cinco dias http://5dias.net cinco dias, cinco pessoas Sun, 18 May 2008 00:18:19 +0000 http://wordpress.org/?v=2.5.1 en “mostravam uma grande cumplicidade” http://5dias.net/2008/05/18/mostravam-uma-grande-cumplicidade/ http://5dias.net/2008/05/18/mostravam-uma-grande-cumplicidade/#comments Sat, 17 May 2008 23:57:08 +0000 Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/?p=3078 SHARETHIS.addEntry({ title: "“mostravam uma grande cumplicidade”", url: "http://5dias.net/2008/05/18/mostravam-uma-grande-cumplicidade/" });]]>

Foto de Nicole Tran Ba Vang

Fico maravilhado quando leio, nas inúmeras revistas que entopem as bancas, esta maravilhosa frase que escolhi para título. A devassa da vida privada é um grande negócio. Dele se alimentam aqueles que vendem as revistas e a maioria daqueles que vêm nelas. A conquista da “vida privada” é muito recente e pode até ser uma conquista civilizacional. Dizem os historiadores que antigamente os senhores tomavam banho à frente de toda os criados e famílias, a invenção do WC, da banheira e da cortina fez-nos poupar muitas vergonhas às gerações vindoras. Mas a vida privada que se exibe não passa de uma representação. Até porque a verdadeira é tão chata como a dos demais.

Assistir a entrevista do nosso primeiro ministro, ou de outro qualquer políticos, na intimidade é ver o grau zero das representações do marketing que tem como única virtude poupar-nos ao tédio da vida de todos os dias. Sejamos francos a Claudia Vieira dos cartazes tem muito mais glamour do que a mesma no WC.

O filósofo Zizek escreve no seu último livro que lhe apetecia colocar na lombada do “In Defense of Lost Causes”, em vez das habituais confidências dos autores que se “humanizam” garantindo que brincam com o seu gato e que plantam tulipas, lhe apetecia acrescentar esta passagem educativa: “Slavoj Zizek nos seus tempos livre gosta de navegar na internet em busca de pornografia com crianças e de ensinar o seu filho a arrancar as patas das aranhas”. A provocação serviria pelo menos para denunciar a fraude da arte das lombadas intimistas.

A partilha desta “riqueza da nossa vida interior” não passa de uma arte de enganos que exibe a nossa mais pura imagem ideológica.

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Estou tão contente, tão contente… http://5dias.net/2008/05/18/estou-tao-contente-tao-contente/ http://5dias.net/2008/05/18/estou-tao-contente-tao-contente/#comments Sat, 17 May 2008 23:08:10 +0000 Maria João Pires http://5dias.net/?p=3077 SHARETHIS.addEntry({ title: "Estou tão contente, tão contente…", url: "http://5dias.net/2008/05/18/estou-tao-contente-tao-contente/" });]]> … que me apetece partilhar a felicidade porque pode ser que existam outros desgraçados a passar pelo mesmo suplício que eu. Desde há uns dias que andava a ter problemas para ver clips do Youtube. No início era só muito de vez em quando mas, nos últimos dias, a coisa tornou-se recorrente e sistemática, de cada vez que tentava apanhava com a mensagem “We’re sorry, this video is no longer available”. Uma mensagem banal, estarão vossas mercês a pensar. Seria banal e normal se correspondesse à situação típica, ou seja, quando algum vídeo deixa de estar disponível. Contudo tal não era o caso já que eu via gente a tecer uma série de comentários sobre as imagens que a mim me informavam “já não estarem disponíveis”. Claro que pensei num bicho manhoso, fiz correr tudo o que era anti-vírus e anti-spyware e nada. Até que agora, já à beira de um ataque de nervos, resolvi encher-me de coragem e googlar o “”We’re sorry, this video is no longer available”… tcharan, resolvi o meu problema quando cheguei aqui e li que bastava desligar o Google Web Accelerator. Obedientemente fi-lo, sem questionar nem me preocupando em perder tempo com a maioria do palavreado que por lá se encontra… yes já recuperei a “visão”!

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O Zenit lava mais branco http://5dias.net/2008/05/17/o-zenit-lava-mais-branco/ http://5dias.net/2008/05/17/o-zenit-lava-mais-branco/#comments Sat, 17 May 2008 22:38:28 +0000 Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/?p=3075 SHARETHIS.addEntry({ title: "O Zenit lava mais branco", url: "http://5dias.net/2008/05/17/o-zenit-lava-mais-branco/" });]]>

O Clube russo Zenit de São Petersburgo ganhou a final da taça UEFA. Jogaram melhor, mas mereciam perder. Há poucos dias, o treinador do Zenit, Dick Advocaat, declarou que é impossível o clube contratar um negro. “Eu gostaria de contratar qualquer pessoa, mas os adeptos não gostam de negros. Honestamente, não entendo por que eles prestam tanta atenção na cor da pele. Na nossa equipa é impossível ter um negro”, disse ao site Scotsman.com.

Os adeptos do clube não gostam de negros com a camisola do clube. Para falar verdade, eles não gostam de negros, ponto final.

Durante a partida contra o Olympique de Marseille, adeptos do Zenit insultaram repetidamente três jogadores negros do Marselha. O clube francês enviou queixa à Uefa.

Os russos negaram tudo em comunicado oficial: “O Zenit une jogadores de diferentes nacionalidades e religiões. Nosso clube tem milhões de adeptos, em diferentes países. O clube e seus jogadores participam frequentemente de programas anti-racistas”. Enfim, o treinador do Zenit afirma que não pode contratar negros, mas o clube participa em acções anti-racistas ao fim de semana.

No seu livro “Futebol, ao Sol e Sombra” , Eduardo Galeano escreveu o seguinte: “ Em 1921, a Copa América ia ser disputada em Buenos Aires. O Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, redigiu um decreto de brancura. Ordenou que não se enviasse nenhum jogador de pele morena, por razões de prestígio pátrio. Das três partidas que jogou a selecção perdeu duas.
Nesse campeonato Friedenreich não jogou. Naquela época era impossível ser negro no futebol brasileiro e ser mulato era difícil. Friedenreich entrava no campo sempre tarde, porque no vestiário demorava meia hora a esticar o cabelo, e o único mulato do Fluminense, Carlos Alberto, branqueava a cara com pó de arroz”.

O Zenit ganhou a taça Uefa , mas o seu racismo torna-o infinitamente inferior as milhares de equipas que jogam todos os dias com gente de todas as cores.

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“mieux vaut un désastre qu’un désêtre” http://5dias.net/2008/05/17/o-elogio-da-mudanca/ http://5dias.net/2008/05/17/o-elogio-da-mudanca/#comments Sat, 17 May 2008 22:26:52 +0000 Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/?p=3073 SHARETHIS.addEntry({ title: "“mieux vaut un désastre qu’un désêtre”", url: "http://5dias.net/2008/05/17/o-elogio-da-mudanca/" });]]>

Cresci a escutar a história de uma revolta perdida. Os meus pais e eu íamos mudando de país em país: Checoslováquia, Argélia, Suiça, França e tinhamos entrado em Portugal ilegalmente, como clandestinos , e o meu pai não se cansava de me contar, como se fosse um conto de fadas, a Revolta dos Anjos de Anatole France. Dizia-me que depois de muitos abusos e opressão, os anjos tinham decidido revoltar-se . Na véspera do grande dia o líder dos revolucionários sonhava que triunfavam e ocupavam o trono do tirano. O sonho revelava que pouco tempo depois, com a grande canga das coisas inevitáveis, tornavam-se senhores em vez dos senhores que tinham jurado derrubar. Depois de acordar, Lucifer teria desistido de revoltar-se. A história tinha uma moral obvia que nos impelia a estar quietos, contudo parece que teimavamos em não lhe obedecer, apesar de se perceber, quando escutavamos o conto, que a maior parte dos esforços são em vão.

Muitos anos depois li o Falcão de Malta de Dashiel Hammet e tropecei na história de um homem desaparecido. O detective Sam Spade foi encarregue de descobrir o rasto desse homem que abandonou, o trabalho, uma família e a sua terra. Anos depois encontrou-o numa outra terra, com outro emprego e uma outra família. Tinha trocado uma vida de Silva por uma vida de Sousa. Parecia estar a viver a mesma entediante existência algumas centenas de quilómetros mais à frente. No entanto, ele estava profundamente convencido que tinha valido a pena começar de novo. A realidade dessa mudança era vazia, mas graças a essa ruptura tinha parecido valer a pena.

Transformar o mundo e mudar de vida como exigiam Marx e Rimbaud parece muita vezes sem sentido. Mas, há algum sentido em estar parado? Nos seus Provérbios do Inferno de William Blake garantia: “o que deseja e não age gera pestilência”.
A guerra dos anjos revoltados contra o poder de Deus é uma guerra perdida. Mas é um grito contra a adversidade.
Como escrevia Giambattista de Marino, no seu Satã, ”(…) e mesmo se tombarmos vencidos, ter tentado tão alto feito é ainda um triunfo…”

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Conforme original http://5dias.net/2008/05/17/conforme-original/ http://5dias.net/2008/05/17/conforme-original/#comments Sat, 17 May 2008 13:46:40 +0000 Rogério da Costa Pereira http://5dias.net/?p=3071 SHARETHIS.addEntry({ title: "Conforme original", url: "http://5dias.net/2008/05/17/conforme-original/" });]]>

Recebeu-o das minhas mãos e acariciou-lhe, por duas vezes, o “Ne varietur” da capa, como que para o fazer seu (pois naquele nunca tinha tocado) e para se certificar do que tinha mudado desde que o havia passado para as folhas do Bombarda. Depois de, à segunda, ter percebido o nome de quem o interpelava, passou-o para o papel, precedendo-o de um “Para” e preenchendo os espaços vazios, e assinou. Sem acento no “o” de António. E, de novo, passou por duas vezes o polegar da mão esquerda no “Ne varietur” da capa. Descansado, entregou-mo - “o Barrigana continua lá”, disse-me (em azul e sem abrir a boca). Apontando com os olhos para o “Para” dela, Maria Eugénia, a senhora da caixa, ao reparar que também eu levava um “Para”, atirou-me: “É um malandreco, aquele! Não fazia ideia!”. Depois, sem mos pedir, disse-me que eram vinte e cinco euros. Aceitando o eufemismo (é uma Bertrand, caramba), entreguei-lhe as duas notas que tinha.

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Hoje o Vasco apareceu… e o umbigo da Manela quase que também http://5dias.net/2008/05/16/hoje-o-vasco-apareceu-e-o-umbigo-da-manela-quase-que-tambem/ http://5dias.net/2008/05/16/hoje-o-vasco-apareceu-e-o-umbigo-da-manela-quase-que-tambem/#comments Fri, 16 May 2008 21:05:51 +0000 Rogério da Costa Pereira http://5dias.net/?p=3068 SHARETHIS.addEntry({ title: "Hoje o Vasco apareceu… e o umbigo da Manela quase que também", url: "http://5dias.net/2008/05/16/hoje-o-vasco-apareceu-e-o-umbigo-da-manela-quase-que-tambem/" });]]>

O título e a imagem praticamente esgotam o assunto.

Pouco mais há a acrescentar - depois do estranho happening da semana passada, Vasco Correia Guedes apareceu.

Arejou meia-dúzia de vulgaridades ["O acordo ortográfico tem duas virtudes: primeiro é inútil e depois é estúpido"; "Nós não queremos aqui um homem destes (...) é bom que ele perceba que aqui em Portugal ele não conta" (em referência ao Alberto João); "Um catálogo de todos os erros políticos que se podem cometer" (em referência à cigarrada do Sócrates)] e, à hora à que escrevo, já deve estar de regresso ao Gambrinus.

De realçar o facto de não ter tecido qualquer comentário à inenarrável fatiota da apresentadora deste autêntico espectáculo de variedades a que se reduz o jornal das sextas da TVI.

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a princesa leYa, agora do lado negro da força, dois segundos antes de engolir a feira do livro http://5dias.net/2008/05/16/a-princesa-leya-agora-do-lado-negro-da-forca-dois-segundo-antes-de-engolir-a-feira-do-livro/ http://5dias.net/2008/05/16/a-princesa-leya-agora-do-lado-negro-da-forca-dois-segundo-antes-de-engolir-a-feira-do-livro/#comments Fri, 16 May 2008 16:33:15 +0000 pedro vieira, o irmaolucia http://5dias.net/?p=3066 SHARETHIS.addEntry({ title: "a princesa leYa, agora do lado negro da força, dois segundos antes de engolir a feira do livro", url: "http://5dias.net/2008/05/16/a-princesa-leya-agora-do-lado-negro-da-forca-dois-segundo-antes-de-engolir-a-feira-do-livro/" });]]>

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Scruton e Ana Margarida Craveiro http://5dias.net/2008/05/16/scruton-e-ana-margarida-craveiro/ http://5dias.net/2008/05/16/scruton-e-ana-margarida-craveiro/#comments Fri, 16 May 2008 14:35:32 +0000 João Galamba http://5dias.net/?p=3065 SHARETHIS.addEntry({ title: "Scruton e Ana Margarida Craveiro", url: "http://5dias.net/2008/05/16/scruton-e-ana-margarida-craveiro/" });]]> “Se tirarmos a razão de cima da mesa, tudo é igual a tudo, não há nada que seja mais válido. O bom gosto desaparece (torna-se um ponto de vista, uma questão de perspectiva), e o bom senso também.

Ana, o que o Scruton não discute é a suposta auto-evidência dessa tal Razão, sem a qual a civilização desabará. Os autores que Scruton critica caem em exageros, que eu rejeito; mas as posições desses (e elas são diferentes entre si) são uma reacção a certos conceitos de razão hegemónicas e potencialmente totalitárias que tendem a caracterizar a modernidade, e que Scruton parece ignorar por completo. Eu rejeito-os porque eles representam a inversão de Scruton, pretendendo fazer uma crítica total da razão, que é impossivel (ao fazê-lo, eles entram numa contradição performativa, como Scruton, e bem, refere). O que lhe parece escapar é que a tal Razão que ele gosta de invocar tem uma história, e não é um conceito com um significado inequívoco como ele supõe. A razão de Platão, Descartes, Kant ou Habermas não são uma e a mesma coisa. Para alguém que já escreveu sobre Kant (acho que Scruton tem um livrinho sobre o filósofo alemão) ele usa noção de Razão de uma forma nada filosófica e pré-Kantiana, esquecendo-se que os debates sobre a mesma têm animado a filosofia desde aproximadamente 1781 (a publicação da Crítica da Razão Pura). Isso torna-o dogmático, porque critica terceiros pressupondo a validade, acrítica, da sua própria posição. Os autores que ele refere podem ter muitos defeitos, mas pelo menos dedicaram-se (uns melhor outros pior), filosoficamente, às supostas auto-evidências de Scruton . A total incapacidade para a auto-crítica que ele revela é uma traição maior à filosofia do qualquer coisa que Derrida, Foucault ou Rorty tenham escrito.

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Ir às fontes http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/ http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/#comments Fri, 16 May 2008 12:33:19 +0000 Filipe Moura http://5dias.net/?p=3064 SHARETHIS.addEntry({ title: "Ir às fontes", url: "http://5dias.net/2008/05/16/ir-as-fontes/" });]]> Na sequência do texto da Maria João abaixo, recordo que a origem da expressão “betinho” é uma personagem com o mesmo nome, muito bem comportadinha, da novela “Dancin’Days”, transmitida em meados dos anos 70. Podemo ver aqui o “betinho” original a cantar a sua música, a bela João e Maria de Chico Buarque e Sivuca:

A partir daí a palavra foi sendo usada em diferentes contextos, mas sempre variações do significado geral original: uma pessoa muito bem comportada, que nunca comete nenhum ilícito nem desobedece às autoridades (nomeadamente aos pais…), visto num tom algo depreciativo. A meu ver deveria ser mais ou menos isto o que deveria estar escrito num bom dicionário (e não somente a utilização da palavra num dado contexto). Senão, ainda corríamos o risco de “betinho” passar a ser quem gosta do Chico Buarque…

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Algo levemente inspirado no espírito do Maio de 68 chegou ao Seixal (afinal é Toronto) http://5dias.net/2008/05/16/algo-levemente-inspirado-no-espirito-do-maio-de-68-chegou-ao-seixal/ http://5dias.net/2008/05/16/algo-levemente-inspirado-no-espirito-do-maio-de-68-chegou-ao-seixal/#comments Fri, 16 May 2008 12:05:25 +0000 João Galamba http://5dias.net/?p=3062 SHARETHIS.addEntry({ title: "Algo levemente inspirado no espírito do Maio de 68 chegou ao Seixal (afinal é Toronto)", url: "http://5dias.net/2008/05/16/algo-levemente-inspirado-no-espirito-do-maio-de-68-chegou-ao-seixal/" });]]>

http://youtube.com/watch?v=iyayw6H8wAU

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Um som não despropositado http://5dias.net/2008/05/16/um-som-nao-despropositado/ http://5dias.net/2008/05/16/um-som-nao-despropositado/#comments Fri, 16 May 2008 10:52:28 +0000 Maria João Pires http://5dias.net/?p=3060 SHARETHIS.addEntry({ title: "Um som não despropositado", url: "http://5dias.net/2008/05/16/um-som-nao-despropositado/" });]]> O Luis (sou uma simpatia, a pensar em ti, viste?) gosta mais do cinco dias quando a profusão de palavras é cortada por imagens. Partilho da opinião, se bem que um som também sirva o objectivo. E este (da minha série pessoal “Sound Trash”) vem mesmo a propósito quer do “o que há num nome?“, quer do dia que amanhã se celebra.

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Se calhar sou eu que sou maluquinho, mas estas merdas assustam-me http://5dias.net/2008/05/16/se-calhar-sou-eu-que-sou-maluquinho-mas-estas-merdas-assustam-me/ http://5dias.net/2008/05/16/se-calhar-sou-eu-que-sou-maluquinho-mas-estas-merdas-assustam-me/#comments Fri, 16 May 2008 10:06:05 +0000 João Galamba http://5dias.net/?p=3054 SHARETHIS.addEntry({ title: "Se calhar sou eu que sou maluquinho, mas estas merdas assustam-me", url: "http://5dias.net/2008/05/16/se-calhar-sou-eu-que-sou-maluquinho-mas-estas-merdas-assustam-me/" });]]> Ontem não me pude embebedar num evento na xafarica de um co-blogger porque fui a um seminário onde se falou de António Damásio e da noção de experiência estética. Confirmei todos os meus preconceitos sobre o homem, sobretudo sobre a sua (ir)relevância para entender determinadas dimensões da experiência humana. Falou-se de neuro-coisas e de quadros de Goya, de sinapses e de idas a museus; e eu perguntava ao orador em que medida é que isso nos ajuda a entender o que quer que fosse sobre a experiência de ler um livro ou de passear por um museu. O problema principal de Damásio é o de não ter uma noção de experiência em que haja uma relação constitutiva com determinados objectos. Ou seja, para ele o que verdadeiramente interessa é que determinados objectos estão numa relação causal com outra coisa, e é esta última que consiste no seu verdadeiro objecto de estudo: a dimensão fisiológica, que passa a ser um domínio autonomo de investigação.

Para Damásio, ver um quadro de Goya, ler, conversar, ou o que quer que seja, são sobretudo coisas que se passam dentro do nosso corpo. Ler um livro é na realidade uma reacção físico-química. O que ele não percebe é que um livro não é uma simples causa a nossa experiência, mas algo intendido nela, algo constitutivo dessa mesma experiência. A intencionalidade da experiência foi algo introduzido por Kant na sua Crítica da Razão Pura (que Damásio ou não leu ou não entendeu) e desenvolvido por outros como Husserl, e depois radicalizado por Heidegger no seu livro Ser e Tempo.

Na dedução transcendental (Crítica da Razão Pura), Kant diz que nós não observamos a consciência; ela é aquilo que nos permite obervar e ter uma experiência unificada do mundo. Isto significa que ela não é objectificável, pois é algo sempre pressuposto na observação de o que quer que seja. Aquilo que Kant chama a “unidade transcendental de apercepção” (o “eu” que tem experiência) não é uma substância ou um domínio observável, mas uma intencionalidade que só existe numa relação cognitiva com objectos. Ou seja, ela é , essencialmente, essa relação. Se Damásio tivesse lido Kant (ou qualquer dos outros autores que referi) ele perceberia que na realidade ele não possui qualquer noção de consciência, pois esta é sempre “de” alguma coisa, e este “de” implica uma relação constitutiva (intrínseca) e não causal entre a consciência e aquilo a que ela se refere.

“Referir a” destroi a noção de consciência que Damásio pressupõe, porque ela só existe numa relação constitutiva com o mundo. A consciência não é uma interioridade, mas é, na sua identidade constitutiva, essencialmente algo que aponta para fora de si, e isto Damásio nunca entenderá enquanto se mantiver dentro do paradigma objectificante que pressupõe em todas as suas investigações.

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o que há num nome? http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/ http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/#comments Fri, 16 May 2008 09:39:53 +0000 Fernanda Câncio http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/ SHARETHIS.addEntry({ title: "o que há num nome?", url: "http://5dias.net/2008/05/16/o-que-ha-num-nome/" });]]> A pergunta é de Shakespeare, na peça Romeu e Julieta. É Julieta que a faz, a propósito do apelido de Romeu e do facto de fazer parte de uma família rival. Julieta só se dá conta disso depois de se sentir atraída por Romeu, talvez depois de se apaixonar - ou apaixona-se porque descobre que o amor é proibido. Porque, afinal, nunca sabemos porque nos apaixonamos. Da paixão como deslumbrante mistério faz parte a ideia do amor à primeira vista: incompreensível, irracional, tantas vezes inconveniente. Fatal, até, como na peça de Shakespeare - mas quem defenderá que Julieta e Romeu deveriam desistir um do outro, porque o seu amor estava condenado a ser clandestino e a existir contra tudo, apesar de tudo?

Sucede que, pelos vistos, uns 70% dos portugueses - a maioria dos quais chorará baba e ranho pela sorte de Julieta e Romeu e se indignará contra a incompreensão que os condena - consideram ter algo a decidir sobre as paixões dos outros. Estas almas acham, segundo o tal do inquérito requisitado pela Coordenação do HIV/sida ao Instituto de Ciências Sociais, que “as relações homossexuais são totalmente erradas”. Desconte-se o facto de esta resposta corresponder a uma pergunta despropositada (”acha que as relações homossexuais são erradas?”) - a resposta é deprimente. Tão deprimente que as perguntas seguintes deviam ser: “Acha que o sexo entre pessoas do mesmo sexo deve ser proibido?”; “Que pena acha que deveria ser aplicada a quem for apanhado?”

Haverá quem esteja já a dizer que “não tem nada a ver uma coisa com a outra”. Mas “totalmente errado” não tem duas interpretações. E proibindo o artigo 13.º da Constituição portuguesa a discriminação em função da orientação sexual, parece que 70% dos portugueses não concordam com a Constituição. Sendo a Constituição a lei fundamental e tendo de ser respeitada por todos, temos aqui um problema - o da legitimidade das leis versus a opinião da maioria. Claro que não foi inventado agora, a propósito da homossexualidade: será que a abolição da pena de morte ou da escravatura teve em conta a opinião generalizada, ou uma ideia de bem e de certo, de justo? Será que a maioria dos portugueses é (ainda) hoje a favor da inexistência de pena de morte?

Há perguntas chatas de fazer. Mas parece que umas são mais chatas que outras. E quem embandeira em arco com este resultado do inquérito do ICS, que parece vir mesmo a calhar para negar uma alteração do Código Civil que permita o casamento das pessoas do mesmo sexo, deveria levar a coisa às últimas consequências e propor a alteração da Constituição. Acrescentar um artigo: é permitida a discriminação em função da orientação sexual. É permitido à maioria decidir por quem se devem apaixonar as pessoas, e como têm o direito de consagrar as suas paixões; é permitido à maioria banir os homossexuais para a clandestinidade. De uma vez por todas, assuma-se a homofobia como um valor da sociedade portuguesa. Propostas de um nome especial para os casamentos homossexuais são homofobia envergonhada, que não se assume. Assumam-se. Repitam comigo: eu sou homofóbico. As coisas devem ter os nomes certos, certo?

(publicado hoje no dn)

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Boas práticas: ir às fontes e aprender a consultar dicionários http://5dias.net/2008/05/16/boas-praticas-ir-as-fontes-e-aprender-a-consultar-dicionarios/ http://5dias.net/2008/05/16/boas-praticas-ir-as-fontes-e-aprender-a-consultar-dicionarios/#comments Fri, 16 May 2008 07:54:59 +0000 Maria João Pires http://5dias.net/?p=3052 SHARETHIS.addEntry({ title: "Boas práticas: ir às fontes e aprender a consultar dicionários", url: "http://5dias.net/2008/05/16/boas-praticas-ir-as-fontes-e-aprender-a-consultar-dicionarios/" });]]> Já tinha mordiscado o tema noutro sítio mas ver, hoje, repetida a asneira pelo José Miguel Júdice nas páginas do Público faz com que transplante para aqui as “meditações” de há dois dias ligeiramente acrescentadas.

Ensinaram-me que nada substitui a consulta directa das fontes e se elas estão facilmente disponíveis deixa de haver qualquer desculpa para o não fazer. Muito antes de me ensinarem isto, tiveram o cuidado de me mostrar como se consulta um dicionário, era eu uma menina de 6 ou 7 anos. Boas práticas que pensava serem generalizadas (bem, a da ida às fontes já reparei que é ignorada frequentemente). Chega de paleio e vamos ao que interessa, ou seja, ter uma atitude pedagógica, já que parece haver por aí muita gente que tem de aprender a consultar um dicionário.

Peguemos na palavra “saloio” e vejamos o que nos diz sobre ela o Priberam:

“camponês dos arrabaldes de Lisboa; rústico; grosseiro; finório; velhaco”

Será que isto implica que todos os camponeses dos arrabaldes de Lisboa são grosseiros? Naturalmente que não, diz-nos o bom senso. São diversas acepções que não forçosamente cumulativas ou consequenciais. Porque razão, então, o DN de terça, no que é acompanhado pelo Rodrigo Moita de Deus, agarra no tão falado dicionário de calão do IDT para jovens e extrai a seguinte consequência?

«“betinho”, “cocó” ou “careta” é “aquele que não consome droga e, por isso, é conservador, desprezível e desinteressante”

Já agora é isto que consta do dicionário:

Betinho Aquele que não se droga. Conservador e desinteressante.

P.S. - Outras reflexões possíveis sobre o mesmo tema poderiam, tal como a FuckItAll afirma, ter como mote “A velha escola: a dos pais para quem todas as questões se resolvem pelo ocultamento”

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bad questions to ask a transsexual http://5dias.net/2008/05/16/bad-questions-to-ask-a-transsexual/ http://5dias.net/2008/05/16/bad-questions-to-ask-a-transsexual/#comments Thu, 15 May 2008 23:50:22 +0000 pedro vieira, o irmaolucia http://5dias.net/?p=3051 SHARETHIS.addEntry({ title: "bad questions to ask a transsexual", url: "http://5dias.net/2008/05/16/bad-questions-to-ask-a-transsexual/" });]]>

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O mercado tem as costas largas http://5dias.net/2008/05/15/o-mercado-tem-as-costas-largas/ http://5dias.net/2008/05/15/o-mercado-tem-as-costas-largas/#comments Thu, 15 May 2008 21:59:42 +0000 João Pinto e Castro http://5dias.net/?p=3050 SHARETHIS.addEntry({ title: "O mercado tem as costas largas", url: "http://5dias.net/2008/05/15/o-mercado-tem-as-costas-largas/" });]]> Há pouco tempo, a Sonae escolheu o sucessor de Belmiro de Azevedo. Dizia-se que havia vários candidatos com hipóteses, mas, no final, a Presidência do grupo foi previsivelmente atribuida a Paulo de Azevedo.

É provável que ele fosse o melhor homem para o lugar, no mesmíssmo sentido em que é provável que - digo isto sem qualquer ironia - a escolha de Armando Vara para o BCP não tenha tido nada a ver com a sua relação de amizade com José Sócrates.

Perdoar-se-nos-á porém a nós, simples mortais, que fiquemos com algumas dúvidas. É que a experiência mostra-nos que, ao menos em Portugal, grandes empresas cotadas na Bolsa que supostamente deveriam dispor de uma gestão profissionalizada em extremo continuam na prática a ser governadas como coutadas familiares.

A descendência de Picasso não singrou na pintura, nem a de Einstein na ciência. Assim de repente, nas artes, a única dinastia de sucesso que me ocorre é a da família Bach. Na gestão empresarial, porém, parece haver um gene que se propaga de pais para filhos.

Belmiro de Azevedo irritou-se com a hipótese de a União Europeia poder vir a interferir na fixação dos salários dos administradores das empresas, declarando que “os políticos não mandam nos empresários”. É certo que os políticos não devem dar ordens aos empresários; mas fazem as leis que a todos obrigam, empresários incluídos.

Logo, a questão, é esta: deve o poder político imiscuir-se neste tema das remunerações? Belmiro, Mexia, Ulrich e outros declararam a sua oposição, argumentando que os salários dos gestores são fixados pelo mercado. Não é exacto, a menos que aceitemos que o mercado são eles.

Ora eles não são os donos das empresas. As empresas são dos accionistas, e eles dispõem usualmente de participações minoritárias em empresas de que pretendem dispor como coisas suas.

A agitação por que passou o BCP revelou até que ponto são quotidianamente espezinhados os direitos dos accionistas em proveito de pequenos grupos de familiares e amigos que na prática detêm todo o poder. Ora é aqui - e não na eventual fixação de salários máximos - que os governos europeus deveriam intervir, defendendos os direitos dos accionistas contra os abusos de minorias entrincheiradas nos postos de comando.

Talvez seja oportuno recordar que Adam Smith levava a sua embirração pelas sociedades anónimas ao ponto de defender a sua interdição, precisamente porque no modo como eram governadas ele não vislumbrava a mão invisível do mercado mas a manipulação de muitos por muito poucos.

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Bill O’Reilly Flips Out: Dance Party Megamix http://5dias.net/2008/05/15/bill-oreilly-flips-out-dance-party-megamix/ http://5dias.net/2008/05/15/bill-oreilly-flips-out-dance-party-megamix/#comments Thu, 15 May 2008 15:54:29 +0000 zenuno http://5dias.net/?p=3048 SHARETHIS.addEntry({ title: "Bill O’Reilly Flips Out: Dance Party Megamix", url: "http://5dias.net/2008/05/15/bill-oreilly-flips-out-dance-party-megamix/" });]]>

It’s only been a day but, thanks to the speed of the Internet community, we can already party down to Bill O’Reilly’s epic tirade. The phat beats behind this track ensure this jam will be bumping off night club speakers post haste. Good job, Internet. You rule.
Haven’t seen the original? Watch it HERE.

clica para ver o vídeo…

(via Epic-Fu/Zadi Diaz. Thanks!)

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]]> http://5dias.net/2008/05/15/bill-oreilly-flips-out-dance-party-megamix/feed/ Filosofia a peso http://5dias.net/2008/05/15/filosofia-a-peso/ http://5dias.net/2008/05/15/filosofia-a-peso/#comments Thu, 15 May 2008 15:34:18 +0000 Luis Rainha http://5dias.net/?p=3047 SHARETHIS.addEntry({ title: "Filosofia a peso", url: "http://5dias.net/2008/05/15/filosofia-a-peso/" });]]>

Era uma vez um filósofo tão, mas tão amante da liberdade que até defendia os fumadores com prosa do quilate de “properly used, tobacco makes a real and positive contribution to health” e “even the World Health Organisation, devoted to the seemingly blameless cause of helping the developing nations to overcome contagious diseases, spends far more time and energy trying to legislate against smokers”. Depois, descobriu-se que o senhor recebia uma mesada da indústria do tabaco para inspirar semelhantes louvaminhas. E que até andava a mendigar mais dinheiro, tendo em vista a excelência da sua colaboração para a fumarenta causa.
Mas ainda há quem leve Roger Scruton a sério. A atlante mais cândida recomenda um artigo onde este filósofo de aluguer acusa Foucault de, entre outras malfeitorias, “dar autoridade à rejeição da autoridade”. Defecando de passagem o seguinte comentário: “a sua morte de SIDA trouxe um fim às suas predações”.
Pergunta Scruton, talvez angustiado pelo fim do estipêndio: “o que aconteceu à razão?” Perguntaria eu o que é feito do bom-gosto e do bom-senso. Mas acho que nem vale a pena.

PS: é escusado comentarem o tal post, que a senhora é mais dada à leitura de badanas do que de comentários alheios.

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Lusa pergunta http://5dias.net/2008/05/15/lusa-pergunta/ http://5dias.net/2008/05/15/lusa-pergunta/#comments Thu, 15 May 2008 12:30:03 +0000 Ana Matos Pires http://5dias.net/?p=3046 SHARETHIS.addEntry({ title: "Lusa pergunta", url: "http://5dias.net/2008/05/15/lusa-pergunta/" });]]> E candidatos à liderança do PSD respondem, ou não, à questão da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

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Nunca é tarde para ver a luz, como o prova Einstein http://5dias.net/2008/05/15/nunca-e-tarde-para-ver-luz-como-o-prova-einstein/ http://5dias.net/2008/05/15/nunca-e-tarde-para-ver-luz-como-o-prova-einstein/#comments Thu, 15 May 2008 11:19:51 +0000 Luis Rainha http://5dias.net/?p=3044 SHARETHIS.addEntry({ title: "Nunca é tarde para ver a luz, como o prova Einstein", url: "http://5dias.net/2008/05/15/nunca-e-tarde-para-ver-luz-como-o-prova-einstein/" });]]>

Luis Buñuel disse uma vez que iria converter-se ao catolicismo antes de morrer, só para aborrecer os amigos. Boutade à parte, certo é que a senhora Morte tem um carisma mais do que bastante para levar muita alma antes ferreamente racionalista a tentar, in extremis, jogar pelo seguro, agarrando-se a qualquer coisa com ar de bóia salva-vidas.
Albert Einstein, ao que parece, teve a lucidez e a coragem bastantes para tomar o caminho inverso: da crença num Deus manifesto e visível na ordem do Universo, passou, nos últimos dias da sua vida, ao realismo mais cru: “a palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma colecção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.”
Esta bela declaração está numa carta recém-descoberta, em que o físico expõe com clareza total a sua descrença em Deus, no mito do “povo escolhido” e em qualquer forma de actividade religiosa. Certo é que passagens como a que transcrevi estão a anos-luz de anteriores palavras suas acerca da Bíblia, como a conhecida proclamação “nenhum mito está preenchido com tanta vida”. Mas, a partir de agora, pode ser que as resmas de charlatães que andam sempre com o nome do santo Albert no teclado vão procurar cúmplices involuntários para outras paragens.

Mas claro está que nada disto belisca o Dom que é a minha Fé na Única e Vera Igreja Pastafariana.

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Uma boa decisão http://5dias.net/2008/05/15/uma-boa-decisao/ http://5dias.net/2008/05/15/uma-boa-decisao/#comments Wed, 14 May 2008 23:41:17 +0000 Rui Tavares http://5dias.net/?p=3043 SHARETHIS.addEntry({ title: "Uma boa decisão", url: "http://5dias.net/2008/05/15/uma-boa-decisao/" });]]> Vasco Graça Moura escreveu um poema celebrando o sexto aniversário do blogue de Pacheco Pereira, cujo título é Abrupto, e aproveitou a ocasião para lhe lamentar a queda do “p” pelo novo acordo ortográfico, jurando que havia de pôr luto se o abrupto ficasse abruto. É bonito, sim senhor. Mas não é verdade: o “p” em abrupto não é uma consoante muda e, pronunciando-se, continuará na palavra escrita.

Aproxima-se um dia decisivo para a questão ortográfica e a confusão, voluntária ou involuntária, é geral. A confusão, acima de tudo, dá jeito. No meio disto, até há quem pense que o que está em discussão é Portugal ratificar ou não o Acordo Ortográfico. Mas não é.


Portugal já ratificou o Acordo Ortográfico. Há mais de 15 anos. Aquilo que na sexta-feira se votará no Parlamento português é uma modificação que se introduziu, entretanto, para permitir a entrada de Timor-Leste e aceitar que o acordo entre em vigor depois de ratificado por três países.

O Brasil, que se tinha atrasado a ratificar o acordo, fê-lo já com esta modificação, tal como Cabo Verde e São Tomé. Lembro-me como, do lado brasileiro, também não faltavam vozes escandalizadas alegando que o acordo era uma cedência aos portugueses.

Durante quase todo este tempo, aliás, o grande receio por parte do Governo português era que esse antilusitanismo levasse a melhor na sociedade brasileira. E tinham razão os nossos políticos e diplomatas: na verdade, não é do interesse português que o maior país da lusofonia fique fora do barco. Sem acordo ortográfico, o mundo acabaria por seguir naturalmente a norma brasileira, considerando o crescente peso demográfico e económico do Brasil. Agora que o Brasil aceitou uma norma comum, e que alguns países africanos já a adoptaram e outros a vão adoptar, seria um enorme erro estratégico fazer com que Portugal ficasse de fora.

O nacionalismo tem vistas curtas. Uma das petições contra o acordo diz que esta situação “fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular”. Será possível exagerar mais?

Vejamos a realidade. Um livrinho que contém as alterações do novo acordo e que está à venda por todo o lado tem 30 páginas em letra grande. Lê-se em dez minutos e toda a sua informação caberia facilmente num único cartaz. Há mudanças em ambas as normas, mas são reduzidas e estão longe de ser inaceitáveis. Nós perdemos as consoantes mudas e isso faz-nos uma grande confusão. Os brasileiros perdem o trema, que usam para pronunciar o “u” em lingüiça, e admito que lhes faça grande confusão, mas nós sabemos que se passa bem sem o trema. Noutros casos, teremos duas formas de escrever, o que também não é novidade: afinal, aqui em Portugal já usamos loura e loira, bêbedo e bêbado. Qual é o grande problema?

Há quem clame que o Estado não se deve meter na ortografia e que estamos (de novo) perante uma tentação totalitária. No entanto, usam sem pestanejar uma ortografia determinada pelo Estado, e que já passou pelas reformas de 1911, 1943, 1945, 1971 e 1986, entre outras.

Este sensacionalismo não é amigo de uma boa decisão. Este nacionalismo não é amigo de uma boa decisão. A retórica do “inaceitável” pode impedir-nos de fechar um bom negócio - e que nos convém muito especialmente a nós. Uma boa decisão pede cabeça fria, avaliação dos nossos interesses e visão de longo prazo - esperemos que, na sexta-feira, os deputados demonstrem estas qualidades.

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17 de Maio - Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia http://5dias.net/2008/05/14/17-de-maio-dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia/ http://5dias.net/2008/05/14/17-de-maio-dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia/#comments Wed, 14 May 2008 22:06:04 +0000 Ana Matos Pires http://5dias.net/?p=3040 SHARETHIS.addEntry({ title: "17 de Maio - Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia", url: "http://5dias.net/2008/05/14/17-de-maio-dia-mundial-de-luta-contra-a-homofobia/" });]]>

Debate promovido pela Associação para o Planeamento da Família e pela Associação ILGA Portugal, será moderado por Fátima Palma (APF) e contará com as intervenções de Elza Pais, Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e das juristas Dinamene de Freitas e Margarida Lima Rego e de Luísa Corvo, em representação da Associação ILGA Portugal.

O debate será precedido pela exibição de um episódio do filme If These Walls Could Talk 2, que retrata a evolução da situação das mulheres lésbicas nos EUA.

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comunicado, à atenção do sr bastonário http://5dias.net/2008/05/14/comunicado-a-atencao-do-sr-bastonario/ http://5dias.net/2008/05/14/comunicado-a-atencao-do-sr-bastonario/#comments Wed, 14 May 2008 21:38:05 +0000 Fernanda Câncio http://5dias.net/?p=3039 SHARETHIS.addEntry({ title: "comunicado, à atenção do sr bastonário", url: "http://5dias.net/2008/05/14/comunicado-a-atencao-do-sr-bastonario/" });]]> A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas teve conhecimento, através da comunicação social, das afirmações produzidas pelo Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados sobre a natureza pública do crime de Violência Doméstica.

A A.P.M.J. quer manifestar o seu vivo repúdio a essas afirmações, atenta a elevada ilicitude e danosidade social deste tipo de criminalidade violenta.

Lisboa, 14 de Maio de 2008

A Direcção da A.P.M.J.

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“Nunca haverá uma solução militar” http://5dias.net/2008/05/14/nunca-havera-uma-solucao-militar/ http://5dias.net/2008/05/14/nunca-havera-uma-solucao-militar/#comments Wed, 14 May 2008 21:10:52 +0000 Filipe Moura http://5dias.net/?p=3038 SHARETHIS.addEntry({ title: "“Nunca haverá uma solução militar”", url: "http://5dias.net/2008/05/14/nunca-havera-uma-solucao-militar/" });]]> Via Esquerda Republicana, cheguei a um artigo do maestro israelo-argentino Daniel Baremboim a propósito dos 60 anos de Israel no El País. Um extracto:

En la actualidad, muchos israelíes no tienen ni idea de lo que sienten los palestinos, de cómo es la vida en una ciudad como Nablus, una prisión con 180.000 reclusos en la que no hay ni restaurantes, ni cafés ni cines. ¿Qué ha ocurrido con la famosa inteligencia judía? Ni siquiera estoy hablando de justicia o de amor. ¿Por qué se continúa alimentando el odio en la franja de Gaza? Nunca podrá haber una solución militar, porque dos pueblos luchan por una sola tierra. Por fuerte que sea Israel, siempre sufrirá inseguridad y miedo. El conflicto se devora a sí mismo y al alma judía, y siempre se le ha permitido que lo haga. Quisimos hacernos con tierras que nunca pertenecieron a los judíos y construir en ellas asentamientos. En ese hecho, los palestinos ven, y con razón, una provocación imperialista. Su resistencia, su no, es absolutamente comprensible, pero no los medios que utilizan para llevarla a cabo, ni tampoco la violencia o la inhumanidad indiscriminada.

Los israelíes debemos finalmente encontrar el valor para no reaccionar ante esa violencia, el valor de ser fieles a nuestra historia. Los palestinos no podían esperar que después del Holocausto nos ocupáramos de alguien que no fuéramos nosotros mismos: teníamos que sobrevivir. Ahora que lo hemos hecho, unos y otros debemos mirar colectivamente hacia delante. Aún no ha nacido el primer ministro israelí capaz de esa empresa. Fundamentalmente, hoy en día no hemos avanzado nada respecto a 1947, cuando las Naciones Unidas votaron la partición de Palestina. Peor aún: en 1947 todavía era posible imaginarse un Estado binacional, pero, 60 años después, parece algo inconcebible. Hoy en día, los israelíes, al referirse a una solución basada en la existencia de dos Estados, hablan de separación, de divorcio: ¡qué cinismo! Normalmente, los divorcios afectan a personas que en su día se quisieron… (…) Hace años que no vivo en Israel y soy muy consciente de que mi perspectiva es la de un forastero. A veces, la gente me pregunta “¿qué es un judío?”. La respuesta es la siguiente: un judío que tiene experiencias antisemitas en el Berlín de 2008 es diferente al que las tenía en 1940. El de 1940 se sentía amenazado; el de la actualidad puede pensar en su propia tierra, en Israel. Hoy en día puedo decirle al antisemita que “o bien aprendes a vivir conmigo o podemos seguir cada uno nuestro camino. Y punto”, y esto supone una diferencia fundamental. A medio plazo, soy pesimista respecto a Oriente Próximo, pero a largo plazo soy optimista. O encontramos una forma de vivir con el otro o nos matamos.  

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Cigarrogate http://5dias.net/2008/05/14/cigarrogate/ http://5dias.net/2008/05/14/cigarrogate/#comments Wed, 14 May 2008 18:45:00 +0000 Rogério da Costa Pereira http://5dias.net/?p=3037 SHARETHIS.addEntry({ title: "Cigarrogate", url: "http://5dias.net/2008/05/14/cigarrogate/" });]]> Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas.

Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco.

PSD e BE querem que José Sócrates seja multado por fumar em avião.

O primeiro-ministro José Sócrates pediu hoje desculpa por ter fumado no voo que transportou a comitiva governamental para a Venezuela. Em declarações aos jornalistas, na venezuela, o primeiro-ministro diz que desconhecia que estava a violar a lei. José Sócrates adiantou ainda que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica.

Teço meia dúzia de considerações - embora ache que esta ordenação de notícias constitui, por si só, um post, e bem esclarecedor, sobre o estado da nação. Após a manifestação dos constitucionalistas, fico agora a aguardar que o Público inquira os fiscalistas e os civilistas, assim como os sapateiros, as varinas e o senhor do Portugal Profundo (Filipe: repara em como não ponho o link do tipo, ó pra mim, vês?, não pus!). Tudo gente especializada na área em apreço. Quanto à multa: Não acho que o devam multar, penso que deviam obrigá-lo a ser raptado pelas FARC. Trocá-lo pela outra senhora, ou isso. Quanto às desculpas do ilustre fumador e à promessa de não voltar a fumar: para se redimir, das desculpas que apresentou e da promessa que fez, deviam obrigá-lo a correr a próxima meia-maratona de Lisboa de cigarro sempre aceso.

E é só!

Próximo assunto!

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“Disjunto de salvação nacional” por Vasco Barreto http://5dias.net/2008/05/14/disjunto-de-salvacao-nacional-por-vasco-barreto/ http://5dias.net/2008/05/14/disjunto-de-salvacao-nacional-por-vasco-barreto/#comments Wed, 14 May 2008 13:38:28 +0000 Ana Matos Pires http://5dias.net/?p=3035 SHARETHIS.addEntry({ title: "“Disjunto de salvação nacional” por Vasco Barreto", url: "http://5dias.net/2008/05/14/disjunto-de-salvacao-nacional-por-vasco-barreto/" });]]> Os aviões geralmente não caem, mas pode acontecer. Meter Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão e Nani na mesma aeronave é uma péssima ideia, que nem a inclusão de Nuno Gomes consegue compensar. A verdade é que as selecções, as comitivas de notáveis, pai e mãe continuam a viajar num mesmo avião, o que só prova que a altíssima improbabilidade de um acontecimento catastrófico é suficiente para não se tomar uma precaução que implicaria investimentos e perda de conforto modestos. Não sei como farão os suíços, mas a gestão destas variáveis é capaz de ser um traço cultural e nós o que temos é o “casa roubada, trancas à porta”. Por isso, impõe-se um esforço contranatura para que, de futuro, não só o governo e as comitivas de notáveis fretem pelo menos dois aviões, como o próprio Sócrates, se possível, seja serrado em dois por um mágico antes de partir. Tal possibilitaria enviar as suas pernas primeiro num avião da TAP, assegurando a fidelidade à transportadora nacional e o jogging tradicional logo à chegada, libertando a agenda para o resto do corpo, que seguiria depois no avião de um país sem leis antitabagistas, podendo por isso fumar a bordo e a salvo de acusações de prepotência, sobretudo se o tronco, os braços e a cabeça fossem em “turística”. O mágico uniria então as duas metades, para evitar a humilhação de, antes do jantar protocolar oferecido pelo governo do país visitado, ter de se pedir uma almofada que elevasse o PM bem acima do tampo da mesa. Na impossibilidade de se encontrar um mágico militante do PS e de a Drª Edite Estrela não poder fazer de partenaire, o mínimo será exigir que Sócrates e o seu sósia – Silva Pereira – viajem sempre em aviões separados, para despistar terroristas e, consumando-se mesmo um atentado, despistar o eleitorado.

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Pérolas http://5dias.net/2008/05/14/perolas/ http://5dias.net/2008/05/14/perolas/#comments Wed, 14 May 2008 11:14:58 +0000 Maria João Pires http://5dias.net/?p=3032 SHARETHIS.addEntry({ title: "Pérolas", url: "http://5dias.net/2008/05/14/perolas/" });]]>

Através do Sexualidade Feminina encontrei este maravilhoso teste de finais dos anos 30 que, no dizer da APA, constituiu uma “psichologist’s attempt to improve marriages” (não sei porquê dei comigo a pensar em discussões recentes sobre a evolução das várias versões do DSM).

Como o assunto é casamento, aproveito e dedico um som ao senhor Bastonário (vide post precedente) que, tenho a certeza, apreciará.

boomp3.com

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Juristas precisam-se… http://5dias.net/2008/05/14/juristas-precisam-se/ http://5dias.net/2008/05/14/juristas-precisam-se/#comments Wed, 14 May 2008 09:24:30 +0000 Maria João Pires http://5dias.net/?p=3025 SHARETHIS.addEntry({ title: "Juristas precisam-se…", url: "http://5dias.net/2008/05/14/juristas-precisam-se/" });]]>

Perante este artigo do Código Penal gostaria que algum jurista me explicasse esta frase do Bastonário da Ordem dos Advogados, o excelso Dr. Marinho Pinho, «Em seu entender, a violência doméstica é “uma chaga social”, mas a “pior violência é contra as crianças e os idosos, que vão continuar a ser silenciados”, frisou, numa aparente contradição com a crítica ao crime público.» (Público, p.12), em que o senhor exclui - certo? - do conceito de violência doméstica a que é sofrida, por exemplo, por filhos ou idosos dependentes. Hum, pensando bem um linguista também me poderá ajudar…

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peúga chupada a caminho de um melhor palato para vinhos http://5dias.net/2008/05/13/peuga-chupada-a-caminho-de-um-melhor-palato-para-vinhos/ http://5dias.net/2008/05/13/peuga-chupada-a-caminho-de-um-melhor-palato-para-vinhos/#comments Tue, 13 May 2008 21:50:37 +0000 zenuno http://5dias.net/?p=3023 SHARETHIS.addEntry({ title: "peúga chupada a caminho de um melhor palato para vinhos", url: "http://5dias.net/2008/05/13/peuga-chupada-a-caminho-de-um-melhor-palato-para-vinhos/" });]]> Gary Vaynerchuk’s em Late Night with Conan O’Brien - August 1, 2007

Um vídeo que explica como melhorar o palato para se encontrar bons e baratos vinhos. O Gary é um personagem bastante carismático na Internet e que tem um programa de “tv” na Internet sobre… vinhos - Wine Library TV.

Gary traz na agenda uma cruzada contra os snobs provadores de vinho e quer que o vinho seja tão popular como a cerveja. Não é inocente ser filho de um vendedor de vinho de NJ/EUA.

[via Colin Devroe]

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Mudar de vida http://5dias.net/2008/05/13/mudar-de-vida/ http://5dias.net/2008/05/13/mudar-de-vida/#comments Tue, 13 May 2008 21:36:36 +0000 João Pinto e Castro http://5dias.net/?p=3024 SHARETHIS.addEntry({ title: "Mudar de vida", url: "http://5dias.net/2008/05/13/mudar-de-vida/" });]]> Andava com vontade de dar uma volta à minha vida, de modo que comprei uma máquina de barbear eléctrica - um retrocesso civilizacional tanto mais preocupante quanto é facto que desde o 25 de Abril não recorria a essa tecnologia.

Estou encantado. Sem correr o risco de me cortar, não preciso mais de me olhar ao espelho enquanto me barbeio - uma prática responsável pelo alastramento do individualismo narcisista pelo mundo -, de modo que, embora gaste mais tempo a executar a tarefa, posso aproveitar para fazer outra coisa em simultâneo. Agora, faço a barba enquanto tomo o pequeno almoço, leio o jornal, vejo televisão ou recebo visitas - para não mencionar outras situações que poderiam chocar pessoas mais sensíveis.

Para falar verdade, a experiência é tão gratificante que dou por mim a barbear-me apenas porque não tenho mais nada que fazer. No próximo domingo de manhã vou levar a máquina para a esplanada. Deve ser bem agradável, principalmente se o dia estiver bonito.

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Jornalismo de rigor http://5dias.net/2008/05/13/jornalismo-de-rigor/ http://5dias.net/2008/05/13/jornalismo-de-rigor/#comments Tue, 13 May 2008 21:15:46 +0000 João Galamba http://5dias.net/?p=3022 SHARETHIS.addEntry({ title: "Jornalismo de rigor", url: "http://5dias.net/2008/05/13/jornalismo-de-rigor/" });]]> O Mário Crespo voltou a fazer das suas. No seu (e este “seu” tem muito que se lhe diga) jornal das nove de hoje passou uma peça sobre o polémico caso “cigarro governamental no avião”, onde apareciam imagens de fogo em aviões e explosões vulcânicas para, nas palavras do próprio jornalista, “dar carga dramática à notícia”. Se a moda pega, ainda acabamos com a Dreamworks a editar o jornalismo do canal de carnaxide.

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O guarda costas, o homem da tábua no colchão, o adorador solícito, um caso de amizade muito especial e “Ah, não sei, não faço ideia” http://5dias.net/2008/05/13/o-guarda-costas-o-homem-da-tabua-no-colchao-o-adorador-solicito-um-caso-de-amizade-muito-especial-e-%e2%80%9cah-nao-sei-nao-faco-ideia%e2%80%9d/ http://5dias.net/2008/05/13/o-guarda-costas-o-homem-da-tabua-no-colchao-o-adorador-solicito-um-caso-de-amizade-muito-especial-e-%e2%80%9cah-nao-sei-nao-faco-ideia%e2%80%9d/#comments Tue, 13 May 2008 17:37:42 +0000 Rogério da Costa Pereira http://5dias.net/?p=3018 SHARETHIS.addEntry({ title: "O guarda costas, o homem da tábua no colchão, o adorador solícito, um caso de amizade muito especial e “Ah, não sei, não faço ideia”", url: "http://5dias.net/2008/05/13/o-guarda-costas-o-homem-da-tabua-no-colchao-o-adorador-solicito-um-caso-de-amizade-muito-especial-e-%e2%80%9cah-nao-sei-nao-faco-ideia%e2%80%9d/" });]]>

«PSL - Trabalhei muito com o doutor Sá Carneiro. (…) O doutor Sá Carneiro, lembro-me, na altura dispensou a segurança e zangou-se com a polícia. E eu andei a fazer de guarda-costas dele; ele não aguentava, por causa da coluna, levar pancadas nas costas quando estava no meio das pessoas e eu, como era mais alto, lá andava sempre com os braços à volta, e adorava fazer o que ele me pedisse. Lembro-me que à noite - nunca escrevi isto; um dia hei-de escrever, tenho já muita história para contar, com quase 34 anos -, à noite ia ver o colchão dele, se ele tinha a tábua para as costas, e ia pôr-lhe um bocadinho de whisky que ele gostava e nunca me caíram os parentes na lama, pelo contrário.

(…) o Marcelo, como sabe, é um caso de amizade muito especial. Com toda a gente, não é só comigo. Eu acho que ele sabe ser amigo das pessoas, mas não é um amigo de todos os dias.

K - O que é que quer? Quer ser Primeiro Ministro? Acha que vai ser Primeiro Ministro?

PSL - Ah, não sei, não faço ideia.»

Pedro Santana Lopes, entrevista à K (n.º 1), Outubro de 1990

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No regresso da séria senhora, mães e pais de todo o país unamo-nos. http://5dias.net/2008/05/13/no-regresso-da-seria-senhora-maes-e-pais-de-todo-o-pais-unamo-nos/ http://5dias.net/2008/05/13/no-regresso-da-seria-senhora-maes-e-pais-de-todo-o-pais-unamo-nos/#comments Tue, 13 May 2008 16:41:36 +0000 Ana Matos Pires http://5dias.net/?p=3002 SHARETHIS.addEntry({ title: "No regresso da séria senhora, mães e pais de todo o país unamo-nos.", url: "http://5dias.net/2008/05/13/no-regresso-da-seria-senhora-maes-e-pais-de-todo-o-pais-unamo-nos/" });]]> Andava eu a passar os olhos pelos sites dos candidatos à liderança do PSD e vá de me apoquentar. A Drª Manuela Ferreira Leite não quer os nossos filhos metidos na política, não os quer futuros PM’s, estou só a avisar, reparem no que disse perante uma pipa de jovens: “A ideia de que se tem um canudo estilo engenheiro Sócrates, que dá para tudo, já não serve e o desemprego de jovens licenciados está ligado a esta questão: ou bem que o canudo tem algum significado, ou não serve para nada neste momento”.

E depois o Presidente fica muito chocado com a ignorância e o desinteresse dos jovens pela política. Ora bolas, em que ficamos?

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o triunfo dos santos http://5dias.net/2008/05/13/o-triunfo-dos-santos/ http://5dias.net/2008/05/13/o-triunfo-dos-santos/#comments Tue, 13 May 2008 13:07:34 +0000 pedro vieira, o irmaolucia http://5dias.net/?p=3016 SHARETHIS.addEntry({ title: "o triunfo dos santos", url: "http://5dias.net/2008/05/13/o-triunfo-dos-santos/" });]]>

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A 13 de Maio na Gago Coutinho http://5dias.net/2008/05/13/a-13-de-maio-na-gago-coutinho/ http://5dias.net/2008/05/13/a-13-de-maio-na-gago-coutinho/#comments Tue, 13 May 2008 11:30:00 +0000 Ana Matos Pires http://5dias.net/?p=3015 SHARETHIS.addEntry({ title: "A 13 de Maio na Gago Coutinho", url: "http://5dias.net/2008/05/13/a-13-de-maio-na-gago-coutinho/" });]]> Muito mais há a dizer sobre o assunto e só não o faço de imediato por absoluta indisponibilidade de tempo. Voltarei ao tema, mas para já transcrevo a notícia do Público de hoje sobre o “fantástico” processo de revisão do CD dos médicos portugueses, não resistindo a relembrar o que já aqui tinha referido, “Para terminar, só uma pequeníssima nota para frisar que definir um código de conduta médica, e justificar a sua existência, apenas como um instrumento protector do doente é demagógico. De resto, como se pode comprovar no portal da OM, o CD dos médicos portugueses está dividido em seis grandes capítulos e as suas disposições abrangem a relação do médico com o doente, com a comunidade, com os outros médicos e com terceiros.”.

“Conselho de Ética propõe que doentes faltosos paguem multa” por Catarina Gomes e Alexandra Campos

Conselheiros sugerem ainda que prática de aborto deixe de ser sancionada nas situações previstas na lei. Bastonário apresenta proposta mais restrita

O Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas (CNEDM) da Ordem dos Médicos (OM) propõe que a prática de aborto deixe de ser sancionada deontologicamente nas situações previstas na lei actual - a pedido da mulher até às dez semanas, nos casos de violação, má formação do feto e perigo para a vida da grávida e sua saúde psíquica. O actual bastonário, Pedro Nunes, sugere uma versão bastante mais restrita. Dentro de um mês deverá haver um texto final que será referendado pela classe para entrar em vigor até ao final do ano, adianta. O CNEDM propõe ainda que os clínicos possam cobrar até 20 por cento por um acto médico, caso o doente não compareça e não avise.

Já há muito que a revisão do Código Deontológico era reclamada, nomeadamente pelo movimento Médicos pela Escolha e Associação Portuguesa de Bioética. A sua mudança foi também uma exigência da Procuradoria-Geral da República que, em parecer pedido pelo anterior ministro da Saúde, Correia de Campos, considerava que o documento deveria ser alterado porque vai contra a nova lei do aborto. O actual código prevê que o aborto só não é punível quando é o único meio de salvar a vida da mulher. “A comissão analisou a minha proposta, tem propostas diferentes. É um debate que está a decorrer”, afirma Pedro Nunes. Na sua proposta lê-se que “o médico deve guardar respeito pela vida desde o seu início, não podendo interrompê-la, mesmo quando para tal solicitado”. Preconiza ainda que o aborto só não é falha deontológica “se for o único meio de preservar a vida da grávida” ou em caso “de feto inviável ou gravemente mal-formado”. O texto final será consensualizado entre a CNEDM e o Conselho Nacional Executivo da OM, a que Pedro Nunes preside, e depois irá aos plenários dos conselhos regionais da OM que têm cerca de 100 médicos.

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, lamenta que as duas versões não sejam públicas e não estejam a ser discutidas, tal como Rosalvo Almeida, neurologista que tem proposto várias alterações ao código, sempre sem sucesso. Rui Nunes defende que “não devem ser sancionadas deontologicamente as situações previstas na lei”. “O médico deve respeitar as situações sufragadas pela população portuguesa em referendo”, diz.

Mas há muitas outras propostas de alteração, como passar a ser norma a revelação da verdade ao doente sobre o seu prognóstico. “Não o fazer é desrespeitar a sua autonomia”, acentua a comissão de ética, que estipula ainda que a verdade apenas possa ser revelada a terceiros com consentimento do doente. Pedro Nunes acrescenta uma alínea na sua proposta. Defende que, “em casos da maior excepcionalidade”, seja permitido ao médico utilizar “o privilégio terapêutico de ocultar alguma informação”. Para Rosalvo Almeida, o bastonário estará, desta forma, “a abrir a porta para que seja possível ocultar a verdade ao doente, de novo”. Rui Nunes considera que o princípio da verdade é “uma evolução”. Desde que não seja balizado por circunstâncias excepcionais. Também Isabel Galriça Neto, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, saúda a mudança, sublinhando que o código actual enferma de “paternalismo”.

A proposta do Conselho de Ética prevê ainda a hipótese de ser cobrado até 20 por cento do valor de um acto médico, caso o doente não compareça e não avise com antecedência. O código actual já prevê a possibilidade de o médico cobrar honorários a doentes que faltem sem avisar, mas não faz referência a valores nem à forma como isto pode ser operacionalizado.

Agora, o CNEDM prevê que “é lícita a cobrança antecipada de um sinal”, que não poderá ser superior a 20 por cento do valor total a cobrar pelo acto médico ou superior ao valor da taxa moderadora. Uma referência que não tem, na opinião de Rui Nunes, cabimento num código deontológico. Isto porque o documento deve enunciar “os grandes princípios éticos” e esta regra “acentua a visão mercantilista da medicina”. “Quando um médico se atrasa cobra uma consulta mais barata?”, pergunta.

Esterilização

No código em vigor, a esterilização reversível só é permitida com o consentimento expresso do cônjuge. Esta cláusula foi retirada da proposta de revisão, que prevê que os métodos de esterilização só serão efectuados a pedido do próprio e com o seu consentimento explícito, após aconselhamentos detalhados sobre os riscos. Recomenda ainda um período de reflexão entre os esclarecimentos e a tomada final de decisão.

Mudança de sexo

O actual código prevê a proibição de cirurgia para reatribuição do sexo, salvo em casos clínicos de transsexualismo ou disforia do género. A proposta da comissão de ética mantém esta restrição mas preconiza que a operação não possa ser feita a pessoas casadas e a menores.

Procriação assistida

A proposta inclui um capítulo dedicado à procriação medicamente assistida (o código actual faz uma breve referência à inseminação artificial). A PMA apenas se justifica quando há diagnóstico de infertilidade e “excepcionalmente e por razões estritamente médicas”, como a prevenção da transmissão de doenças graves de origem genética ou outra. O número de embriões produzidos não deve ser superior ao destinado à transferência. O médico não pode usar estas técnicas para melhorar características não médicas, designadamente a escolha do sexo, nem para criar seres humanos geneticamente idênticos.

Segredo médico

A comissão de ética propõe que, se um doente tiver um comportamento que implique um risco real e significativo para a vida de outra pessoa, o médico deve informar as pessoas em risco, depois de comunicar ao doente que o vai fazer e se este não alterar o seu comportamento, apesar de advertido. Sugere ainda que o segredo médico se mantenha, mesmo após a morte do doente.

Ensaios clínicos

A experimentação em indivíduos saudáveis deve evitar-se (o código actual refere que se pode admitir, se o indivíduo for maior e puder prestar livremente o seu consentimento). A proposta prevê a experimentação em mulheres grávidas “quando não possa ser realizada noutras circunstâncias” .

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New Cavaco meets old Cavaco http://5dias.net/2008/05/13/new-cavaco-meets-old-cavaco/ http://5dias.net/2008/05/13/new-cavaco-meets-old-cavaco/#comments Tue, 13 May 2008 10:04:24 +0000 João Galamba http://5dias.net/?p=3013 SHARETHIS.addEntry({ title: "New Cavaco meets old Cavaco", url: "http://5dias.net/2008/05/13/new-cavaco-meets-old-cavaco/" });]]> O que é extraordinário nesta cruzada presidencial em defesa da política é o quanto ela não joga com a personagem que Cavaco meticulosamente construiu ao longo de grande parte da sua vida pública. O homem que não lia jornais; o voluntarioso governante que só pedia que o deixassem trabalhar em paz—leia-se: sem ser importunado por minudências democráticas; o professor que sempre fez gala de não ser um político; o mui democrático pensador que defende que pessoas com a mesma informação chegam necessariamente às mesma conclusões. Já para não falar da sua recente visita à Madeira, onde terá feito tudo menos “zelar pelo regular funcionamento das instituições”. Tudo isto contraria o que agora tanto o preocupa. O que interessa verdadeiramente não é o que ele agora, majestaticamente, defende recorrendo aos seus estudos científicos. O que importa foi o seu exemplo e a persona que construiu desde que decidiu fazer a rodagem do carro para os lados do cabo mondego. A ideia de que ele lá foi sobretudo por razões mecânicas é, simbolicamente, reveladora da verdadeira substância da personagem.

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Democracia à la carte http://5dias.net/2008/05/13/democracia-a-la-carte/ http://5dias.net/2008/05/13/democracia-a-la-carte/#comments Tue, 13 May 2008 09:49:00 +0000 Rui Tavares http://5dias.net/?p=3014 SHARETHIS.addEntry({ title: "Democracia à la carte", url: "http://5dias.net/2008/05/13/democracia-a-la-carte/" });]]> Depois de gerações de guerra e ditaduras, estamos hoje perante a opinião pública mais livre e informada que o continente europeu - ainda há pouco dividido - jamais conheceu. E no entanto o potencial democrático da União continua por aproveitar. Pior ainda, a maneira como os grandes líderes europeus lidam com o seu eleitorado é puramente oportunista.

E não é só no que diz respeito ao Tratado de Lisboa ou ao nome do próximo presidente do Conselho. Veja-se a discussão em França sobre a entrada da Turquia na União.


Desde os tempos de Chirac que o Governo francês deseja realizar referendos sobre a entrada de cada novo país na União Europeia. Recentemente, Nicholas Sarkozy parecia preparar-se para prescindir da obrigatoriedade desse referendo, mas levantam-se vozes no seu partido propondo que este se faça apenas para países cuja população ultrapasse os cinco por cento do total da UE (ou seja, a Turquia) ou cujo território europeu seja menor do que o território não-europeu (ou seja, a Turquia). Para países menores, como por exemplo a Croácia, os franceses não precisariam de se pronunciar. Mas para a Turquia, de que Sarkozy não gosta, a opinião do povo já volta a contar. E segundo o secretário-geral do seu partido, o Presidente francês apoia a ideia.

O que está em jogo é saber que tipo de clube é a União Europeia. Trata-se de um clube onde os membros entram - e permanecem - pelo cumprimento de certas formalidades ou de um clube onde se entra pelo capricho dos membros que já estão lá dentro?

Se o critério for o primeiro, a Turquia ainda tem muito caminho para percorrer - em respeito pelos direitos humanos, tratamento das minorias étnicas, liberdade de expressão e equilíbrio entre laicismo e liberdade de crença, pelo menos. Mas se cumprir esse caminho, sabe o que tem a ganhar. Se o critério for o segundo, passa a estar dependente de que no fim do processo qualquer dos outros membros do clube diga simplesmente que não gosta da sua cara: porque é um país maioritariamente muçulmano e porque é um país populoso (por “populoso” entenda-se mais populoso do que a França: a entrada da Ucrânia, maioritariamente cristã, também padece do mesmo pecado).

Isto é desonesto, por duas razões.

Por um lado, a Turquia já está em negociações para aceder à União e as regras foram estabelecidas de forma clara. Como se pode agora determinar, no decurso do jogo, que as regras são aquelas e mais uma, a obrigação de agradar aos franceses?

Por outro lado, não há nada de democrático em referendar a entrada de um país terceiro na União Europeia. Os franceses podem apenas falar por si: se desejarem, poderão votar a própria saída da França de uma União Europeia de que faça parte a Turquia. Mas esse é o limite da sua voz.

Recapitulemos: este é o mesmo Nicolas Sarkozy que prometeu não fazer um referendo sobre um “tratado simplificado da União” e depois não apresentou nem tratado “simplificado” nem referendo. E é o mesmo Sarkozy que veio propor Tony Blair, desacreditado perante milhões de europeus pela sua participação na guerra do Iraque, para ser o primeiro presidente do Conselho da UE. Nicolas Sarkozy, pelos vistos, só se lembra da democracia quando lhe dá jeito.

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De volta aos jovens e ao presidente… http://5dias.net/2008/05/13/de-volta-aos-jovens-e-ao-presidente/ http://5dias.net/2008/05/13/de-volta-aos-jovens-e-ao-presidente/#comments Tue, 13 May 2008 09:22:33 +0000 Maria João Pires http://5dias.net/?p=3012 SHARETHIS.addEntry({ title: "De volta aos jovens e ao presidente…", url: "http://5dias.net/2008/05/13/de-volta-aos-jovens-e-ao-presidente/" });]]> … o Rui Bebiano faz a pergunta que se impõe “Já agora uma pergunta: será que «no seu tempo» o jovem Aníbal António se interessava pela política? Se sim, folgo muito, pois não fazia a menor ideia de que tal pudesse ter ocorrido.

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http://5dias.net/2008/05/12/3011/ http://5dias.net/2008/05/12/3011/#comments Mon, 12 May 2008 17:19:29 +0000 João Pinto e Castro http://5dias.net/2008/05/12/3011/ SHARETHIS.addEntry({ title: "", url: "http://5dias.net/2008/05/12/3011/" });]]>

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o homem a quem fotografaram não sei quê, momentos antes de arrumar com a tralha paparazzi http://5dias.net/2008/05/12/o-homem-a-quem-fotografaram-nao-sei-que-momentos-antes-de-arrumar-com-a-tralha-paparazzi/ http://5dias.net/2008/05/12/o-homem-a-quem-fotografaram-nao-sei-que-momentos-antes-de-arrumar-com-a-tralha-paparazzi/#comments Mon, 12 May 2008 14:33:58 +0000 pedro vieira, o irmaolucia http://5dias.net/?p=3007 SHARETHIS.addEntry({ title: "o homem a quem fotografaram não sei quê, momentos antes de arrumar com a tralha paparazzi", url: "http://5dias.net/2008/05/12/o-homem-a-quem-fotografaram-nao-sei-que-momentos-antes-de-arrumar-com-a-tralha-paparazzi/" });]]>

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A sogra de Bill Clinton http://5dias.net/2008/05/12/a-sogra-de-bill-clinton/ http://5dias.net/2008/05/12/a-sogra-de-bill-clinton/#comments Mon, 12 May 2008 13:13:09 +0000 João Pinto e Castro http://5dias.net/?p=3005 SHARETHIS.addEntry({ title: "A sogra de Bill Clinton", url: "http://5dias.net/2008/05/12/a-sogra-de-bill-clinton/" });]]>

No final da primeira década do século XXI já todos os interessados presenciaram um concerto dos Stones ao vivo, escutaram um CD dos Stones ao vivo ou assistiram a um video dos Stones ao vivo.

Que poderia acrescentar “Shine a Light”, o filme de Scorsese agora estreado?

Alguns flashes de entrevistas antigas sem particular interesse limitam-se a sublinhar a longevidade da banda. Um ou noutro momento de intimidade com o que se passa no palco - a expressão de cansaço de Watts no final de um trecho mais puxado ou um vislumbre do alinhamento das canções rabiscado na face de um quadro negro invisível para o público, por exemplo - não são suficientes para justificar a empreitada.

À medida que os Stones envelhecem, cresce o protagonismo de Richards em detrimento de Jagger. Este já todos entendemos que é um genial farsante, mas o mistério do primeiro, com a sua impassível máscara de repugnante bardinas, adensa-se de dia para dia.

Só ele parece disposto a jogar o jogo até ao fim, excepto naquele raro momento em que, como qualquer pessoa normal, condescende num beijinho bem comportado à sogra de Bill Clinton, embevecida com aquela oportunidade única de privar com o mafarrico em pessoa.

Agora, que João Paulo II unilateralmente aboliu o Inferno, o diabo já não mete medo a ninguém. E os artistas malditos também não.

PS - Tendo surgido na caixa dos comentários algumas dúvidas relativamente ao que João Paulo II disse sobre o Inferno, aqui fica o que pude apurar:

“In 1999 Pope John Paul II declared that Heaven was «neither an abstraction nor a physical place in the clouds, but that fullness of communion with God which is the goal of human life.» Hell, by contrast, was «the ultimate consequence of sin itself … Rather than a place, Hell indicates the state of those who freely and definitively separate themselves from God, the source of all life and joy».

“In October the Pope indicated that limbo, supposed since medieval times to be a «halfway house» between Heaven and Hell, inhabited by unbaptised infants and holy men and women who lived before Christ, was «only a theological hypothesis» and not a «definitive truth of the faith».”

Deixo aos teólogos a responsabilidade de esclarecerem como isto deverá ser interpretado.

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Da blogosfera como mote http://5dias.net/2008/05/12/da-blogosfera-como-mote/