dele. Faz uma cena à antiga amante que lhe confessa que o avô está a morrer, e que as obras que estão à vista do público são dele. Para chatear ainda mais o célebre pintor, a crítica especializada garante serem estas obras as mais geniais criadas pelo mestre.<br />
Ficamos atónitos com esta história, como é possível não termos sabido? Durante este momento de dúvida, aparece Orson Welles que nos relembra ter prometido “toda a verdade durante uma hora”, olha para o relógio e diz: ‘passou uma hora e quinze minutos, estes quinze minutos são meus’ .<br />
Grande parte da dominação baseia-se na legitimidade que lhes é outorgada por especialistas e aceite pelos dominados. O “hoax” tem a pretensão de estilhaçar, pelo ridículo, a capa intelectual da dominação.<br />
A palavra inglesa “hoax” significa ‘o truque que se faz a alguém fazendo passar uma coisa falsa por verdadeira’. Segundo André Gatolin, num artigo da revista “Multitudes”,  nº25, a origem etimológica da palavra é incerta; derivaria da expressão “hocus pocus”, fórmula utilizada pelo ilusionista no momento crucial do truque.  O antropólogo Lévi-Strauss estudava processos similares nas sociedades tradicionais, nas quais, através de rituais e simulacros, determinados elementos conseguiam provocar a subversão e a inversão de papeis sociais.<br />
O “hoax” é pois uma forma de enganar os poderes com as suas próprias regras e taras mediáticas.<br />
Jornalistas, como o Gunter Wallraff – que se disfarçou de trabalhador turco para denunciar, no livro “Cabeça de Turco”, as condições de vida dos imigrantes na Alemanha e passou por militante da extrema direita alemã para entrar nos meandros da conspiração dos bombistas do ELP e do, então, general Spínola, no Verão quente da revolução portuguesa &#8211; , ou activistas, como os Yes Man, Luther Blisset e Serpica Naro, que armadilharam os poderosos no seu próprio terreno, são exemplos de utilização do “hoax”.<br />
Muitos destes novos militantes reivindicam-se de escritos críticos de Félix Guattari e Cornélius Castoriadis e da afirmação de um “imaginário social radical”.<br />
É óbvio que numa sociedade mediatizada como a nossa, o “hoax” encaixa bem nas buscas mediáticas do sensacional e diferente, mas também é verdade que pode ser, caso não passe de forma, facilmente recuperado pelas regras do espectáculo e converter-se em mais uma animação para telespectadores.<br />
No entanto, a força do “hoax” está na sua capacidade de ridicularizar, aos olhos do mundo, aquilo que até àquele momento parecia invencível.<br />
A velha história do rei vai nu é o mais antigo “hoax” que se conhece. Estamos perante uma partida que põe literalmente a nu a fraqueza do poder. Os aldrabões convencem o rei e os nobres que toda a gente superiormente inteligente vê a roupa luxuosa por eles confeccionada. Nenhum dos figurões quer dar parte fraca, e vão em pelo para a rua, perante uma plateia que finge ser inteligente e, naturalmente, ver a roupa luxuosa que os cobre, até que uma criança berra: “o rei vai nu!”.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um filme para hoje</title>
		<link>http://5dias.net/2006/10/13/um-filme-para-hoje/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Oct 2006 14:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra-ao-terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O realizador Gillo Pontecorvo morreu ontem. Teve a capacidade de criar uma obra que se mantém perigosamente actual: “A Batalha de Argel” (1965). Há dois anos, o New York Times noticiou que o filme foi passado numa sessão de trabalho &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/10/13/um-filme-para-hoje/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="400" height="305" id="image227" alt="batalhadeargel5.jpg" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2006/10/batalhadeargel5.jpg" /></p>
<p>O realizador Gillo Pontecorvo morreu ontem. Teve a capacidade de criar uma obra que se mantém perigosamente actual: “A Batalha de Argel” (1965). Há dois anos, o New York Times noticiou que o filme foi passado numa sessão de trabalho no Pentágono. Os responsáveis norte-americanos, a braços com a insurreição iraquiana, pretendiam perceber como é que se domina uma população em revolta. A lição francesa sobre como torturar é uma experiência com muito crédito nos Estados Unidos. Os primeiros formadores da Escola das Américas – escola organizada pela CIA para torcionários de regimes amigos da América Latina – foram veteranos franceses da guerra da Argélia.  O livro do Coronel francês Roger Trinquier, “La Guerre Moderne”, que explica pormenorizadamente a necessidade de utilizar a tortura para obter informações,  e sobretudo para aterrorizar e humilhar a população civil, era leitura obrigatória dos comandos militares no Vietname. São os militares franceses que primeiro teorizam, de uma forma democrática, o número de civis, por baixa militar do ocupante que é necessário matar para garantir o domínio de um território. A investigação dos altos-comandos franceses dá-se na ressaca da derrota na Indochina francesa.<br />
O filme do realizador Gillo Pontecorvo tem como fio condutor a história de militantes da Frente de Libertação Nacional (FLN), Ali-la-Pointe e seus companheiros que resistem na Casbah, o maior bairro popular da capital Argel, entre 1954 e 1957. Toda a acção centra-se num militar e ex-resistente aos Nazis, o coronel Mathieu (inspirado no coronel Jacques Massu – “o carrasco de Argel”), que utiliza e defende abertamente a tortura para desbaratar a resistência argelina e manter o país sob domínio dos franceses. O filme é de tal forma realista que esteve proibido na Argélia e em França (só exibido em Paris em 1971, tendo o cinema que o passou sofrido um atentado). Nas imagens sucedem-se cenas de tortura e ataques bombistas a militares e população francesa. A certa altura, é detido um líder da FLN argelina e exibido numa conferência de imprensa. Quando um jornalista francês lhe pergunta se “não tem vergonha de usar as mulheres argelinas para transportar bombas para fazerem atentados terroristas”, o nacionalista responde: “vocês bombardeiam as nossas aldeias com os vossos aviões, se querem trocar os cestos das nossas mulheres pelos vossos bombardeiros, nós trocamos imediatamente”.<br />
Até ao fim do filme, o núcleo da FLN na Casbah é totalmente liquidado. No entanto, as manifestações aumentam, a revolta floresce e os franceses, depois de matarem mais de um milhão de argelinos, são obrigados a sair da Argélia.<br />
Em tempos de “guerra ao terrorismo” e de defesa da tortura legalizada, este filme de Gillo Pontecorvo obriga-nos a pensar.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Dália desbotada</title>
		<link>http://5dias.net/2006/10/11/dalia-desbotada/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Oct 2006 16:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Amaral Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[A história é soturna. Trata-se de um famoso e singular homicídio em Hollywood. Uma jovem aspirante ao estrelato foi serrada ao meio. Sangue drenado, rosto e corpo esculpidos com mais uns quantos mimos. O assassino nunca foi encontrado. A moça &#8230; <a href="http://5dias.net/2006/10/11/dalia-desbotada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><img id="image211" height="96" alt="dalia-negra.gif" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2006/10/dalia-negra.thumbnail.gif" />A história é soturna. Trata-se de um famoso e singular homicídio em Hollywood. Uma jovem aspirante ao estrelato foi serrada ao meio. Sangue drenado, rosto e corpo esculpidos com mais uns quantos mimos. O assassino nunca foi encontrado. A moça terminou célebre, sem dúvida. </font></font></span></p>
<p><span style="color: black" /><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman">Apesar de todo este material em bruto, o livro de James Ellroy é mau, mas pessoal. Tratando-se de Brian de Palma, esperar-se-ia que o filme não fosse pior. Mas é pior. E de pessoal tem pouco. </font></font></span></font></font></span></p>
<p><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span style="color: black" /></font></font></span><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman" /></font></span><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><img id="image211" height="96" alt="dalia-negra.gif" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2006/10/dalia-negra.thumbnail.gif" />Não é que não tenha o ferrete do autor. Este é, definitivamente, um trabalho de De Palma e o esplendoroso curso da câmara confirma-o insistentemente. Dália Negra nada tem de desleixado. Bem antes pelo contrário. É absolutamente burilado, lavrado até ao osso. Contudo, se o pretexto das beldades condenadas até podia ser bem ao gosto do realizador, De Palma perde-se nos muitos fragmentos legados pela morta. Tanto quanto se embrenha nos olhos dos dois detectives. Um é mau e o outro é bom. Um é gelo e o outro é fogo. Um é louro e o outro é moreno…e duplicam-se no feminino…Enfim…Onde devia estar tragédia, estão comentários sociais. Onde se exigia vigor, espraiam-se puzzles de mil peças. Em vez de entranhas e lâminas, oferecem-nos uma fotografia excepcional. Da paisagem. Cortesia onde devia haver rasgo. Desprezo pela plateia onde se espera gancho. Demasiado enredo, pouco suspense, humor fora de tom, sexo em versão reticências, estranho casting e muitas –demasiadas &#8211; camadas, sem unidade ou coerência. Fora isso, está lá tudo. <span style="color: black"><font face="Times New Roman" size="3"> </font></span></font></font></span></font></font></span></p>
<p><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span style="color: black"><font face="Times New Roman" size="3"><img id="image211" height="96" alt="dalia-negra.gif" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2006/10/dalia-negra.thumbnail.gif" /></font></span>Lésbicas, perversos, loucos, corruptos, droga. Sem nervo. O que até podia ser caminho. Não fosse ter ficado, assim, tão enfadonho. </font></font></span><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman" /></font></span><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman">E se já ninguém se ri com uma certa cena género Addams Family, o melhor ainda é a aparição da assassina zorro estilizada e o mistério em torno da obsessão pelo caso, que consome um dos detectives. Nunca se percebe porquê ou como. Bom. </font></font></span><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman" /><font size="3"><span style="color: black"><font size="3"><font face="Times New Roman"><font size="3" /></font></font></span></font></font></span><font size="3"><font size="3"><span style="color: black"><font size="3"><span style="color: black"><font face="Times New Roman" size="3">De resto, o homicídio, feito arte nos melhores tempos de De Palma, sumiu. E é pena.</font></span></font></span></font></font> </font></font></span></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tim Burton é um profundo conhecedor da política portuguesa</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Oct 2006 11:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Ramos de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Reparem (da direita para a esquerda): Paulo Portas, Cavaco Silva e Mário Soares. Os seguintes são para despistar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="420" height="220" id="image179" alt="0905_timburtoncorpsebride1.jpg" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2006/10/0905_timburtoncorpsebride1.jpg" /></p>
<p>Reparem (da direita para a esquerda): Paulo Portas, Cavaco Silva e Mário Soares. Os seguintes são para despistar.</p>]]></content:encoded>
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