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	<title>cinco dias &#187; Add new tag</title>
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		<title>Grécia: A explosão de cólera em Atenas tem não uma, mas muitas causas</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 10:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Nuno Ramos de Almeida]]></category>
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		<description><![CDATA[http://www.lemonde.fr/europe/portfolio/2008/12/13/manifestations-dans-le-calme-en-grece_1130974_3214.html A média capitalista, como de costume, omite a compreensão de todo o contexto desta explosão insurreccional na Grécia. Lá como cá existe uma insatisfação cada vez maior da juventude, confinada entre empregos precários e mal pagos e o desemprego. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/14/grecia-a-explosao-de-colera-em-atenas-tem-nao-uma-mas-muitas-causas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.lemonde.fr/europe/portfolio/2008/12/13/manifestations-dans-le-calme-en-grece_1130974_3214.html">http://www.lemonde.fr/europe/portfolio/2008/12/13/manifestations-dans-le-calme-en-grece_1130974_3214.html</a></p>
<p>A média capitalista, como de costume, omite a compreensão de todo o contexto desta explosão insurreccional na Grécia.<br />
Lá como cá existe uma insatisfação cada vez maior da juventude, confinada entre empregos precários e mal pagos e o desemprego.<br />
A juventude é cada vez mais culta, mais instruída; é inevitável que se politize e que adopte as tendências de esquerda libertárias, pois são as que lhes oferecem garantias de não comprometimento com um poder cada vez mais corrupto.</p>
<p>Por isso, não admira que exista um eco e solidariedade activa em Itália, em Espanha, em França ou na Dinamarca e em muitos países onde a situação dos jovens se torna cada vez mais destituída de esperança.<br />
<span id="more-11433"></span>O ministro da economia Jorge Alogoskoufis, tem reduzido as despesas sociais e privatizado a torto e a direito, para manter o país dentro do «pacto de estabilidade», o que levou o orçamento da educação a 3,5% . Estudantes e alunos liceais são um segmento da população que tem sentido mais duramente esta austeridade.<br />
´Lá como cá os políticos da maioria fazem pseudo-reformas no ensino, porém os resultados são tão maus que obrigam as famílias a despender em média cerca de 500 euros mensais com cursos nocturnos de complemento para seus filhos , para estes terem hipóteses de integrar a universidade.<br />
E mesmo com um curso universitário, lá como cá, não há garantias de obter um trabalho. O mercado absorve apenas metade dos 80 mil diplomados universitários por ano.<br />
O desemprego é mais elevado na fatia etária dos 15-24 anos (24,3%). O desemprego feminino geral é também o dobro do masculino.<br />
A crise financeira ainda tornou mais reduzidas as hipóteses de emprego e aumentou a compressão dos salários &#8211; entre 700 e 900 euros &#8211; e sobretudo, os jovens vêm-se arredados do acesso ao mercado de trabalho. Ultimamente, assistiu-se a uma vaga de despedimentos colectivos, cerca de 100 000 despedimentos, que devem corresponder a 5% suplementares para a taxa de desemprego do país. A Grécia tem a taxa mais elevada de de trabalhadores pobres (14%), os que precisam de um segundo emprego para fazer face às necessidades básicas.</p>
<p><a href="http://www.luta-social.org/2008/12/exploso-de-clera-em-atenas-tem-no-uma.html">Luta Social</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A feira de Carcavelos e a estratégia espanhola</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/04/a-feira-de-carcavelos-e-a-estrategia-espanhola/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 16:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emídio Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
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		<description><![CDATA[Mal foi empossado primeiro-ministro, José Sócrates anunciou com o entusiasmo conhecido qual seria a prioridade do Governo português: “Espanha, Espanha, Espanha”. Pragmático, meses depois, Sócrates já começava a rodar a prioridade, apontando a agulha para África, mais precisamente para Angola. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/04/a-feira-de-carcavelos-e-a-estrategia-espanhola/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mal foi empossado primeiro-ministro, José Sócrates anunciou com o entusiasmo conhecido qual seria a prioridade do Governo português: “Espanha, Espanha, Espanha”. Pragmático, meses depois, Sócrates já começava a rodar a prioridade, apontando a agulha para África, mais precisamente para Angola. O que aliás até lhe causou engulhos internos, dentro da sua família socialista. De mão estendida, lá andam os portugueses a mendigar uns negócios e um dirigente do PS já me confessou que se não fosse Angola, “isto estaria bem pior”.<br />
Mas enquanto o Governo português empurra os empresários portugueses ao negócio tipo “feira de Carcavelos”, seguindo aliás, uma sina lusa que já data do séc XVII, a Espanha, a tal que era prioritária, avança em bicos de pés. Mas pés de ouro, como se pode ler:<br />
O secretário de Estado espanhol para as Relações Exteriores, Ângelo Lossada, disse sexta-feira à macauhub em Maputo que a Espanha aumentou o seu apoio à África ao sul do Sahara de 150 para 1190 milhões de euros de 2004 para 2008.<br />
Lossada fez estas declarações à macauhub à margem da cerimónia de encerramento do segundo encontro havido em Maputo entre 24 universidades espanholas e 22 universidades africanas.<br />
&#8220;África é agora a nossa prioridade depois da América Latina&#8221;, disse o secretário de Estado para as Relações Exteriores espanhol.<br />
Dá para perceber a diferença de estratégia. Desde que Lisboa aposta em África, não me lembro de ter havido um encontro de universidades portuguesas e africanas. Mas sei de muitos encontros, reuniões, discussões de como vender produtos, de como transportá-los em contentores, de como enriquecer rápido e em força. Agora, deixar uma marca e apostar no futuro são coisas para quem sabe e para quem quer. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o Prémio Nobel de Física de 2008</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 15:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Para variar um pouco dos habituais temas &#8220;Sarah Palin &#8211; casamento gay &#8211; Pedro Rolo Duarte&#8221; (e Kant), proponho a quem estiver interessado que leia o que eu tenho a dizer sobre o assunto em dois textos &#8211; primeiro aqui &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/10/nobe-fisica-2008/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para variar um pouco dos <a href="http://5dias.net/2008/10/01/o-5dias-em-5-linhas/" target="_blank">habituais temas</a> &#8220;Sarah Palin &#8211; casamento gay &#8211; Pedro Rolo Duarte&#8221; (e Kant), proponho a quem estiver interessado que leia o que eu tenho a dizer sobre o assunto em dois textos &#8211; primeiro <a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/2008/10/o-nobel-de-kobayashi-e-maskawa.html" target="_blank">aqui</a> e depois <a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/2008/10/o-nobel-de-nambu.html" target="_blank">aqui</a>. Tem a ver com o <a href="http://cftp.ist.utl.pt/nobelprize2008.htm" target="_blank">tópico habitual de trabalho</a> de um <a href="http://cftp.ist.utl.pt/~balio/" target="_blank">fiel comentador do 5 Dias</a>. E, contrariamente à opinião de <a href="http://dererummundi.blogspot.com/2008/10/portugal-ainda-frente-do-japo.html" target="_blank">Carlos Fiolhais</a>, creio que este ano é um assunto controverso.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Luz #1</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 11:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
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		<category><![CDATA[Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/09/luz-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. Tentei reconhecer-nos em ti, reconhecer-te em nós. Nada. Não pude. Lembro-me da primeira roupinha que te vesti, ali, com 5 minutos de vida. Tu e eu, ambos com 5 minutos de vida. Um casaco azul por cima. Vou ali já venho, disse a enfermeira &#8211; vá-o vestindo. E vesti. Ao mesmo tempo que me degladiava com as instruções da caixa de recolha das células estaminais. E tu dormias ou tinhas os olhos fechados. Coisa que o valha. Deus meu. Que coisa tão forte, quem é que se recusa a passar por isto? Quem é que voluntariamente se recusa a ter um vislumbre de Deus? A tua mãe, exaurida, ainda não te tinha visto. O que é que eu faço? De que cor são as paredes? O tecto? Chove ou faz sol? Que dizem os jornais? Pára! Pára de rodar por um instante, que eu quero apreender tudo, até ao mais ínfimo pormenor. Antes, minutos antes: não queira ter o filho pela boca, mulher, que seria caso nunca visto. Força, força, amor. Já o vejo. Já o vejo. Já nos vê. Levantei a cabeça, tu choravas, eu chorava, ele chorava, o quarto sangrava. Os internos que assistiam olhavam para nós fascinados. Era fascínio, espanto, era também alguma cegueira, causada pela luz imensa que se fez naquela sala. E para a qual eles não estavam preparados. Nem nós, mas nós pudemos chorar para limpar os olhos. Ainda hoje sinto um nó de felicidade na garganta de cada vez que me lembro desse dia, desses instantes. As palavras são muito pouco e poderia estar aqui o resto do dia a debitá-las que nada acrescentaria ao que já disse. Luz, acima de tudo é isso. Uma luz imensa, divina. Como se alguém muito grande e com uma mão muito grande, tivesse carregado num interruptor muito grande e acendido uma lâmpada muito grande. Foi de parir. Esse alguém e essa mão e esse interruptor e essa luz. Foi de parir. Ao parir assim, e parimos os três, faz-se essa luz imensa. Dá-se essa luz, diferente de dar alguém à luz. Filho, um ano, e no entanto parece que foi no início desta carta que ora te deixo. Sei que daqui a cinquenta anos te diria o mesmo. Parece que foi mesmo agora. Há-de parecer sempre. Como se mesmo agora. E cada vez que te olho, a mesma luz desce sobre mim. A luz que nos alumiará aos três, para sempre. Haja o que houver. Ser pai, ser mãe, ser filho. Há um ano. Parabéns, meus amores. </p>]]></content:encoded>
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		<title>O fim do fim da história</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 12:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Pinto e Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
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		<description><![CDATA[Diz-se que o capitalismo venceu o socialismo, mas não foi bem assim: a 2ª Internacional venceu a 3ª Internacional, por isso todo o Ocidente e arredores vive presentemente em social-democracia. Ao cabo de dois séculos de muitas vitórias e grandes &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/11/o-fim-do-fim-da-historia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz-se que o capitalismo venceu o socialismo, mas não foi bem assim: a 2ª Internacional venceu a 3ª Internacional, por isso todo o Ocidente e arredores vive presentemente em social-democracia.</p>
<p>Ao cabo de dois séculos de muitas vitórias e grandes asneiras, a esquerda foi forçada a parar um pouco para retemperar forças. Animada pela queda do Muro de Berlim, que interpretou mal, a direita decretou primeiro o fim da história, para depois se dedicar a inverter a sua marcha.</p>
<p>Apesar de tudo, a Era do Caranguejo produziu relativamente pouco retrocesso histórico, em parte porque o tradicional argumento conservador funciona hoje a favor da social-democracia: se nos pusermos a fazer muitas reformas, o resultado final pode ser bem pior do que aquilo que já temos.</p>
<p>De modo que o passo seguinte da direita foi avançar para o neo-conservadorismo, uma doutrina de transformação revolucionária da situação mundial que de conservadora não tem nada.</p>
<p>Os cacos estão aí à vista de todos, pelo que este deprimente interregno está prestes a chegar ao fim. Quando é que isso sucederá? Logo que o mundo se consciencialize verdadeiramente da dimensão do buraco em que Bush mergulhou a América.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O abandono do voto de silêncio até me emocionou, bolas</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 23:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria João Pires</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
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		<title>Intermitências privadas</title>
		<link>http://5dias.net/2008/04/17/intermitencias-privadas/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 20:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
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		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje deu-me para reflectir sobre os tempos de vida – das pessoas e das coisas; dos seres e dos projectos. Das intermitências da morte, como titulou o outro. Quanto às pessoas, e fazendo fé no ensaio laboratorial do que não &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/04/17/intermitencias-privadas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje deu-me para reflectir sobre os tempos de vida – das pessoas e das coisas; dos seres e dos projectos. Das intermitências da morte, como titulou o outro. Quanto às pessoas, e fazendo fé no ensaio laboratorial do que não virgula-de-virgular, estamos conversados. Parece que é maleita não desejada, esta de envelhecer, envelhecer. Sem morrer. Porque, reconheçamo-lo, e com humildade, que a morte é a cura para vida. Lembro-me da minha avó, viva, numa cama, há pelos menos dois anos. O que a vai curar? Claro que sim. Quando um dia vier. O mais longe que seja, cruzes-canhoto-bate-na-madeira, que o egoísmo dos que vivem-de-viver mais não permite. E eu não serei excepção.</p>
<p>(ao tempo que já não escrevia assim, caramba, para que eu me entenda, sem pretender ser o pivot de serviço)</p>
<p>Terão os projectos igual referência? Será o fim dos projectos, fará o fim de um projecto, parte essencial do dito projecto? Ou poderão os projectos ultrapassar os tempos de vida das pessoas? Talvez tudo. Sim e não. Depende do projecto, da maleabilidade dos projectos, depende das pessoas que hão-de vir. Dar-lhe almoço, jantar e lanche.</p>
<p>Sim, porque desenganem-se, um projecto não tem perninhas para andar sozinho. E o único que tinha, o feioso da cabecita remendada e do corpito aos retalhos a que o louco deu vida, retribuiu como se viu.</p>
<p>Vou ali já venho, amanhã quem sabe, para o mês que vem, um dia destes, nunca mais, terminar o que não comecei, porque tenho mais que fazer e chamam-me ao telefone. Assunto urgente e importante, coisa de trabalho, dizem-me. Fiquem aí à espera que eu já volto, está bem? Porque é isto, segundo sei, o que se pretende dum blogue. Coisa sem obrigações, sem tempos, que sabe reconhecer as premências superiores. Ou vocês, meia dúzia de leitores atraiçoados, pensaram mesmo que eu vinha para aqui falar duma coisa tão respondona como um avião que explode, um político medíocre? As notícias do dia a dia? Blocos e partidos? Futebóis e tristezas?</p>
<p>Comprem mas é o jornal, que eu tenho mais que fazer. </p>]]></content:encoded>
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