Pesquisa

SUBSCREVER

RSS iconSubscrever em leitor RSS

Add to Google Reader or Homepage
Receba por e-mail


serviço via FeedBurner

AUTORES

António Figueira Arcebispo de Cantuária Bruno Peixe Carlos Vidal catarinahenriques
Emídio Fernando Filipe Gomes Filipe Moura Francisco Santos João Branco Jorge Mateus Jorge Palinhos José Vieira Mendes
Luis Rainha Nuno Ramos de Almeida ondina Paulo Jorge Vieira
Pedro Ferreira Ricardo Santos Pinto Rui Curado Silva Tiago Mota Saraiva zenuno

COMENTÁRIOS


AUTORES (ARQ)

Ana Matos Pires
ezequiel
Fernanda Câncio
Ines Meneses
Ivan Nunes
João Galamba
João Pinto e Castro
Joana Amaral Dias
José Pedro Barreto
Maria João Pires
Marta Rebelo
Palmira Silva
Paulo Pinto
pedro vieira, o irmaolucia
Rogério da Costa Pereira
Rui Tavares
  • Grécia: A explosão de cólera em Atenas tem não uma, mas muitas causas

    14 de Dezembro de 2008 por Tiago Mota Saraiva

    http://www.lemonde.fr/europe/portfolio/2008/12/13/manifestations-dans-le-calme-en-grece_1130974_3214.html

    A média capitalista, como de costume, omite a compreensão de todo o contexto desta explosão insurreccional na Grécia.
    Lá como cá existe uma insatisfação cada vez maior da juventude, confinada entre empregos precários e mal pagos e o desemprego.
    A juventude é cada vez mais culta, mais instruída; é inevitável que se politize e que adopte as tendências de esquerda libertárias, pois são as que lhes oferecem garantias de não comprometimento com um poder cada vez mais corrupto.

    Por isso, não admira que exista um eco e solidariedade activa em Itália, em Espanha, em França ou na Dinamarca e em muitos países onde a situação dos jovens se torna cada vez mais destituída de esperança.
    Ler o resto »

    tags: , ,

    A feira de Carcavelos e a estratégia espanhola

    4 de Novembro de 2008 por Emídio Fernando

    Mal foi empossado primeiro-ministro, José Sócrates anunciou com o entusiasmo conhecido qual seria a prioridade do Governo português: “Espanha, Espanha, Espanha”. Pragmático, meses depois, Sócrates já começava a rodar a prioridade, apontando a agulha para África, mais precisamente para Angola. O que aliás até lhe causou engulhos internos, dentro da sua família socialista. De mão estendida, lá andam os portugueses a mendigar uns negócios e um dirigente do PS já me confessou que se não fosse Angola, “isto estaria bem pior”.
    Mas enquanto o Governo português empurra os empresários portugueses ao negócio tipo “feira de Carcavelos”, seguindo aliás, uma sina lusa que já data do séc XVII, a Espanha, a tal que era prioritária, avança em bicos de pés. Mas pés de ouro, como se pode ler:
    O secretário de Estado espanhol para as Relações Exteriores, Ângelo Lossada, disse sexta-feira à macauhub em Maputo que a Espanha aumentou o seu apoio à África ao sul do Sahara de 150 para 1190 milhões de euros de 2004 para 2008.
    Lossada fez estas declarações à macauhub à margem da cerimónia de encerramento do segundo encontro havido em Maputo entre 24 universidades espanholas e 22 universidades africanas.
    “África é agora a nossa prioridade depois da América Latina”, disse o secretário de Estado para as Relações Exteriores espanhol.
    Dá para perceber a diferença de estratégia. Desde que Lisboa aposta em África, não me lembro de ter havido um encontro de universidades portuguesas e africanas. Mas sei de muitos encontros, reuniões, discussões de como vender produtos, de como transportá-los em contentores, de como enriquecer rápido e em força. Agora, deixar uma marca e apostar no futuro são coisas para quem sabe e para quem quer.

    tags:

    Sobre o Prémio Nobel de Física de 2008

    10 de Outubro de 2008 por Filipe Moura

    Para variar um pouco dos habituais temas “Sarah Palin - casamento gay - Pedro Rolo Duarte” (e Kant), proponho a quem estiver interessado que leia o que eu tenho a dizer sobre o assunto em dois textos - primeiro aqui e depois aqui. Tem a ver com o tópico habitual de trabalho de um fiel comentador do 5 Dias. E, contrariamente à opinião de Carlos Fiolhais, creio que este ano é um assunto controverso.

    tags: ,

    Luz #1

    9 de Outubro de 2008 por Rogério da Costa Pereira

    Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. Tentei reconhecer-nos em ti, reconhecer-te em nós. Nada. Não pude. Lembro-me da primeira roupinha que te vesti, ali, com 5 minutos de vida. Tu e eu, ambos com 5 minutos de vida. Um casaco azul por cima. Vou ali já venho, disse a enfermeira - vá-o vestindo. E vesti. Ao mesmo tempo que me degladiava com as instruções da caixa de recolha das células estaminais. E tu dormias ou tinhas os olhos fechados. Coisa que o valha. Deus meu. Que coisa tão forte, quem é que se recusa a passar por isto? Quem é que voluntariamente se recusa a ter um vislumbre de Deus? A tua mãe, exaurida, ainda não te tinha visto. O que é que eu faço? De que cor são as paredes? O tecto? Chove ou faz sol? Que dizem os jornais? Pára! Pára de rodar por um instante, que eu quero apreender tudo, até ao mais ínfimo pormenor. Antes, minutos antes: não queira ter o filho pela boca, mulher, que seria caso nunca visto. Força, força, amor. Já o vejo. Já o vejo. Já nos vê. Levantei a cabeça, tu choravas, eu chorava, ele chorava, o quarto sangrava. Os internos que assistiam olhavam para nós fascinados. Era fascínio, espanto, era também alguma cegueira, causada pela luz imensa que se fez naquela sala. E para a qual eles não estavam preparados. Nem nós, mas nós pudemos chorar para limpar os olhos. Ainda hoje sinto um nó de felicidade na garganta de cada vez que me lembro desse dia, desses instantes. As palavras são muito pouco e poderia estar aqui o resto do dia a debitá-las que nada acrescentaria ao que já disse. Luz, acima de tudo é isso. Uma luz imensa, divina. Como se alguém muito grande e com uma mão muito grande, tivesse carregado num interruptor muito grande e acendido uma lâmpada muito grande. Foi de parir. Esse alguém e essa mão e esse interruptor e essa luz. Foi de parir. Ao parir assim, e parimos os três, faz-se essa luz imensa. Dá-se essa luz, diferente de dar alguém à luz. Filho, um ano, e no entanto parece que foi no início desta carta que ora te deixo. Sei que daqui a cinquenta anos te diria o mesmo. Parece que foi mesmo agora. Há-de parecer sempre. Como se mesmo agora. E cada vez que te olho, a mesma luz desce sobre mim. A luz que nos alumiará aos três, para sempre. Haja o que houver. Ser pai, ser mãe, ser filho. Há um ano. Parabéns, meus amores.

    tags: ,

    O fim do fim da história

    11 de Maio de 2008 por João Pinto e Castro

    Diz-se que o capitalismo venceu o socialismo, mas não foi bem assim: a 2ª Internacional venceu a 3ª Internacional, por isso todo o Ocidente e arredores vive presentemente em social-democracia.

    Ao cabo de dois séculos de muitas vitórias e grandes asneiras, a esquerda foi forçada a parar um pouco para retemperar forças. Animada pela queda do Muro de Berlim, que interpretou mal, a direita decretou primeiro o fim da história, para depois se dedicar a inverter a sua marcha.

    Apesar de tudo, a Era do Caranguejo produziu relativamente pouco retrocesso histórico, em parte porque o tradicional argumento conservador funciona hoje a favor da social-democracia: se nos pusermos a fazer muitas reformas, o resultado final pode ser bem pior do que aquilo que já temos.

    De modo que o passo seguinte da direita foi avançar para o neo-conservadorismo, uma doutrina de transformação revolucionária da situação mundial que de conservadora não tem nada.

    Os cacos estão aí à vista de todos, pelo que este deprimente interregno está prestes a chegar ao fim. Quando é que isso sucederá? Logo que o mundo se consciencialize verdadeiramente da dimensão do buraco em que Bush mergulhou a América.

    tags:

    O abandono do voto de silêncio até me emocionou, bolas

    2 de Maio de 2008 por Maria João Pires

    tags:

    Intermitências privadas

    17 de Abril de 2008 por Rogério da Costa Pereira

    Hoje deu-me para reflectir sobre os tempos de vida – das pessoas e das coisas; dos seres e dos projectos. Das intermitências da morte, como titulou o outro. Quanto às pessoas, e fazendo fé no ensaio laboratorial do que não virgula-de-virgular, estamos conversados. Parece que é maleita não desejada, esta de envelhecer, envelhecer. Sem morrer. Porque, reconheçamo-lo, e com humildade, que a morte é a cura para vida. Lembro-me da minha avó, viva, numa cama, há pelos menos dois anos. O que a vai curar? Claro que sim. Quando um dia vier. O mais longe que seja, cruzes-canhoto-bate-na-madeira, que o egoísmo dos que vivem-de-viver mais não permite. E eu não serei excepção.

    (ao tempo que já não escrevia assim, caramba, para que eu me entenda, sem pretender ser o pivot de serviço)

    Terão os projectos igual referência? Será o fim dos projectos, fará o fim de um projecto, parte essencial do dito projecto? Ou poderão os projectos ultrapassar os tempos de vida das pessoas? Talvez tudo. Sim e não. Depende do projecto, da maleabilidade dos projectos, depende das pessoas que hão-de vir. Dar-lhe almoço, jantar e lanche.

    Sim, porque desenganem-se, um projecto não tem perninhas para andar sozinho. E o único que tinha, o feioso da cabecita remendada e do corpito aos retalhos a que o louco deu vida, retribuiu como se viu.

    Vou ali já venho, amanhã quem sabe, para o mês que vem, um dia destes, nunca mais, terminar o que não comecei, porque tenho mais que fazer e chamam-me ao telefone. Assunto urgente e importante, coisa de trabalho, dizem-me. Fiquem aí à espera que eu já volto, está bem? Porque é isto, segundo sei, o que se pretende dum blogue. Coisa sem obrigações, sem tempos, que sabe reconhecer as premências superiores. Ou vocês, meia dúzia de leitores atraiçoados, pensaram mesmo que eu vinha para aqui falar duma coisa tão respondona como um avião que explode, um político medíocre? As notícias do dia a dia? Blocos e partidos? Futebóis e tristezas?

    Comprem mas é o jornal, que eu tenho mais que fazer.

    tags: ,

    em arquivo


    Parece ser mesmo verdade que Israel apenas aponta a terroristas

    6 de Janeiro de 2009 por Luis Rainha | 4 comentários

    A frase que resume uma entrevista

    6 de Janeiro de 2009 por Emídio Fernando | 1 comentário

    Qual é mesmo o salário mínimo nacional?

    6 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | 3 comentários

    Factos - 1

    6 de Janeiro de 2009 por Jorge Palinhos | 2 comentários

    Entrevista ao Primeiro Ministro

    6 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 12 comentários

    Vanguarda e Bouguereau, Bouguereau e vanguarda (a propósito da Ondina)

    6 de Janeiro de 2009 por Carlos Vidal | 11 comentários

    Houve muita coisa mas os sokalianos-jugulares paralisaram-se antes de Altamira

    6 de Janeiro de 2009 por Carlos Vidal | 8 comentários

    Reforços para o 5 dias

    5 de Janeiro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 7 comentários

    Em louvor de J. P. Simões

    5 de Janeiro de 2009 por António Figueira | sem comentários

    Mais uma sessão de propaganda eleitoral…

    5 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | 4 comentários

    Outra língua, os mesmos “enganos”

    5 de Janeiro de 2009 por Luis Rainha | 12 comentários

    O ano de 2008 através do olhar do «5 Dias», ou uma homenagem a todos os autores e comentadores que por aqui passaram no último ano (III - Julho a Setembro)

    5 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | sem comentários

    Europa unida jamais será entendida

    5 de Janeiro de 2009 por Emídio Fernando | 1 comentário

    100 olhos por olho, 100 dentes por dente

    5 de Janeiro de 2009 por Luis Rainha | 2 comentários

    Tremam todos que o país vem abaixo:

    5 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 1 comentário

    Aqui jaz um artigo infeliz

    5 de Janeiro de 2009 por João Branco | 18 comentários

    Deve ser a gozar…

    5 de Janeiro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 2 comentários

    O lugar natural

    4 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto | 7 comentários

    Imagem para o “Capitalismo e regressão” da Ondina

    4 de Janeiro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 2 comentários

    Kenneth Anger

    4 de Janeiro de 2009 por ondina | 5 comentários