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	<title>cinco dias &#187; bicicultura</title>
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		<title>Alexandre O&#8217;Neill e a Chica</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 14:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Alexandre O&#8217;Neill adorava deslocar-se de bicicleta. Admirava este veículo obsessivamente, tendo-lhe dedicado poemas lindíssimos. Nos próximos dias, postarei, por dia, um poema de O&#8217;Neill sobre a Chica, o seu grande amor. Dedicá-los-ei ao comentador Saloio: Elogio Barroco Da Bicicleta Redescubro, &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/25/alexandre-oneill-e-a-chica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-17651" title="l_3a4111b31c5f7e69ae3a6a5b9241365d" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/03/l_3a4111b31c5f7e69ae3a6a5b9241365d-300x225.jpg" alt="l_3a4111b31c5f7e69ae3a6a5b9241365d" width="300" height="225" /></p>
<p><a href="http://visii.multiply.com/reviews/item/16">Alexandre O&#8217;Neill</a> adorava deslocar-se de bicicleta. Admirava este veículo obsessivamente, tendo-lhe dedicado poemas lindíssimos.</p>
<p>Nos próximos dias, postarei, <em>por dia</em>, um poema de O&#8217;Neill sobre a Chica, o seu grande amor. Dedicá-los-ei ao comentador <em>Saloio</em>:</p>
<p><strong>Elogio Barroco Da Bicicleta</strong></p>
<p>Redescubro, contigo, o pedalar eufórico<br />
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,<br />
reolhando os beirais &#8211; eu que era um teórico<br />
do ar livre &#8211; e revendo o passarame à obra.<br />
Avivento, contigo, o coração, já lânguido<br />
das quatro soníferas redondas almofadas<br />
sobre as quais me etangui e bocejei, num trânsito<br />
de corpos em corrida, mas de almas paradas.<br />
Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,<br />
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,<br />
ó menina travessa da escola fugida,<br />
ó possuída brincadeira, ó querida filha,<br />
dá-me as asas &#8211; trrim! trrim! &#8211; pra que eu possa traçar<br />
no quotidiano asfalto um oito exemplar! </p>]]></content:encoded>
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		<title>Somos cada vez mais</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/24/somos-cada-vez-mais/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 17:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O Socialismo só poderá chegar [à blogosfera] de bicicleta&#8221; - José Antonio Viera-Gallo Com a nova aquisição, o 5 Dias volta, em número de blòguéres a pedal, à camisola amarela da blogosfera socialista, ultrapassando o Arrastão e o Spectrum,  (tínhamos &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/24/somos-cada-vez-mais/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-17631" title="alexandre-oneill" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/03/alexandre-oneill-300x195.jpg" alt="Eis Alexandre O'Neill" width="300" height="195" /></p>
<p><em>&#8220;O Socialismo só poderá chegar [à blogosfera] de </em><em>bicicleta&#8221; </em>-<em><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Antonio_Viera-Gallo"> José Antonio Viera-Gallo</a></em></p>
<p>Com a nova aquisição, o 5 Dias volta, em número de blòguéres a pedal, à camisola amarela da blogosfera socialista, ultrapassando o <a href="http://arrastao.org">Arrastão</a> e o<a href="http://spectrum.weblog.com.pt"> Spectrum</a>,  (tínhamos perdido o lugar por causa de uma lesão e de uma <a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/ ">transferência</a>).</p>
<p>Bem-vindo, <a href="http://5dias.net/2009/03/24/novo-blogger-no-5-dias/">Mark.</a> Na Sexta, às 18:00, há <a href="http://www.massacriticapt.net/">Massa Crítica</a>, uma coisa que<a href="http://sic.aeiou.pt/programasinformacao/scripts/VideoPlayer.aspx?ch=nos%20por%20ca&amp;videoId={9E8FDAF7-90A8-4378-AA95-0B5F95ACBBDA}"> não é manifestação, e não é contra ninguém</a>.  Embora pintar aquilo de vermelho?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Regabofe Alfacinha</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/21/regabofe-alfacinha/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 16:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Que confusão! Perestello tem, entre outros 4, o pelouro da mobilidade, que só faz pequeno planeamento a meia dúzia de dias. Manuel Salgado tem o Urbanismo e ele é que trata da mobilidade e faz o verdadeiro planeamento. Sá Fernandes &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/21/regabofe-alfacinha/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que confusão!<br />
Perestello tem, entre outros 4, o pelouro da mobilidade, que só faz pequeno planeamento a meia dúzia de dias.<br />
Manuel Salgado tem o Urbanismo e ele é que trata da mobilidade e faz o verdadeiro planeamento.<br />
Sá Fernandes tem os jardins mas trata das bicicletas.</p>
<p>E pouco falam uns com os outros.</p>
<p>O projecto de abertura de concurso para um sistema de bicicletas partilhadas, tecnicamente muito sólido , é usado como manobra política, sendo submentido à Assembleia Municipal sem ter que o ser, e sabendo-se que o PSD o ia chumbar. A defesa feita na AM é irrisória e dá a sensação que foi submetido para ser chumbado.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/11/velib.jpg"><img class="size-medium wp-image-10071 aligncenter" title="velib" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/11/velib.jpg" alt="" width="172" height="195" /></a></p>
<p>Os Verdes e o BE de Sá Fernandes (cujo gabinete foi responsável pela, repito, impecável proposta) abstém-se na votação. O CDS vota a favor, o PCP contra. Há trocas de insultos, comunicados de imprensa. Os partidos &#8220;alternativos&#8221; põe-se à defesa. Passa a imagem favorável ao PS de que o PSD empata. Ninguém se entende, e quando um cidadão preocupado relata a galhofa a que assistiu na AM, é visitado por membros do PCP através de um IP da Câmara, que comenta com expressões deliciosas como &#8220;&#8230; o seu amigo Perestello &#8230; &#8220;.<br />
<span id="more-10070"></span><br />
<a href="http://pedalofilo.wordpress.com/2008/11/19/bicicletas-partilhadas-de-lisboa-chumbadas/">Vale a pena ler o relato.</a></p>
<p>E vale a pena exigir à Câmara que se entenda de vez, que nós não lhes pagamos para andarem nestes joguinhos políticos. Podemos começar por questionar porque é que as reuniões da AM não são transmitidas em diferido ou disponibilizadas no site sem ser por <a href="www.am-lisboa.pt/streaming.htm">streaming directo</a>.</p>
<p><em>Disclaimer:</em> Na minha opinião, garanto que bastante informada, é inadmissível que este excelente plano de concurso para sistema de bicicletas de uso público, essencial para pôr Lisboa um pouco mais próximo do resto da Europa em mobilidade urbana, tenha sido chumbado pelo PSD e PCP, e que o próprio PS  e BE estejam a fazer jogo político com ele em vez de o fazerem avançar de vez.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Mistério do Veículo Invisível ou Andar de Bicicleta Dá de Comer a Milhares de Portugueses</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/30/o-misterio-do-veiculo-invisivel-ou-andar-de-bicicleta-da-de-comer-a-milhares-de-portugueses/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/10/30/o-misterio-do-veiculo-invisivel-ou-andar-de-bicicleta-da-de-comer-a-milhares-de-portugueses/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 20:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[políticas]]></category>
		<category><![CDATA[Transportes]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana passada foi posta em funcionamento em Serzedo, Vila Nova de Gaia, a maior fábrica de bicicletas da Europa. É irónico que, no país que em 2009 será o maior produtor do continente, com uma indústria que dá emprego &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/30/o-misterio-do-veiculo-invisivel-ou-andar-de-bicicleta-da-de-comer-a-milhares-de-portugueses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-8602" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/nyrain.jpg" alt="" width="195" height="142" /></p>
<p>A semana passada foi posta em funcionamento em Serzedo, Vila Nova de Gaia, <a href="http://www.bike-eu.com/news/3077/europe-s-biggest-bike-facility-opened.html" target="_blank">a maior fábrica de bicicletas da Europa</a>.</p>
<p>É irónico que, no país que em 2009 será o maior produtor do continente, com uma indústria que dá emprego directo a dezenas de milhares de trabalhadores, o velocípede tenha  a misteriosa propriedade da invisibilidade.</p>
<p>- Ninguém pode andar de bicicleta em Lisboa.<br />
- Eu ando.<br />
- Vais ver quando chegar o frio do Inverno / calor do Verão / emprego de fato / chuva dissolvente!<br />
- [...]</p>
<p>A invisibilidade velocípede é uma invisibilidade estranha, porque é activada no sujeito observante, não é uma propriedade directa do objecto da observação. Precursão de incapacidade cognitiva seria uma designação mais precisa.</p>
<p>Quando se fala na sua utilização, lestamente se erguem espantalhos de palhas, para logo serem <a href="http://menos1carro.blogs.sapo.pt/39163.html" target="_blank">ferozmente estralhaçados</a>. &#8220;Ignoro a existência ergo não existe ergo não posso aceitar provas de que existe&#8221; &#8211; o mecanismo é uma espécie de raciocínio circular reminiscente da caverna de Platão. Só posso especular sobre as razões para este fenómeno: dizem-me que há 40 anos uma senhora só podia andar de bicicleta às escondidas &#8230; Mas 40 anos são muito tempo, e eu estou convencido que a verdadeira razão é uma <a href="http://fotos.sapo.pt/zuZ7zA5QoPQvszGl3fjd/" target="_blank">outra paixão</a>, uma obcessão ofuscante.</p>
<p>Mais irónico é que esta cegueira seja consciente, pelo menos nos organismos públicos. E é esse o assunto com que me estreio nesta casa.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-8604" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/nytraffic.jpg" alt="" width="195" height="184" /></p>
<p><span id="more-8603"></span></p>
<p>O Instituto Nacional de Estatística iniciou há uns meses o processo de consulta pública relativo ao formulário dos Censos de 2011. Na sua presente forma, e contrariando as recomendações das Nações Unidas e o exemplo dos demais países da Europa, não é possível responder &#8220;velocípede&#8221; à pergunta &#8220;Qual o principal meio de transporte que utiliza na sua deslocação casa-trabalho ou casa-local de estudo?&#8221; , tendo que se optar por um campo que mistura lambretas, motões de alta cilindrada e bicicletas.</p>
<p>Participei, junto com dezenas de pessoas, neste processo, chamando reiteradamente a atenção para o facto. As sucessivas recusas em alterar a <a href="http://censos2011teste.ine.pt/pdf/ModA1.pdf" target="_blank">questão 20</a> vinham com dupla justificação &#8220;não cabe mais espaço no formulário&#8221; e a rotunda &#8220;ninguém anda de bicicleta em Portugal&#8221; (como sabem?). Um aparte: também nunca se saberá, pelo menos por esta via, quantos miúdos vão para o liceu de ciclomotor, porque o campo não surge no questionário. Seria impossível ignorar a importância desde último veículo em Portimão, por exemplo, mas como cá no Norte é raro, é omitido, e deixa, no que concerne o INE, de existir em todo o país.</p>
<p>Também o Código da Estrada apela à ignorância:</p>
<p>Numa lei que seria inaudita no resto do mundo que conheço, o CE português <a href="http://www.geocities.com/bici_portugal/" target="_blank">diz que</a> se se cruzar com um automóvel na estrada, venha por onde vier, a bicicleta não existe, é invisível, cede prioridade. O automobilista vê-a, mas é como se não visse, vê através dela. Sucessivas interpelações no sentido de alterar este bizarro regulamento contra-intuitivo, causador de engarrafamentos quando conhecida pelo ciclista, ou &#8220;licença para matar&#8221; como alguns o apelidam, têm sido ignoradas.</p>
<p>Avance-se de Fevereiro de 2005, data da última revisão do CE, até 15 de Outubro deste mês.</p>
<p>Da Proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2009 apresentada à discussão na Assembleia da República, consta uma medida de incentivo fiscal à compra de veículos eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis, na forma de uma dedução à coleta no IRS dos custos de aquisição. Na sua presente formulação, exclui-se, claro, deste incentivo, o tipo de veículo comprovadamente mais sustentável e energeticamente eficiente, o tal que padece de invisibilidade.</p>
<p>Incrível que se esteja a incentivar o consumo de veículos poluentes e energeticamente ineficientes como são os carros eléctricos, na esperança de instituir uma indústria de produção em Portugal, de dar um empurrão ao Green Vinci (uma espécie de Ferrari dos anos 80 que está a ser desenvolvido no CEIIA com dinheiros públicos) e que simultaneamente se deixe à sua sorte uma indústria que<a href="http://www.bike-eu.com/facts-figures/market-reports/2616/portugal-2006-after-the-euphoria-the-slowdown.html" target="_blank"> dá de comer a Águeda e de respirar a Paris</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-8607" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/bike-europe-website-biggest-bike-producer.jpg" alt="" width="138" height="160" /></p>
<p>Decidi por iniciativa própria, e ajudado por uma série de malta não associada, azucrinar os deputados, a comunicação social, e mais quem pudesse, sobre esta incoerência. Elaborei um documento picuinhas, recolhi dados, fiz gráficos, sumarizei, analisei, reenviei e encaminhei.<br />
Ei-lo. Lede-o, divulgai-o, por favor, que deu trabalho a escrever:</p>
<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/oe2009-velocipedes.pdf" target="_blank">oe2009-alteração â proposta.pdf</a></p>
<p>Algumas das respostas, dos poucos deputados que responderam, têm sido perturbadoras. Dizem entender a ideia, mas, ao que parece, estão rodeados de gente que faz duas falaciosas associações directas. A primeira, a que me incomoda mais, porque penso que é confundir o cu com as calças, é a das bicicletas com a ecologia. A segunda é a da ecologia como empate ao desenvolvimento económico, que ignora que as preocupações com mobilidade e ambiente em França e Espanha criaram milhares de empregos em Portugal  numa indústria que nos últimos 5 anos triplicou o volume de exportações, que se prevê que voltará em 2009 a duplicar, mesmo num cenário de crise económica mundial.</p>
<p>O argumento mais difícil de compreender é o da objecção em estar-se a subsidiar uma actividade lúdica (desconto nos impostos = subsídio, entenda-se). Por esta ordem de ideias os veículos eléctricos que se prevê beneficiar serão usados somente com fins profissionais, certo?</p>
<p>Uma questão que foi levantada por um amigo economista, e que será mais pertinente, é que um abatimento à coleta beneficia sempre os mais ricos, já que os mais pobres não pagam IRS, e que faria mais sentido um abatimento no IVA ou um esquema mais complicado como o bem sucedido<a href="www.dft.gov.uk/pgr/sustainable/cycling/cycletoworkschemeimplementat5732" target="_blank"> &#8220;Cycle to Work Scheme&#8221;</a> do governo britânico, que permite adquirir bicicletas a metade do preço.</p>
<p>É verdade, mas eu estou a ser pragmático, a trabalhar com o que tenho. E o que tenho é uma proposta de lei para o o OE2009 que vai ser aprovada, que é incoerente, e que para ser corrigida só é necessário apagar, no  artigo 85, 5 palavrinhas:</p>
<p>&#8220;[...] desde que sujeito a matrícula.&#8221;</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-8601" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/nyhill-300x229.jpg" alt="" width="194" height="144" /></p>
<p>Um revolucionário é reformista 99% do tempo, disse-me outro bom amigo. É necessário pragmatismo! Por isso deixei ocioso o meu blogue confortavelmente anónimo, pessimista e revolucionário, e vim escrever para junto dos estatistas (de bom coração, mas estatistas).</p>
<p>Por isso  tomei esta iniciativa e por isso terei que adiar a minha mal-encetada recente tentativa de me desviciar da internet.</p>
<p>Olá Mundo!</p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Na semana da mobilidade</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/22/na-semana-da-mobilidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 17:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Transportes]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez, o “Dia sem carros” que, em Lisboa, consiste em fechar o trânsito entre o Rossio e o Terreiro do Paço. De utilidade muito duvidosa esta medida. Bem mais úteis são as medidas anunciadas para o transporte público &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/22/na-semana-da-mobilidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez, o “Dia sem carros” que, em Lisboa, consiste em fechar o trânsito entre o Rossio e o Terreiro do Paço. De utilidade muito duvidosa esta medida. Bem mais úteis são as <a href="http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=17623&amp;id_categoria=11" target="_blank">medidas anunciadas</a> para o transporte público nocturno ao fim de semana e véspera de feriado. De parabéns a Câmara Municipal de Lisboa, Secretaria de Estado dos Transportes e Ministério da Administração Interna.<br />
O “Dia sem carros” é presentemente uma iniciativa simbólica que não incomoda ninguém, e não resolve o problema principal – andar de carro, em Portugal, é uma questão de status. Ainda “parece mal” andar de transporte público ou bicicleta. O “crédito fácil”, a “bolha” que parece que está a rebentar e que se traduz em os portugueses viverem aima das suas possibilidades também se reflecte no número elevado de carros novos. No entanto, conforme é visível, <a href="http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1343538&amp;idCanal=92" target="_blank">cada vez há mais portugueses a andarem de bicicleta</a>. Por muito que isso custe aos bondosos proponentes destas campanhas cívicas, tal atitude dos portugueses só começou quando começaram a sentir no bolso os efeitos da – abençoada! – “crise do petróleo”.<br />
É útil aliás perder um pouco de tempo a ler os comentários dos leitores destas notícias e comparar os comentários dos portugueses residentes no estrangeiro com alguns dos de residentes em Portugal. Como sempre, em Portugal, <a href="http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1343540" target="_blank">o bom exemplo tem que vir de fora</a> – dos países onde há muito andar de bicicleta é um hábito corrente. Talvez assim se torne moda – se torne <em>chic!</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>bicicletas na cidade</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/19/bicicletas-na-cidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 15:41:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zenuno</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>

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		<description><![CDATA[David Byrne&#8217;s Bike Racks Former Talking Heads frontman and bicycling enthusiast, David Byrne, takes a ride out to Brooklyn to show off his latest project, designer bike racks. WSJ&#8217;s Reed Albergotti reports. (July 18) (uma peça vídeo do The Wall &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/19/bicicletas-na-cidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>David Byrne&#8217;s Bike Racks<br />
<object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/brCk1-AVvRk&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/brCk1-AVvRk&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<blockquote><p>Former Talking Heads frontman and bicycling enthusiast, David Byrne, takes a ride out to Brooklyn to show off his latest project, designer bike racks. WSJ&#8217;s Reed Albergotti reports. (July 18)</p></blockquote>
<p><small>(uma peça vídeo do <a href="http://www.youtube.com/user/WSJDigitalNetwork">The Wall Street Journal online</a>)</small></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O &#8220;status&#8221; de andar de bicicleta</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/06/status-biciclet/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 22:17:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ainda no rescaldo do Dia do Ambiente, destaco um bom texto &#8211; já com alguns dias -, vejam bem, de Luís Rocha (o &#8220;mata-mouros&#8221; que escreve sempre a azul), no Blasfémias (não é todos os dias): &#8220;É tudo uma questão &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/06/06/status-biciclet/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda no rescaldo do Dia do Ambiente, destaco um bom texto &#8211; já com alguns dias -, vejam bem, de Luís Rocha (o &#8220;mata-mouros&#8221; que escreve sempre a azul), no <a href="http://blasfemias.net/2008/05/29/e-tudo-uma-questao-de-status/" target="_blank">Blasfémias</a> (não é todos os dias): &#8220;É tudo uma questão de status&#8221;. Já não digo que Luís Rocha ande de bicicleta (o relevo do Porto de facto não ajuda muito), mas espero ao menos que não ande de carro e aproveite o excelente Metro do Porto. Será?</p>
<p>Efectivamente, em Portugal quem não anda de carro não tem &#8220;status&#8221; &#8211; e é nestes pequenos pormenores que se vê como somos um país de gente pobre, que dá muito valor às aparências, preza o enriquecimento fácil e despreza o trabalho. Pode comer-se mal, mas ai de nós se não formos de carrinho. Para não ir de transportes públicos, por exemplo, diz-que que eles &#8220;não funcionam bem&#8221; (em Lisboa poderiam funcionar melhor, de facto, mas parece que há quem queira ter uma estação de metro sempre à porta, e não se lembre que numa cidade atafulhada de carros não andam nem os carros, nem os autocarros).  Para não ir de bicicleta, inventam-se as desculpas mais baratas, como o &#8220;relevo de Lisboa&#8221; (as colinas de Lisboa são evidentemente acidentadas, mas a maior parte da área da cidade é quase plana ou pouco inclinada, Avenida da Liberdade incluída). Ou, como não poderia deixar de ser, o &#8220;status&#8221;! É neste texto da sua colega <a href="http://blasfemias.net/2008/05/14/ai-vamos-nos-%e2%80%9cmontados-a-cavalo%e2%80%9d-numa-bicicleta/" target="_blank">Helena Matos</a>, um belo exemplo de como um suposto &#8220;feminismo&#8221; pode servir para disfarçar o reaccionarismo. Mas o preço do petróleo tem subido, e há de continuar a subir. Só que enquanto eu vir as nossas cidades cheias de carros privados, não me venham dizer que a gasolina está cara. Leiam a resposta do <a href="http://nadirdostempos.blogspot.com/2008/05/investimento-pblico.html" target="_blank">Tárique</a>.</p>]]></content:encoded>
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