Pesquisa

sapatada no Bush

14 de Dezembro de 2008 por zenuno

(video da thinkprogress.org, artigo:
Iraqi Journalist Throws His Shoes At Bush During Press Conference In Baghdad)

apreciem o detalhe do George W. Bush: “All i can report is it is a size 10″
;)

actualização: E já agora “temos” também imagens da Reuters:

;)

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Hipocrisias de morte

29 de Dezembro de 2006 por Nuno Ramos de Almeida

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Não há como a morte para lavar tudo. Quem lê os jornais e a ‘blogosfera’ fica convencido que Gerald Ford era um génio e um estadista. Sejamos justos: o homem só estava no lugar errado à hora certa. O antigo presidente dos Estados Unidos Lyndon Jonhson disse sobre ele: “Ford passou um tempo exagerado a jogar futebol (americano) sem capacete” e duvidou que ele fosse “capaz de mascar pastilha elástica e andar ao mesmo tempo” . Depois de tropeçar diante do chanceler austríaco Bruno Kreisky, cair na visita do presidente egípcio Sadat e esparramar-se ao comprido duas vezes perante os fotógrafos; depois de ter tentado oito vezes pronunciar correctamente, num discurso em Atlanta, a palavra “geotermia”; e depois de ter saudado Sadat com “um brinde ao grande povo de Israel”, um comentador do Washigton Post Nicola von Hoffman perguntou se ele seria “o primeiro presidente a ser expulso da função pelo riso?”.
Hoje, ele é o estadista que guiou o leme dos Estados Unidos durante a tempestade. Tanta homenagem deve-se unicamente a uma questão política: quem homenageia Ford está, no fundo, a celebrar George Bush. Vejamos, ambos têm queda para o disparate simplório e, sobretudo, ambos foram presidentes não eleitos dos Estados Unidos…quem se lembra da primeira “eleição” de George Bush?

Finalmente como o leitor Luís Nascimento refere, há uma terceira semelhança: Ford autorizou a invasão de Timor, da qual resultaram 200 mil timorenses massacrados e Bush autorizou a invasão do Iraque. Sejamos justos, a seu tempo, a contabilidade monstruosa desta  não ficará a dever nada à de Timor.

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Tarefas muito complicadas

22 de Dezembro de 2006 por Nuno Ramos de Almeida

O dia está muito difícil. Um malfadado especial do Esquerda obriga-me a fazer uma directa. Graças a Deus e ao Pai Natal que o João Paulo Cotrim mandou uma prenda à Carolina e ao Jorge Nuno. Mais tarde, vou colocar alguns artigos. Para já fica a demonstração que há quem tenha profissões muito incompreendidas no mundo. Who?

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Os amigos da Turquia

19 de Dezembro de 2006 por António Figueira

O Primeiro-Ministro turco afirmou que o Papa, quando visitou o seu país, lhe disse que era a favor da sua adesão à UE e a Casa Branca também já fez saber que é da mesma opinião. A afirmação de Erdogan vale o que vale (o próprio Papa nunca confirmou nem desmentiu as palavras que lhe eram atribuídas), mas suscitam uma questão (pelo menos): que legitimidade têm terceiros – sejam eles Bento XVI ou George Bush – para se pronunciar sobre o que a UE deve ou não fazer em relação à Turquia? A UE acaso opina sobre se o Vaticano ou os EUA devem alargar ou encolher? Salta à vista o que o alargamento a 25 já fez à União, salta ainda mais que quem patrocina agora a adesão da Turquia não é quem quer uma União politicamente forte.

 

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Ideologia neo-conservadora contra a ciência

4 de Outubro de 2006 por Joana Amaral Dias

Autor:
Rui Curado da Silva

Licenciatura em Engenharia Física – Univ. Coimbra
Doutoramento em Física Tecnológica – Univ. Louis Pasteur, Estrasburgo
Direcção da Sociedade Portuguesa de Astronomia entre 2003 e 2005
Principais publicações científicas nas revistas: Experimental Astronomy, Nuclear Instruments and Methods e IEEE Transactions on Nuclear Science.

Ideologia neo-conservadora contra a ciência

No passado 7 de Fevereiro, George Deutsch demitia-se do seu lugar de relações públicas da NASA, após um escândalo que envolvia a tentativa de censura de alguns investigadores da agência e a falsificação do seu curriculum vitae. George Deutsch que fora designado por George W. Bush para o lugar, ameaçou o climatologista da NASA James Hansen de terríveis consequências para a sua carreira se este continuasse a lançar alertas para a urgência em limitar a emissão de gases de efeito de estufa que contribuem para o aquecimento global. Numa outra ocasião, Deutsch deu ordens a um web designer para adicionar a palavra “teoria” sempre que se mencionasse o Big Bang no sítio internet da NASA.

Este é apenas um de uma série de episódios de falsificações e de ataques à comunidade científica norte-americana que estuda o aquecimento global por parte de grupos de pressão ligados à tendência neo-conservadora do Partido Republicano. Durante longos anos o empresário Glenn Kelly, que chefiava o grupo de pressão anti -Quioto intitulado Global Climate Coalition, liderou esta vaga de ataques até que uma sucessão interminável de resultados científicos que culminaram na publicação deste documento por 11 academias das ciências (EUA, Rússia, Canadá, Brasil, China, Japão, França, Itália, Índia, Alemanha e Reino Unido) dando conta da gravidade do aquecimento global do planeta, levaram a organização de Glenn Kelly a perder toda a sua credibilidade e os seus aderentes. Actualmente, o sítio internet da Global Climate Coalition está inactivo como se pode verificar.

Outra das grandes falsificações científicas de cariz neo-conservador visa a apologia do criacionismo como matéria científica escolar em vez de matéria de cariz espiritual como é prática normal nos seminários e nos institutos religiosos com credibilidade. A exposição de fósseis no Dakota do Sul que pretende demonstrar o advento do Dilúvio Universal é um dos exemplos dessa falsificação. Trata-se de uma falsificação rasca e ignorante que nada tem de elegante quando comparada com o cálculo da idade do mundo realizado por Santo Agostinho, com a demonstração da existência de Deus de Descarte ou com a busca da árvore genealógica completa até Adão e Eva elaborada pelos Mormons.

Não é de espantar que a comunidade científica americana tenha uma apreciação bastante negativa sobre o desempenho da neo-conservadora Administração Bush, como o ilustra o resultado
desta sondagem realizada pelo Pew Research Center em 2005 sobre a gestão do conflito iraquiano e da restante política internacional.

O novo livro de Richard

Dawkins (autor de “O Gene Egoísta”) intitulado The God Delusion e a edição hors-série a lançar no próximo dia 8 da revista Ciel et Espace, L’Univers a-t-il besoin de Dieu, são duas respostas enérgicas de quem na comunidade científica já percebeu o carácter organizado e profundamente político da tentativa medieval de retorno ao criacionismo.

O padrão que encontramos nestes ataques à ciência encaixam perfeitamente nos mecanismos de controlo social da ideologia neo-conservadora: o controlo do indivíduo através de um moralismo religioso validado por fraudes científicas e o controlo do colectivo confinando o grosso do lucro e da produtividade a grupos empresariais fiéis à ideologia (industrias do petróleo, tabaco e sector alimentar). A tentativa de introdução do criacionismo nas escolas é um exemplo do primeiro mecanismo e o negacionismo do aquecimento global é um exemplo de tentativa de eliminação de obstáculos ao bom funcionamento do segundo.

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