Parte 1 – Lucro da Mota-Engil sobe 45% para 4,5 milhões
Parte 2 – Portugueses trabalham para pagar impostos até 3 de Junho
Parte 4
Italianos atacam repartições de finanças (clique para ver o vídeo da Euronews).
Parte 1 – Lucro da Mota-Engil sobe 45% para 4,5 milhões
Parte 2 – Portugueses trabalham para pagar impostos até 3 de Junho
Parte 4
Italianos atacam repartições de finanças (clique para ver o vídeo da Euronews).
Debate da Dívida, todos os vídeos aqui
Portugal e Grécia – os mesmos problemas, a mesma luta, a mesma solução
«A austeridade é um inferno para os trabalhadores.
E o inferno não pode ser renegociado»
Se baixar os impostos sobre os rendimentos dos grandes investidores e dos bancos e subir os impostos sobre os rendimentos dos trabalhadores fosse essencial para a saúde económica do país,
Se «flexibilizar» o regime de trabalho e facilitar os despedimentos fosse bom para a criação de emprego,
Se multiplicar os encargos da dívida pública ano após ano fosse a solução para os problemas económicos e financeiros,
Então já há muitos anos teríamos atingido o pleno emprego, o bem-estar social e um alto nível de rendimento económico. É necessário despertar a memória e recordar que já desde antes dos PEC e do memorando da Troika é esta a política seguida pela governação. Mas agora em dose reforçada.
A política de austeridade é uma burla, NÃO EXISTE! O que existe é austeridade para os trabalhadores e bem-aventurança para os grandes investidores e a banca.
Os números não enganam: os beneficiários da bem-aventurança têm lucros crescentes, de ano para ano; as vítimas da austeridade vão caindo numa miséria confrangedora.
É facto que uns quantos bancos sofreram desaires resultantes das burlas e aventuras especulativas que praticaram. Nada disso pode confundir o nosso discernimento: desde o fim da II Guerra Mundial, nunca o fosso entre ricos e pobres se alargou tanto; nunca a acumulação de grandes fortunas atingiu níveis tão altos; nunca a fome, a miséria, a insegurança atingiram os povos da Europa desta maneira.
Se a boa saúde da banca é, como nos dizem, essencial para a economia do país e o bem-estar da sociedade no seu todo, então torna-se óbvio que esse sector da economia não pode permanecer sob controle dos interesses privados – tem de passar a ser controlado pelo conjunto da sociedade.
(…)Com estes actos bárbaros não se pode pactuar nem negociar. Nem aqui, nem na Grécia, nem em parte alguma do Mundo. Por isso subscrevemos a afirmação do sr. Tripsas: «A austeridade é um inferno [para os trabalhadores]. E o inferno não pode ser renegociado.»
O resto da Declaração do CADPP de solidariedade à Grécia aqui
Lisboa, 22-05-2012,
CADPP – Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa
www.cadpp.org
Sucessivos governos do PASOK e da Nova Democracia com o apoio da Goldman Sachs, aldrabaram as contas da Grécia. Na retórica capitalista são denominados como “os gregos”.
Quando foi preciso colocar as “contas em ordem” chamaram um “tecnocrata” da Goldman Sachs e agora apoiam os dois únicos “partidos credíveis”, PASOK e Nova Democracia, que querem pagar a dívida que “os gregos” contraíram.
Foto publicada no ACADÉMICA – UMA HISTÓRIA DO FUTEBOL, do João Mesquita, um homem que merecia hoje festejar desta maneira. Tal como em 1939, a taça hoje é dos de baixo!
Vamos matar saudades, lutar contra o coiso, demitir o saudosista e mandar de cana o trambolho violento? Haverá como derrubar o governo da troika sem derrubar o governo da república?
Rua! Já!
Menos que isto só quem não é sério se pode sentir confortável neste país!

A possibilidade de vitória da esquerda nas eleições gregas tem motivado as mais aviltantes acções da oligarquia europeia. Depois da imperial retenção das transferências acordadas, sucederam-se as declarações de ameaça ao povo grego proferidas pelos mais altos responsáveis da política europeia.
Durão Barroso, a figura máxima desta oligarquia pouco dada a eleições, afirmou que a Grécia devia respeitar as outras dezasseis democracias da Zona Euro, como se a maioria dos povos da Europa tivesse sido chamado a opinar sobre a situação grega, sobre o euro ou sobre o Tratado de Lisboa.
Neste momento, a escalada no tom de ameaça não nos permite afirmar com toda a segurança que não será inventado um estado de excepção para impedir o povo grego de exercer o seu direito de voto em liberdade.
Todos os artifícios anti-democráticos com que os partidos da troika foram armadilhando o sistema eleitoral grego (os 50 deputados para o partido vencedor ou o limite mínimo de percentagem eleitoral para os pequenos partidos poderem entrar no parlamento) poderão não chegar para que se perpetuem no poder.
Esta é a declinação óbvia de uma Europa que se erigiu à margem da decisão popular. Um dos instrumentos da democracia são as eleições – é bom não esquecer que existem outros igualmente importantes como a liberdade de escolha, o acesso à informação, cultura e educação ou a igualdade de direitos na saúde e na justiça.
Em democracia deve-se poder escolher entre caminhos diferentes, paralelos ou opostos. Em democracia não se escolhe pessoas decide-se políticas. Em democracia não há inevitáveis.
Hoje no i

Caja Madrid, antes de transformarse en Bankia, concedió un crédito de 76,5 millones de euros al Real Madrid para financiar el fichaje de ‘CR7′. Ahora Bankia necesita 10.000 millones
“A serem verdadeiras, as imputações feitas pelo CR ao Dr. Miguel Relvas revestem uma gravidade extrema, desde logo pela circunstância de ser um titular de um cargo público, além do mais ministro, e especialmente por ser o membro do governo responsável pela área da Comunicação Social. A confirmarem-se, o Dr. Miguel Relvas deixaria de ter condições para manter-se no Governo, e muito especialmente com as responsabilidades governativas que tem.”
Passagem do comunicado do Sindicato de Jornalistas.
Aqui é acusado, aqui nega, aqui desculpa-se e aqui recusa comentar, mas em lado nenhum se encontra a sua demissão. Posto que está demonstrado não ter estrutura moral para se demitir, resta saber quanto do seu mandato está Passos Coelho disposto a prescindir para manter à tona o saudosista Miguel Relvas.
Quanto à bafienta direcção do Público, que releva a importância deste caso por “lidarem com situações do género com muita frequência”, é desta que abdica de anos a corroer o jornalismo, a ferir a liberdade de informação e a destruir o órgão que lhes foi confiado?
Eu até não acho que o mais grave extraordinário do caso seja a ameaça de publicar dados pessoais da jornalista, prática canalha muito utilizada por sucessivos poderes. O mais interessante revelador é a ideia que Relvas tem os ministros no bolso. Que, por sua determinação, deixariam de falar com o Público.
Se não obrigarem Relvas a demitir-se (é claro que o homem nunca sairá pelo seu pé!), significa que estamos, entre outras coisas, perante um bando de bananas.
P.S. – Já agora aqui fica o corajoso comunicado do Conselho de Redacção do Público.
Porque considero que algumas coisas são de tal forma graves e essenciais (por porem boçalmente em causa os mais elementares princípios de comportamento num regime democrático, independentemente dos modelos socio-económicos que cada um defenda) para serem objecto de mero repúdio ou desabafo;
e porque considero que uma carta aberta deve, antes de mais, dirigir-se efectivamente ao seu destinatário e subordinar-se à eficácia da comunicação entre duas pessoas que levou à sua escrita;
será amanhã que escreverei uma carta aberta a Pedro Passos Coelho acerca das pressões (e seu tipo e ameaças envolvidas) que, segundo o Conselho de Redacção do jornal Público, o seu nº 2 político exerceu sobre um meio de comunicação independente.
Se, ao abrir a televisão pela manhã, vier a saber da exoneração de Miguel Relvas, o primeiro-ministro ter-me-á poupado esse trabalho.
A coisa até que está bem encaminhada. (É pena é o deputado Tavares não devolver o mandato europeu que julga pertencer-lhe. De resto, coiso… vou coisando…)
Um pouco mais a sério: se já na próxima segunda-feira (na abertura dos mercados, por exemplo) ninguém mais vai falar ou lembrar-se do Manifesto do Tavares verde, para que é que aqui ainda se continua a falar dessa m… ??
(E ilustro isto com o quê?)
A frase do título (do post) era do crítico e musicólogo inglês John Steane.
Schubert, o lied, era o terreno de Fischer-Dieskau, como também Bach, Mozart, Brahms, Richard Strauss, Mahler…. Eram o seu terreno e continuarão a ser, muito para lá do dia de hoje. Mas era Schubert quem lhe “arrumava” ou ofertava voz e alma. Disse uma vez, numa das várias gravações Schubert com Gerald Moore: “as sessões de gravação de Schubert conduziam-nos [a Moore e a Dieskau] ao essencial. De imediato me sentia em casa, mesmo nas canções que para mim eram novas. Admirava cada vez mais o foco da expressão em Schubert e a sua sensibilidade artística. Por vezes, antes de lá voltar, a Schubert, sentia a minha voz demasiadamente distendida e fina. Mas, em Schubert, ela de imediato reganhava a sua plena sonoridade”.
Quando fez 80 anos, a Deutsche Grammophon editou uma bela caixa retrospectiva do cantor com um DVD inédito. Dieskau e ao piano um dos dois ou três maiores pianistas do século, Sviatoslav Richter. Momento raro: Dieskau cantava e interpretava Schubert. O mesmo se podia dizer de Richter, ou seja, este não acompanhava apenas o cantor, interpretava o compositor. É o encontro destes dois intérpretes que circula hoje um pouco por aí, jornais e blogues. Boa escolha:
Mais uma declaração épica do Ministro da Economia sobre o desemprego.
P.S. 01. (Tradução via Joana Manuel)
”É espantosa a forma significativa como uma ideia pode moldar uma sociedade e as suas políticas. Vejam este exemplo:
Se os impostos dos ricos subirem, a criação de emprego diminui
Esta ideia é um dogma de fé para os republicanos americanos que só raramente é contraposta pelos democratas e tem moldado grande parte do nosso panorama económico.
Mas por vezes ideias que tomamos como verdadeiras estão fundamentalmente erradas. Durante milhares de anos acreditou-se que a Terra girava em torno do Sol. Não é verdade, e um astrónomo que ainda acredite nisso não será muito bom na sua profissão.
Eu iniciei, ou ajudei a iniciar, dezenas de empreendimentos que começaram por contratar imensa gente. Mas sem ninguem nem que tenha poder de compra para comprar o que tinhamos para vender, todos os meus negócios teriam fracassado, e todos esses postos de trabalho ter-se-iam evaporado.
É por isso que posso dizer com segurança que os ricos não criam emprego, nem sequer as empresas, pequenas ou grandes. O que leva a maior emprego é um cíclo vicioso entre clientes e empresas semelhante ao ciclo da vida. E apenas os consumidores podem iniciar esse ciclo virtuoso de aumento de procura, o que leva à contratação. Neste sentido, um consumidor normal de classe média é um “criador de emprego” bem maior que um capitalista como eu.
Por isso, quando homens de negócios se congratulam por criar emprego, é como esquilos congratularem-se pela evolução das espécies. Na verdade, o sentido é inverso.
Toda a gente que tenha um negócio sabe que a contratação é o último recurso de um capitalista, algo que fazemos apenas quando o aumento da procura o exige. E neste sentido, chamar-nos de criadores de emprego é falacioso.
É por isso que as nossas políticas correntes estão todas ao contrário. Quando temos um sistema fiscal em que a maioria das isenções e as taxas mais baixas beneficiam os ricos, tudo em nome da “criação de emprego”, a única consequência é os ricos ficarem mais ricos.
Desde 1980 que a percentagem de receitas para os americanos mais ricos mais que triplicou, enquanto a sua carga fiscal diminuiu cerca de 50%.
Se fosse verdade que impostos mais baixos e mais riqueza para os ricos leva à criação de emprego, então estariamos a nadar em empregos. E, no entanto, o desemprego e a precariedade estão a níveis recorde.
Outro motivo pelo qual esta ideia é tão errada é o facto de não ser possível a existência de ultra milionários em número suficiente para dinamizar a economia. O rendimento anual de pessoas como eu é centenas, se não milhares de vezes superior ao do americano médio, mas nós milionários não consumimos centenas ou milhares de vezes mais coisas. A minha familia tem três carros, não 3.000. Compro alguns pares de calças e algumas camisas ao ano, tal como o americano comum. E tal como o americano comum, saio para jantar com a minha familia e amigos apenas ocasionalmente.
Não posso comprar coisas que cheguem para compensar o facto de milhões de desempregados e precários americanos não conseguirem comprar roupa, ou carros, ou poder ir jantar fora. Ou para compensar o consumo decrescente da vasta maioria de americanos que vivem com o orçamento à justa, enterrados numa espiral de preços cada vez mais altos e salários estagnados ou em recessão.
Eis um facto incrível: Se a família americana típica ganhasse percentualmente o mesmo que em 1980, teriam salários 25% mais elevados, e correspondente em média a uns espantosos $13.000 a mais por ano. E como estaria a economia se fosse esse o caso?
Capitalistas como eu receberam privilégios significativos por sermos vistos como “criadores de emprego”, no centro do universo económico, e a linguagem e as metáforas que usamos para defender a justiça da corrente situação socioeconómica diz muito. É um pequeno passo de “criador de emprego” a “O Criador”. A escolha de palavras não é acidental, e há que ter a honestidade de admitir que chamarmo-nos a nós mesmos “criadores de emprego” é uma afirmação sobre o funcionamento da nossa economia que nos confere estatuto e privilégios.
O diferencial extraordinário entre uma taxa de 15% em ganhos capitais, dividendos e jutos acumulados para os capitalistas e uma taxa marginal de topo de 35% para o americano comum é um privilégio difícil de aceitar sem um toque de endeusamento.
Percebemos tudo ao contrário nos últimos 30 anos. Homens de negócios ricos como eu não criam empregos. São, ao invés disso, a consequência de um feedback eco-sistemico sustentado e animado pelos consumidores de classe média, que são a razão que fazem os negócios prosperar, as empresas crescer e contratar, e os seus donos lucrar. É por isso que taxar os ricos para realizar investimentos para benefício de todos é um excelente negócio tanto para ricos como para a classe média.
Portanto, eis uma ideia que vale a pena espalhar:
Numa economia capitalista, os verdadeiros criadores de emprego são os consumidores, a classe média. E taxar os ricos para realizar investimentos que fortaleçam a classe média é pura e simplesmente a coisa mais inteligente que podemos fazer pela classe média, pelos pobres e pelos ricos.
Obrigado.”
P.s. 02. (via Artur Neves)
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