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	<title>cinco dias &#187; Álvaro-Cunhal</title>
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		<title>Qualquer semelhança com a actualidade não é pura coincidência</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 22:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Valente Aguiar</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro-Cunhal]]></category>
		<category><![CDATA[Crise económica e regimes políticos]]></category>
		<category><![CDATA[luta dos trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>

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		<description><![CDATA[«Governo e monopólios recorreram a um brutal agravamento da exploração dos trabalhadores. Proibiram durante dois anos modificações nos contratos colectivos de trabalho. Aumentaram a jornada de trabalho e o número de horas de trabalho semanal. Fixaram salários e pagaram abaixo &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/05/qualquer-semelhanca-com-a-actualidade-nao-e-pura-coincidencia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>«Governo e monopólios recorreram a um brutal agravamento da exploração dos trabalhadores. Proibiram durante dois anos modificações nos contratos colectivos de trabalho. Aumentaram a jornada de trabalho e o número de horas de trabalho semanal. Fixaram salários e pagaram abaixo do fixado. Intensificaram os ritmos de trabalho a que chamaram aumento da produtividade.</div>
<div>A subida incessante dos preços provocou a baixa dos salários reais e do poder de compra dos trabalhadores e da população. Aumentou o desemprego.</div>
<div>O processo de centralização de capitais e de formação dos grupos monopolistas significou a ruína e a falência de centenas de milhares de pequenas e médias empresas, com graves repercussões na vida económica e na situação social.</div>
<div>Uma política fiscal regressiva beneficiou o grande capital com isenções e esmagou os trabalhadores e as classes médias.</div>
<div>O decretado congelamento de salários nominais, com a consequente diminuição dos salários reais e o aumento dos preços e dos impostos, reduzindo a capacidade de compra da população, reduziu o mercado interno. Os grupos económicos voltaram sectores importantes da produção para o mercado externo, mas a falta de capacidade de competição, a diminuição da produção agrícola, a carência de produtos nacionais e a sua importação criaram défices crescentes na balança externa.</div>
<div>Em quatro anos, os 12 principais bancos acusaram o aumento de 7,3 para 13,3 milhões de contos de capital e fundos de reserva. Em 100 das maiores companhias dos grupos monopolistas, a subida é de 36,6 para 545 milhões de contos e os lucros líquidos declarados sobem de 2,7 para 3,6 milhões de contos.</div>
<div>Não se trata de uma expressão de aumento efectivo da riqueza nacional e de progresso económico. A par da acumulação de mais-valia resultante do agravamento da exploração dos trabalhadores, tão vertiginoso aumento do capital das grandes empresas deve-se a formas especulativas de apropriação e centralização de capital. Entre elas, acompanhando a baixa das taxas anuais de crescimento económico e da formação bruta de capital fixo, os grupos monopolistas multiplicaram os processos de centralização de capital, incluindo o apossamento das poupanças, através da especulação bolsista.</div>
<div>Alheios a uma verdadeira actividade económica, um tal caminho de louca especulação para assegurar a centralização de capitais, a continuar, conduziria a uma ruptura, provocando a falência e liquidação de muitos milhares mais de empresas e à efectiva desorganização e desagregação da economia nacional».</div>
<div> </div>
<div>In Álvaro Cunhal (1999) &#8211; A verdade e a mentira na Revolução de Abril. Lisboa: Edições Avante, p.84-85</div>
<div> </div>
<div>Esta era a situação económica em vésperas da Revolução Portuguesa de 1974. A sintomatologia, como se pode ver, era no essencial a mesma &#8211; a crise capitalista (no caso, de 1973). Em 74, a crise resultou na queda do regime fascista com o desencadear de uma revolução popular. Hoje, a situação política é diferente, funcionando a actual crise capitalista, por parte de sectores reaccionários da grande burguesia, como um pretexto para implantar uma nova ditadura política ou, pelo menos, de muscular a sua dominação política dita &#8220;democrática&#8221;. Cabe a todos os que recusam o neoliberalismo impedir, pela luta, a retracção e o recuo histórico preconizado pelo grande capital nacional e internacional para o nosso país (e não só), defender o que ainda sobra das conquistas de Abril, passos necessários para um posterior avanço da luta popular e que, por conseguinte, se possa voltar a colocar os direitos dos trabalhadores e a construção de uma outra sociedade no centro da vida política, social e económica.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Há 97 anos nasceu um Homem</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 23:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro-Cunhal]]></category>

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		<description><![CDATA[É também necessário que não se esqueça a contribuição que a União Soviética deu para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo, para novas revoluções socialistas, para a conquista de direitos fundamentais pelos trabalhadores &#8230; <a href="http://5dias.net/2010/11/11/ha-97-anos-nasceu-um-homem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-large wp-image-50512" title="nome (9)" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/11/nome-9-346x520.jpg" alt="" width="346" height="520" /><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em>É também necessário que não se esqueça a contribuição que a União Soviética deu para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo, para novas revoluções socialistas, para a conquista de direitos fundamentais pelos trabalhadores nos países capitalistas, para o desenvolvimento do movimiento nacional libertador e para, ao preço de 20 milhões de vidas (na acção dos exércitos, em campos de concentração, em gigantescos massacres de populações indefesas), derrotar a Alemanha hitleriana na 2ª Guerra Mundial, dando contribuição decisiva para salvar o mundo da barbarie fascista.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em>Não bastam porém a exposição objectiva e valorativa destas realidades. É indispensável, ao mesmo tempo, proceder a uma análise crítica e autocrítica de aspectos, factos e fenómenos negativos registados.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em>É uma verdade elementar que a derrocada da União Soviética e de outros países socialistas resultou de uma serie de circunstâncias externas e internas. Não de igual influência.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em>Pesaram com relevo factores de ordem interna. O facto é que, na construção da nova sociedade, se verificou um afastamento dos ideais e princípios do comunismo, a progressiva degradação da política do Estado e do partido, em resumo, a criação de um “modelo” que, com a traição de Gorbachov, conduziu à derrota e à derrocada.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em>O “modelo”, que se foi criando, traduziu &#8211; se num poder fortemente centralizado e burocratizado, numa concepção administrativa de decisões políticas, na intolerância ante a diversidade de opiniões e ante críticas ao poder, no uso e abuso de métodos repressivos, na cristalização e dogmatização da teoria.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em> Comprometido o poder político da classe operária e das massas trabalhadoras. Comprometida a nova democracia. Comprometido o desenvolvimento económico que, assente na militância e vontade dopovo, alcançou um ritmo vertiginoso nas primeiras décadas do poder soviético. Comprometido o carácter dialéctico, criativo, criador, da teoria revolucionária, que tem necessariamente de responder às mudanças das realidades e às experiências da prática.</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/ac_6caracteristicasdumpc.pdf"><em>O exame, tanto das históricas realizações como destes funestos acontecimentos, assim como das experiências do movimento comunista internacional, coloca aos partidos comunistas a necessidade de uma redefinição da sociedade socialista seu objectivo e um dos elementos básicos da sua identidade.&#8221;</em></a></p>
<p style="text-align: justify;">Àlvaro Cunhal faria hoje 97 anos.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Salazar, Cunhal e convicções</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jan 2007 16:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Álvaro-Cunhal]]></category>
		<category><![CDATA[grandes-portugueses]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel-Sousa-Tavares]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho lido algumas pessoas que garantem que Salazar e Cunhal são moralmente iguais. Não falo apenas do Miguel Sousa Tavares, pessoa de quem os jornalistas afirmam ser um grande cronista e os cronistas referem ser um soberbo jornalista, falo de &#8230; <a href="http://5dias.net/2007/01/21/salazar-cunhal-e-conviccoes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho lido algumas pessoas que garantem que Salazar e Cunhal são moralmente iguais. Não falo apenas do Miguel Sousa Tavares, pessoa de quem os jornalistas afirmam ser um grande cronista e os cronistas referem ser um soberbo jornalista, falo de uma opinião mais generalizada. Eu quero aderir a esta procissão: Cunhal e Salazar eram homens de convicções. A pequena diferença é que Cunhal esteve preso e foi torturado porque não abdicou da suas convicções e Salazar mandava prender, torturar e, às vezes, matar aqueles que ameaçavam o poder das suas convicções.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Voto</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 10:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img width="400" height="398" alt="alvarocunhal.jpg" id="image670" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2007/01/alvarocunhal.jpg" /></p>
<p>No concurso dos “Grandes Portugueses”, promovido pela RTP, gosto de Pessoa e de Camões. Afinal, estamos num país de políticos muito pequenos. Simpatizo com Aristides Sousa Mendes, mas vou votar em Álvaro Cunhal. Não é voto útil contra Salazar, é convicção. Estou farto de meias tintas, de gente sem coragem, nem inteligência. O concurso serve para pouca coisa, mas numa sociedade que se rendeu à injustiça, pode lembrar gente que, numa altura em que muitos preferiram dobrar a cerviz, disse: “não”.  Álvaro Cunhal ajudou-nos a conquistar a liberdade. Enganou-se (enganou-nos) sobre a União Soviética, mas não renegou as promessas da Revolução de Outubro. Foi prisioneiro de muitos dos sonhos do Século XX, mas nunca deixou de acreditar que era possível vivermos num mundo melhor. Muito desse Século está preso nesta dialéctica sangrenta. Nas palavras do poeta Ossip Mandelstam, “para arrancar o Século à sua prisão, para começar um mundo novo” era preciso fazer “correr o sangue das vértebras de duas épocas”. Num debate de Cunhal com alunos da Faculdade de Direito de Lisboa, houve quem lhe perguntasse  se achava que a sua vida tinha valido a pena, depois da queda da União Soviética. O dirigente comunista respondeu, contando uma história de um homem revoltado da antiga Grécia, a quem os Deuses tinham castigado com inúmeras desgraças, que tinha atirado uma flecha aos céus contra a adversidade. A flecha subiu, subiu e quando caiu vinha com sangue. Sangue dos Deuses.<br />
Nota pequenina: Para “advogado de defesa” de Cunhal mais valia terem convidado Pacheco Pereira e terem deixado de fora aquela espécime de PCP tablóide, que torna qualquer causa num diálogo de teatro de revista mal declamado. Mas bem vistas as coisas, havia pior: podia ser o Morais e Castro.</p>
<p>Nota grande: não tinha ainda lido o Bruno no Avatares. Recomendo vivamente os <a target="_blank" href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com/2007_01_01_archive.html#2899053951230418799">textos que escreveu</a> sobre o assunto.</p>]]></content:encoded>
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